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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

“Vespers” (ou “vigília nocturna”) de Rachmaninoff

 


1 - A, magnífica e monumental, obra vocal (sacra ortodoxa …) de Rachmaninoff (compositor russo) com um coro de cerca de 75 elementos.


2 - Ao mesmo tempo que a europa 'civilizada, 'democrática' e dos 'valores' (acompanhada pelo ocidente em geral, também ele – inquestionavelmente – dos 'valores') censura ou proíbe praticamente tudo o que tem origem russa (música, cultura, desporto, …); mantém escancaradas as portas (no desporto, na 'eurovisão', …) ao país do apartheid, da limpeza étnica e do genocídio chamado israel.


- É falência total da coerência (e da honestidade) do civilizado ocidente e dos países da NATO na defesa do direito internacional, do direito internacional humanitário e dos direitos humanos ...


(A UE já decretou 12 ou 13 'pacotes' de sanções à Rússia, com claro prejuízo para os cidadãos europeus, e não só (aumentos de preços de energia, inflação, aumento das prestações com a habitação, etc, etc ….). Entretanto os EUA já vetaram 4 resoluções, no Conselho de Segurança da ONU, que exigiam um cessar-fogo humanitário do seu estado-cliente e estado pária israelita (as resoluções de cessar-fogo foram apresentadas pela Rússia, pelo Brasil, pelos Emirados Árabes Unidos, tendo sido o último veto a 20 de Fevereiro último à resolução apresentada pela Argélia ...))


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quinta-feira, 24 de abril de 2014

"As ações dos Estados Unidos para capturar Edward Snowden e bloquear as suas tentativas de requerer asilo são deploráveis e constituem uma violação dos direitos humanos, defende a Amnistia Internacional. O pedido de asilo é um direito incontestável e está consagrado no Direito Internacional"







(Petição - divulgação)









A petition for Edward Snowden’s right to political asylum will soon be delivered to Attorney General Eric Holder.

Please sign the petition before we present it at the Justice Department.

Truth must be told: Edward Snowden’s “crime” was to educate Americans and the world about the dangerous growth of the U.S. surveillance state.

The more signers of our petition, the greater the impact -- as we reach out to news media everywhere.

That’s why you’ll provide an important boost if you click here and join with more than 27,000 people who’ve already signed this Hands Off Edward Snowden petition.

The formal presentation will happen before the end of this month at the Department of Justice in Washington, D.C.

Our petition gets right to the point by telling Attorney General Holder and President Obama:

"I urge you in the strongest terms to make an unequivocal public commitment not to interfere with the travels or political asylum process of Edward Snowden. The U.S. government must not engage in abduction or any other form of foul play against Mr. Snowden."



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- Texto e Petição em: RootsAction






domingo, 22 de setembro de 2013

Sionistas em defesa da liberdade de expressão e de informação ...






(Divulgação)



Fri Sep 20, 2013 10:10AM GMT

Zionist ADL seeks to take down Hispan TV’s YouTube page






The Zionist Anti-Defamation League (ADL) has admitted to playing a key role in taking down the YouTube page of the Iranian English-language news channel Press TV, and revealed that it is also trying to block Iran’s Spanish-language Hispan TV’s page on the popular social media website.


In a posting on its official website, the ADL has confirmed that only one day after YouTube started the live broadcast of Press TV, the officials of the Zionist group contacted the popular video-sharing website, calling for Press TV’s webpage to be taken down, said Press TV’s Newsroom Director Hamid Reza Emadi.

Since July, YouTube has blocked Press TV’s account four times, prompting the news channel to create an alternative page each time to counter the move, he added.

He said that a recent posting on the ADL website indicates that the Zionist institution also seeks to stop the live streaming of Hispan TV on YouTube.

In its piece, the ADL has termed Hispan TV as Iran’s anti-Zionist media arm in Latin America, warning against the channel's role in increasing Iran’s influence in the strategic region, Press TV’s Newsroom director underlined.

He said the Zionist group also claims that the two Iranian TV stations have taken to YouTube in an effort to bypass Western media sanctions on Iran.

Under the sanctions, several satellite providers have pulled the plug on Press TV and its sister network Hispan TV.

The main reason behind the extensive bans on Press TV and Hispan TV by Western satellite providers and YouTube, which seem to have been imposed upon direct orders by the Zionist lobbies in Europe and America, was the considerable rise in the audience of both channels across the world, Emadi noted.

Emadi said Zionist lobbies, which control the world’s biggest TV channels, have spared no effort to restrict broadcasts by the two Iranian channels, and even pressured the European Union into slapping sanctions against him and Mohammad Sarafraz, the head of the IRIB World Service and Press TV’s CEO.

Since January 2012, Press TV has come under mounting pressure from the US and certain European governments - including Britain, France, Germany and Spain - which have taken measures to restrict broadcasts of the alternative channel across the European Union and America.

The move against the Iranian channel has been praised by the Zionist lobby group, American Jewish Committee (AJC).

AR/NN/HMV





(Os destaques, a vermelho, são da minha responsabilidade)



- A partir de: Press TV





sábado, 24 de agosto de 2013

"Money talks"





NSA paga milhões à Microsoft, Yahoo, Google e Facebook por espionagem



Documentos divulgados por Edward Snowden, citados pelo Guardian, provam que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA pagou às gigantes empresas de Internet para que estas continuassem a cooperar com o programa de vigilância massiva PRISM.





O material ultra secreto fornecido ao Guardian pelo antigo analista informático da NSA revela que foram gastos “milhões de dólares” do erário público em reembolsos a empresas como a Microsoft, Yahoo, Google e Facebook pelas atualizações que estas tiveram de adotar por forma a respeitar os requisitos exigidos pelo Tribunal FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act).
 
