quinta-feira, 28 de julho de 2011

De Mário Viegas e outros poetas ...








- De Mário-Henrique Leiria

A Minha Querida Pátria


a pátria
os camões
os aviões
e os gagos-coutinhos
coitadinhos

a pátria
e os mesmos
aldrabões
recém-chegados
à democracia social
era fatal

a pátria
novos camões
na governança
liderando
as mesmas
confusões
continuando
mesmo assim
as velhas tradições
de mau latim
da Eneida

enfim
sabem que mais?
pois
vou da peida

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- De Pedro Oom

O Coelhinho Que Nasceu Numa Couve


       Era uma vez um coelhinho que nasceu numa couve.
      Como os pais do coelhinho nunca mais aparecessem a couve passou a cuidar dele como se do seu próprio filho se tratasse.
      Com ervinhas tenras que cresciam ao seu redor a couve foi criando o coelhinho dentro do seu seio até que este passou a procurar a sua própria alimentação.
      O coelhinho, que tinha um coração muito bondoso, retribuindo o afecto que a couve lhe dedicava, considerava-a como sua verdadeira mãe.
      A mãe couve e o seu filhinho adoptivo foram vivendo muito felizes até que um dia uma praga de gafanhotos se abateu sobre aquelas terras.
      O coelhinho ao ver que aqueles insectos vorazes devoravam tudo o que era verde cobriu com o seu próprio corpo o corpo da mãe couve e assim conseguiu que os gafanhotos pouco dano lhe fizessem.
      Quando aqueles insectos daninhos levantaram voo, os campos em volta passaram a ser um imenso deserto de areias e pedra.
      O pobre coelhinho, que sempre tinha vivido nas proximidades da sua mãe couve, teve de deslocar-se para muitos quilómetros de distância a fim de procurar comida.
      Mas já nada havia que se pudesse mastigar naquelas terras.
      Passaram muitos dias e o pobre coelhinho estava cada vez mais magro mais magro e faminto.
      Então a mãe couve disse-lhe assim:
      “Ouve meu filho: é a lei da vida que os velhos têm de dar o lugar aos novos, por isso só vejo ums solução: assim como tu viveste durante algum tempo no meu seio passarei a ser eu agora a viver dentro do teu. Compreendes, meu filho, o que eu quero dizer?”.
      O pobre coelhinho compreendeu e, embora com grande tristeza na alma não teve outro remédio, comeu a mãe.

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- De Joaquim Pessoa

Rimanço do País das Uvas


D. Mello e Mello e mais Mello
deu dois tiros na coutada.
“-Escapei por um cabelo!”
disse a perdiz desasada.

Dona Chuva miudinha
que caía em telha vã
viu a Bruxa malvadinha
envenenar a maçã.

Diz o rei: “-Abaixo o povo!”
Diz o povo: “-Abaixo o rei!”
Lá vem D. Fuas de novo
fazer respeitar a lei.

Traz uma trança comprida,
toda atada em noz moscada.
Grita: “-Antes nós do que nada …
Quem puder que salve a vida!”

E os lobos que andam à solta
toda a noite a dar ao dente
descem de serra e na volta
comem os olhos à gente.

Armandinlho vai à tropa
aprender a disparar
para salvar a Europa
de quem a quer devorar.

Com achas de pessegueiro
Juião acende o lume
para pôr no fugareiro
o caldeirão de ciúme.

Fechem as portas abertas
os cruzados nas campanhas.
Almoçam a horas certas.
Pagam o bife com senhas.

E as donzelas vão sorrindo
nas janelas da avenida
ao galã Dom Florindo
que já se vai de partida.

“-Porra, porra, meu senhor ...”
queixa-se um velho criado.
“Sempre a pedir por favor!
Sempre a dizer obrigado!”

E o amo que usava venda
na vista esquerda, coitado!,
vendeu depois a fazenda
os cavalos e o criado.

Mello e Fuas de Roupinho
com cama e roupa lavada
enchem a mula de vinho
e enguias de caldeirada.

E um pobre que passa à porta
pede um pedaço de pão.
Dizem-lhe: “-A coisa está torta.
Não se pode ser patrão!”

