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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

- Condenação de violência policial, de ataques racistas ou xenófobos sobre imigrantes (cometidos por neo-nazis do "aurora dourada" ou por polícia - ou com a conivência de forças policiais), de violência policial sobre manifestantes anti-fascistas, ... - Grécia




- Divulgação:



Terça, 30 Outubro 2012 00:00

As autoridades gregas devem enviar uma mensagem clara contra abuso policial


Uma série de alegações graves, incluindo tortura a detidos, uso excessivo de químicos irritantes, maus-tratos de manifestantes, aumento de ataques com motivações racistas contra migrantes, requerentes de asilo e outros estrangeiros, e casos em que a polícia desencoraja ou intimida as vítimas para não relatarem estes ataques preocupa a Amnistia Internacional.

A Amnistia Internacional apela às autoridades gregas que enviem uma mensagem de condenação do abuso policial sobre manifestantes e detidos. Quaisquer alegações de abuso policial e outras más condutas devem ser investigadas a fundo, imediata e imparcialmente, e deve-se assegurar que os responsáveis serão levados à justiça. Além disso, devem ser condenados os ataques motivados por racismo e os agentes da polícia devem ser explicitamente impedidos de os cometer, e também as alegações de pressão para a dissuasão da denúncia destes crimes devem ser investigadas.

Alegações de maus-tratos durante prisão e/ou detenção
Em outubro de 2012 surgiram relatos de tortura e outros maus-tratos de 15 manifestantes anti-fascistas durante a sua detenção a 30 de setembro, incluindo utilização de taser, cuspir sobre os manifestantes, comentários sexualmente abusivos a mulheres, abuso verbal, agressões, ameaças e negação do acesso a assistência médica e legal. Um dos manifestantes falou com a Amnistia Internacional e contou como foram sujeitos a tortura, privados de dormir, queimados com isqueiros, sem direito a água durante várias horas, e detidos em condições chocantes, sem higiene e obrigados a dormir no chão da cela. 

Segundo os relatórios dos patologistas que examinaram oito dos manifestantes, estes apresentavam cortes e nódoas negras em várias partes do corpo, e um deles tinha uma das mãos partida e nódoas negras extensas e hematomas numa das coxas e na zona dos rins.

A Amnistia Internacional recebeu também relatos que, a 4 de outubro, a polícia de intervenção utilizou força excessiva contra os mais de 100 apoiantes dos manifestantes que foram presos, e que se encontravam nas imediações do tribunal de primeira instância em Atenas.

Alegações de maus-tratos a indivíduos de grupos vulneráveis
A Amnistia Internacional recebeu relatos que três de treze migrantes oriundos do Paquistão e do Bangladesh sob custódia das autoridades de imigração terão sido agredidos por outro detido a mando da polícia. De acordo com os detidos, a polícia exerceu abusos sobre eles sete ou oito vezes num período de onze dias. A Diretoria dos Assuntos Internos deu início a uma investigação criminal sobre estas alegações.

Há também outras alegações de maus-tratos a indivíduos detidos por motivos de imigração. 

Alegações de uso de força excessiva, incluindo químicos irritantes
A 21 de outubro de 2012, a polícia de intervenção utilizou de modo excessivo químicos e perseguiu e agrediu manifestantes, incluindo uma senhora de idade avançada, reunidos pacificamente na zona onde se planeia dar início a operações de extração de minério de ouro.

Numa declaração do Ministério da Ordem Pública e Proteção dos Cidadãos, os manifestantes não eram pacíficos e oito agentes da polícia teriam ficado feridos.

Fracasso em proteger vítimas de ataques racistas
Num incidente a 26 de setembro de 2012, membros de grupos de extrema-direita vandalizaram as isntalações e uma loja da comunidade tanzaniana perto de Atenas. Segundo Ioanna Kurtovik, advogada que representa a comunidade, quando as vítimas se deslocaram à polícia para apresentar queixa após terem identificado os responsáveis, a polícia deteve o dono da loja por falsa acusação do indivíduo que identificou, tendo retirado a acusação após ter sido ameaçado. A advogada foi verbalmente agredida e os indivíduos que apoiavam os membros do grupo de extrema-direita Aurora Dourada atiraram-lhe ovos à saída da esquadra.

Há também relatos de um jornalista agredido física e verbalmente por membros do Aurora Dourada. A polícia estava presente e não lhe ofereceu assistência apesar dos seus pedidos.

