quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novas imagens de agentes da polícia à paisana infiltrados nas manifestações (15 de Outubro) - agindo como agentes provocadores, instigando à violência policial ...








Uma série de eventos que mostram as tácticas subversivas, ilegais, obscuras por parte dos AGENTES PROVOCADORES a mando de quem nunca admite que mandou. Neste capítulo, fica o exemplo do 15OUTUBRO2011, e como o Governo e as autoridades agiram sobre os manifestantes pacíficos e reivindicadores de direitos legítimos. Não perca os próximos episódios..porque os haverá!!!



A partir de:  You Tube e esquerda.net  


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Montserrat Figueras








La Tragédie Cathare ~ The Albigensian Crusade   (El Canto de la Sibila)  (Excerto)

Montserrat Figueras, soprano
Pascal Bertin, countertenor
Lluís Vilamajó, tenor
Marc Mauillon, baritone
Furio Zanasi, bass

Hespèrion XXI
La Capella Reial de Catalunya

Conducted by Jordi Savall


You Tube


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Plasticidades









O espaço expande-se
múltiplo,
o tempo escorre
volátil,
em sequências diversas.







Ritmos irrompem
marcantes,
desenham-se gestos
a emoção estremece
o assombro espreita
afectos esculpem-se.







Os sentidos imperam.

O sublime torna-se corpóreo...



domingo, 27 de novembro de 2011

REPOSIÇÃO de vídeo da violenta agressão de 1 miúdo, por polícia (as) à paisana nas imediações do Parlamento a 24 de Novembro - e alguns esclarecimentos ...












- Texto retirado de 5 dias:

A impressionante partilha popular do vídeo da agressão já levou a que fosse apagado do Vimeo. Rapidamente reposto no Youtube acabou por perder a estatística a as ligações a ele associado, ainda para mais no dia em que tinha começado a circular internacionalmente.

As televisões não puderam fazer vista grossa e todas acabaram por difundir as imagens, embora distorcendo a cara do trambolho que agrediu um manifestante e, por engano, outro polícia à paisana. Gostava de saber o critério da censura, especialmente quando a generalidade dos meios de comunicação não hesita em representar manifestações de massas com a imagem de uma só pessoa.

Até que ele, e não outros, seja identificado, alvo de inquérito e necessariamente suspenso, deve ficar debaixo de olho. Não da polícia, da qual faz parte, mas do movimento. O Procurador-geral da Republica, o Ministério Publico e os tribunais, sabemos, fazem demasiadas vezes o jogo do poder e da polícia, mas se ficarem calados face ao que foi tornado público, a sua máscara cairá definitivamente. Se assim for, podemos considerar que o momento político já inaugurou um regime que se legitima recorrendo a uma variante da lei marcial, que deve ser combatido com todas as armas disponíveis. O violento polícia infiltrado terá que ser proibido de se dedicar à actividade e deve responder pelos seus actos criminalmente num tribunal civil.

A resposta do 15 de Outubro (uma das plataforma que organizou a manifestação), é a que se exige, uma vez que foi todo o movimento a ser visado pela brutalidade dos agentes à paisana do Miguel Macedo.

Se o problema estiver na identificação, o Procurador-geral que abra o processo ao Comandante de Operações e ao Ministro da Administração Interna, as duas figuras com maior responsabilidade sobre os factos registados no terreno.


A partir  5 dias

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Crimes de "coação" e "ofensas à integridade física"



- A propósito de crimes de “coação” e “ofensas à integridade física” que aconteceram no 24 de Novembro junto ao Parlamento que exigem “resposta” - aqui ficam imagens de 1 que não passou nos 50 telejornais nem, do qual, se viram fotografias na imprensa. E que segundo os mesmos critérios – se exige investigação e os seus responsáveis julgados ...



