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quinta-feira, 24 de abril de 2014

"As ações dos Estados Unidos para capturar Edward Snowden e bloquear as suas tentativas de requerer asilo são deploráveis e constituem uma violação dos direitos humanos, defende a Amnistia Internacional. O pedido de asilo é um direito incontestável e está consagrado no Direito Internacional"







(Petição - divulgação)









A petition for Edward Snowden’s right to political asylum will soon be delivered to Attorney General Eric Holder.

Please sign the petition before we present it at the Justice Department.

Truth must be told: Edward Snowden’s “crime” was to educate Americans and the world about the dangerous growth of the U.S. surveillance state.

The more signers of our petition, the greater the impact -- as we reach out to news media everywhere.

That’s why you’ll provide an important boost if you click here and join with more than 27,000 people who’ve already signed this Hands Off Edward Snowden petition.

The formal presentation will happen before the end of this month at the Department of Justice in Washington, D.C.

Our petition gets right to the point by telling Attorney General Holder and President Obama:

"I urge you in the strongest terms to make an unequivocal public commitment not to interfere with the travels or political asylum process of Edward Snowden. The U.S. government must not engage in abduction or any other form of foul play against Mr. Snowden."



__________









- Texto e Petição em: RootsAction






terça-feira, 8 de outubro de 2013

Crónica de 1 sequestro






Artigo de Evo Morales publicado no Le Monde Diplomatique de Agosto de 2013


(divulgação)



"Eu, sequestrado na Europa", por Evo Morales


Neste artigo publicado no Le Monde Diplomatique, Evo Morales narra a sua viagem de Moscovo com destino à Bolívia, interrompida por ordem dos governos submissos aos EUA, entre os quais o português. Para o presidente boliviano, os governos do Velho Continente traíram os valores democráticos que inspiraram gerações.

Artigo | 4 Agosto, 2013 - 12:42 



Morales diz que os governos que não autorizaram a sua passagem "perderam até a capacidade de se reconhecer como colonizados". Foto Alain Bachellier/Flickr


 O último 2 de julho produziu um dos eventos mais insólitos da história do Direito Internacional: a interdição feita ao avião presidencial do Estado Plurinacional da Bolívia de sobrevoar os territórios francês, espanhol, italiano e português, seguida de sequestro, no aeroporto de Viena (Áustria), por catorze horas.

Várias semanas depois, este atentado contra a vida de membros de uma delegação oficial, cometido pelos Estados considerados democráticos e respeitadores da lei, continua a provocar indignação ao mesmo tempo que abundam as condenações de cidadãos, de organizações sociais, de organismos internacionais e de governos por todo o mundo.


O que aconteceu?

Estava em Moscovo, alguns instantes antes do início de uma reunião com Vladimir Putin, quando um assistente me alertou de dificuldades técnicas: era impossível levar-nos até Portugal como estava previsto inicialmente. Mas assim que terminou o encontro com o presidente russo, já tinha ficado claro que o problema não tinha nada de técnico…

Desde La Paz, o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, David Choquehuaca, tratou de organizar uma escala em Las Palmas, na Espanha, e validar um novo plano de voo. Tudo parece em ordem… mas, agora que estamos no ar, o coronel de aviação Celiar Arispe, que comanda o grupo aéreo presidencial e pilotava o avião neste dia, vem ver-me: “Paris retirou nossa autorização de voo! Nós não podemos penetrar no espaço aéreo francês!”. A surpresa era tão grande quanto a sua inquietude: estávamos prestes a cruzar o sul da França.

Podíamos, é claro, tentar regressar à Rússia, mas corríamos o risco de ficar sem combustível. O coronel Arispe fez, então, contato com a torre de controle do aeroporto de Viena para solicitar uma autorização de aterragem de urgência. Que as autoridades austríacas sejam aqui agradecidas por nos dar sinal verde.