Em outubro de 2011, este tribunal verificou a inconstitucionalidade de algumas atividades da NSA - tendo ficado provado que a agência violou a privacidade de milhares de pessoas sem qualquer relação com o terrorismo - e determinou que a NSA teria de alterar a forma como reunia a informação eletrónica.
 
Ainda que a decisão não dissesse respeito diretamente ao programa PRISM, “os documentos fornecidos ao Guardian pelo informador Edward Snowden descrevem os problemas que a decisão trouxe à agência e os esforços necessários para assegurar que as operações prosseguiam em conformidade”, adianta o diário.
 
Segundo o Guardian, na sequência do acórdão do FISA, as “certificações” que garantiam o enquadramento legal das operações de vigilância, e que deveriam ter um caráter anual, passaram a ser renovadas com caráter temporário, até que a agência sanasse as irregularidades detectadas.
 
“Os problemas do ano passado resultaram em múltiplas extensões das datas de expiração das certificações cuja implementação custa milhões de dólares aos fornecedores do PRISM. Esses custos foram cobertos pelas Operações de Fontes Especiais”, refere um dos documentos citados pelo Guardian, datado de dezembro de 2012.
 
Segundo explicou Edward Snowden ao jornal britânico, as Operações de Fontes Especiais são a “jóia da coroa” da NSA, já que coordenam todos os programas de espionagem, como o PRISM, que se baseiam nas "alianças corporativas" com empresas de telecomunicações e fornecedores de internet, que facultam o acesso aos dados de comunicações.


“Primeira evidência de uma relação financeira entre as empresas de tecnologia e a NSA”
 
A revelação de que dinheiro dos contribuintes foi usado para cobrir os custos das gigantes empresas de internet para que estas continuassem a cooperar com o programa de vigilância massiva PRISM “levanta novas questões sobre a relação entre Silicon Valley e a NSA”, avança o diário, lembrando que “desde que a existência do programa foi revelada pela primeira vez pelo Guardian e pelo Washington Post, as empresas têm negado repetidamente qualquer conhecimento do mesmo e insistiram que apenas entregam os dados dos utilizadores em resposta a solicitações legais específicas das autoridades”.
 
Previamente à publicação do artigo, o Guardian contatou as empresas para obter algumas informações sobre o seu papel nos programas de vigilância e o financiamento da NSA. Um porta voz da Yahoo reconheceu que as “leis federais exigem que o governo dos EUA reembolse os fornecedores em todos os custos incorridos para responder a todos os procedimentos legais obrigatórios impostos pelo Governo”. “Solicitámos estes reembolsos de acordo com a lei”, adiantou, não confirmando, porém, a sua participação nos programas.
 
O Facebook, por sua vez, respondeu que "nunca recebeu qualquer compensação relativa ao pedido de informações por parte do governo”. A Microsoft e Google optaram por não se pronunciar sobre as questões colocadas pelo Guardian.
 
A “reviravolta” do presidente dos Estados Unidos
 
Entre 2005 e 2008, ano em que foi eleito, Barack Obama, à época senador do Illinois, apresentou várias propostas para controlar e limitar as operações de vigilância promovidas pela NSA.
 
Após ser eleito, Obama esqueceu os seus compromissos. Logo em 2008, apoiou ativamente o projecto de lei que autorizava o programa PRISM. Em 2011, assinou a renovação do Patriotic Act, que veio, na prática, suprimir as liberdades civis. Em junho do presente ano, o Guardian revelou que o governo norte americano pediu e obteve, através de uma ordem judicial secreta, os dados de milhões de assinantes da operadora de telemóveis Verizon.
 
Desde que rebentou o escândalo causado pelas revelações de Snowden, Obama já prometeu alterar alguns capítulos do Patriotic Act consagrados à NSA e anunciou a criação de um grupo de “peritos externos”, encarregue de auditar as modalidades de vigilância.


Certo é, contudo, que a independência desse grupo é totalmente questionável. James Clapper, que preside à Direcção Nacional de Informações, responsável pela coordenação da NSA, e que está directamente sob a supervisão presidencial, assume a tarefa de formar o grupo. Michael Morell, ex chefe interino da CIA, também faz parte do painel, segundo avança a ABC News.



- A partir de:   esquerda.net




segunda-feira, 15 de julho de 2013

“Ao invés de se empenhar em resolver as violações flagrantes ou sequer em admiti-las, o governo norte-americano está mais interessado em processar Edward Snowden. As tentativas de pressionar governos para que bloqueiem os esforços do informador de procurar asilo são deploráveis”





- Posições tomadas sobre Snowden e os EUA pela Amnistia Internacional:
(divulgação)




Sexta, 12 Julho 2013 15:35

Amnistia Internacional reúne com Edward Snowden



Foi no aeroporto de Moscovo, na sexta-feira, 12 de julho, que a Amnistia Internacional reuniu com o norte-americano Edward Snowden.

O diretor do escritório da Amnistia Internacional no país, Sergei Nikitin, fez as seguintes declarações após falar com o ex-consultor da CIA:
“Foi com prazer que a Amnistia Internacional reiterou o apoio a Edward Snowden, agora pessoalmente. Vamos continuar a pressionar os governos para que assegurem que os seus direitos são respeitados – tal inclui o indiscutível direito a pedir asilo onde quer que pretenda”.
“O que foi divulgado por Snowden é, evidentemente, do interesse público e as suas ações de denúncia são fundamentadas. Snowden revelou extensos programas de vigilância ilegais, que, sem dúvida, interferem com o direito de cada pessoa à privacidade”.
“Os Estados que tentam impedir alguém de revelar comportamentos ilegais como os denunciados por Snowden estão a desprezar o direito internacional. A liberdade de expressão é um direito fundamental”.