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- De Joaquim Namorado

Fábula


No tempo em que os animais falavam.
Liberdade!
Igualdade!
Fraternidade!

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- De Mário-Henrique Leiria

Rifão Quotidiano


Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia

chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a

é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece





quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Sobre as privatizações no sector empresarial do estado e o ataque à Administração Pública" - Petição CGTP (divulgação)



PETIÇÃO
SOBRE AS PRIVATIZAÇÕES NO SECTOR EMPRESARIAL DO ESTADO E O ATAQUE À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) e o “Plano de Austeridade” incluem um enorme pacote de privatizações, quantificado em 6 mil milhões de euros, o que pode levar à quase liquidação do que resta do Sector Empresarial do Estado (SEE). São abrangidas empresas nos sectores da energia (GALP, REN e EDP), financeiro (BPN e CGD Seguros), transportes (TAP, ANA CP e EMEF) e outras, incluindo os Estaleiros navais de Viana do Castelo.
A par destas privatizações, há a intenção de prosseguir o ataque à Administração Pública pondo em causa ou fragilizando a prestação de serviços públicos, nomeadamente com o encerramento de escolas e unidades de prestação de cuidados de saúde.
Os signatários estão particularmente preocupados com as consequências a longo prazo que tais medidas poderiam ter considerando os fins de natureza política (subordinação do poder económico ao político), económica (concretização de uma estratégia de desenvolvimento) e social (prestação de serviços essenciais às populações).
Esta preocupação ancora-se na experiência de privatizações que: enfraqueceram a capacidade do Estado de realizar uma política de desenvolvimento; conduziram à perda dos centros de decisão nacionais a favor do capital estrangeiro; transferiram a posse de sectores e empresas que são monopólios naturais para privados; debilitaram o serviço público; reduziram a mobilidade das populações, por via da privatização de empresas de transportes; destruíram postos de trabalho, precarizaram o emprego.
Nestes termos os subscritores desta petição:
• Consideram que se deve pôr termo à política de privatizações e de ataque aos serviços públicos prestados pela Administração Pública;
• Entendem que é necessário um Sector Empresarial do Estado (SEE) e uma AP fortes para a realização de uma política de desenvolvimento e de salvaguarda do serviço público;
• Alertam para a necessidade de serem resolvidos os problemas financeiros das empresas do SEE de transporte e exigem que sejam asseguradas as obrigações do Estado em relação às empresas que prestam serviços públicos;
• Rejeitam as medidas do PEC, designadamente as que visam reduzir os salários no SEE e na Administração Pública e o congelamento de admissões nesta.


Artigo e petição em   CGTP

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Resistir para não perecer ...






Fairoux chante Al-Quds

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sábado, 23 de julho de 2011

Pelo Reconhecimento da Presença do Estado Palestiniano como Membro de Pleno Direito da ONU.



- Petição no sentido dos EUA não vetarem, no Conselho de Segurança da ONU, o reconhecimento da Palestina como membro da Organização das Nações Unidas.  (Divulgação):



Don’t Set a Timetable on Another’s Freedom

UN membership illustrationThis month Palestine is expected to submit an application for membership in the United Nations. Join the national organizations listed below in signing this petition--either as an individual or as an authorized endorser on behalf of an organization--to Secretary of State Hillary Clinton and U.S. Ambassador to the UN Susan Rice calling on the United States not to veto Palestine's membership application in the Security Council.

The Security Council may begin debate on Palestine's membership application as soon as July 25. Sign today and help us get 100 organizational endorsements and 10,000 individual signatures. If we reach our goal, we'll deliver your signature to the State Department and U.S. Mission to the UN.


Dear Secretary of State Clinton and Ambassador Rice,


This month the Permanent Observer Mission of Palestine to the United Nations is expected to submit an application for the State of Palestine to become a member of the United Nations. We, the undersigned individuals and organizations representing hundreds of thousands of supporters across the United States, call upon you not to veto this membership application in the Security Council.


