- Os EUA concretizaram o 5º veto, no Conselho de Segurança da ONU,
desde o assalto da potência ocupante sionista à população palestiniana; assassinada, aprisionada e controlada no gueto (ou campo de concentração) de
Gaza.
Desta
vez, a 18 de Abril (último), vetaram o projecto de resolução
a enviar à Assembleia Geral da ONU recomendando a admissão da
Palestina como membro de pleno direito da ONU (o 194º estado
membro).
O texto
era simples; “The
Security
Council,
having examined the application of the State of Palestine for
admission to the United Nations (S/2011/592),
recommends to the General Assembly that the State of Palestine be
admitted to membership in the United Nations.”
-
O Resultado da votação foi o seguinte:
-
12 votos a favor: Rússia,
China, Equador, Japão, Coreia do Sul, Argélia, Eslovénia, Malta,
França, Moçambique, Guiana, Serra Leoa,
1 - A,
magnífica e monumental, obra vocal (sacra ortodoxa …) de
Rachmaninoff (compositor russo) com um coro de cerca de 75
elementos.
2 - Ao
mesmo tempo que a europa 'civilizada, 'democrática' e dos 'valores'
(acompanhada pelo ocidente em geral, também ele –
inquestionavelmente – dos 'valores') censura ou proíbe praticamente
tudo o que tem origem russa (música, cultura, desporto, …); mantém
escancaradas as portas (no desporto, na 'eurovisão', …) ao país
do apartheid, da limpeza étnica e do genocídio chamado israel.
- É
falência total da coerência (e da honestidade) do civilizado
ocidente e dos países da NATO na defesa do direito internacional, do
direito internacional humanitário e dos direitos humanos ...
(A UE
já decretou 12 ou 13 'pacotes' de sanções à Rússia, com claro
prejuízo para os cidadãos europeus, e não só (aumentos de preços
de energia, inflação, aumento das prestações com a habitação,
etc, etc ….). Entretanto os EUA já vetaram 4 resoluções, no
Conselho de Segurança da ONU, que exigiam um cessar-fogo
humanitário do seu estado-cliente e estado pária israelita (as
resoluções de cessar-fogo foram apresentadas pela Rússia, pelo
Brasil, pelos Emirados Árabes Unidos, tendo sido o último veto a 20
de Fevereiro último à resolução apresentada pela Argélia ...))
O
jornalismo, a liberdade de expressão e de imprensa são direitos –
de cidadania – e não crimes; particularmente quando praticados fora dos EUA e por jornalistas não americanos.
E, a
divulgação da verdade, por mais incómoda que possa ser para os
poderes (políticos e/ou económicos) é (ou deveria ser) um dever de
todos os jornalistas dignos desse título ...
Apresentação no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) da acusação contra israel, pela África do Sul (no passado dia 11 de Janeiro), por uma guerra genocida e de práticas, várias, genocidas contra a população palestiniana presa e controlada no gueto de Gaza, desde 1967.
-
Apresentação no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) da acusação contra israel, pela
África do Sul (no
passado dia 11 de Janeiro), por uma guerra genocida e de práticas, várias, genocidas contra a população
palestiniana presa e controlada no gueto de Gaza, desde 1967.
- A
chacina da potência colonizadora israelita já provocou, até à
data, mais de 23 000 mortos, destes mais de 16 100 (cerca de 70%) são
mulheres e crianças. Sem quantificar os milhares de mortos que se
encontram a apodrecer sob os escombros e as dezenas de milhar de
feridos.
- De
referir que se trata da 5ª ou 6ª guerra de israel contra a
população na Faixa de Gaza desde 2008.
- De
salientar, ainda, que a classificação de 'guerra' parece no mínimo
inadequada; uma vez que enquanto israel possui um dos exércitos mais
bem equipados do mundo (devido ao Padrinho americano), a população
palestiniana não tem exército, força aérea, marinha, tanques,
caças F-16, caças F-35, helicópteros apache, mísseis, etc, etc,
etc ….
- (Citando Chomsky) A forma eficaz de combater (de facto) o terrorismo é deixar de o apoiar – [e praticar] …
- Como a importância e relevância dos discursos e posições são inversamente proporcionais à sua difusão (no “civilizado” ocidente) – aqui ficam algumas (alguns) que os obedientes ,e auto-disciplinados, rafeiros enterteiners (que se dão pelo nome de “jornalistas”) estoicamente ignoram e obliteram da opinião pública ...
2- Discurso de Hassan Rouhani (Presidente da República Islâmica do Irã) na 69ª sessão da Assembleia Geral da ONU (a 25 de Julho de 2014)
__________
(Transcrição/tradução da intervenção, não oficial, realizada pelo pessoal da Vila Vudu - a partir de redecastorphoto)
_________
Senhor Presidente,
Excelências,
Senhoras e Senhores,
Graças a Deus, o Senhor dos Dois
Mundos e Pregador, e que a paz esteja com nosso Profeta Maomé, sua
família e seus companheiros.
De início, quero estender minhas
sinceras congratulações por sua muito merecida eleição à
presidência dessa 69ª Sessão da Assembleia Geral. E meus
cumprimentos também a Sua Excia. Sr. Ban Ki-moon, por seus esforços.
