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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Free Assange – O jornalismo, a informação e a verdade são direitos e não crimes!

 


O jornalismo, a liberdade de expressão e de imprensa são direitos – de cidadania – e não crimes; particularmente quando praticados fora dos EUA e por jornalistas não americanos.


E, a divulgação da verdade, por mais incómoda que possa ser para os poderes (políticos e/ou económicos) é (ou deveria ser) um dever de todos os jornalistas dignos desse título ...









#freeassangenow


quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pela continuação e reforço do BOICOTE contra o estado que mais Resoluções da ONU viola! - CONTRA A BARBÁRIE! ...








Pelo BOICOTE ao estado que, cada dia, IMPUNEMENTE viola mais de 25 Resoluções do Conselho de Segurança (CS)  da ONU – e não viola mais porque o Padrinho (The Godfather); o império as vetou ...

Os EUA nos últimos 20 a 25 anos vetaram (no CS da ONU) mais de 50 Resoluções contra israel.


De acrescentar, ainda,  que não existem  observadores internacionais da ONU nos territórios colonizados palestinianos – uma reivindicação, de há largos anos, palestiniana -, porque: 

- por 1 lado;  (claro)  israel não quer testemunhas, nem relatórios regulares de observadores credenciados às suas atrocidades,  e, ilegalidades várias por si cometidas (incluindo: demolições de residências de palestinianos nos seus territórios; expulsão de palestinianos das suas habitações seguida das suas ocupações por colonos israelitas; a tortura de cerca de 50 000 pessoas, o nº que se estima; as prisões os espancamentos os maus tratos de milhares de crianças palestinianas, etc, etc ...),


- por outro; porque – uma vez vez mais – o mafioso padrinho americano vetou tal proposta (da presença de observadores internacionais nos territórios ocupados e colonizados palestinianos) em Dezembro de 2001 no CS da ONU ...






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- "J'appelle au boycott de l'Occupant israélien" - 1ère Partie


Publicado a 29/10/2013

Loin d'intimider les personnes qui se sentent concernées par le droit et la justice,
les simulacres de procès organisés par le gouvernement français, à la demande du lobby
israélien, ne font que populariser la campagne internationale Boycott, Désinvestissement Sanctions (BDS).
Voici une première série de témoignages, montrant bien notre diversité et nos motivations.
Ils seront suivis par beaucoup d'autres. Vous pouvez nous envoyer le vôtre !



- A partir de: youtube




quinta-feira, 1 de maio de 2014

Contra a impunidade dos maiores criminosos vivos!, Contra a impunidade dos crimes do império! - Petição







Petição:



Thank Spain for Prosecuting Bush, Cheney, Rumsfeld | RootsAction.org



(divulgação)



Dear Spain: Please do what the U.S. won’t. Prosecute Torture.








A Spanish judge has just decided to proceed with a case against Bush, Cheney, and Rumsfeld. The Spanish legislature can be expected to try to block the case, unless perhaps they hear our voices loudly and clearly enough. 

We began this effort in 2011, visiting Spanish embassies, generating media and placing advertisements in Spain, and communicating our appreciation for Spanish efforts to prosecute U.S. torturers. Now we need another big push.

Please sign this letter now, and we will deliver it to Spain:(Leer en Español abajo.)




To the people of Spain 
From the people of the United States of America and allies abroad 

We are writing to thank you and to ask for your support as your courts consider cases to bring American officials to justice for the crime of torture. A Spanish judge, acting under international law, will soon decide whether to investigate U.S. officials' roles in authorizing torture. We hope you agree that such cases must go forward, despite pressure from the Obama administration to drop them. 

The organizations signing this letter represent hundreds of thousands in the American public who believe the U.S. government must be held to the same rule of law as other countries. We are profoundly disappointed that our own government refuses to prosecute former officials, despite open admissions and government documents showing that they approved torture. 

It will take a public show of support for the case to withstand pressures from Washington. WikiLeaks cables show the extremes to which U.S. officials have gone to thwart any attempt by Spain or other countries to uphold justice. We applaud the courage shown by Spanish officials who insist on giving priority to the rule of law. 