In 1949, Senator John Sherman Cooper, the U.S. Representative to the United Nations General Assembly, promised that the United States had “no intention of preventing, by its vote, the admission to the United Nations of any applicant which received at least seven affirmative votes in the Security Council, which meant that the United States would not use its right of veto in the Security Council on any membership application.” [1]


However, the Obama Administration has made clear it intends to abandon this commitment when it comes to the State of Palestine. In remarks to the American Israel Public Affairs Committee on May 22, 2011, President Barack Obama stated that “No vote at the United Nations will ever create an independent Palestinian state.” He equated Palestinian membership at the United Nations with “efforts to single Israel out at the United Nations...Israel’s legitimacy is not a matter for debate.” President Obama promised to “stand up against” this initiative, noting “That is my commitment; that is my pledge to all of you.” [2]


For decades, Palestinians have been prevented from exercising their rights to freedom and self-determination on even a portion of their historic homeland due to Israel’s historic and ongoing policies of ethnic cleansing, apartheid, military occupation, and colonization.


Palestinians are seeking membership in the United Nations as a way toward Palestinian freedom and self-determination and establishing a just and lasting Israeli-Palestinian peace that must include ending Israel’s illegal military occupation of the Palestinian West Bank, including East Jerusalem, and the Gaza Strip; equality for Palestinian citizens of Israel; and recognition and implementation of the right of return for Palestinian refugees.


The Rev. Dr. Martin Luther King, Jr. wrote in his Letter from Birmingham Jail: "For years now I have heard the word 'Wait!'...This 'Wait' has almost always meant 'Never.'" The worst stumbling block to freedom's advance, King argued, is the person who "believes he can set the timetable for another" person's freedom. [3]


Palestinians have waited more than 63 years for their human rights. We urge you—do not set a timetable for Palestinian freedom by vetoing Palestinian membership in the United Nations.




[1] UN General Assembly Official Records, Ad Hoc Political Committee, Summary Records of Meetings 27 September – 7 December 1949, 26th meeting, 1 November 1949, UN Doc. A/AC.31/SR.26, para. 71.


[2] Remarks by the President at the AIPAC Policy Conference 2011, May 22, 2011.


[3] Letter from Birmingham Jail, Rev. Dr. Martin Luther King, Jr., April 16, 1963.




Organizações Signatárias (da Petição):


1. US Campaign to End the Israeli Occupation
2. American-Arab Anti-Discrimination Committee
3. American Educational Trust
4. American Federation of Ramallah, Palestine
5. American Jews for a Just Peace
6. American Muslims for Palestine
7. CODEPINK Women for Peace
8. Fellowship of Reconciliation
9. Friends of Sabeel—North America
10. Grassroots International
11. Interfaith Peace-Builders
12. Intersect Worldwide
13. Israeli Committee Against House Demolitions (ICAHD)—USA
14. Jewish Voice for Peace
15. Just Foreign Policy
16. Paulist Ecumenical and Interfaith Relations
17. Peace Action
18. Progressive Democrats of America
19. Rachel Corrie Foundation for Peace and Justice
20. Unitarian Universalists for Justice in the Middle East
21. U.S. Peace Council