É minha esperança sincera que a
Sessão dessa Assembleia Geral desse ano leve o mundo, na sua
situação atual crítica, um passo mais próximo da segurança e da
tranquilidade para os seres humanos – que é, claro, um dos
objetivos fundamentais da ONU.
Sr. Presidente,
Venho de uma região do mundo cujas
muitas partes ardem hoje no fogo do extremismo e dos excessos. A
Leste e a Oeste do meu país, extremistas ameaçam nossos vizinhos,
recorrem à violência e derramam sangue. Não falam todos, é
claro, uma mesma língua; não têm todos a mesma cor de pele, nem a
mesma nacionalidade; e chegaram àquela parte do mundo, o Oriente
Médio, provenientes de todo o mundo. Mas, sim, eles têm uma
mesma ideologia: “violência e extremismo”. E têm todos, também,
um único objetivo: “a destruição da civilização, gerando a
islamofobia e criando campo fértil para mais intervenções de
exércitos estrangeiros em nossa região”.
Lamento profundamente ter de dizer que
o terrorismo é hoje globalizado: “De New York a Mosul, de Damasco
a Bagdá, do mais extremo oriente ao mais extremo ocidente do mundo,
da Al-Qaeda ao Daesh”. Os extremistas do mundo se encontraram uns
os outros e conclamam: “extremistas de todo mundo uni-vos”. Mas e
nós? Estamos unidos contra os extremistas?!
O extremismo não é questão regional
com a qual só as nações de nossa região tenham de lidar: o
extremismo é uma questão global.
Alguns estados ajudaram a criar o
extremismo e hoje já não conseguem enfrentá-lo ou controlá-lo.
E atualmente os nossos povos estão pagando o preço.
O antiocidentalismo de hoje é fruto do
colonialismo de ontem.
O antiocidentalismo de hoje é reação
contra o racismo de ontem.
Algumas agências de inteligência
puseram punhais nas mãos de possessos que hoje já não poupam
ninguém. Todos os que tiveram qualquer função na criação desses
grupos terroristas e no apoio que deram a eles devem reconhecer os
próprios erros que levaram ao extremismo. Têm de pedir desculpas
não só à geração passada, mas também à geração futura.
Para combater as causas subjacentes do
terrorismo, é preciso conhecer suas raízes e fazer secar suas
fontes. O terrorismo germina onde reine a miséria, o desemprego, a
discriminação, a humilhação e a injustiça. E cresce com a
cultura da violência. Para erradicar o extremismo é preciso
distribuir desenvolvimento e justiça e corrigir as distorções
dos ensinamentos divinos postos hoje para justificar brutalidade e
crueldade. A dor é aumentada quando esses terroristas espalham
sangue e morte em nome da religião, ou degolam em nome do Islã.
O que querem é manter ocultada a
incontroversa verdade da história que se baseia nos ensinamentos de
todos os profetas divinos, de Abraão e Moisés e Jesus a Maomé (que
a Paz esteja com Ele), para os quais tirar uma única vida inocente
equivale a assassinar toda a humanidade.
Espanta-me imensamente que esses grupos
de assassinos se declarem grupo islâmico. E mais ainda me
surpreende que a imprensa-empresa ocidental, alinhada com aqueles
assassinos, repita essa mentira, repetição que provoca a ira de
todos os muçulmanos.
O povo muçulmano que todos os dias
relembra Deus como o Mais Generoso e o Mais Compassivo, e que tantas
lições de bondade e empatia aprendeu de seu Profeta, toma essa
difamação diária como parte de um projeto para disseminar a
islamofobia.
Os fracassos e erros estratégicos
do Ocidente no Oriente Médio, Ásia Central e Cáucasos converteram
essas partes do mundo em abrigo seguro para terroristas e
extremistas.
A agressão militar contra o
Afeganistão e contra o Iraque e a interferência imprópria e
indevida nos desenvolvimentos na Síria são exemplos claros da
abordagem estratégica errada no Oriente Médio.
Como abordagem não pacífica, a
agressão e a ocupação atacam a vida e os espaços de moradia e
sobrevivência de pessoas comuns; a agressão e a ocupação resultam
em consequências comportamentais e psicológicas de aversão, que
hoje se manifestam sob a forma de violência e morte no Oriente Médio
e no Norte da África, a ponto, mesmo, de atrair para lá cidadãos
de outras partes do mundo. A violência atualmente se difunde para
todos os cantos do mundo, como doença contagiosa.
Nós sempre acreditamos que a
democracia não pode ser transplantada de terras distantes;
democracia é resultado de desenvolvimento e crescimento; não é
resultado de guerra e agressão. Democracia não é item de
exportação que possa ser comercialmente exportado do
ocidente para o oriente. Numa sociedade subdesenvolvida, democracia
importada só gera governos fracos e vulneráveis.
Quando generais põem os coturnos numa
região, que não esperem ser recebidos com afeto pelos diplomatas:
quando a guerra começa, a diplomacia tende a parar. Quando a
atmosfera no Oriente Médio for de confiança e segurança, a
resposta será, também de confiança e segurança. Mas se se impõem
sanções, começa simultaneamente a implantar-se uma ira profunda
contra os sancionadores.