- Polícias à paisana no meio das manifestações. Três polícias à paisana a agredirem violentamente um miúdo numa rua nas imediações do Parlamento a 24 de Novembro. Vê-se  claramente o polícia a retirar o cacetete escondido no casaco com capuz antes da agressão e a escondê-lo, no casaco, após a agressão. O rosto é claramente visível e, logo, a sua identificação possível ... 




















manife de 24 de Novembro - Lisboa from Bernardo Barata on Vimeo.


A partir de  activismo de sofá

 

25 de Novembro: Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres






- Durante 2010 em Portugal foram assassinadas 43 mulheres, por violência doméstica (segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas 2010).

- "Esta violência é infligida maioritariamente pelos homens (maridos, ex-maridos, companheiros, ex-companheiros, namorados, ex-namorados e parentes) que, frequentemente, recorrem a este meio para preservar ou reforçar o ser poder sobre as mulheres (...)"

- A violência doméstica é, segundo a lei, um crime público ...


terça-feira, 22 de novembro de 2011

24 de Novembro - Greve Geral e Acção Geral ... (4)


- "Flash mob", no Almada Fórum, pela Greve Geral






24 de Novembro - Greve Geral e Acção Geral ... (3)





Concentrações distritais convocadas pela CGTP  (divulgação):

Distrito
Hora
Local
Angra do Heroísmo
14H00
Alto das Covas
Aveiro
15H00
Praça Joaquim Melo Freitas
Águeda
15H00
Praça da República
Ovar
15H00
Junto ao Tribunal
Santa Maria da Feira
15H00
Frente à Câmara Municipal
S. João da Madeira
15H00
Praça Luis Ribeiro
Beja
Praça da República
Braga
15H00
Avenida Central
Guimarães
15H00
Junto à Central de camionagem
Castelo Branco
11H e 15H
Frente à Câmara Municipal de Castelo Branco
Covilhã
11H e 15H
Praça do Município (Pelourinho) – Covilhã
Coimbra
11H00
Praça 8 de Maio
Évora
14H30
Rotunda da Porta de Avis
Faro
15H00
Jardim Manuel Bívar
Funchal
16H30
Avenida Arriaga
Horta
15H00
Praça do Infante
Lisboa
15H00
Manifestação Rossio – Assembleia da República
Portalegre
15H00
Av. Liberdade
Avis
15H00
Frente à Câmara Municipal de Avis
Campo Maior
15H00
Jardim da Avenida
Nisa
15H00
Frente à Biblioteca Municipal
Porto
15H00
Praça da Liberdade
Santarém
14H30
Junto ao Shoping
Benavente
10H30
Largo N.ª Senhora da Paz
Torres Novas
10H30
Casa Sindical de Torres Novas
Tramagal
10H30
Delegação do SITE
Setúbal
11H00
Largo da Misericórdia
Alcácer do Sal
15H00
Largo Pedro Nunes
Barreiro
15H00
Largo Catarina Eufémia
Grândola
15H00
Largo das Palmeiras
Sines
15H00
Jardim das Descobertas
Viana do Castelo
15H00
Praça da República
Vila Real
15H00
Av. Carvalho Araújo, junto ao Largo do Pelourinho
Viseu
12H00
Largo do Rossio

domingo, 20 de novembro de 2011

24 de Novembro - Greve Geral e Acção Geral ... (2)



24NOV_web_500y1

(Divulgação)


A ‘Plataforma 15 de Outubro’ marcou nova manifestação para o próximo dia 24 de Novembro, coincidente com o dia da Greve Geral Nacional. A concentração para a manifestação far-se-á às 14h30, no Marquês de Pombal e percorrerá a Avenida da Liberdade, desaguando no Rossio, onde fortalecerá o encontro marcado pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses [CGTP], previsto para o local.

No entender da ‘Plataforma 15 de Outubro’, a democracia está moribunda e deixou de servir os cidadãos, os seus representantes fingem não ouvir as vozes na rua e procuram silenciar quem exerce o seu direito básico de protesto. Por isso, o propósito de fazer parar a produção no próximo dia 24 de Novembro é uma forma de combater os ‘senhores’ que lucram com a miséria e impõem uma austeridade que ‘os’ faz enriquecer, cada vez mais.