Local Organizations

1. Al-Nakba Awareness Project, Eugene, OR
2. American Arab Forum, Denville, NJ
3. American Expats in Jordan, New York, NY
4. American Iranian Friendship Committee, Armonk, NY
5. American Tribune, Detroit, MI
6. Americans United for Palestinian Human Rights, Portland, OR
7. Another Jewish Voice, Santa Fe, NM
8. Atonement Lutheran Church, Bloomington, MN
9. Austin Center for Peace and Justice, Austin, Texas
10. Baltimore Nonviolence Center, Baltimore, MD
11. Boston Coalition for Palestinian Rights, Boston, MD
12. Brown University Students for Justice in Palestine, Providence, RI
13. Carlisle Peace College, Sandy Spring, MD
14. Central New York Working for a Just Peace in Palestine & Israel, Cazenovia, NY
15. Citizens for Democracy New Jersey, Springfield, NJ
16. Citizens for Palestinian Self-Determination, Lincoln, NE
17. Citizens for Peace and Justice in the Holy Land, Raymore, MO
18. Citizens for Sanity, Land O’ Lakes, FL
19. Clark University Students for Palestinian Rights, Freeport, ME
20. Colorado University—Divest!, Boulder, CO
21. Committee for Palestinian Rights, Columbia, MD
22. Committee for Peace in Israel and Palestine, Essex, CT
23. Culture and Conflict Forum, San Jose, CA
24. Episcopal Peace Fellowship DC, Washington, DC
25. Friends of Palestine, Milwaukee, WI
26. Friends of Sabeel—Colorado, Denver, CO
27. Greater Boston Code Pink, Boston, MA
28. Greater New Haven Peace Council, New Haven, CT
29. House of Grace, New Port Richey, FL
30. Houston Peace News, Houston, TX
31. Interdenominational Advocates for Peace, Ann Arbor, MI
32. Interfaith Community for Palestinian Rights, Austin, TX
33. International Trauma Treatment Program, Olympia, WA
34. Islamic Center of Leavenworth, KS, Leavenworth, KS
35. Jewish Voice for Peace—Chicago, Chicago, IL
36. Jewish Voice for Peace—Los Angeles, Los Angeles, CA
37. Jewish Voice for Peace—South Bay Chapter, Redwood City, CA
38. Jews Say No!, New York, NY
39. Justice Committee of the Cleveland Congregation of St. Joseph, Cleveland, OH
40. Liberation Graphics, Silver Spring, MD
41. Mary House Catholic Worker, Austin, TX
42. Middle East Crisis Response
43. Middle East Study Group of the Diocese of Pennsylvania, Philadelphia, PA
44. Mid East: Just Peace, Cedar, MI
45. New Hampshire Veterans for Peace, Auburn, NH
46. North Bay New Energy Group, Mill Valley, CA
47. Northfielders for Justice in Palestine/Israel, Northfield, MN
48. Pacific Green Party (Oregon), Corvallis, OR
49. Pax Christi Hudson Valley, Highland, NY
50. Peace Action of San Mateo County, San Mateo, CA
51. Peace Action—Wisconsin, Milwaukee, WI
52. People for Justice in Palestine, Iowa City, IA
53. Philadelphia Catholic Peace Fellowship, Philadelphia, PA
54. Progressive Democrats of America—Broward County Chapter, West Park, FL
55. Progressive Democrats of America—Miami Chapter, Miami, FL
56. San Fernando Valley Greens, Tujunga, CA
57. School of the Americas Watch—Northeast, Philadelphia, PA
58. Sisters of Mercy West Midwest Justice Team, Detroit, MI
59. Sisters of St. Joseph of Carondelet—St. Louis Province, St. Louis, MO
60. Temple Students for Justice in Palestine, Philadelphia, PA
61. Tikkun Chicago, Chicago, IL
62. United Methodist Church Israel-Palestine Task Force of California-Nevada Conference, Fair Oaks, CA
63. Vermonters for a Just Peace in Palestine/Israel, Montpelier, VT
64. Veterans For Peace, Chapter 21, New Jersey, Clifton, NJ
65. Virginians for Middle East Peace, Vienna, VA
66. Washington Interfaith Alliance for Middle East Peace, Washington, DC


Texto e Petição em  End the Occupation

terça-feira, 19 de julho de 2011

Lei israelita "anti-boicote" ataca liberdade de expressão - Amnistia Internacional (divulgação)