Transferências arbitrárias para esquadras de polícia
Um membro da direção da secção grega da Amnistia Internacional, que é também um refugiado, relatou ter sido parado e revistado na noite de 11 de outubro por quatro agentes da polícia. Um dos agentes fez observações degradantes enquanto ele estava algemado e não lhe foi permitido telefonar para o seu emprego. Foi então transferido para uma esquadra sem ter sido acusado de nenhum crime, sendo posteriormente libertado.

Contexto
A Amnistia Internacional preocupa-se há muito com as violações de Direitos Humanos por agentes encarregues da aplicação da lei na Grécia. Um relatório publicado em julho de 2012 documenta estas violações, concluindo que as autoridades falham em reconhecer a dimensão deste problema. Outras notícias relativas à violência policial na Grécia:


Greece: Attacks against journalists during protests have detrimental effect on freedom of expression





- Texto em:  Amnistia Internacional




domingo, 28 de outubro de 2012

Vítima de agressão policial (Grécia). Petição



- Divulgação:


Jornalista fica incapacitado devido a agressão policial





Em junho de 2011, o jornalista grego Manolis Kypreos foi atingido propositadamente por uma granada de atordoamento que lhe provocou surdez.

Manolis Kypreos cumpria o seu dever, fotografando os protestos em Syndagma Square na sequência das medidas de austeridade introduzidas pelo governo grego, quando foi confrontado por um polícia. Ao responder que era jornalista, Manolis foi verbalmente agredido pelo polícia e de seguida foi atingido por uma granada de atordoamento.
Apercebendo-se de que ficara sem audição, Manolis encaminhava-se para o hospital quando se deparou com uma jovem manifestante a ser violentamente agredida pelos polícias. Apesar do seu estado, Manolis tentou socorrer a jovem mas acabou por ser novamente agredido.
 
Apele às autoridades gregas que realizem uma investigação imparcial de forma a levar os responsáveis à justiça, que Manolis receba uma compensação justa pelos danos sofridos e que assegurem que as forças policiais não recorram à força em manifestações pacíficas.

Carta que será enviada após assinar a petição
Dear Minister,
I am writing to you to address the issue of the injury and ill-treatment of Manolis Kypreos by the police.
I call on you to ensure that the criminal investigation into his case will be prompt, independent, thorough and effective and that the police officers responsible for his injury and ill-treatment will be brought to justice, in a fair trial in conformity with international human rights standards. Furthermore, I urge you to guarantee that disciplinary measures will be brought against the police officers found responsible.
Also, I urge you to make sure that Manolis Kypreos will be provided with a level of compensation which takes full account of the consequences of his loss of hearing, that he will be facing a lifetime of disability, and as a result it is unlikely he will be able to work again in his profession as a journalist.
Finally, I call on you to ensure that in the future the police will not use stun grenades, tear gas and other chemicals against peaceful protesters in a way that violates international standards, and that policing of demonstrations will comply with international law enforcement standards.
Yours sincerely,



- Texto e petição em: Amnistia Internacional



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

21 de Fevereiro - Várias manifestações em Espanha



- A 21 de Fevereiro, ocorreram  manifestações, em várias cidades espanholas, de apoio às reivindicações dos estudantes - contra cortes efectuados e em defesa do ensino público. E, contra a violência policial em Valência ...

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Valência há 6 dias em "estado de sítio"


- divulgação:


Valência há seis dias em “estado de sítio”


Desde a passada quarta-feira, os relatos de atos de violência contra estudantes por parte das autoridades valencianas têm sido uma constante. A manifestação realizada esta terça-feira juntou um número ainda maior de pessoas e os protestos já se alastraram a várias cidades espanholas.


ARTIGO | 22 FEVEREIRO, 2012 - 01:09

Foto de Kai Foersterling, EPA/Lusa.


Segundo divulga a Esquerda Anticapitalista espanhola no seu site, Valência, capital e maior cidade da Comunidade Valenciana e terceira maior da Espanha, encontra-se há seis dias em “estado de sítio”.