Mas, fazer greve não é ficar em casa - é sair à rua e, enquanto pára o país, fazer ouvir a voz do descontentamento! Porque o governo defende que o país tem de empobrecer, que os cidadãos têm de emigrar, que pagar a dívida é o objectivo único de uma economia em queda e que a alternativa a esse cenário seria a ruína do país.
As medidas de brutalidade deste governo prometem destruir centenas de milhares de postos de trabalho e destruir os direitos daqueles que ainda trabalham, factos que fazem reclamar pelo direito ao trabalho com direitos, pela suspensão do pagamento da dívida, pela execução de uma auditoria cidadã à mesma e pelo direito a manter o 13.º e o 14.º salários.

No dia 15 de Outubro, em Assembleia Popular frente ao parlamento, foi feito um apelo às centrais sindicais para a convocação de uma Greve Geral. A resposta foi afirmativa. Dia 24 de Novembro, a ‘Plataforma 15 de Outubro’ apela ao povo português que se junte, que pare o país, que se manifeste, que faça uma verdadeira Greve Social, onde trabalhadores desempregados caminhem ao lado de trabalhadoras efectivas, onde reformadas caminhem ao lado de trabalhadores precários, onde imigrantes caminhem ao lado de estudantes.

Façamos ouvir a nossa voz! A Democracia está em causa. É hora de lutar!



 A partir de:  15deoutubro.net


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Agência Noticiosa


A defesa da prática da tortura como bandeira eleitoral nos EUA …


O “i” do passado dia 14, noticiava:


Eleições: Bachmann e Cain defendem afogamento simulado

Os Candidatos republicanos às eleições nos EUA defenderam num debate televisivo o que pensam sobre a política externa e segurança nacional. Michelle Bachmann, a única mulher candidata, e Herman Cain defenderam a simulação de afogamento durante os interrogatórios, método considerado tortura pela admnistração Obama. 'Se eu fosse eleita presidente estaria disposta a usar a técnica. É eficaz e permite obter muitas informações'.”.


A prática da tortura pelos EUA, não é, em si, novidade. A novidade reside apenas no facto de a sua defesa passar, aí, a ser bandeira eleitoral.

Talvez, a defesa da tortura se vá juntar à bandeira da defesa da pena de morte, existente na maioria dos estados americanos...



“É eficaz e permite obter muitas informações” - qualquer semelhança com práticas em regimes ditatoriais, não é pura coincidência ...


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Revelado o 3º segredo de Fátima!



- Após 95 anos de indagações e especulações, a 14 de Novembro de 2011 – a revelação deu-se!

O acontecimento irá ter lugar entre portas e surgirá sob a forma de - 1 milagre!

A anunciação, colectiva, foi efectuada no local menos esperado – o Parlamento;
Pelas 00h do dia 01 de Janeiro de 2013 ir-se-à presenciar, nada mais, nada menos, do que o fim da crise e o início da ascensão.

As palavras, surgiram lapidares: “2012 certamente irá marcar o fim da crise, será o ano da retoma para o crescimento gradual para 2013 e 2014. Que não exista qualquer dúvida”. Eis a sagrada revelação, de todos, escondida por tantos decénios – e coube, justamente, a Santos (o ministro) o seu anúncio.

A salvação aguarda-nos, portanto, em breve.

- Durante 2012 (e a partir dele);

As nuvens dissipar-se-ão!
A tempestade cessará!
O céu abrir-se-à em toda a sua glória!
O país poderá encher os pulmões, e, respirar de alívio!

O milagre consumar-se-à, naquilo que já é considerado, por alguns, como o 2º “milagre da multiplicação dos pães”.

Correm rumores, de que já teve início 1 amplo movimento, de Norte a Sul, pedindo a beatificação, ainda em vida, do sacro mensageiro. Um passo, firme, no sentido de se vir a juntar ao Portal Sagrado – iluminando-o de bravura e tenaz sapiência.