Os interesses dos países ocidentais em
nossa região estão associados ao reconhecimento de nossas crenças,
por aqueles países; e ao reconhecimento por eles, também, de que
nosso povo deseja governo democrático na região.
A experiência de criação da
Al-Qaeda, dos Talibã, dos modernos grupos extremistas demonstrou que
é possível servir-se de grupos extremistas como instrumento contra
estado não amistoso e, ao mesmo tempo, fingir que não se veem as
consequências de um extremismo sempre crescente. Causa grande
perplexidade que se repitam os mesmos erros, apesar das muitas
dolorosas experiências.
Relembremos que o Irã convidou todos
para um “diálogo” antes dos atos criminosos de 11 de setembro; e
que também clamamos por “um mundo contra a violência e o
extremismo” antes que eclodissem as atuais atrocidades. Talvez, no
passado, pouca gente fosse capaz de prever o incêndio que arde hoje.
Mas agora o extremismo e a violência absolutamente fora de
controle são ameaça iminente para o mundo.
É autoevidente que sem compreensão
acurada de como se geraram as condições que há hoje, jamais
encontraremos as solução certas. Hoje, mais uma vez, tenho de
alertar contra a disseminação do extremismo e o perigo imposto
pela compreensão inadequada e por qualquer abordagem errada desse
fenômeno.
O Oriente Médio anseia por
desenvolvimento e está farto de guerras. É direito natural dos
povos das terras férteis do Oriente Médio viver em paz e
prosperidade.
No passado, o colonialismo negou
esse direito a eles e, hoje, a sombra da guerra e da violência
ameaça a segurança daqueles mesmos povos.
Em nossa região há políticos
moderados e elites que gozam da confiança do povo. Não são nem
anti-Ocidente nem pró-Ocidente. Embora não esqueçam o papel que
teve o colonialismo no atrasamento de suas nações, não
esquecem que suas próprias nações são capazes de, elas mesmas,
alcançar o desenvolvimento pelo qual anseiam.
Não que absolvam o ocidente pelos seus
muitos erros e malfeitos, mas sabem ver também os próprios
fracassos. Esses homens e mulheres podem assumir posições de
liderança ativa e reunir à volta deles a confiança de suas
respectivas sociedades, e estabelecer as mais potentes coalizões
nacionais e internacionais contra a violência.
As vozes desses homens e mulheres
são as verdadeiras vozes da moderação no mundo islâmico; a fala
familiar de um afegão farto de guerras; de um iraquiano vítima do
extremismo; de um sírio horrorizado com a ação de terroristas; de
um libanês que é atormentado pela violência e pelo sectarismo.
Entendo que há erro estratégico,
se países de longe da região se autoproclamem líderes de uma ou
outra coalizão, exclusivamente para tentar proteger a própria
hegemonia na região.
Obviamente, porque a dor é velha
conhecida dos povos do Oriente, não dos que chegam de longe, a
melhor coalizão possível será a que se forme na própria região,
e que assuma sobre os próprios ombros a responsabilidade por liderar
a luta contra a violência e o terrorismo. E se outras nações do
mundo tiverem real desejo e interesse legítimo em agir contra o
terrorismo, sempre poderão acorrer e apoiar a coalizão local.
Advirto que, se não soubermos aliar
nossas forças contra o extremismo e a violência hoje, e se
fracassarmos no trabalho de alistar os povos da região para que
resistam contra o extremismo, amanhã o mundo já não será seguro
para ninguém.
Sr. Presidente,
Ano passado, tentei cumprir o papel do
meu país na realização da paz nos dois níveis, regional e
internacional, e ofereci uma proposta sobre “um mundo contra a
Violência e o Extremismo” – que mereceu apoio geral.
Na tumultuada, caótica região que é
o Oriente Médio, o Irã é uma das nações mais tranquilas, seguras
e estáveis. Mas todas as nações da região têm de manter em mente
que estamos no mesmo barco. Assim, precisamos de ampla cooperação
para tudo que tenha a ver com nossa vida social e política, e com
questões de segurança e defesa, com vistas a alcançar compreensão
durável e comum a nós todos.
Se já houvesse maior cooperação e
melhor coordenação no Oriente Médio, milhares de palestinos
inocentes não teriam tombado em Gaza, vítimas da agressão pelo
regime sionista. Entendemos que a interação e a construção de
confiança entre os estados da região é fundamentalmente essencial
para a resolução de conflitos. Apoiamos qualquer medida que promova
cooperação entre nações islâmicas para combater o extremismo, as
ameaças e a agressão e, nesse campo, estamos preparados para
cumprir nosso papel construtivo e positivo permanente.
Sr. Presidente,
As opressivas sanções impostas ao
Irã prosseguem, na sequência de erro estratégico contra
nação independente e moderada, considerado o delicado quadro
geral em nossa região. Durante o ano passado, nos engajamos no
diálogo mais transparente, para construir confiança em torno do
programa nuclear iraniano para finalidades pacíficas. Abrimos agenda
para negociações sérias e honestas, não como resultado de sanções
ou efeito de ameaças, mas porque era desejo do povo do Irã que seu
governo negociasse.