A escalada de violência contra os manifestantes teve início na passada quarta-feira, quando algumas centenas de estudantes se reuniram em frente ao Instituto Luis Vives como forma de protesto contra os cortes no ensino impostos pelo governo valenciano. As medidas de austeridade promovidas pelo executivo traduzem-se não só em cortes salariais como também na redução do apoio aos estudantes e inclusive, nas condições logísticas das salas de aulas, estando, neste momento, o aquecimento das mesmas a ser limitado. A situação das universidades públicas de Valência é já dramática.

Durante os protestos da passada quarta-feira terá sido cortado o trânsito em duas das principais ruas da cidade, o que despoletou uma intensa carga policial.

Desde então, os conflitos entre polícia e manifestantes têm-se intensificado, sendo que os protestos contam com estudantes de todos os institutos de Valência, pais, professores e até mesmo representantes sindicais e políticos.

Esta terça-feira, registaram-se mais 21 detenções, cinco das quais eram respeitantes a menores de idade. Ver vídeo da carga policial.

Autoridades estão a “encher as prisões de estudantes”

O presidente da Federação Valenciana de Estudantes e conselheiro escolar do Estado e da Comunidade Valenciana, Alberto Ordonez, que foi preso na passada quinta-feira, afirmou que as autoridades estão a “encher as prisões de estudantes" e que os estudantes só abandonarão as ruas quando forem libertos os estudantes detidos sem qualquer acusação.

"Mais educação e menos corrupção", ”Quanta mais violência usarem, mais seremos”, Por uma educação pública, laica e de qualidade”, “Estas são as nossas armas” (em alusão as livros que carregam consigo), são alguns dos motes a que recorrem os manifestantes.

Protestos ganham maior amplitude

Segundo noticia o El Pais, os protestos convocados para esta terça-feira foram os maiores desde que começaram os confrontos. Foi organizada uma marcha de apoio que saiu da faculdade de História e se uniu aos milhares de manifestantes concentrados em frente ao Instituto Luis Vives. Ver vídeo da manifestação.

Entretanto, têm-se multiplicado os pedidos de demissão da delegada do governo, Paula Sánchez de León. Vários partidos também já pediram a comparência do ministro do Interior no Congresso dos Deputados.

A maioria dos sindicatos de estudantes decidiram convocar uma greve conjunta para 29 de fevereiro, enquanto os partidos políticos da oposição anunciaram uma concentração de solidariedade para com os estudantes para esta quarta-feira.

Em comunicado, a Esquerda Anticapitalista espanhola reivindica a libertação dos detidos em Valência, a renúncia da delegada do governo e dos responsáveis pelas forças policiais e a retirada do decreto sobre as medidas urgentes do Conselho do governo valenciano e da Lei de Reforma Laboral.

Protestos alastram-se um pouco por toda a Espanha

Esta terça-feira, os protestos já se alastraram a outras cidades espanholas. Em cidades como Barcelona, ​​Sevilha, Málaga, Benidorm, Alicante, Cáceres, Granada, entre outras, os estudantes uniram-se aos protestos dos seus colegas de Valência, organizando concentrações em frente às delegações do governo e em frente à sede do PP. Em Madrid foi convocado um protesto denominado Primavera Valenciana para a Praça do Sol, e foi agendada uma concentração para as 20h em frente ao ministério da Educação.

Chefe da polícia de Valência chama estudantes de “inimigos”

As declarações do chefe da polícia de Valência também contribuíram para agravar o descontentamento dos estudantes. Antonio Moreno justificou o facto de não revelar o número de agentes que tinha nas ruas da cidade com o argumento de que "é imprudente revelar ao inimigo” quais são as suas forças.

O ministro da Justiça espanhol, Alberto Ruiz-Gallardón, já veio também defender esta terça-feira a ação das forças policias, alegando que os agentes policiais foram "violentamente agredidos".



(A partir de: esquerda.net)

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Manifestación 21 feb 2012 Primavera Valencia from Pau Mik on Vimeo.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novas imagens de agentes da polícia à paisana infiltrados nas manifestações (15 de Outubro) - agindo como agentes provocadores, instigando à violência policial ...








Uma série de eventos que mostram as tácticas subversivas, ilegais, obscuras por parte dos AGENTES PROVOCADORES a mando de quem nunca admite que mandou. Neste capítulo, fica o exemplo do 15OUTUBRO2011, e como o Governo e as autoridades agiram sobre os manifestantes pacíficos e reivindicadores de direitos legítimos. Não perca os próximos episódios..porque os haverá!!!



A partir de:  You Tube e esquerda.net