“Ao invés de se empenhar em resolver as violações flagrantes ou sequer em admiti-las, o governo norte-americano está mais interessado em processar Edward Snowden. As tentativas de pressionar governos para que bloqueiem os esforços do informador de procurar asilo são deploráveis”.


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Sexta, 05 Julho 2013 11:21

Estados Unidos não devem perseguir Edward Snowden




As ações dos Estados Unidos para capturar Edward Snowden e bloquear as suas tentativas de requerer asilo são deploráveis e constituem uma violação dos direitos humanos, defende a Amnistia Internacional. O pedido de asilo é um direito incontestável e está consagrado no Direito Internacional.

“Segundo o que sabemos, Edward Snowden está a ser acusado, principalmente, por divulgar atos ilegais realizados pelo governo dos Estados Unidos – e por outros governos – que violam os direitos humanos”, refere Michael Bochenek, diretor para a área de Direito Internacional e Política da Amnistia Internacional. “Ninguém deve ser acusado por revelar informação sobre violações de direitos humanos. A divulgação de informação deste tipo está protegida pelo direito à informação e à liberdade de expressão”.
A iniciativa das autoridades norte-americanas de acusar Edward Snowden ao abrigo da Lei da Espionagem deixa-o sem possibilidade de invocar como defesa o facto de ter revelado informações de interesse público. Além das acusações, o seu passaporte foi revogado, o que interfere com a sua liberdade de deslocação e dificulta o pedido de asilo noutro país.
“Nenhum país deve enviar um indivíduo para outro país onde este corra sérios riscos de sofrer maus tratos”, relembra Bochenek. A Amnistia Internacional acredita que a extradição de Edward Snowden para os Estados Unidos pode sujeitá-lo a este tipo de tratamento e colocá-lo numa situação de possível violação dos seus direitos humanos.




sexta-feira, 12 de julho de 2013

Snowden: Microsoft colabora ativamente com a NSA e o FBI






Snowden: Microsoft colabora ativamente com a NSA e o FBI

Novo artigo publicado pelo The Guardian mostra como a Microsoft trabalhou com a NSA para permitir que os programas de vigilância contornassem as proteções instaladas pela própria empresa nos seus serviços de mail, de “cloud”, e nas ligações de som e vídeo feitas através do Skype. Ironicamente, o marketing da empresa de Bill Gates afirma que “A sua privacidade é a nossa prioridade”.


Documento interno da NSA elogia a colaboração dos técnicos da Microsoft com o FBI para permitir melhor acesso aos dados privados dos seus clientes


Um novo artigo publicado na noite desta quinta-feira no site do jornal britânico The Guardian e assinado por Glenn Greenwald, o jornalista e jurista que tornou públicas pela primeira vez as revelações de Edward Snowden, e também por Ewen MacAskill, Laura Poitras, Spencer Ackerman e Dominic Rushe traz novas revelações que mostram que os técnicos da Microsoft trabalharam estreitamente com a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, bem como com o Federal Bureau of Investigation (FBI) para facultar o acesso de programas de vigilância em massa, como o PRISM, aos seus serviços de e-mail, como o recém-lançado portal Outlook.com (que inclui o popular Hotmail) ou ao serviço de “cloud” (armazenamento de ficheiros em servidores na Internet) SkyDrive.
A sua privacidade é a nossa prioridade”
Ironicamente, a última campanha de marketing da Microsoft usava o slogan “A sua privacidade é a nossa prioridade”. Mas os documentos a que o Guardian teve acesso mostram que os técnicos da empresa de Bill Gates trabalharam em equipa com os da NSA para permitir que a agência tivesse acesso às conversas trocadas em sistemas de chatno portal Outlook.com, contornando os sistemas de criptografia que os protegem. Isto é: a Microsoft criou e entregou aos espiões da NSA uma forma de contornar os seus próprios sistemas de segurança. Os espiões da agência já tinham acesso aos mails da Microsoft antes da sua encriptação.
O artigo revela ainda que desde que, em julho do ano passado, a Microsoft comprou o Skype, um serviço de telecomunicações de voz e vídeo através da Internet, a NSA obteve uma nova capacidade que lhe permitiu triplicar a captura de vídeos através do sistema. As estimativas mostram que o Skype tem algo como 663 milhões de utilizadores à escala planetária.
Um documento da NSA citado pelo Guardian afirma que a monitorização dos vídeos do Skype triplicou desde julho de 2012, e elogia o trabalho de equipa entre os técnicos da empresa, da NSA e do FBI.
A política de privacidade do Skype afirma que a empresa está “comprometida a respeitar a sua privacidade e a confidencialidade dos seus dados pessoais, dados de tráfego e conteúdo das comunicações”.
Trabalho do FBI durante muitos meses junto com a Microsoft”
A cooperação da Microsoft's estendeu-se ao serviço ode armazenamento em “cloud” SkyDrive. Durante muitos meses, diz um documento citado pelo artigo, técnicos da empresa e do FBI cooperaram para que o programa de vigilância PRISM tivesse acesso a todo o conteúdo armazenado no SkyDrive sem ter de fazer um pedido especial. “Esta nova capacidade resulta numa recolha com uma resposta muito mais completa e instantânea”, sublinha uma newsletter interna da NSA, que acrescenta: “Este sucesso é o resultado do trabalho do FBI durante muitos meses junto com a Microsoft para ter esta solução de recolha de dados a funcionar”.
Ouvida pelo jornal britânico, a Microsoft disse que fornece dados de clientes apenas em resposta a pedidos específicos do governo”.
Mas sabe-se que um tribunal secreto de vigilância permite que as comunicações na net sejam recolhidas pelos programas de vigilância sem um mandato judicial individual se o agente da NSA tiver 51% de convicção que o alvo não é um cidadão dos EUA e não está em solo norte-americano Se o alvo for cidadão dos EUA é teoricamente necessário um mandato, mas a NSA pode coletar dados sem mandato se o cidadão for estrangeiro e localizado no exterior. Isto é, se for você, leitor.