Somos de opinião que a questão
nuclear só pode ser resolvida mediante negociação, e quem
considere qualquer outra via comete erro grave. Qualquer demora que
adie um acordo final só faz aumentar os custos; não só para
prejuízo do Irã, mas também para prejuízo da economia de outras
partes envolvidas e das possibilidades de desenvolvimento e segurança
em nossa região. Ninguém deve duvidar de que concessões e acordos,
nessa questão, sempre serão feitos com vistas ao melhor interesse
de todos, sobretudo das nações da região.
As negociações nucleares entre o Irã
e o Grupo 5+1 prosseguiram, ano passado, com seriedade e otimismo de
ambas as partes. Segundo todos os observadores internacionais, a
República Islâmica do Irã cumpriu, de boa fé, todos os
compromissos que assumiu. Apesar disso, algumas das observações e
ações de nossos contrapartes criaram algumas dúvidas sobre a
determinação deles e o realismo da posição deles. Mesmo assim
esperamos ainda que as negociações em andamento levem a um acordo
final, no curto período de tempo que resta para negociar.
Estamos comprometidos a perseverar
em nosso programa nuclear para finalidades pacíficas, inclusive com
enriquecimento de urânio, e a usufruir plenamente todos os direitos
nucleares que são nossos em território iraniano, nos termos
prescritos pela lei internacional.
Estamos decididos a continuar as
negociações com nossos interlocutores em honestidade e boa fé,
baseados no respeito e na confiança mútuos, na remoção de todas
as preocupações de ambos os lados, em pés de igualdade e
reconhecidos todas as normas e princípios internacionais. Creio
que os dois lados devem manter-se aderidos à estrita implementação
dos compromissos. Evitar demandas excessivas nas negociações, por
nossos contrapartes, é pré-requisito para o sucesso das
negociações. Um acordo final sobre o programa nuclear para
finalidades pacíficas do Irã pode servir como primeiro movimento de
uma colaboração multilateral para promover segurança, paz e
desenvolvimento em nossa região e além dela.
O povo do Irã, que tem sido
submetido a pressões, especialmente nos últimos três anos,
como efeito de continuadas sanções, não pode confiar em
nenhuma cooperação de segurança entre seu próprio governo e os
que impuseram aquelas sanções e criaram tantos obstáculos contra a
satisfação das mais básicas necessidades do povo do Irã, como
comida e remédios. As sanções criarão impedimentos ainda
adicionais, no caminho de qualquer cooperação futura de longo
prazo.
O povo do Irã é devotado a alguns
princípios e valores no topo dos quais estão a independência, o
desenvolvimento e o orgulho nacional. Nosso povo avalia o
comportamento de seu governo pelos mesmos critérios. Se esse óbvio
fato nacional não é compreendidos pelos nossos parceiros
negociadores e eles cometem erros ofensas graves no processo, uma
oportunidade histórica e excepcional será desperdiçada.
Como os senhores sabem, durante as
negociações nucleares que estão em negociação nesse ano, o
governo iraniano tomou algumas iniciativas que criaram novas
condições favoráveis, que resultara, naquela fase, no Plano
Conjunto de Ação de Genebra. Estamos determinados a continuar na
nossa abordagem de construir confiança e oferecer máxima
transparência nesse processo. Se nossos interlocutores estão
igualmente motivados e são igualmente flexíveis, podemos superar o
problema e alcançar acordo duradouro, mesmo no curto tempo que nos
resta. Nesse caso, emergirá um ambiente inteiramente novo, para
cooperação nos planos regional e internacional, permitindo maior
foco em algumas questões regionais muito importantes como combater a
violência e o extremismo na região.
Chegar a um acordo nuclear final e
compreensivo com o Irã será oportunidade histórica para que o
ocidente mostre que não se opõe ao avanço e ao desenvolvimento
de outros países e não discrimina no que tenha a ver com
respeitar leis e regulações internacionais. Esse acordo pode
levar mensagem de paz e segurança, indicando que o modo pelo qual
alcançar a resolução dos conflitos é a negociação e o respeito,
nunca o conflito e a sanção.
Sr. Presidente, Senhoras e senhores,
Ano passado a grande nação do Irã
participou de amplas, calmas, importantes eleições presidenciais, e
endossou o discurso de “Antevisão, Esperança e Moderação
Prudente”. Depois das eleições, o povo do Irã apoia o seu
governo eleito nos esforços para construir o país. Enquanto alguns
dos países em torno do Irã caíram presa da guerra e dos tumultos,
o Irã permanece em segurança, estável e calmo.
A política baseada em princípios de
meu governo existe para trabalhar na direção de interações
construtivas com nossos vizinhos, baseada em mútuo respeito e com
ênfase em interesses comuns. A noção de que o Irã buscaria
controlar outros países na região é mito reposto em circulação
em anos recentes, no contexto de um projeto iranofóbico. Os que
dizem que o Irã buscaria controlar outros países carecem de
inimigos imaginados, para manter vivas as tensões e semear
divisões e conflitos e, assim, vão trabalhando para que os
recursos nacionais não sejam aplicados no desenvolvimento do nosso
país. Nós trabalhamos para pôr fim a essa iranofobia
delirante, preparando as condições para construir parcerias
estratégicas com nossos vizinhos.