Também, já é dada como certa a edificação de uma capelinha no nº 15 da Horta Seca, em honra do novo e luso milagreiro.

- O pedido de beatificação do resto da equipa governamental está também a, séria e saliente-se justamente,  ser considerado, tendo em conta a sua indomável bravura – muito para além de todos os limites – na salvação nacional, do naufrágio pré-anunciado!

Portanto, a partir de 2012 “o sol brilhará para todos nós”, pelas mãos dos timoneiros; Santos Silva, Vítor Gaspar, Passos Coelho, Paulo Portas, e restantes - como brilhou antes deles pelas mãos de outros …


- Glória – pois – nas alturas a Santos Pereira e a todo o governo.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

24 de Novembro - Greve Geral e Acção Geral ...







Lisboa

Ponto de informação sobre a Greve Geral
Iniciativa da União dos Sindicatos de Lisboa
Lisboa, Rossio, a partir das 9h.

Concentração de Precários e Intermitentes
Lisboa, Rossio, Acções de rua/performance, a partir das 11h
Concentração conjunta com bancas, concerto, intervenções e apoio jurídico, às 15h.

Concentração de professores contratados e desempregados
Lisboa, frente ao Ministério da Educação (Av. 5 de Outubro), 14h30. 

Teatro A Máquina do PEC
Lisboa, Chiado (Frente aos Armazéns do Chiado), 17h, Acção de rua contra o Orçamento de Estado e as medidas de austeridade.

Concerto da Greve Geral
Lisboa, Praça da Figueira, 17h30.


Porto

Um Abraço pelo Teatro Nacional São João
Porto, Praça da batalha, 13h. 

Concentração - Greve Geral
Porto, Praça Humberto Delgado (Av. Aliados), 14h30.


Faro

Concentração de grevistas, desempregados e reformados
Faro, Jardim Manuel Bívar (frente à CGD), 16h30.



A partir de  reviralhos



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Ocupemos o futuro"


(Divulgação)


Noam Chomsky: 


Temos a plutocracia e o precariado: o 1% e os 99%, como se vê no movimento Ocupar. Não são cifras literais mas sim, é a imagem exacta. O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão a formar-se em toda a parte.


Artigo | 5 Novembro, 2011 - 01:14 | Por Noam Chomsky

Noam Chomsky, Boston, 22 de Outubro de 2011 - Foto de Occupy Boston no facebook


Dar uma conferência Howard Zinn é uma experiência agridoce para mim. Lamento que ele não esteja aqui para tomar parte e revigorar um movimento que foi o sonho da sua vida. Com efeito, ele pôs boa parte dos seus ensinamentos nisso.

Se os laços e associações que se estão a estabelecer nestes acontecimentos notáveis puderem sustentar-se durante o longo e difícil período que os espera – a vitória nunca chega logo -, os protestos do Ocupar Wall Street poderão representar um momento significativo na história norte-americana.

Nunca se tinha visto nada como o movimento Ocupar Wall Street, nem em tamanho nem em carácter. Nem aqui nem em parte alguma do mundo. As vanguardas do movimento estão a tratar de criar comunidades cooperativas que bem poderiam ser a base de organizações permanentes, de que se necessita para superar os obstáculos vindouros e a reacção contra o que já se está a produzir.

Que o movimento Ocupem não tenha precedentes é algo que parece apropriado, pois esta é uma era sem precedentes, não só nestes momentos, mas desde os anos 70.

Os anos 70 foram uma época decisiva para os Estados Unidos. Desde a sua origem este país teve uma sociedade em desenvolvimento, não sempre no melhor sentido, mas com um avanço geral em direcção da industrialização e da riqueza.

Mesmo em períodos mais sombrios, a expectativa era que o progresso teria de continuar. Eu tenho idade suficiente para recordar a Grande Depressão. Em meados dos anos 30, quando a situação objectivamente era muito mais dura que hoje, e o espírito bastante diferente.