Instalado num pequeno escritório que me colocaram à disposição no aeroporto, conversava com meu vice-presidente, Alvaro Garcia Linera e com o ministro Choquehuanca, para decidir o que fazer na sequência e, sobretudo, tentar compreender as razões da decisão francesa, uma vez que o piloto me tinha informado que a Itália também tinha recusado o nosso pedido de entrada no seu espaço aéreo.

Neste momento, recebi a visita do embaixador da Espanha na Áustria, Alberto Carnero. Ele me comunicou que um novo plano de voo para me levar à Espanha havia sido aprovado. Explicou que era necessário fazer, antes de tudo, uma inspeção no avião presidencial. Tratava-se de uma condição sine qua non para a nossa partida em direção à Las Palmas, nas Grandes Canárias.

Quando pergunto sobre as razões de tal exigência, Carnero invocou o nome de Edward Snowden, empregado de uma empresa norte-americano que prestava serviços de espionagem a Washington. Respondi que só o conhecia pelo que era noticiado na imprensa. Lembrei igualmente, ao diplomata espanhol, que meu país respeitava as convenções internacionais: em nenhum caso eu estava tentando extraditar alguém para a Bolívia.

Carnero estava em contato permanente com o subsecretário dos assuntos estrangeiros espanhol, Rafael Mendívil Peydro, que lhe pedia, visivelmente, para insistir.

“Você não inspecionará este avião, tive que reforçar. Se você não acredita que no que eu digo, você está chamando o presidente do Estado soberano da Bolívia de mentiroso.” O diplomata retirou-se para se aconselhar com seu superior, antes de retornar. Pediu-me, então, que o convidasse a tomar um rápido café no avião. “Mas você acha que eu sou um delinquente?” — perguntei. “Se você tentar entrar neste avião será necessário que use a força. E eu não resistirei a uma operação militar ou policial, não tenho meios para tanto.”

Definitivamente assustado, o embaixador descartou a opção da força, não sem antes afirmar que, nestas condições, não poderia autorizar o plano de voo: “Às nove da manhã, indicaremos se vocês podem ou não partir. Por enquanto, vamos discutir com nossos amigos”, explicou. “Amigos?” “Mas que amigos da Espanha são esses que você se refere? A França e a Itália?” Ele recusou-se a responder e saiu…

Aproveitei o momento para discutir com a presidente argentina Cristina Fernández, uma excelente advogada que me aconselha nas questões jurídicas, e também com os presidentes venezuelano e equatoriano, Nicolás Maduro e Rafael Correa, ambos muito inquietos com o assunto.

O presidente Correa ligou várias vezes durante o dia, para saber as novidades. Esta solidariedade deu-me forças: “Evo, eles não têm nenhum direito de inspecionar o seu avião!”, repetiu. Eu não ignorava que um avião presidencial tem o mesmo estatuto de uma embaixada.

Mas estes conselhos e a chegada dos embaixadores da Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América (ALBA) [1] aumentou dez vezes a minha determinação de me mostrar firme. Não, nós não ofereceremos à Espanha ou à qualquer outro país – aos Estados Unidos, ainda menos que aos outros – a satisfação de inspecionar nosso avião. Nós defenderemos a nossa dignidade, a nossa soberania e a honra de nossa pátria, nossa grande pátria. Nós jamais aceitaremos esta chantagem.

O embaixador da Espanha reapareceu. Preocupado, inquieto e nervoso, disse que eu já disponha de todas as autorizações e que podíamos partir. Enfim, decolamos…

A interdição de sobrevoo, decretada de maneira simultânea por quatro países e coordenada pela CIA (Central Intelligence Agency) contra um país soberano, sob o único pretexto que nós talvez estivéssemos a transportar Snowden, atualiza o peso político da principal potência imperial: os Estados Unidos.

Até 2 de Julho (data do nosso sequestro), todos compreendiam que os Estados pudessem dotar-se de agências de segurança, afim de proteger seu território e população. Mas Washington ultrapassou os limites concebíveis. Violando todos os princípios da boa fé e as convenções internacionais, transformaram parte do continente europeu em território colonizado. Um insulto aos direitos do homem, uma das conquistas da Revolução Francesa.