Concluindo, ano passado alertei
contra a expansão da violência e do extremismo. Esse ano volto a
alertar: se a abordagem correta não for adotada para enfrentar
as questões que se veem à nossa volta, nos aproximamos ainda
mais de ter região turbulenta e tumultuada, o que terá repercussões
em todo o mundo. A solução correta para as dificuldades que há
nasce dentro da região e provê regionalmente as soluções
necessárias; com o apoio internacional, sim, mas não vinda de
fora da região.
Deus Todo Poderoso prometeu aos que
creem e cumprem bem os próprios deveres, que Ele lhes garantiria a
sucessão na autoridade sobre a terra, e que todos os medos dos
homens e mulheres seriam convertidos em paz e segurança.
Minha mais sincera esperança é que
nossa geração cumpra o seu dever e deixe um planeta mais seguro e
desenvolvido, como legado dela à próxima geração. Desejo sucesso
a todos.
Austeridade na Europa lançou
800.000 crianças na pobreza – OIT
ARTIGO | TER, 03/06/2014 - 14:30
A
austeridade na Europa lançou 800.000 crianças na pobreza,
um dos efeitos mais visíveis das medidas tomadas
pelos governos a partir de 2008, sustenta um relatório da
Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje.
“Em
2012, 123 milhões de pessoas nos 27 (na altura) Estados membros da
União Europeia, ou 24% da população, estavam em risco de pobreza
ou exclusão social (…) e cerca de mais 800.000 crianças viviam
na pobreza que em 2008”, lê-se no “Relatório sobre Proteção
Social no Mudo 2014/2015”, no capítulo “Erosão do modelo social
europeu”.
Segundo
o documento, o aumento da pobreza e da desigualdade resultou não
apenas da recessão global, “mas também de
decisões políticas específicas de redução das transferências
sociais e de limitação do acesso a serviços públicos de
qualidade”, que se juntam “ao desemprego persistente,
salários baixos e impostos mais altos”.
“Em
alguns países europeus, os tribunais declararam os cortes
inconstitucionais”, prossegue o relatório, apontando os casos de
Portugal, Letónia e Roménia, e acrescentando a iniciativa do
Parlamento Europeu de investigar a legitimidade democrática das
medidas de ajustamento e do seu impacto social em Portugal, Irlanda,
Chipre, Espanha, Eslovénia, Grécia e Itália.
“O
custo do ajustamento foi transferido para as populações, já
confrontadas com menos empregos e rendimentos mais baixos há mais de
cinco anos. Os ganhos do modelo social
europeu, que reduziu significativamente a pobreza e promoveu a
prosperidade no pós II Guerra Mundial, foram erodidos por reformas
de ajustamento de curto prazo”, lê-se no documento.
O
relatório da agência da ONU para o Trabalho, com sede em Genebra,
sublinha no entanto que, contrariamente à ideia generalizada, a
austeridade não atingiu apenas os países europeus.
“As
medidas de contenção orçamental não se limitaram à Europa. Em
2014, nada menos que 122 governos reduziram a despesa pública,
82 deles de países em desenvolvimento”, afirma.
Essas
medidas, tomadas na sequência da crise financeira e
económica de 2008, incluíram “reformas dos
regimes de aposentação, dos sistemas de saúde e de segurança
social (…), supressão de subvenções, reduções de efetivos nos
sistemas sociais e de saúde”.
Atualmente,
segundo o documento, mais de 70% da população mundial não tem uma
cobertura adequada de proteção social, definida como um sistema de
proteção social ao longo da vida que inclua o direito a prestações
familiares e para menores, subsídio de desemprego, de maternidade,
de doença ou invalidez, pensão de reforma e seguro de saúde.
Em
matéria de saúde, o relatório indica que 39% da população
mundial não tem acesso a um sistema de cuidados de saúde,
percentagem que sobre para os 90% nos países pobres.
Segundo
a OIT, faltam cerca de 10,3 milhões de profissionais de saúde no
mundo para garantir um serviço de qualidade a todos os que dele
necessitam.
Sobre as pensões, a
OIT indica que 49% das pessoas que atingiram a idade da reforma não
recebem qualquer pensão. Mas, dos 51% que recebem, muitos têm
pensões muito baixas e vivem abaixo do limiar de pobreza.
Relativamente
ao desemprego, só 12% dos desempregados de todo o mundo recebem
subsídio de desemprego, percentagem que varia entre os 64% na Europa
e os menos de 3% no médio Oriente e em África.
Thank Spain for Prosecuting Bush, Cheney, Rumsfeld | RootsAction.org
(divulgação)
Dear Spain: Please do what the U.S. won’t. Prosecute Torture.
A Spanish judge has just decided to proceed with a case against Bush, Cheney, and Rumsfeld. The Spanish legislature can be expected to try to block the case, unless perhaps they hear our voices loudly and clearly enough.