Estava-se a organizar um movimento de trabalhadores militantes – com o Congresso de Organizações Industriais (CIO) e outros – e os trabalhadores organizavam greves e operações padrão a ponto de quase tomarem as fábricas e as comandarem por si mesmos.

Devido às pressões populares foi aprovada a legislação do New Deal. A sensação que prevalecia era que sairíamos daqueles tempos difíceis.

Agora há uma sensação de desesperança e às vezes desespero. Isto é algo bastante novo na nossa história. Nos anos 30, os trabalhadores poderiam prever que os empregos iriam voltar. Agora, os trabalhadores da indústria, com um desemprego praticamente ao mesmo nível que durante a Grande Depressão, sabem que, se as políticas actuais persistirem, esses empregos terão desaparecido para sempre.

Essa mudança na perspectiva norte-americana evoluiu a partir dos anos 70. Numa mudança de direcção, vários séculos de industrialização converteram-se numa desindustrialização. Claro, a manufactura continuou, mas no exterior; algo muito lucrativo para as empresas mas nocivo para a força de trabalho.

A economia centrou-se nas finanças. As instituições financeiras expandiram-se enormemente. Acelerou-se o círculo vicioso entre finanças e política. A riqueza passou a concentrar-se cada vez mais no sector financeiro. Os políticos, confrontados com os altos custos das campanhas eleitorais, afundaram-se profundamente nos bolsos de quem os apoia com dinheiro.

E, por sua vez, os políticos os favoreciam, com políticas favoráveis a Wall Street: desregulação, transferências fiscais, relaxamento das regras da administração corporativa, o que intensificou o círculo vicioso. O colapso era inevitável. Em 2008, o governo mais uma vez resgatou as empresas de Wall Street que eram supostamente grande demais para falirem, com dirigentes grandes demais para serem encarcerados.

Agora, para a décima parte do 1% da população que mais beneficiou das políticas recentes ao longo de todos esses anos de ganância e enganos, tudo vai muito bem.

Em 2005, o Citigroup – que certamente foi objecto em ocasiões repetidas de resgates do governo – viu o luxo como uma oportunidade de crescimento. O banco distribuiu um folheto para investidores no qual os convidava a investirem o seu dinheiro em algo chamado de índice de plutonomia, que identificava as acções das companhias que atendessem ao mercado de luxo.

O mundo está dividido em dois blocos: a plutocracia e o resto, resumiu o Citigroup. “Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá são as plutocracias-chave: as economias impulsionadas pelo luxo”.

Quanto aos não ricos, às vezes chamados de precariado: o proletariado que leva uma existência precária na periferia da sociedade. Essa periferia, no entanto, converteu-se numa proporção substancial da população dos Estados Unidos e de outros países.

Assim, temos a plutocracia e o precariado: o 1% e os 99%, como se vê no movimento Ocupar. Não são cifras literais mas sim, é a imagem exacta.

A mudança histórica na confiança popular no futuro é um reflexo de tendências que poderão ser irreversíveis. Os protestos do movimento Ocupem são a primeira reacção popular importante que poderão mudar essa dinâmica.

Eu detive-me nos assuntos internos. Mas há dois acontecimentos perigosos na arena internacional que ofuscam todos os demais.

Pela primeira vez na história há ameaças reais à sobrevivência da espécie humana. Desde 1945 temos armas nucleares e parece um milagre que tenhamos sobrevivido. Mas as políticas do governo Barack Obama estão a fomentar a escalada.

A outra ameaça, claro, é a catástrofe ambiental. Por fim, practicamente todos os países do mundo estão a tomar medidas para fazer algo a respeito disso. Mas os Estados Unidos estão a regredir.

Um sistema de propaganda reconhecido abertamente pela comunidade empresarial declara que a mudança climática é um engano dos sectores liberais. Por que teríamos de dar atenção a esses cientistas?