O espírito colonial que conduziu a submissão de tantos países demonstra, mais uma vez, que o império não tolera nenhum limite – nem legal, nem moral, nem territorial. A partir de agora, está claro para o mundo inteiro que, por esta potência, todas as leis podem ser transgredidas, toda a soberania violada, todo o direito humano ignorado.

O poder dos Estados Unidos está claramente nas suas forças armadas, envolvidas em várias guerras de invasão apoiadas por um complexo militar-industrial fora do comum. As etapas das suas intervenções são bem conhecidas: após as conquistas militares, a imposição do livre comércio, de uma concepção singular de democracia, e, enfim, a submissão das populações à voracidade das multinacionais.

As marcas indeléveis do imperialismo – militares ou económicas – desconfiguraram o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a Síria. Alguns destes países foram invadidos por serem suspeitos de portarem armas de destruição em massa ou de abrigar organizações terroristas. Em todos, milhares de seres humanos foram mortos, sem que a Corte Penal Internacional instituísse o mínimo julgamento.

Mas o poder norte-americano provém igualmente de dispositivos subterrâneos de propagação do medo, chantagem e intimidação. Algumas das receitas utilizadas por voluntários de Washington para manter o seu status: a “punição exemplar”, no mais puro estilo colonial que levou à repressão de índios Abya Yala. [2]

Esta prática agora recai sobre os povos que decidiram libertar-se, e sobre os dirigentes políticos que optaram por governar para os humildes. A memória desta política de punição exemplar ainda está viva na América Latina: pensemos nos golpes de Estado contra Hugo Chávez na Venezuela em 2002, contra o presidente hondurenho Manuel Zelaya em 2009, contra Correa em 2010, contra o presidente paraguaio Fernando Lugo em 2012 e, claro, contra nosso governo em 2008, sob a chefia do embaixador Americano na Bolívia, Philip Goldberg [3].

O “exemplo” para que os indígenas, os operários, os trabalhadores do campo, os movimentos sociais, não ousem levantar a cabeça contra as classes dominantes.

O “exemplo”, para curvar os que resistem e aterrorizar os outros. No entanto um “exemplo” que, a partir de agora, conduz os humildes do continente e do mundo inteiro a redobrar seus esforços de unidade para fortalecer suas lutas.

O atentado de que fomos vítimas revela as duas faces de uma mesma opressão contra a qual os povos decidiram se revoltar: o imperialismo e seu gémeo político e ideológico, o colonialismo. O sequestro de um avião presidencial e de seu equipamento – o que tínhamos direito de considerar impensável no século XXI – ilustra a sobrevivência de uma forma de racismo no seio de certos governos europeus. Para eles, os Índios e os processos democráticos ou revolucionários nos quais eles estão engajados representam obstáculos no caminho da civilização.

Este racismo se refugia agora na arrogância e nas explicações “técnicas” mais ridículas para maquilhar uma decisão política nascida num escritório de Washington. Aqui estão os governos que perderam até a capacidade de se reconhecer como colonizados e que tentam proteger a reputação de seu mestre.


Quem diz império, diz colónias

Tendo optado pela obediência às ordens que lhes foram dadas, certos países europeus confirmaram o seu estatuto de país submisso. A natureza colonial da relação entre os Estados Unidos e a Europa foi reforçada após os atentados do 11 de Setembro de 2001 e revelada a todos em 2004, quando tomamos conhecimento da existência de voos ilícitos de aviões militares norte-americanos, transportando supostos prisioneiros de guerra, para Guantánamo ou para prisões europeias.

Sabemos hoje que estes presumidos “terroristas” eram submetidos a tortura; uma realidade que mesmo as organizações de defesa dos direitos humanos silenciam frequentemente. A “Guerra contra o terrorismo” reduziu a velha Europa à classificação de colónia; um ato hostil, que podemos tratar como terrorismo de Estado, coloca a vida privada de milhões de cidadãos à disposição dos caprichos do império.