Lei israelita “anti-boicote” ataca liberdade de expressão  

A lei aprovada pelo parlamento israelita que prevê como crime qualquer apelo ao boicote ao Estado de Israel ou aos seus colonatos na Cisjordânia, irá ter um grave efeito na liberdade de expressão em Israel, afirmou a Amnistia Internacional.  
A lei controversa, aprovada na noite de 11 de Julho, torna o apelo ao boicote académico, cultural ou económico a pessoas ou instituições, no país ou nos territórios ocupados, numa ofensa civil. Qualquer indivíduo que infrinja esta lei pode enfrentar um processo judicial ou sanções pecuniárias. 
Os defensores desta lei deixaram claro que um dos objectivos principais da norma é penalizar os indivíduos que utilizam apelos ao boicote para fazer campanha contra os colonatos ilegais de Israel nos territórios ocupados na Palestina, ou realçam as decorrentes violações aos direitos palestinos.  
“Esta lei é uma tentativa flagrante de abafar as dissidências e campanhas pacíficas, ao atacar o direito à liberdade de expressão, que todos os governos devem apoiar”, afirmou Philip Luther, Vice-Director da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África. “A abrangente definição de boicote pode aplicar-se a qualquer indivíduo que procure utilizar estes meios dissidentes, não violentos, para criticar pessoas ou instituições envolvidas em violações dos direitos humanos ou violações ao direito internacional, em Israel ou nos territórios ocupados”, acrescentou. 
A lei, promovida e apoiada pelo governo de Netanyanhu, foi aprovada por 47 votos contra 36. Várias Organizações Não Governamentais israelitas de direitos humanos planeiam contestar a lei no Supremo Tribunal de Justiça. 
A lei permite ao Ministro das Finanças revogar a isenção de impostos a Organizações Não Governamentais que apelem a boicotes, o que põe em causa o principal meio de sobrevivência de muitas organizações israelitas. Empresas ou organizações que participem num boicote podem também ser impossibilitadas de se candidatarem a contratos governamentais. 
Esta é apenas uma de muitas leis aprovadas recentemente, alvo de críticas pelas Organizações Não Governamentais de direitos humanos de Israel por restringirem a liberdade de expressão, o trabalho das organizações da sociedade civil israelitas ou os direitos dos cidadãos palestinianos e dos seus representantes políticos. 
A Amnistia Internacional não tomou nenhuma posição sobre boicotes em qualquer local no mundo, contudo, a organização teme que esta lei leve a violações à liberdade de expressão de pessoas que apelem a boicotes.


Domingo, 17 de Julho 2011

Artigo em  Amnistia Internacional

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Imagens da "única democracia do Médio Oriente" ...





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Criança palestiniana, de 13 anos, Mohammad Badwan amarrada a jipe pelas Forças Militares Israelitas -  Abril de 2004


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- Forças israelitas perseguindo e detendo criança (palestiniana) de 11 anos em Ramallah na Cisjordânia - Na Palestina.


- O vídeo data de Janeiro deste ano







Em Janeiro último, no seu relatório anual junto da ONU, a organização - Defense for Children International (DCI), afirma que; desde 2000, os militares israelitas já detiveram cerca de   7 000 crianças palestinianas.

Que as prisões são frequentemente realizadas durante a noite e por soldados fortemente armados, sendo as crianças geralmente vendadas e algemadas.

Sendo o processo de detenção muitas vezes acompanhado de violência física e verbal.

No relatório submetido às Nações Unidas, a DCI, informa que, também, raramente as crianças ou as suas famílias, são informadas dos motivos da detenção, ou do destino de prisão.

Durante os interrogatórios, as crianças, são ainda, frequentemente ameaçadas e agredidas.

No referido relatório a DCI afirma que crianças com idade de 12 anos já foram julgadas em tribunais militares.



Para mais informações consultar    Ma'an News Agency


sábado, 9 de julho de 2011

QUEM É QUE NÃO RECONHECE A QUEM O DIREITO À EXISTÊNCIA?



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02/08/2009


50 palestinianos expulsos de suas casas em Jerusalém

JERUSALÉM - A Polícia israelita expulsou duas famílias palestinianas em Jerusalém Oriental, no domingo, tendo em seguida, permitido que colonos judeus ocupassem as suas casas. Apesar das críticas dos palestinianos, das Nações Unidas e do Departamento de Estado.
Chegaram antes do amanhecer, isolaram parte do bairro árabe de Sheikh Jarrah, tendo em seguida expulso através da força mais de 50 pessoas, disse Chris Gunness, porta-voz da agência da ONU encarregado dos refugiados palestinos.

Funcionários da ONU testemunharam, que, posteriormente, colonos judeus mudaram-se e ocuparam as casas palestinianas, referiu Chris Gunness.

A polícia israelita citou uma decisão do Supremo Tribunal de Israel afirmando que as casas pertenciam a judeus e que as famílias árabes tinham vivido lá ilegalmente.

Gunness (da ONU) - afirmou que as famílias palestinianas residiam nestas casas há mais de 50 anos.