- A partir de:  Esquerda.net




domingo, 16 de junho de 2013

Os EUA como 1 regime totalitário ...




- Segue-se uma entrevista com 1 ex-agente da NSA ("Agência de Segurança Nacional dos EUA"), William Binney - ao canal RT, a 12 de Junho último - com várias informações e vários elementos de interesse ...


- Apresento uma tradução, livre, de uma pequena passagem (uma pergunta da jornalista e respectiva  resposta):


" (...) P.: O que significa o "patriot act" para as liberdades americanas?

R.: Significa que não as temos. Está-se perante a criação de 1 estado totalitário. Quando o governo está na posse de tamanha informação, podem usar o "IRS" para intimidar as pessoas ou qualquer outra coisa. Podem usar o FBI contra as pessoas, como o fizeram comigo e com outros. É o poder que o governo tem - tem o poder das armas e da força e se a isso se juntar 1 enorme manancial de conhecimentos [íntimos e individuais, tanto dos EUA como de qualquer outro país], então o poder [do governo] sobre as pessoas é praticamente ilimitado, podendo usá-lo quando quiserem - especialmente sobre [e se se trata de] pessoas que de alguma forma discordam das suas políticas (...)"

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Em defesa de Edward Snowden - Petição




(divulgação)






Em defesa de Edward Snowden



Postado:  12 junho 2013


Este analista de sistemas de 29 anos deixou para trás toda a sua vida: sua namorada, seu emprego e sua casa, para denunciar um chocante programa do governo dos EUA chamado PRISM. Esse programa leu e arquivou uma cópia de todos os nossos emails, mensagens enviadas pelo Skype, publicações no Facebook, e telefonemas durante anos. 

Quando o soldado Bradley Manning tornou público esse mesmo tipo de informação para o Wikileaks, os EUA o confinaram a uma cela solitária na prisão, nu e em condições que a ONU definiu como sendo "crueis, desumanas e degradantes". 

As autoridades e a imprensa estão decidindo como lidar com este escândalo. Se milhões de vozes em nossa comunidade apoiarem Edward nas próximas 48 horas, isso vai transmitir uma poderosa mensagem de que ele deve ser tratado como alguém corajoso por ter feito esse tipo de denúncia, e que o programa PRISM – e não ele – deve ser o alvo do ataque dos EUA.


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-Petição:


Ao Presidente Barack Obama:


Exigimos que V. Exa garanta que o autor da denúncia do PRISM, Edward Snowden, seja tratado de forma justa, humana e de acordo com o devido processo legal. O programa PRISM é uma das maiores violações à privacidade já cometidas por um governo. Exigimos que V. Exa acabe com este programa imediatamente, e que Edward Snowden seja considerado como autor de uma denúncia agindo em nome do interesse público -- não como um criminoso perigoso.


- Texto e petição em: avaaz.org



segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

"Big Brother is watching you"



- Orwell is more alive than ever!







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- Divulgação:


2013: Como a Europa se prepara para espiar os cidadãos?

Biometria, videovigilância, drones, deteção de comportamentos anormais, modelos matemáticos para identificar suspeitos... A União Europeia financia mais de 190 programas de investigação sobre segurança e vigilância. Em benefício dos industriais, que reciclam as tecnologias militares para vigiar as populações. Por Rachel Knaebel.

A União Europeia financia mais de 190 programas de investigação sobre segurança e vigilância – Foto de Solo/Flickr

