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quinta-feira, 12 de março de 2015

PPP's, Privatizações, negócios ruinosos para todos nós ...








(divulgação)



As PPP custaram em 2014 mais 60% do que em 2013

As parcerias público-privadas (PPP) custaram ao Estado 1.543,8 milhões de euros em 2014. Os custos das PPP rodoviárias mais do que duplicaram.




PPP rodoviárias custaram 1.069,3 milhões de euros em 2014, mais do dobro do ano anterior


Segundo o “Dinheiro Vivo”, o boletim do 4º trimestre de 2014 da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP) revelou que as PPP custaram ao Estado 1.543,8 milhões de euros em 2014, enquanto no ano anterior tinham custado 971,6 milhões de euros – um agravamento de 60%.

O maior agravamento deu-se nas PPP rodoviárias, que custaram 1.069,3 milhões de euros em 2014 e tinham custado 514,4 milhões de euros em 2013. Trata-se de um agravamento de 108%, ou seja mais do dobro dos gastos.

Em 2014, os encargos com as PPP's rodoviárias representaram 69% dos gastos do Estado com o total das PPP's. Os gastos com as PPP's da saúde representaram 27%, enquanto os gastos com as PPP's da segurança representaram 3% e os das ferroviárias 1%.

O acentuado agravamento dos custos das PPP's rodoviárias, deveu-se ao início de pagamento das subconcessões Transmontana, Baixo Tejo, Litoral Oeste e Douro Interior.

Os custos das PPP ferroviárias também se agravaram devido a uma indemnização de 4,5 milhões de euros ao consórcio que tinha sido contratado para construir o projeto de Alta Velocidade entre Lisboa e Poceirão.

As PPP's da segurança custaram mais 8% e as da saúde mais 3%. As PPP's da segurança custaram 49,3 milhões de euros e as da saúde 412 milhões de euros.




(Os sublinhados são da minha responsabilidade)



- A partir de: esquerda.net







terça-feira, 16 de dezembro de 2014

"Foi você que pediu mais PPPs?"























- Comparação dos preços pagos pelos utentes da Empresa Ferroviária privada (FERTAGUS) e os da Empresa Ferroviária Pública (CP) :




1 - Para uma distância até 12 km

O utente da empresa privada paga mais 38% do que o utente da empresa pública.


2 - Para uma distância até 23 km

O utente da empresa privada paga mais 43% do que o utente da empresa pública.


3 - Para uma distância até 27 km

O utente da empresa privada paga mais 68% do que o utente da empresa pública.


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(Divulgação)








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- A partir de: fectrans







terça-feira, 2 de setembro de 2014

"Agência noticiosa"








(divulgação)




Austeridade na Europa lançou 800.000 crianças na pobreza – OIT

ARTIGO | TER, 03/06/2014 - 14:30



A austeridade na Europa lançou 800.000 crianças na pobreza, um dos efeitos mais visíveis das medidas tomadas pelos governos a partir de 2008, sustenta um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje.

“Em 2012, 123 milhões de pessoas nos 27 (na altura) Estados membros da União Europeia, ou 24% da população, estavam em risco de pobreza ou exclusão social (…) e cerca de mais 800.000 crianças viviam na pobreza que em 2008”, lê-se no “Relatório sobre Proteção Social no Mudo 2014/2015”, no capítulo “Erosão do modelo social europeu”.

Segundo o documento, o aumento da pobreza e da desigualdade resultou não apenas da recessão global, “mas também de decisões políticas específicas de redução das transferências sociais e de limitação do acesso a serviços públicos de qualidade”, que se juntam “ao desemprego persistente, salários baixos e impostos mais altos”.
“Em alguns países europeus, os tribunais declararam os cortes inconstitucionais”, prossegue o relatório, apontando os casos de Portugal, Letónia e Roménia, e acrescentando a iniciativa do Parlamento Europeu de investigar a legitimidade democrática das medidas de ajustamento e do seu impacto social em Portugal, Irlanda, Chipre, Espanha, Eslovénia, Grécia e Itália.

O custo do ajustamento foi transferido para as populações, já confrontadas com menos empregos e rendimentos mais baixos há mais de cinco anos. Os ganhos do modelo social europeu, que reduziu significativamente a pobreza e promoveu a prosperidade no pós II Guerra Mundial, foram erodidos por reformas de ajustamento de curto prazo”, lê-se no documento.

O relatório da agência da ONU para o Trabalho, com sede em Genebra, sublinha no entanto que, contrariamente à ideia generalizada, a austeridade não atingiu apenas os países europeus.

“As medidas de contenção orçamental não se limitaram à Europa. Em 2014, nada menos que 122 governos reduziram a despesa pública, 82 deles de países em desenvolvimento”, afirma.
Essas medidas, tomadas na sequência da crise financeira e económica de 2008, incluíram “reformas dos regimes de aposentação, dos sistemas de saúde e de segurança social (…), supressão de subvenções, reduções de efetivos nos sistemas sociais e de saúde”.

Atualmente, segundo o documento, mais de 70% da população mundial não tem uma cobertura adequada de proteção social, definida como um sistema de proteção social ao longo da vida que inclua o direito a prestações familiares e para menores, subsídio de desemprego, de maternidade, de doença ou invalidez, pensão de reforma e seguro de saúde.
Em matéria de saúde, o relatório indica que 39% da população mundial não tem acesso a um sistema de cuidados de saúde, percentagem que sobre para os 90% nos países pobres.

Segundo a OIT, faltam cerca de 10,3 milhões de profissionais de saúde no mundo para garantir um serviço de qualidade a todos os que dele necessitam.
Sobre as pensões, a OIT indica que 49% das pessoas que atingiram a idade da reforma não recebem qualquer pensão. Mas, dos 51% que recebem, muitos têm pensões muito baixas e vivem abaixo do limiar de pobreza.

Relativamente ao desemprego, só 12% dos desempregados de todo o mundo recebem subsídio de desemprego, percentagem que varia entre os 64% na Europa e os menos de 3% no médio Oriente e em África.



(os sublinhados são da minha responsabilidade)



- A partir de:  jornal da madeira , OIT