Se essa intransigência no país mais rico do mundo continuar, não poderemos evitar a catástrofe.

Deve fazer-se algo, de uma maneira disciplinada e sustentável. E logo. Não será fácil avançar. É inevitável que haja dificuldades e fracassos. Mas a menos que o processo que está a ocorrer aqui e noutras partes do país e de todo o mundo continue a crescer e se converta numa força importante da sociedade e da política, as possibilidades de um futuro decente são exíguas.

Não se pode lançar iniciativas significativas sem uma ampla e activa base popular. É necessário sair por todo o país e fazer as pessoas entenderem do que se trata o movimento Ocupar Wall Street, o que cada um pode fazer e que consequências teria não fazer nada.

Organizar uma base assim implica educação e activismo. Educar as pessoas não significa dizer em que acreditar; significa aprender dela e com ela.

Karl Marx disse: a tarefa não é somente entender o mundo, mas transformá-lo. Uma variante que convém ter em conta é que, se queremos com mais força mudar o mundo, vamos entendê-lo. Isso não significa escutar uma palestra ou ler um livro, embora essas coisas às vezes ajudem. Aprende-se a participar. Aprende-se com os demais. Aprende-se com as pessoas com quem se quer organizar. Todos temos de alcançar conhecimentos e experiências para formular e implementar ideias.

O aspecto mais digno de entusiasmo do movimento Ocupar Wall Street é a construção de vínculos que estão a formar-se em toda a parte. Esses laços podem manter-se e expandir-se, e o movimento poderá dedicar-se a campanhas destinadas a porem a sociedade numa trajectória mais humana.

Este artigo é uma adaptação da intervenção de Noam Chomsky no acampamento Occupy Boston, na praça Dewey, em 22 de Outubro. Ele falou numa aatividade de uma série de Conferências em Memória de Howard Zinn, celebrada pela Universidade Livre do Ocupar Boston. Zinn foi historiador, activista e autor de A People’s History of the United States.

Artigo publicado no jornal mexicano La Jornada, tradução de Katarina Peixoto para Carta Maior


Sobre o autor »


Noam Chomsky

Linguista, filósofo e activista político americano


Avram Noam Chomsky (Filadélfia, 7 de dezembro de 1928) é um linguista, filósofo e activista político americano.

É professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


Artigo publicado em:  esquerda.net


domingo, 6 de novembro de 2011

" (...) A União Europeia está a cavar a sua própria sepultura, que é a de todos nós"



Pela sua pertinência, aqui fica a divulgação de 1 artigo publicado em esquerda.net, com  resumos de declarações de Francisco Louçã:



“Com as políticas actuais a dívida no futuro será muito maior”, afirmou Francisco Louçã


Numa sessão do Bloco na Moita, o dirigente do Bloco defendeu que a esquerda deve votar contra o orçamento e criticou a abstenção do PS. Sobre o pedido da Itália ao FMI disse que “é uma antecipação da necessidade da Itália recorrer também a empréstimos, para os quais não há dinheiro, ou seja, a UE está a cavar a sua própria sepultura, que é a de todos nós”.

Artigo | 5 Novembro, 2011 - 03:38


“Sei que este não é o orçamento da Esquerda, é da Direita pura e dura, mas nós não voltamos as costas aos reformados e aos trabalhadores", afirmou Francisco Louçã na Moita.

“O secretário-geral do PS não teve a simpatia de comunicar ao povo o que resultou das duas reuniões que teve nos últimos dias com Pedro Passos Coelho, que foram à socapa”, afirmou Francisco Louçã numa sessão do Bloco de Esquerda na Moita, segundo a agência Lusa.