We began this effort in 2011, visiting Spanish embassies, generating media and placing advertisements in Spain, and communicating our appreciation for Spanish efforts to prosecute U.S. torturers. Now we need another big push.
Please sign this letter now, and we will deliver it to Spain:(Leer en Español abajo.) To the people of Spain From the people of the United States of America and allies abroad
We are writing to thank you and to ask for your support as your courts consider cases to bring American officials to justice for the crime of torture. A Spanish judge, acting under international law, will soon decide whether to investigate U.S. officials' roles in authorizing torture. We hope you agree that such cases must go forward, despite pressure from the Obama administration to drop them.
The organizations signing this letter represent hundreds of thousands in the American public who believe the U.S. government must be held to the same rule of law as other countries. We are profoundly disappointed that our own government refuses to prosecute former officials, despite open admissions and government documents showing that they approved torture.
It will take a public show of support for the case to withstand pressures from Washington. WikiLeaks cables show the extremes to which U.S. officials have gone to thwart any attempt by Spain or other countries to uphold justice. We applaud the courage shown by Spanish officials who insist on giving priority to the rule of law.
Despite earlier assertions by President Barack Obama and Attorney General Eric Holder that waterboarding is torture, former President George W. Bush has publicly stated that he authorized waterboarding and added proudly that he would do it again. In a TV interview aired on November 8, 2010, Bush said he considered waterboarding legal "because the lawyer said it was legal." Waterboarding and other forms of torture were banned by the UN Convention against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment, ratified by the United States in 1994.
If international law is to serve any useful purpose, other countries must condemn violations "by any other nations, including those which sit here now in judgment," in the words of the chief prosecutor at Nuremberg.
We sincerely hope that the citizens of Spain and its judiciary will dispel the notion that any country is above the law.
Os escribimos para agradeceros y pediros apoyo urgente ya que los tribunales de vuestro país han iniciado el proceso de llevar a funcionarios estadounidenses ante la justicia por el delito de tortura. Un juez español en conformidad con el derecho internacional ha decidido investigar el papel de dignatarios estadounidenses en la autorización de prácticas de tortura. Esperamos que estéis de acuerdo en que estos procesos judiciales deben seguir adelante a pesar de las presiones de la administración Obama para cerrarlos.
Las organizaciones que firman esta carta representan cientos de miles de personas, el público estadounidense que cree que el gobierno de los EE.UU. debe regirse dentro del mismo marco legal que el resto de países. Estamos profundamente decepcionados de que nuestro propio gobierno se niegue a procesar a ex-funcionarios a pesar de que dichos hechos fueron admitidos abiertamente y que existen documentos oficiales que prueban que se aprobó la tortura en la base militar de Guantánamo.
Es necesaria una demostración pública de apoyo para que el proceso pueda sobrepasar las presiones de Washington. Cables publicados por WikiLeaks muestran los extremos a los que las autoridades estadounidenses han llegado para frustrar cualquier intento por parte de España o de otros países para defender la justicia. Aplaudimos la valentía demostrada por los letrados españoles que insisten en dar prioridad al cumplimiento de la ley.
A pesar de las afirmaciones del presidente Barack Obama y el fiscal general Eric Holder acerca de que el "waterboarding" (submarino) es tortura, el ex-presidente George W. Bush ha declarado públicamente que él autorizó esta práctica y añadió con orgullo que lo haría de nuevo. En una entrevista en la televisión salió al aire el 8 de noviembre de 2010 Bush dijo que consideraba el submarino legal "porque el abogado dijo que era legal". El submarino y otras formas de tortura fueron prohibidos por la Convención de la ONU contra la Tortura y otros tratos o penas crueles, inhumanos o degradantes, ratificada por Estados Unidos en 1994.
Si el derecho internacional ha de tener algún propósito útil, terceros países deben condenar violaciones "cometidas por cualquier otra nación, incluidas las que están aquí presentes en este juicio" son las palabras del fiscal jefe de Nuremberg.
Esperamos sinceramente de los ciudadanos de España y su poder judicial que disipen toda noción de que algunos países están por encima de la ley.
(Devido à impossibilidade de carregar o vídeo (programa) completo de 13 de Janeiro de 2014 do "Democracy Now!", seguem-se 3 segmentos do programa ...)
___________________
Algumas imagens do massacre de Sabra e Shatila ( campos de refugiados palestinianos no sul do Líbano - massacre considerado pela Assembleia Geral da ONU como um genocídio por 123 votos a favor e 0 contra com 22 abstencões, em 1982, ano do massacre) acompanhadas do testemunho ocular, e comentários, de Robert Fisk
Meninos que andam sobre os escombros de um edifício que os “rebeldes” disseram que foi bombardeado por forças leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad
Dizem que bom mentiroso tem de ter memória infalível, para conseguir manter as próprias mentiras. Ou, mais dia menos dia, o mentiroso acaba por cair na armadilha das próprias lorotas que contou antes.
Apenas poucas semanas depois do incidente com armas químicas mortais, dia 21/8, próximo a Damasco, a narrativa ocidental já está ruindo sob o peso das próprias mentiras.