Mas a ofensa ao Direito Internacional que o nosso sequestro expressa pode constituir um ponto de ruptura. A Europa foi berço das mais nobres ideias: liberdade, igualdade, fraternidade. Ela contribuiu largamente para o progresso científico e à emergência da democracia. Ela não é mais que uma pálida figura de si mesma. Um neo-obscurantismo ameaça os povos de um continente, que séculos atrás, iluminava o mundo com suas ideias revolucionárias e suscitava a esperança.

Nosso sequestro poderia oferecer a todos os povos e governos da América Latina, do Caribe, da Europa, da Ásia, da África e da América do Norte a oportunidade única de constituir um bloco solidário condenando a atitude indigna dos Estados envolvidos nesta violação do direito internacional.

Trata-se também de uma oportunidade ideal de reforçar as mobilizações dos movimentos sociais que desejam construir um outro mundo, de fraternidade e de complementariedade. Cabe aos povos construí-lo.

Estamos certos que os povos do mundo, principalmente os da Europa, lamentam a agressão da qual nós fomos vítimas e que os afeta igualmente. E interpretamos a indignação deles como uma maneira indireta de nos pedirem as desculpas a que se ainda recusam os governos responsáveis. [4]

Notas:

[1] Dos quais são membros: Antigua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, República Dominicana, São Vicente e Granadinas e a Venezuela. 

[2] Nome dado pelas etnias Kunas do Panamá e da Colômbia ao continente americano antes da chegada de Cristóvão Colombo. Em 1992, esse nome foi escolhido pelas nações indígenas da América para designar o continente.

[3] Sobre estes eventos, consultar a página “Honduras” em nosso site e ler “Estado de Exceção no Equador” de Maurício Lemoine, La valise diplomatique, 1 de Outubro de 2010 e “O Paraguai tomado pela Oligarquia” de Gustavo Zaracho, La valise diplomatique, 19 de Julho de 2010; “Pequena desestabilização específica na Bolívia” de Hernando Calvo Ospina, Le Monde Diplomatique, Junho de 2010.

[4] Lisboa, Madrid, Paris e Roma fizeram um pedido de desculpas oficial tardio para La Paz .



Artigo de Evo Morales, no Le Monde Diplomatique | Tradução Cristiana Martin



A partir de: Esquerda.net







sábado, 24 de agosto de 2013

"Money talks"





NSA paga milhões à Microsoft, Yahoo, Google e Facebook por espionagem



Documentos divulgados por Edward Snowden, citados pelo Guardian, provam que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA pagou às gigantes empresas de Internet para que estas continuassem a cooperar com o programa de vigilância massiva PRISM.





O material ultra secreto fornecido ao Guardian pelo antigo analista informático da NSA revela que foram gastos “milhões de dólares” do erário público em reembolsos a empresas como a Microsoft, Yahoo, Google e Facebook pelas atualizações que estas tiveram de adotar por forma a respeitar os requisitos exigidos pelo Tribunal FISA (Foreign Intelligence Surveillance Act).
 
Em outubro de 2011, este tribunal verificou a inconstitucionalidade de algumas atividades da NSA - tendo ficado provado que a agência violou a privacidade de milhares de pessoas sem qualquer relação com o terrorismo - e determinou que a NSA teria de alterar a forma como reunia a informação eletrónica.
 
Ainda que a decisão não dissesse respeito diretamente ao programa PRISM, “os documentos fornecidos ao Guardian pelo informador Edward Snowden descrevem os problemas que a decisão trouxe à agência e os esforços necessários para assegurar que as operações prosseguiam em conformidade”, adianta o diário.
 
Segundo o Guardian, na sequência do acórdão do FISA, as “certificações” que garantiam o enquadramento legal das operações de vigilância, e que deveriam ter um caráter anual, passaram a ser renovadas com caráter temporário, até que a agência sanasse as irregularidades detectadas.
 
“Os problemas do ano passado resultaram em múltiplas extensões das datas de expiração das certificações cuja implementação custa milhões de dólares aos fornecedores do PRISM. Esses custos foram cobertos pelas Operações de Fontes Especiais”, refere um dos documentos citados pelo Guardian, datado de dezembro de 2012.
 