Eles têm nomes estranhos: Tiramisu, Pandora, Lotus, Emphasis, Fidelity, Virtuoso... Na aparência, são acrónimos inofensivos. Na realidade, escondem 195 projetos europeus de investigação no domínio da segurança e da vigilância. Projetos relativamente inquietantes para as nossas liberdades. E financiados pela Europa no quadro de parcerias público-privadas.
O exemplo mais emblemático: o projeto Indect (“Sistema de informação inteligente de apoio à observação, investigação e deteção para a segurança dos cidadãos em meio urbano”), lançado há quatro anos, denunciado no final de outubro por manifestações em toda a Europa. Indect visa permitir uma “deteção automática” das ameaças e situações perigosas – como os tumultos – ou “o uso de objetos perigosos” - facas ou armas de fogo. Tudo é bom para combater “o terrorismo e outras atividades criminosas como o tráfico de seres humanos ou a pornografia pedófila”. E assegurar a segurança dos cidadãos... Só que se trata também de, com o Indect, detetar “automaticamente” (sic) os comportamentos suspeitos, a partir de imagens de videovigilância, de dados audio ou trocados na net. Bem-vindos ao Minority Report!
Detetar os comportamentos “anormais”
Concretamente, o Indect é um sistema de vigilância, que, a partir de imagens e sons captados no espaço público e informações obtidas na Internet, alertará os serviços de polícia em caso de situação considerada perigosa: pessoas paradas numa rua movimentada, um movimento de multidão, veículos a circularem devagar, um apelo estranho numa rede social. Estes critérios “de anormalidade” serão definidos pelas forças de segurança... Tudo isto alimentará um motor de busca. Para além de espiar o espaço público, o Indect assegurará “a vigilância automática e continuada dos recursos públicos como os sites web, fóruns de discussão, redes P2P ou sistemas automáticos individuais”. Mas não se preocupem: estão previstas ferramentas para ocultar certos dados privados, como rostos ou placas de matrícula nas imagens vídeo. As informações devem ser encriptadas antes da sua transmissão aos serviços autorizados. Ufa!
Entre os institutos de investigação que participam no projeto, ao lado de várias polícias e empresas1, está o da universidade de Wuppertal na Alemanha que é especializado em segurança dos transportes e em proteção civil contra catástrofes. A universidade louva os efeitos positivos que poderão ter estas técnicas para prevenir uma situação como a da Love Parade de Duisburgo, em 2010, em que 21 pessoas morreram num movimento de pânico da multidão.
No quadro do Indect, ele desenvolve modelos matemáticos para avaliar, a partir de imagens de videovigilância, a velocidades dos objetos, ou “para detetar o movimento numa área perigosa, como as vias numa estação”, explica o porta-voz da universidade, Johannes Bunsch – o único oficialmente autorizado a falar do projeto. Correr para apanhar um comboio, reagir com um gesto brusco, e eis-nos no motor de busca ao qual se ligam os serviços de polícia. “O sistema pode detetar uma pessoa a atar os sapatos numa loja ou a tirar fotografias num aeroporto e considerar isso como um comportamento “anormal”. Na realidade, o sistema não sabe se se trata de um comportamento indesejável. Deteta apenas um comportamento que se desvia dos comportamentos normais que lhe ensinámos”, ilustra o professor Dariu Gavrila (citado pelo siteOwni) que, na universidade de Amesterdão, trabalha em algoritmos para detetar comportamentos agressivos.
Porém, o objetivo afirmado do Indect é lutar contra a criminalidade e o terrorismo, e não o de evitar choques em cadeia nas auto-estradas ou movimentos de pânico trágicos. E isto, graças à União Europeia que financia 75% do projeto (15 milhões de euros no total). “Nós desenvolvemos apenas os procedimentos técnicos”, defende-se prudentemente o porta-voz. “A competência de decidir como utilizar a tecnologia pertence aos políticos”. É esse o problema: quem controla estes programas de investigação e a quem beneficiarão?
Polícia e empresas no comité de ética
Para responder às críticas, o Indect dotou-se de um comité de ética. A sua composição dá que pensar: entre os nove membros estão dois chefes dos serviços de polícia envolvidos no projeto e um industrial de uma das empresas que nele participam... O seu princípio no mínimo parece ambíguo: “A máxima 'se não fizeste nada de mal, então nada tens a temer' só é válida se todos os aspetos da justiça criminal funcionam perfeitamente, em todas as ocasiões.”2 Isto significa que um cidadão que caia por erro nas malhas securitárias do Indect terá poucas possibilidades de sair dele? “Os comités de ética que acompanham os projetos como o do Indect são sobretudo alibis”, pensa o eurodeputado Jan Phillip Albrecht (Verdes), que faz parte do comité de ética do projeto Addpriv, que visa a criação de ferramentas para limitar o armazenamento de dados inúteis e tornar os sistemas de videovigilância “mais compatíveis” com o direito dos cidadãos à privacidade.
Indect não é o único programa espião generosamente financiado pela UE. O Arena3 visa criar um sistema móvel de vigilância e é subvencionado em 3 milhões de euros. O Subito assinala os proprietários de bagagens não identificadas. O Samurai significa “vigilância dos comportamentos suspeitos e anormais com a ajuda de uma rede de câmaras e sensores para um melhor conhecimento das situações”4, nos aeroportos e nos espaços públicos. Trata-se de um sistema de videovigilância com câmaras fixas e móveis – em agentes de polícia em patrulha por exemplo -, equipadas de sensores que permitem seguir uma pessoa, encontrar o proprietário de uma bagagem abandonada ou de um veículo estacionado num local público. Realizaram-se ensaios em 2009 no aeroporto londrino de Heathrow. Bruxelas concedeu-lhe 2,5 milhões de euros.
O envelope europeu para estes dispositivos eleva-se a 1,4 mil milhões de euros em cinco anos5. Esta futura vigilância generalizada desenvolve-se nos transportes ferroviários, nos aeroportos e nos mares, com projetos especialmente concebidos para repelir os imigrantes. Este programa levanta numerosas questões, tanto mais que escapa a qualquer controlo democrático ou qualquer objeção da sociedade civil. “Os representantes da sociedade civil, os parlamentares, assim como as organizações responsáveis pelas liberdades civis e pelas liberdades fundamentais, incluindo as autoridades de proteção de dados, foram largamente postas de lado”, alerta um relatório encomendado pelo Parlamento Europeu em 20106. Viva a Europa dos cidadãos!
Uma política de vigilância moldada pelos industriais
Nada de eleitos nem de organizações não-governamentais, mas uma omnipresença das grandes empresas da segurança e da defesa! Em particular as francesas: o grupo aeronáutico franco-alemão EADS, e as suas filiais Cassidian e Astrium, participam em cerca de 20 projetos diferentes. Thales France está em 22 projetos e coordena cinco deles. Sagem e Morpho, duas filiais do grpo francês Safran, participam em 17 projetos, que incluem o desenvolvimento de drones de vigilância ou a conceção de passaportes e de ficheiros biométricos. Cada um com milhões de euros de subvenções. Investigações que assegurarão sem qualquer dúvida numerosas oportunidades para estas tecnologias securitárias, na Europa e para além dela.
Porquê uma tal presença? “São na maioria grandes sociedades de defesa, as mesmas que participaram na definição do Programa de investigação europeu em matéria de segurança, que são os principais beneficiários dos fundos”, aponta o estudo do Parlamento Europeu. Várias multinacionais – incluindo, do lado francês EADS, Thales ou Sagem7 – participaram estreitamente na definição do próprio programa de investigação. Desde 2003, os seus representantes e administradores (CEO's) aconselham a Comissão Europeia sobre o assunto, por via de diferentes grupos de trabalho e comités, que têm por missão estabelecer prioridades da política europeia de investigação em segurança8. É caso para perguntar se são as multinacionais ou as instituições eleitas quem define a política de segurança europeia! “O que interessa às empresas do setor não é tanto vigiar as populações mas fazer dinheiro”, considera Jean-Claude Vitran, da Liga dos direitos do homem.
Reciclar as tecnologias militares
É que o mercado europeu da segurança vale ouro. Entre 26 e 36 mil milhões de euros. E 180.000 empregos, segundo a Comissão Europeia, que calcula que no decurso dos últimos dez anos o tamanho do mercado mundial da segurança “tenha quase decuplicado, passando de cerca de 10 mil milhões de euros para cerca de 100 mil milhões de euros em 2011.”9 Mas Bruxelas teme pela competitividade das firmas europeias. A solução? Desenvolver “um verdadeiro mercado interno das tecnologias da segurança”, explica Antonio Tajani, vice-presidente da comissão responsável pelas empresas. Um mercado essencial para consolidar a posição das empresas do setor. Por isso, Bruxelas quer explorar as sinergias “entre a investigação em matéria de segurança (civil) e a investigação no domínio da defesa”. Uma estratégia dual: as tecnologias desenvolvidas para fins militares podem também ser vendidas no mercado interno da segurança civil, para a vigilância dos imigrantes, dos cidadãos, dos transportes e dos espaços públicos.
“Os industriais da defesa estão conscientes que o mercado militar pode ser aplicado na segurança civil. E que eles podem fazer aí os seus grandes negócios”, acrescenta Jean-Claude Vitran. As empresas do setor lucram com os fundos de apoio à investigação, a todos os níveis. Para além da questão da segurança do programa de investigação europeia, pelo menos sete países lançaram programas nacionais, incluindo a França, com o programa “Conceitos, sistemas e ferramentas para a segurança global” da Agência nacional de investigação. O setor não está, claramente, submetido à austeridade.
(...)
Extrato de artigo de Rachel Knaebel, publicado em Basta! Tradução de Carlos Santos para esquerda.net