- Esta acção de expulsão de famílias palestinianas, foi condenada pela Comunidade Internacional. Tendo também o governo dos EUA, exigido o abandono, aí da construção de mais 20 colonatos judeus.
Jerusalém Oriental tem sido anexada por Israel ilegalmente desde 1967. Anexação não reconhecida, e condenada, pela comunidade internacional.

Testemunhas informaram que a polícia israelita, arrombou as portas das casas palestinianas e expulsou as famílias aí residentes, sob ameaça de armas – não permitindo que estas levassem consigo móveis ou outros bens. Tendo os jornalistas sido impedidos pela polícia de entar na área.
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CHOQUANT_CLASH!! VOILA COMMENT ON COLONISE EN... por Jeremy_du_13



Vídeo: Colonos judeus em pleno acto de roubo e ocupação de casa de uma família palestiniana

Postado por admin segunda-feira, 21 de fevereiro, 2011.

Cena Impressionante: Tranquilamente, em força e protegidos pela polícia israelita, colonos ocupam a casa da família palestiniana Al Kurdy em Jerusalém. Esta cena foi filmada em 01 de Dezembro último. Não é um caso isolado, cena vulgar, em consequência da ausência de medidas de retaliação contra Israel por parte dos governos que se reivindicam do respeito da lei e da propriedade privada.


Dailymotion

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URGENT SUITE "LA FETE APRES LE VOL" por Jeremy_du_13




Após a Expulsão e a Ocupação; O Festejo

Após a  ocupação da casa da família palestiniana Al Kurdy em Jerusalém, a 01/12/2010, por colonos judeus (acima filmada) - segue-se a festa ...


Dailymotion      (Actualizado a 21/08/2011)

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02 de Agosto de 2009


Forças de segurança israelelitas expulsam através da força duas famílias palestinianas de suas casas em Jerusalém Oriental, depois de um tribunal israelita ter rejeitado um recurso contra a sua expulsão.

As famílias al-Ghawi e al-Hanoun, que foram expulsas no domingo, têm vivido no bairro Sheikh Jarrah desde 1956.

Israel pretende aí construir, nessas terras, um já projectado hotel.

O despejo ocorre enquanto têm lugar apelos internacionais no sentido de Israel terminar com a construção de colonatos em terras palestinianas ocupadas.

A numerosa força policial envolvida na operação de Sheikh Jarrah, um dos mais sensíveis e luxuosos bairros árabes, próximo, da chamada Linha Verde, que separa Jerusalém Oriental de Jerusalém Ocidental.

Violentos confrontos

Sherine Tadros, correspondente da Al Jazeera em Jerusalém Oriental, disse: Que de acordo com os membros da família Hanoun, com quem tenho falado, por volta das 06:00, enquanto dormiam em suas casas, a polícia israelita forçou a entrada - podemos ver o vidro partido e espalhado pelo chão da casa.

É-nos dito que a polícia estava armada e que despejou à força tanto os activistas internacionais que estavam hospedados na casa como os membros da família.

Membros da família dizem que a policia espancou indiscriminadamente com cassetetes tanto adultos como crianças com idade de seis anos, inclusive enquanto estes tentavam voltar para as suas casas.

Tadros, disse aos activistas internacionais que também objectos pessoais pertencentes às famílias, tais como câmeras, laptops e computadores foram confiscados.



You Tube

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- Estas são imagens captadas em Hébron na Cisjordânia - isto é - na Palestina. Hébron é uma cidade Ocupada e Colonizada por israelitas. Os Palestinianos que vemos, não podem circular nem sair livremente à rua na Palestina. Isto é, estão prisioneiros de Israel no seu próprio território - País.