Segundo explicou Edward Snowden ao jornal britânico, as Operações de Fontes Especiais são a “jóia da coroa” da NSA, já que coordenam todos os programas de espionagem, como o PRISM, que se baseiam nas "alianças corporativas" com empresas de telecomunicações e fornecedores de internet, que facultam o acesso aos dados de comunicações.


“Primeira evidência de uma relação financeira entre as empresas de tecnologia e a NSA”
 
A revelação de que dinheiro dos contribuintes foi usado para cobrir os custos das gigantes empresas de internet para que estas continuassem a cooperar com o programa de vigilância massiva PRISM “levanta novas questões sobre a relação entre Silicon Valley e a NSA”, avança o diário, lembrando que “desde que a existência do programa foi revelada pela primeira vez pelo Guardian e pelo Washington Post, as empresas têm negado repetidamente qualquer conhecimento do mesmo e insistiram que apenas entregam os dados dos utilizadores em resposta a solicitações legais específicas das autoridades”.
 
Previamente à publicação do artigo, o Guardian contatou as empresas para obter algumas informações sobre o seu papel nos programas de vigilância e o financiamento da NSA. Um porta voz da Yahoo reconheceu que as “leis federais exigem que o governo dos EUA reembolse os fornecedores em todos os custos incorridos para responder a todos os procedimentos legais obrigatórios impostos pelo Governo”. “Solicitámos estes reembolsos de acordo com a lei”, adiantou, não confirmando, porém, a sua participação nos programas.
 
O Facebook, por sua vez, respondeu que "nunca recebeu qualquer compensação relativa ao pedido de informações por parte do governo”. A Microsoft e Google optaram por não se pronunciar sobre as questões colocadas pelo Guardian.
 
A “reviravolta” do presidente dos Estados Unidos
 
Entre 2005 e 2008, ano em que foi eleito, Barack Obama, à época senador do Illinois, apresentou várias propostas para controlar e limitar as operações de vigilância promovidas pela NSA.
 
Após ser eleito, Obama esqueceu os seus compromissos. Logo em 2008, apoiou ativamente o projecto de lei que autorizava o programa PRISM. Em 2011, assinou a renovação do Patriotic Act, que veio, na prática, suprimir as liberdades civis. Em junho do presente ano, o Guardian revelou que o governo norte americano pediu e obteve, através de uma ordem judicial secreta, os dados de milhões de assinantes da operadora de telemóveis Verizon.
 
Desde que rebentou o escândalo causado pelas revelações de Snowden, Obama já prometeu alterar alguns capítulos do Patriotic Act consagrados à NSA e anunciou a criação de um grupo de “peritos externos”, encarregue de auditar as modalidades de vigilância.


Certo é, contudo, que a independência desse grupo é totalmente questionável. James Clapper, que preside à Direcção Nacional de Informações, responsável pela coordenação da NSA, e que está directamente sob a supervisão presidencial, assume a tarefa de formar o grupo. Michael Morell, ex chefe interino da CIA, também faz parte do painel, segundo avança a ABC News.



- A partir de:   esquerda.net




segunda-feira, 15 de julho de 2013

“Ao invés de se empenhar em resolver as violações flagrantes ou sequer em admiti-las, o governo norte-americano está mais interessado em processar Edward Snowden. As tentativas de pressionar governos para que bloqueiem os esforços do informador de procurar asilo são deploráveis”





- Posições tomadas sobre Snowden e os EUA pela Amnistia Internacional:
(divulgação)




Sexta, 12 Julho 2013 15:35

Amnistia Internacional reúne com Edward Snowden



Foi no aeroporto de Moscovo, na sexta-feira, 12 de julho, que a Amnistia Internacional reuniu com o norte-americano Edward Snowden.