“Sei que este não é o orçamento da Esquerda, é da Direita pura e dura, mas nós não voltamos as costas aos reformados e aos trabalhadores. Por isso, a Esquerda recusa o orçamento. No programa do PS parece que estava escrito que só queriam tirar o subsídio de férias, eu não o li, devia estar em letras muito pequenas”, criticou ainda o coordenador da comissão política do Bloco, realçando que “com as políticas actuais a dívida no futuro será muito maior”

Sobre as políticas de austeridade, realçou que “em todos os casos temos um grupo de economistas fanáticos, delirantes e incompetentes, que acham que a solução para a crise é provocar uma recessão tão funda que torne possível baixar os salários. Segundo estes economistas, só há desemprego porque existem muitas pessoas a ganhar o ordenado mínimo com 485 euros".

Sobre a política do actual Governo, o dirigente do Bloco salientou: “Passos Coelho acredita que a razão da crise é os salários serem muitos altos e não as receitas fiscais terem diminuído e de haverem perdas fiscais imensas. Os economistas que dizem isto só aplicaram esta solução no Chile, na altura de Pinochet, e agora acreditam que estas soluções, que falharam na América Latina, podem ser postas em prática na Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha ou Itália”.

Referindo-se à Grécia, Francisco Louçã disse que existe uma aspecto que já era evidente há muito tempo, que “as soluções autoritárias, a ‘troika’, não resultam e só agravam os problemas”, acrescentando que existe um dado novo que agora surge: “Uma crise grave do regime, pois uma parte do País não aceita ser governado por piratas. É um sinal para Portugal”. Lembrou ainda que a Grécia tem agora “uma administração colonial”, “uma particularidade, que é uma ameaça para Portugal, que é um Ministério residente da ‘troika’, em que todos os ministros gregos vão a despacho de vez em quando e isto originou uma indignação dos gregos, a que só podemos dar razão”.

Sobre a Itália e o pedido que fez ao FMI, o deputado do Bloco declarou: “A Itália é um país especial, que tem um primeiro-ministro em ‘part-time’, mas é a quarta economia mais forte da Europa. Este pedido é uma antecipação da necessidade da Itália recorrer também a empréstimos, para os quais não há dinheiro, ou seja, a União Europeia está a cavar a sua própria sepultura, que é a de todos nós”.


(Os sublinhados são da minha responsabilidade)


Artigo em:  esquerda.net

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

10 de Novembro - Este não é o nosso orçamento!




15O10NOV_badge



(Divulgação)


Mais informações:


Uma das propostas levadas à Assembleia Popular do passado dia 15 de Outubro foi a mobilização para uma acção de protesto no dia da discussão do Orçamento de Estado, para 2012, na generalidade.

Esta acção pretende deixar claro que o orçamento proposto não representa a sociedade civil no geral, nem os trabalhadores em particular.

A expansão do horário de trabalho em meia hora por dia, o ajustamento do calendário dos feriados, o ...aumento do IVA, os cortes na Saúde e na Educação e os cortes dos subsídios de natal e de férias, nos próximos dois anos, a quem aufira mais de mil euros mensais são algumas das medidas de brutalidade anunciadas ao país pelo chefe do governo que pretende avançar com um Orçamento de Estado que exige aos portugueses um «esforço adicional».

A convocatória dos portugueses para mais sacrifícios representa um retrocesso de mais de 100 anos na história na vida das pessoas, como é o caso claro da conquista de oito horas de trabalho diárias, a 1 de Maio de 1890, depois de uma manifestação internacional com contornos similares à convocada no passado dia 15 de Outubro; com a agravante do sacrifício dos subsídios de férias e de natal, conquistados há décadas, como sinal de que os seres humanos não são simples máquinas de trabalho.

Este Orçamento de Estado dá claros sinais de retrocesso civilizacional, democrático e de direitos laborais. O protesto é necessário! Por melhores condições de vida e pelo direito à indignação «face ao actual modelo de governação política, económica e social» como refere o manifesto do ’15.O’.

As declarações do chefe do governo são a garantia de que este é «um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa».


http://www.facebook.com/pages/15-Outubro/161447463927164
http://www.15deoutubro.net/
--

quarta-feira, 2 de novembro de 2011