1 Doze institutos de investigação, incluindo a escola de engenharia INP de Grenoble – que não respondeu ao nosso pedido de informações -, quatro empresas alemãs e austríacas e a polícia da Polónia e da Irlanda do Norte.
2 Leia aqui
3Architecture for the Recognition of threats to mobile assets using Networks of multiple Affordable sensorsArena.
4 Suspicious and abnormal behaviour monitoring using a network of cameras and sensors for situation awareness enhancement.
5 O programa quadro europeu dispõe de um orçamento de 51 mil milhões de euros atribuídos à investigação para o período 2007-2013, dos quais 1,4 mil milhões para a componente “Segurança”.
7 Mas também BAE Systems, Ericsson, Saab, Siemens…
8 O “Grupo de personalidades” (GOP) em 2003, depois o Comité do conselho da investigação europeia em segurança (European Security Research Advisory Board, Esrab) em 2005. Em 2007, foi criado um terceiro comité para acompanhar desta vez o sétimo programa quadro de investigação – o Fórum europeu para a investigação e a inovação em segurança (Esrif).
9 Ler o seu comunicado.



(Os destaques, a vermelho, são da minha responsabilidade)



- A partir de: Esquerda.net




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

- Em defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO! - Impedir a CENSURA da Internet (também) na Europa! (2)









- Em defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO! - Impedir a CENSURA da Internet (também) na Europa!





- A partir de Avaaz.org (divulgação):


Na semana passada, 3 milhões de nós contra-atacaram a investida dos Estados Unidos sobre nossa Internet! --- mas há uma ameaça ainda maior e nosso movimento global pela liberdade online está completamente decidido a acabar com essa ameaça de uma vez por todas.

ACTA - um acordo global - pode permitir que as corporações censurem a Internet. Negociado secretamente por um pequeno número de países ricos e por poderes corporativos, esse acordo configuraria um novo órgão sombrio para a regulamentação comercial internacional que daria poder para interesses privados policiarem tudo que fazemos online e iria impor enormes penalidades -- inclusive sentença à prisão -- a pessoas que eles julgarem estar afetando seus negócios.

Nesse exato momento, a Europa está decidindo se ratificará ou não o ACTA -- e sem ela, o ataque global à liberdade na Internet vai desmoronar. Nós sabemos que a Europa se opôs ao ACTA anteriormente, mas alguns membros do Parlamento Europeu estão hesitando -- vamos dar o empurrão que eles precisam para rejeitar o tratado.Assine a petição -- faremos uma entrega espetacular em Bruxelas quando alcançarmos 500.000 assinaturas:


http://www.avaaz.org/po/eu_save_the_internet/?vl

É revoltante -- os governos de quatro quintos da população mundial foram excluídos das negociações do Acordo Comercial Antipirataria (ACTA) e burocratas não eleitos têm trabalhado de perto com lobistas corporativos para criar novas regras e um regime de aplicação dessas regras altamente perigoso. O ACTA cobriria inicialmente os EUA, Europa e 9 outros países, e então se expandiria para o mundo. Mas se conseguirmos que a União Europeia diga não agora, o tratado perderá sua força e poderá ser paralisado para sempre.

As regras bastante rigorosas significam que pessoas em qualquer lugar do mundo são punidas por atos simples como compartilhar um artigo de jornal ou enviar um vídeo de uma festa que possua uma música sob direitos autorais. Vendido como sendo um acordo comercial para proteger os direitos autorais, o ACTA pode também banir medicamentos genéricos que salvam vidas e ameaçar o acesso de fazendeiros locais a sementes que eles precisam. E, espantosamente, o comitê do ACTA vai ter carta-branca para mudar suas próprias regras e sanções sem controle democrático.