Carregado a 30 Abr 2010


Um  vídeo difundido pela Associação Israelita dos Direitos do Homem; B'Tselem que mostra  o fanatismo racial dos colonizadores, israelitas, instalados em pleno centro da cidade. A este respeito, ler o artigo: http://www.lapaixmaintenant.org/article1505


You Tube


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sobrevoo os teus versos




Sobrevoo os teus versos,
um frémito
um centrípeto turbilhão

a imposição do perfurante presente
a premência

observo os grafemas, percorro-os desmedido
pairo sobre eles, suspenso
o assalto,
o sobressalto,
ahh, a incomensurável emoção ...

um turbilhão percorre, contido, os sentidos múltiplos

e a liquefação ontológica tomba!
e o gotejo envolvente!

e a permeabilidade de cada forma
permite a penetração,
a inquieta procura

e o ser encontra-se unificadoramente disperso
no interior uterino da grafia significante
percorro-o ...
recosto-me no espaço aconchegante de cada forma
e aí múltiplo, repartido,
o absoluto tenta definir-se

e procurando aplacar exaustas procuras
adormeço,
colando-me a cada interstício



domingo, 3 de julho de 2011

"humanos" e "não humanos"!!


- A humilhação dos palestinianos - passatempo e desporto nacionais israelitas ...



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- As afirmações do soldado israelita; “Ramallah é uma selva, todos eles [os palestinianos] são macacos, animais, cães, (…) os animais estão encarcerados, não podem sair ...” (convém assinalar que, a cidade de,  Ramallah fica situada na Cisjordânia - isto é - em território palestiniano (é portanto em território ocupado que estes soldados israelitas se encontram))
- Enquanto que: “nós [israelitas] somos humanos não somos animais ...”


- Não são afirmações nem isoladas nem desgarradas – fazem parte do quotidiano israelita e estão fortemente enraizadas na sua cultura e na sua (racista, ou xenófoba) visão dos palestinianos.

- Segue-se a transcrição das citações do final da gravação:

1 - “devemos usar o terror, o assassinato, a intimidação, a confiscação de terras e o corte de todos os serviços sociais para libertar a Galileia da sua população árabe”.

- Por: David Ben-Gurion – ex-primeiro ministro de Israel.
- David Ben-Gurian; foi o 1º chefe de Governo de Israel, 1 líder do movimento “Sionismo Socialista”, e 1 dos fundadores do Partido Trabalhista. Esteve no poder no estado de Israel ao longo das 1ªs três décadas do estado. Foi 1º Ministro de 1948 até 1963 (com uma interrupção de 2 anos).

2 - “os palestinianos são bestas (animais) que caminham sobre duas pernas”.

- Por: Menachem Begin, em discurso no “Knesset” (parlamento israelita), citado por Amnon Kapeliouk na revista britânica “New Statesman”, em 25 de Junho de 1982.
- Menachem Begin, foi responsável pelo atentado à bomba do hotel “King David” em Jerusalém, em 22 de Julho de 1946 (do qual resultaram 91 mortos). Esteve envolvido (juntamente com Ariel Sharon, entre outros) no massacre nos campos de refugiados de Sabra e Shatila (que aconteceu entre 16 e 18 de Setembro de 1982) e de onde resultaram milhares de mortos. (Entre outros crimes).

3 - “os palestinianos deverão ser pisados como gafanhotos e as suas cabeças esmagadas contra as pedras e paredes”.

- Por: Yitzhak Shamir, ao New York Times a 1 de Abril de 1988 – era 1º Ministro de Israel na altura.
- Yitzhak Shamir – 1º Ministro de Israel de 1983 a 1984, e de 1986 a 1992.


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"A vida quotidiana na Palestina; Checkpoint de Bethlehem"


Novembro de 2008


Mulheres contra a Ocupação
e
Pelos direitos humanos.

Vida quotidiana na Palestina:

Palestinianos esperando em fila, em gaiolas de ferro, durante horas, a caminho dos empregos, diariamente. Esta é a fila que conduz ao checkpoint em si. Depois, no interior do checkpoint, terão que passar por verificações adicionais e esperar mais uma vez em longas filas.

Filmado por Neta Efroni.
Editado por Hadassa Shuve.



You Tube

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Racismo, xenofobia e ódio em doses q. b. ...