O diretor do escritório da Amnistia Internacional no país, Sergei Nikitin, fez as seguintes declarações após falar com o ex-consultor da CIA:
“Foi com prazer que a Amnistia Internacional reiterou o apoio a Edward Snowden, agora pessoalmente. Vamos continuar a pressionar os governos para que assegurem que os seus direitos são respeitados – tal inclui o indiscutível direito a pedir asilo onde quer que pretenda”.
“O que foi divulgado por Snowden é, evidentemente, do interesse público e as suas ações de denúncia são fundamentadas. Snowden revelou extensos programas de vigilância ilegais, que, sem dúvida, interferem com o direito de cada pessoa à privacidade”.
“Os Estados que tentam impedir alguém de revelar comportamentos ilegais como os denunciados por Snowden estão a desprezar o direito internacional. A liberdade de expressão é um direito fundamental”.

“Ao invés de se empenhar em resolver as violações flagrantes ou sequer em admiti-las, o governo norte-americano está mais interessado em processar Edward Snowden. As tentativas de pressionar governos para que bloqueiem os esforços do informador de procurar asilo são deploráveis”.


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Sexta, 05 Julho 2013 11:21

Estados Unidos não devem perseguir Edward Snowden




As ações dos Estados Unidos para capturar Edward Snowden e bloquear as suas tentativas de requerer asilo são deploráveis e constituem uma violação dos direitos humanos, defende a Amnistia Internacional. O pedido de asilo é um direito incontestável e está consagrado no Direito Internacional.

“Segundo o que sabemos, Edward Snowden está a ser acusado, principalmente, por divulgar atos ilegais realizados pelo governo dos Estados Unidos – e por outros governos – que violam os direitos humanos”, refere Michael Bochenek, diretor para a área de Direito Internacional e Política da Amnistia Internacional. “Ninguém deve ser acusado por revelar informação sobre violações de direitos humanos. A divulgação de informação deste tipo está protegida pelo direito à informação e à liberdade de expressão”.
A iniciativa das autoridades norte-americanas de acusar Edward Snowden ao abrigo da Lei da Espionagem deixa-o sem possibilidade de invocar como defesa o facto de ter revelado informações de interesse público. Além das acusações, o seu passaporte foi revogado, o que interfere com a sua liberdade de deslocação e dificulta o pedido de asilo noutro país.
“Nenhum país deve enviar um indivíduo para outro país onde este corra sérios riscos de sofrer maus tratos”, relembra Bochenek. A Amnistia Internacional acredita que a extradição de Edward Snowden para os Estados Unidos pode sujeitá-lo a este tipo de tratamento e colocá-lo numa situação de possível violação dos seus direitos humanos.




sexta-feira, 12 de julho de 2013

Snowden: Microsoft colabora ativamente com a NSA e o FBI






Snowden: Microsoft colabora ativamente com a NSA e o FBI

Novo artigo publicado pelo The Guardian mostra como a Microsoft trabalhou com a NSA para permitir que os programas de vigilância contornassem as proteções instaladas pela própria empresa nos seus serviços de mail, de “cloud”, e nas ligações de som e vídeo feitas através do Skype. Ironicamente, o marketing da empresa de Bill Gates afirma que “A sua privacidade é a nossa prioridade”.


Documento interno da NSA elogia a colaboração dos técnicos da Microsoft com o FBI para permitir melhor acesso aos dados privados dos seus clientes