O interesse das grandes corporações está pressionando muito pela aprovação do ACTA, mas o Parlamento Europeu está no meio do caminho. Vamos enviar um apelo enorme aos parlamentares para ignorarem o lobby e se posicionarem a favor da liberdade da Internet. Assine agora e envie para todos que você conhece.


http://www.avaaz.org/po/eu_save_the_internet/?vl

Na semana passada, vimos a dimensão do poder da coletividade quando milhões de nós juntaram forças para impedir que os EUA aprovassem leis de censura da Internet que atingiriam a rede em cheio. Nós também mostramos ao mundo o quão poderosas nossas vozes podem ser. Vamos levantar nossas vozes mais uma vez para combater essa nova ameaça. 


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ainda acerca da possibilidade de censura da Internet pelos (e nos) EUA ...



Texto de Amy Goodman (divulgação):


Obama aprova norma que põe em causa neutralidade na internet



Uma das promessas de campanha do presidente Barack Obama foi proteger a liberdade na internet. Em dezembro de 2010, pode-se dizer que o presidente dos Estados Unidos não está a cumprir esse compromisso.

ARTIGO | 26 DEZEMBRO, 2010 - 02:50 | POR AMY GOODMAN

Norma aprovada permite a redes móveis como AT&T e Verizon Wireless bloquear por completo certos conteúdos e aplicativos quando quiserem. Foto de Lil Wayne.
Acaba de ser aprovada uma norma sobre neutralidade na rede que é considerada desastrosa pelos activistas da internet. A proposta apresenta vazios legais que deixam a porta aberta a todo o tipo de abusos no futuro, o que permite que empresas como AT&T, Comcast, Verizon e os grandes provedores de serviços na internet decidam que sites funcionarão, quais não e quais poderão receber um tratamento especial.

Uma das promessas de campanha do presidente Barack Obama foi proteger a liberdade na internet. Ele disse em novembro de 2007: “Assumirei pessoalmente o compromisso com a neutralidade da rede, porque quando os provedores começam a privilegiar alguns aplicativos ou sites acima de outros, as vozes menores são silenciadas e todos perdemos. A internet é possivelmente a rede mais aberta da história e devemos mantê-la assim”.

Voltemos a dezembro de 2010, momento em que Obama claramente não está a assumir esse compromisso, motivado por gigantes como AT&T, Verizon e Comcast. Junto a ele encontra-se o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sua sigla em inglês), Julius Genachowski, companheiro de Obama na Faculdade de Direito de Harvard e nas quadras de basquete, que acaba de conseguir a aprovação de uma norma sobre neutralidade da rede que os activistas da internet consideram desastrosa.

O director da revista Free Press, Craig Aaron, afirmou: “Essa proposta parece repleta de vazios legais que deixam a porta aberta a todo tipo de abusos no futuro, o que permitiria que empresas como AT&T, Comcast, Verizon e os grandes provedores de serviços na internet decidam que sites funcionarão, quais não e quais poderão receber um tratamento especial”.

Para o comediante eleito senador, Al Franken, democrata por Minnesotta, as novas normas sobre neutralidade da rede não devem ser tomadas como uma brincadeira, já que as mesmas podem permitir a redes móveis como AT&T e Verizon Wireless bloquear por completo certos conteúdos e aplicativos quando quiserem. Franken deu o seguinte exemplo: “Talvez você goste do Google Maps. Bom, é uma pena. Se a FCC aprova esta norma, a Verizon poderá cortar o acesso a esse aplicativo no seu telefone e obrigá-lo a usar o seu próprio programa de mapas, Verizon Navigator, ainda que não seja tão bom e ainda que tenha que pagar para utilizá-lo, já que o Google Maps é gratuito. Se as empresas tiverem permissão para priorizar conteúdo na internet ou para bloquear aplicativos no iPhone, não há nada que impeça essas mesmas empresas de censurar um discurso político”.

A AT&T é um dos conglomerados que, segundo os activistas, praticamente redigiu as normas da FCC promovidas por Genachowski. Já fomos testemunhas de mudanças radicais desse tipo. Semanas antes de sua promessa de neutralidade na rede, realizada em 2007, o então senador Obama contratou a AT&T, que foi denunciada por participar de escutas telefónicas sem ordem judicial contra cidadãos estadunidenses a pedido do governo de Bush. A AT&T queria imunidade judicial retroactiva. O porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton, disse a Talking Points Memo: “Para ser claro: Barack apoiará a obstrução de qualquer projecto de lei que inclua a imunidade retroactiva às empresas de telecomunicações”.

Mas, em julho de 2008, um mês antes da Convenção Nacional Democrata, quando Obama era o possível candidato à presidência, ele não somente não obstruiu, mas também votou a favor do projecto de lei que outorgou imunidade judicial retroactiva às empresas de telecomunicações. A AT&T conseguiu o que queria, e rapidamente mostrou o seu agradecimento. A bolsa oficial entregue a cada delegado da convenção trazia estampado um grande logo da AT&T. A empresa organizou uma festa para os delegados, à qual a imprensa não teve acesso, para festejar que o Partido Democrata havia firmado a sua liberdade.

AT&T, Verizon, a gigante de televisão a cabo Comcast e outras empresas, expressaram o seu apoio à nova norma das FCC. Os aliados democratas de Genachowski na comissão são Michael Copps e Mignon Clyburn (filha do líder da maioria da Câmara de Representantes, James Clyburn). Novamente, Criag Aaron, da Free Press, registrou:

“Entendemos que Copps e Clyburn tentaram melhorar essas normas, mas Genachowski negou-se a ceder, aparentemente devido ao facto de que já havia firmado um acordo com a AT&T e os lobbistas da tv a cabo acerca do alcance das normas”.

Clyburn advertiu que as normas poderiam permitir que os provedores de internet móvel adoptem práticas discriminatórias e que as comunidades pobres, em particular afroestadunidenses e latinos, usem os serviços de internet móvel mais que as conexões a cabo.