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Israel: Um Estado Teocrático Racista – [Israel é um dos únicos estados do mundo que é constitucionalmente um estado religioso – judaico] "O racismo do Estado de Israel", escrito em 1975 pelo Presidente da Liga Israelita para os Direitos Humanos (eleito para este cargo em 1970 [cargo que manteve até 1990]), descreve a realidade interna em Israel, que não mudou desde então, denunciando a tortura, a destruição de aldeias, a discriminação racial, a expropriação de terras árabes, a ocupação selvagem e a repressão. O seu autor, Israel Shahak, que foi nomeado em 1973 professor na Universidade Hebraica de Jerusalém, nasceu em Varsóvia em 1933. Tendo vivido de 1939 a 1945 sob o regime nazi, e, passado dois anos (1943-1945) no campo de concentração de Bergen-Belsen. Chegou à Palestina em 1945 e terminou o ensino secundário em 1951, cumpriu o serviço militar obrigatório no exército israelita 1951-1953. Obtém o doutoramento e agregação em química orgânica na Universidade Hebraica de Jerusalém em 1963 e fez estudos complementares na Universidade de Stanford, na Califórnia. O seu combate activo na luta pelos direitos humanos teve início em 1968. Em 1990, critica fortemente o "processo de paz" de Oslo, considerando-o "uma fraude e um veículo para tornar mais eficaz a ocupação israelita".
Entre outras publicações suas, encontram-se: "História Judaica, Religião Judaica: O peso de três mil anos" (Pluto Press, 1994) - alguns meses após o lançamento deste livro, em Novembro de 1995, o primeiro-ministro Yitzhak Rabin é assassinado por um estudante judeu ortodoxo – "Política externa e nuclear israelitas" (Pluto Press, 1997) e "Fundamentalismo judaico em Israel" (Pluto Press, 1999). Israel Shahak morre em julho de 2001 em Jerusalém.


You Tube

sábado, 2 de julho de 2011

As cargas policiais (na Grécia) - e o direito à manifestação pública e ao protesto ...





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Notícia da Amnistia Internacional (divulgação):



Disparado gás lacrimogéneo nos confrontos em Atenas

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A polícia de choque grega não deve recorrer ao uso excessivo de força ao tentar dispersar os violentos protestos de que Atenas tem sido palco, afirmou a Amnistia Internacional, aquando da divulgação de relatos da hospitalização de manifestantes após a polícia ter lançado enormes quantidades de gás lacrimogéneo.

Os confrontos surgiram durante dois dias de protestos na praça Syntagma, contra as medidas de austeridade aprovadas pelo Parlamento grego no dia 29 de Junho.

“As manifestações, na maioria pacíficas, dos últimos dois dias foram novamente interrompidas por uma minoria de manifestantes que entraram em confronto com a polícia,” afirmou John Dalhuisen, Subdirector do Programa da Amnistia Internacional para a Europa e Ásia Central.

“A polícia tem o dever de parar a violência e deter os responsáveis, mas deve garantir que o uso de força é proporcional e direccionado apenas para os manifestantes violentos. Não deve impedir o legítimo direito de reunião e protesto dos manifestantes pacíficos que marcam presença na praça Syntagma.”

Os sindicatos declararam, no dia 28 de Junho, um greve geral de 48 horas na Grécia, como forma de protesto contra os planos do governo que tinham como objectivo introduzir um novo plano de austeridade. A praça Syntagma em Atenas, no lado oposto ao Parlamento, tem sido o local para onde convergem milhares de manifestantes durante a greve.

O movimento grego dos “indignados” também ocupou pacificamente a praça durante várias semanas.

Vídeos e testemunhas apontam para o repetido uso excessivo de força por parte da polícia em protestos recentes, incluindo o uso indiscriminado e desproporcional de gás lacrimogéneo e outros químicos contra manifestantes pacíficos.

Os representantes da Amnistia Internacional, presentes na praça Syntagma, testemunharam os incidentes em que manifestantes pacíficos foram agredidos por agentes da polícia.

Nuvens de gás lacrimogéneo cercavam a praça obrigando um grande número de manifestantes a refugiarem-se dentro da estação de metro da praça Syntagma, onde continuaram o seu protesto.

Muitos manifestantes foram alegadamente hospitalizados com problemas respiratórios causados pela inalação de gás lacrimogéneo e alguns participantes nos protestos, assim como membros da polícia de choque sofreram ferimentos.