Um novo artigo publicado na noite desta quinta-feira no site do jornal britânico The Guardian e assinado por Glenn Greenwald, o jornalista e jurista que tornou públicas pela primeira vez as revelações de Edward Snowden, e também por Ewen MacAskill, Laura Poitras, Spencer Ackerman e Dominic Rushe traz novas revelações que mostram que os técnicos da Microsoft trabalharam estreitamente com a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, bem como com o Federal Bureau of Investigation (FBI) para facultar o acesso de programas de vigilância em massa, como o PRISM, aos seus serviços de e-mail, como o recém-lançado portal Outlook.com (que inclui o popular Hotmail) ou ao serviço de “cloud” (armazenamento de ficheiros em servidores na Internet) SkyDrive.
“A sua privacidade é a nossa prioridade”
Ironicamente, a última campanha de marketing da Microsoft usava o slogan “A sua privacidade é a nossa prioridade”. Mas os documentos a que o Guardian teve acesso mostram que os técnicos da empresa de Bill Gates trabalharam em equipa com os da NSA para permitir que a agência tivesse acesso às conversas trocadas em sistemas de chatno portal Outlook.com, contornando os sistemas de criptografia que os protegem. Isto é: a Microsoft criou e entregou aos espiões da NSA uma forma de contornar os seus próprios sistemas de segurança. Os espiões da agência já tinham acesso aos mails da Microsoft antes da sua encriptação.
O artigo revela ainda que desde que, em julho do ano passado, a Microsoft comprou o Skype, um serviço de telecomunicações de voz e vídeo através da Internet, a NSA obteve uma nova capacidade que lhe permitiu triplicar a captura de vídeos através do sistema. As estimativas mostram que o Skype tem algo como 663 milhões de utilizadores à escala planetária.
Um documento da NSA citado pelo Guardian afirma que a monitorização dos vídeos do Skype triplicou desde julho de 2012, e elogia o trabalho de equipa entre os técnicos da empresa, da NSA e do FBI.
A política de privacidade do Skype afirma que a empresa está “comprometida a respeitar a sua privacidade e a confidencialidade dos seus dados pessoais, dados de tráfego e conteúdo das comunicações”.
“Trabalho do FBI durante muitos meses junto com a Microsoft”
A cooperação da Microsoft's estendeu-se ao serviço ode armazenamento em “cloud” SkyDrive. Durante muitos meses, diz um documento citado pelo artigo, técnicos da empresa e do FBI cooperaram para que o programa de vigilância PRISM tivesse acesso a todo o conteúdo armazenado no SkyDrive sem ter de fazer um pedido especial. “Esta nova capacidade resulta numa recolha com uma resposta muito mais completa e instantânea”, sublinha uma newsletter interna da NSA, que acrescenta: “Este sucesso é o resultado do trabalho do FBI durante muitos meses junto com a Microsoft para ter esta solução de recolha de dados a funcionar”.
Ouvida pelo jornal britânico, a Microsoft disse que fornece dados de clientes apenas em resposta a pedidos específicos do governo”.
Mas sabe-se que um tribunal secreto de vigilância permite que as comunicações na net sejam recolhidas pelos programas de vigilância sem um mandato judicial individual se o agente da NSA tiver 51% de convicção que o alvo não é um cidadão dos EUA e não está em solo norte-americano Se o alvo for cidadão dos EUA é teoricamente necessário um mandato, mas a NSA pode coletar dados sem mandato se o cidadão for estrangeiro e localizado no exterior. Isto é, se for você, leitor.


- A partir de:  Esquerda.net




domingo, 16 de junho de 2013

Os EUA como 1 regime totalitário ...




- Segue-se uma entrevista com 1 ex-agente da NSA ("Agência de Segurança Nacional dos EUA"), William Binney - ao canal RT, a 12 de Junho último - com várias informações e vários elementos de interesse ...


- Apresento uma tradução, livre, de uma pequena passagem (uma pergunta da jornalista e respectiva  resposta):


" (...) P.: O que significa o "patriot act" para as liberdades americanas?

R.: Significa que não as temos. Está-se perante a criação de 1 estado totalitário. Quando o governo está na posse de tamanha informação, podem usar o "IRS" para intimidar as pessoas ou qualquer outra coisa. Podem usar o FBI contra as pessoas, como o fizeram comigo e com outros. É o poder que o governo tem - tem o poder das armas e da força e se a isso se juntar 1 enorme manancial de conhecimentos [íntimos e individuais, tanto dos EUA como de qualquer outro país], então o poder [do governo] sobre as pessoas é praticamente ilimitado, podendo usá-lo quando quiserem - especialmente sobre [e se se trata de] pessoas que de alguma forma discordam das suas políticas (...)"

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