Craig Aaron considera lamentável o poder dos lobbistas da indústria de telecomunicações e de tv a cabo em Washington: “Nos últimos anos deslocaram 500 lobbistas, basicamente um para cada membro do Congresso, e isso é somente o que declaram abertamente. A AT&T é a empresa que doou mais dinheiro para campanhas políticas em toda a história. E a Comcast, a Verizon e as outras grandes empresas não ficam atrás. Estamos realmente a ver esse jogo aqui. Mais uma vez, os grandes interesses empresariais estão a utilizar a sua influência, as suas contribuições para as campanhas, para eliminar qualquer ameaça ao seu poder, a seus planos para o futuro da internet. Quando a AT&T quer reunir todos os seus lobbistas, não há uma sala que abrigue a todos. Tiveram que alugar uma sala de cinema. As pessoas que representam o interesse público e que lutam pela internet livre e aberta aqui em Washington ainda podem compartilhar o mesmo táxi.

O dinheiro das campanhas eleitorais é, mais do que nunca, o que mantém vivos os políticos estadunidenses, e podem estar certos que Obama e os seus assessores estão a pensar na eleição de 2021, que provavelmente será a mais cara da história dos Estados Unidos. Acredita-se que o uso enérgico e inovador da internet e das tecnologias de telemóvel ajudaram Obama a assegurar sua vitória em 2008. À medida que a internet aberta é cada vez mais restringida nos Estados Unidos, e que as empresas que controlam a internet se tornam cada vez mais poderosas, é possível que não exista essa participação democrática por muito mais tempo.

Amy Goodman - Democracy Now

(*) Denis Moynihan colaborou na produção jornalística dessa coluna

Tradução: Katarina Peixoto

Sobre o autor


Amy Goodman
Co-fundadora da rádio Democracy Now, jornalista norte-americana e escritora.


A partir de  esquerda.net


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

- Em defesa da LIBERDADE DE EXPRESSÃO! - Impedir a CENSURA da Internet pelos (e nos) EUA!










Texto da Petição (divulgação):


Para todos os Membros do Congresso dos EUA:

Enquanto cidadãos preocupados, apelamos aos senhores e senhoras para que lutem por uma Internet livre e aberta, e votem contra o Protect IP Act e o Stop Online Piracy Act. A Internet é uma ferramenta muito importante para as pessoas ao redor do planeta trocarem ideias e trabalharem coletivamente na construção de um mundo que todos queremos. Insistimos que mostrem uma verdadeira liderança global e façam tudo que estiver ao vosso alcance para proteger esse pilar fundamental das nossas democracias pelo mundo fora.
__________


- Texto de avaaz.org (divulgação):


Caros amigos,

Nesse exato momento, o Congresso dos EUA está debatendo uma lei que pode conferir ao país o poder de censurar a Internet do mundo inteiro -- criando uma lista negra que pode ter o YouTube, Wikileaks e até mesmo a Avaaz como alvos! 

Sob essa nova lei, os EUA podem forçar os provedores de Internet a bloquearem qualquer website que seja suspeito de violar as leis de copyright e propriedade intelectual, ou que falhem em policiar suficientemente as atividades de seus usuários. E, como a maioria dos serviços de hospedagem de Internet estão localizados nos EUA, essa lista negra poderia reprimir a web livre para todos nós. 

A votação pode acontecer a qualquer dia, mas podemos ajudar a impedir isso -- alguns membros do Congresso querem preservar a liberdade de expressão e nos informaram que um clamor internacional ajudaria a aumentar a força deles lá dentro, e um deles -- Senador Wyden -- disse que vai "prolongar a discussão" ou impedir a votação fazendo a leitura dos nossos nomes até o tempo acabar. Vamos urgentemente levantar nossas vozes de todos os cantos do mundo e criar uma petição global como nunca antes vista. Clique abaixo para assinar e, em seguida, encaminhe-a para todos: 

http://www.avaaz.org/po/save_the_internet/?tta

Durante anos, o governo dos EUA condenou países como a China e o Irão pela repressão ao uso da Internet. Mas o impacto das novas leis de censura na América do Norte pode ser ainda pior -- efetivamente bloqueando sites para todos os usuários de Internet ao redor do planeta. 

No ano passado, um projeto de lei de censura da internet semelhante foi impedido antes de chegar ao Senado dos EUA, mas agora esse projeto está de volta em uma forma diferente. As leis de copyright e direitos de autor já existem, e são aplicadas pelas cortes. Mas essa nova lei vai muito além -- permite ao governo e a grandes corporações poderes enormes para forçar os provedores de serviço e ferramentas de busca a bloquearem websites, baseando-se somente em alegações de violações -- sem um julgamento ou prova de que o crime aconteceu! 

Os defensores da liberdade de expressão nos EUA já ativaram o alarme, e alguns senadores estão tentando reunir apoio suficiente para impedir esse perigoso projeto de lei. Não temos tempo a perder. Vamos apoiá-los para garantir que os legisladores americanos preservem o direito por uma Internet livre e aberta como uma maneira essencial das pessoas ao redor do mundo trocarem ideias, comunicarem-se e trabalharem coletivamente para construir o mundo que queremos. Assine abaixo para impedir a censura nos EUA, e salvar a nossa Internet

http://www.avaaz.org/po/save_the_internet/?tta

Nos últimos meses, da Privamera Árabe ao Movimento Occupy ao redor do mundo, temos visto em primeira mão como a Internet pode estimular, unir e mudar o mundo. Agora, se ficarmos juntos, podemos impedir esse novo ataque contra a liberdade da Internet. Já conseguimos isso antes -- no Brasil e na Itália, os membros da Avaaz conseguiram grandes vitórias na luta pela liberdade da Internet. Vamos fazer dessa uma luta global, e nos mobilizarmos para derrotar a mais poderosa ameaça de censura que a Internet já viu.
 



 Petição em:   avaaz.org