Lembremos que aquele foi o incidente “horrendo” que por pouco não resultou em ataque mortífero pelo EUA e aliados, contra a Síria. “Os militares dos EUA não dão beliscões”,[1]– disse Obama, o sinistro, enquanto mandava navios de guerra dos EUA armados com centenas de mísseis TomahawkCruise para se reunirem e atacar a Síria.
Todos os discursos e falas “oficiais” no ocidente, segundo os quais o governo sírio estaria cometendo atrocidades contra civis, com gás sarin, sempre foram, desde o início, impressionantemente sem provas. Onde estão os nomes e as sepulturas das “mais de 1.400” pessoas que, segundo Washington, haviam sido mortas “com absoluta certeza” pelo exército sírio? E sobre as comunicações interceptadas que os EUA diziam ter, entre comandantes do exército sírio? Onde está a “inteligência conclusiva” de que falavam Washington, Londres e Paris, e que usaram para justificar ataques militares punitivos contra o governo soberano do presidente Bashar al-Assad?
A cada dia aumenta a quantidade de provas que DESMENTEM tudo que se disse no ocidente – e que a imprensa-empresa canina e incansavelmente repetiu; e que PROVAM que a verdade é, como sempre foi, absolutamente outra, uma narrativa diferente, muito mais convincente e muito perturbadora, a saber: que houve um massacre de grandes proporções em área próxima a Damasco, dia 21/8, e que envolveu inteligência ocidental e dos sauditas, mancomunada com grupos de mercenários anti-governo sírio apoiados do exterior. Civis, inclusive crianças, foram assassinados a sangue frio, provavelmente por injeção letal, para encenar uma provocação que serviria como pretexto para o ataque militar dos EUA contra a Síria.
Esse ataque de grandes proporções contra a Síria era cada dia mais necessário, à medida em que ia fracassando o objetivo de forçar mudança de regime, objetivo declarado do Eixo do Mal, a saber: de Washington, Londres, Paris, Riad, Doha, Telavive, Amã e Ancara.
Pois foi aí que os mentirosos deram-se mal. O presidente Obama, David Cameron da Grã Bretanha, o francês François Hollande e todos seus respectivos mais altos funcionários, entre os quais o secretário de Estado dos EUA, John Kerry e a embaixadora dos EUA à ONU, Samantha Power, todos repetiram incansavelmente o mesmo mantra,
Sabemos que o regime Assad cometeu aquele crime, porque os rebeldes sírios não têm capacidades para usar armas químicas.
Esse “argumento”, de que as gangues mercenárias apoiadas pelo ocidente na Síria não teriam tido acesso a armas químicas foi repetida e repetida, e amplificada e amplificada vezes sem conta, por toda a “grande empresa-imprensa” ocidental, jornais, rádios, televisões e noticiários em geral.
Evidentemente, observadores mais bem informados sabiam da mentira. Vários relatórios de especialistas confirmavam, há bastante tempo, que os gruposTakfirie ligados à Al-Qaeda, como a Frente Al-Nusra, haviam sido apanhados na Síria e na Turquia, em diferentes ocasiões, antes, com suprimentos de gás sarin e de outros produtos tóxicos.
Mas vale a pena examinar melhor esse específico detalhe, porque o ocidente fez desse argumento (o argumento da “impossibilidade” de os mercenários fazerem usos de armas químicas) o ponto chave, para justificar sua pretendida ação militar contra a Síria.
E agora, o que se vê, são diplomatas ocidentais, alguns jornalistas e os inspetores oficiais da ONU, todos esses, a dizer que as gangues mercenárias apoiadas pelo ocidente sim, elas tiveram pelo acesso a munição tóxica proibida internacionalmente.
Essa revelação, que deveria aparecer como admissão de erro e confissão de culpa na primeira página de todos os jornais – “no mesmo espaço e com igual destaque” em relação às “denúncias” agora desmentidas – apareceu travestida no New York Times emnotícia que, de fato, desviava a atenção dos leitores:
Aumenta a pressão sobre rebeldes [sic] sírios na 2ª-feira, para que permitam acesso aos arsenais de armas químicas em áreas sob controle deles – escreveu o jornal.
E oTimesacrescentava;
Um diplomata ocidental no mundo árabe disse que, embora o governo sírio seja legalmente responsável pelo desmonte de seus arsenais químicos por um acordo internacional, a oposição também pode cooperar no processo, porque vários locais onde se armazenam armas químicas estão localizados em áreas em disputa ou dentro de território controlado pelos rebeldes.
A verdade parece ser muito diferente disso. Ahmet Üzümcü, diretor da Organização para Proibição de Armas Químicas, disse também essa semana que o governo sírio cooperou plena e completamente, no processo de garantir acesso dos inspetores a todos os arsenais sob seu controle. Mas Üzümcü disse também que o problema, agora, é que sua equipe de inspetores não está conseguindo chegar aos arsenais controlados pelas gangues mercenárias da oposição a Assad. E, isso, porque esses grupos abriram fogo contra os inspetores e chegaram a explodir bombas em áreas próximas aos hotéis onde os inspetores estão hospedados.
Apelamos para que todos apóiem essa missão e cooperem, para não tornar as coisas ainda mais difíceis – disse Üzümcü.
O ponto crucial é que líderes ocidentais e seus mais altos servidores, além de praticamente toda a imprensa-empresa ocidental, fiel obediente daqueles mesmos governos e servidores, foi apanhada em mais algumas de suas mentiras tóxicas sobre a Síria.
ONew York Timese outros veículos da imprensa-empresa ocidental não parecem dar-se conta da risível contradição entre suas “notícias”: há apenas algumas semanas, os mercenários não saberiam usar armas químicas e, por essa “razão”, estaria “provado” que não tinham armas químicas... O que provaria que todas as armas químicas teriam de ter sido empregadas pelo governo sírio, o qual, por esse crime, esteve muito próximo de virar alvo de ataque militar levado a cabo pelos EUA.
Washington e seus aliados estiveram muito próximos de atacar massivamente a Síria, o que teria causado a morte de milhares de civis. Teria sido agressão criminosa, dado que, como já se sabe hoje, foi ideia erguida sobre uma montanha de mentiras. No centro da “invenção” de motivos para um ataque à Síria estava a mentira de que as gangues armadas e pagas pelo ocidente “não poderiam” ter cometido as atrocidades que se viram em Damasco, “porque não possuíam armas químicas”.
Agora, como se começa a ver pela informação correta que às vezes vaza – aos pingos! – nas páginas dos veículos da imprensa-empresa ocidental, já se sabe que, sim, sim, os mercenários tinham acesso às mais mortais armas químicas. E o chefe da equipe de inspetores da Organização para Proibição de Armas Químicas é obrigado a suplicar que as tais gangues cooperem, para que possa levar a cabo sua missão de desarmamento químico na Síria.
O jornalismo de propaganda ocidental está visivelmente com um problema de memória. E atrapalha-se pateticamente no seu próprio amontoado de mentiras. Seja como for, não podemos deixar que o mundo esqueça os crimes e mais crimes que os governos ocidentais sempre estão a um passo de cometer. Pelo menos, para impedi-los de montar imediatamente outra farsa equivalente à anterior.
[*] Finian Cunningham nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, em 1963. Especialista em política internacional. Autor de artigos para várias publicações e comentarista de mídia. Recentemente foi expulso do Bahrain (em 6/2011) por seu jornalismo crítico no qual destacou as violações dos direitos humanos por parte do regime barahini apoiado pelo Ocidente. É pós-graduado com mestrado em Química Agrícola e trabalhou como editor científico da Royal Society of Chemistry, Cambridge, Inglaterra, antes de seguir carreira no jornalismo. Também é músico e compositor. Por muitos anos, trabalhou como editor e articulista nos meios de comunicação tradicionais, incluindo os jornais Irish Times e The Independent. Atualmente está baseado na África Oriental, onde escreve um livro sobre o Bahrain e a Primavera Árabe.
US to test nukes on same day UN holds nuke disarmament meeting
Mushroom cloud from Castle Bravo, the largest nuclear test conducted by the US in the Marshall Islands
The United States is
planning to test nuclear missiles next week on the same day that heads
of states and foreign ministers from around the world are to hold a
high-level meeting on nuclear disarmament at the United Nations
headquarters in New York.
The US has scheduled two test launches for its nuclear-capable
Intercontinental Ballistic Missiles (ICBMs) on September 22 and
September 26.
The first nuclear missile will be launched one day after the
International Day of Peace and the second one is expected to be launched
on the same day the UN’s high-level meeting on nuclear disarmament will
take place in New York.
“Instead of honoring the significance of these dates and working in
good faith to achieve nuclear disarmament, the United States has chosen
to schedule two tests of its Minuteman III Intercontinental Ballistic
Missile on September 22 and September 26,” Rick Wayman of the Nuclear
Age Peace Foundation told the Daily Times.
“We are disappointed that a test launch is scheduled for the same
day as the High-Level Meeting on nuclear disarmament at the UN in New
York,” Wayman said.
“These missiles are designed to carry nuclear warheads capable of
killing thousands of times more people than the chemical weapons used in
Syria,” he pointed out.
Washington has accused the government of Syrian President Bashar
al-Assad of using chemical weapons in an attack near capital Damascus on
August 21.
Damascus has categorically rejected the allegations and even Obama’s
top aide, White House chief of staff Denis McDonough, admitted that
Washington’s claims were based on a “common-sense test” not any
“irrefutable” evidence.
Meanwhile, Russia has said it has evidence which shows militant
groups operating in Syria staged the August 21 attack to incriminate the
Syrian government.
As Washington plans to go ahead with its plans to test nuclear
missiles next week, UN spokesperson Farhan Haq cited the UN Secretary
General’s statement on the issue which said, “We should all remember the
terrible toll of nuclear tests.”
The US is the only country in the world that has used atomic bombs
in war. US atomic bombs were dropped on Hiroshima and Nagasaki in Japan
in August 1945.
Last year in September, it was reported that the US government was
planning to undertake the costliest modernization of its nuclear arsenal
in history.
ISH/HJ
(Os destaques, a vermelho, são da minha responsabilidade) - A partir de: Press TV