Despite earlier assertions by President Barack Obama and Attorney General Eric Holder that waterboarding is torture, former President George W. Bush has publicly stated that he authorized waterboarding and added proudly that he would do it again. In a TV interview aired on November 8, 2010, Bush said he considered waterboarding legal "because the lawyer said it was legal." Waterboarding and other forms of torture were banned by the UN Convention against Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment, ratified by the United States in 1994. 

If international law is to serve any useful purpose, other countries must condemn violations "by any other nations, including those which sit here now in judgment," in the words of the chief prosecutor at Nuremberg. 

We sincerely hope that the citizens of Spain and its judiciary will dispel the notion that any country is above the law. 

Signed, 




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(Texto em espanhol)



Para el pueblo de España
De parte del pueblo de los Estados Unidos de Norte América

Os escribimos para agradeceros y pediros apoyo urgente ya que los  tribunales de vuestro país han iniciado el proceso de llevar a funcionarios estadounidenses ante la justicia por el delito de tortura. Un juez español en conformidad con el derecho internacional ha decidido investigar el papel de dignatarios estadounidenses en la autorización de prácticas de tortura. Esperamos que estéis  de acuerdo en que estos procesos judiciales deben seguir adelante a pesar de las presiones de la administración Obama para cerrarlos.

Las organizaciones que firman esta carta representan cientos de miles de personas, el público estadounidense que cree que el gobierno de los EE.UU. debe regirse dentro del mismo marco legal que el resto de países. Estamos profundamente decepcionados de que nuestro propio gobierno se niegue a procesar a ex-funcionarios a pesar de que dichos hechos fueron admitidos abiertamente y que existen documentos oficiales que prueban que se aprobó la tortura en la base militar de Guantánamo.

Es necesaria una demostración pública de apoyo para que el proceso pueda sobrepasar las presiones de Washington. Cables publicados por WikiLeaks muestran los extremos a los que las autoridades estadounidenses han llegado para frustrar cualquier intento por parte de España o de otros países para defender la justicia. Aplaudimos la valentía demostrada por los letrados españoles que insisten en dar prioridad al cumplimiento de la ley.

A pesar de las afirmaciones del presidente Barack Obama y el fiscal general Eric Holder acerca de que el "waterboarding" (submarino) es tortura, el ex-presidente George W. Bush ha declarado públicamente que él autorizó esta práctica y añadió con orgullo que lo haría de nuevo. En una entrevista en la televisión salió al aire el 8 de noviembre de 2010 Bush dijo que consideraba el submarino legal "porque el abogado dijo que era legal". El submarino y otras formas de tortura fueron prohibidos por la Convención de la ONU contra la Tortura y otros tratos o penas crueles, inhumanos o degradantes, ratificada por Estados Unidos en 1994.

Si el derecho internacional ha de tener algún propósito útil, terceros países deben condenar violaciones "cometidas por cualquier otra nación, incluidas las que están aquí presentes en este juicio" son las palabras del fiscal jefe de Nuremberg.

Esperamos sinceramente de los ciudadanos de España y su poder judicial que disipen toda noción de que algunos países están por encima de la ley.

Por favor firmar por encima

(Thank you to Dr. TR. Rojas-D for translation.)





- Texto e Petição em: RootsAction.org





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Cuidado! O seu telemóvel pode atrair um ataque de drone"





(divulgação)


Cuidado! O seu telemóvel pode atrair um ataque de drone

Reportagem do jornalista Glen Greenwald no novo site The Intercept mostra como os ataques desfechados pelos EUA com aeronaves não tripuladas baseiam-se cada vez mais em vigilância eletrónica, e não em informação recolhida por pessoas no terreno, e por isso erram tanto os alvos.



Novo site de jornalismo investigativo não tem publicidade.

Os jornalistas Glenn Greenwald e Jeremy Scahill publicaram sob o título “O papel secreto da NSA no Programa de Assassinatos dos EUA” uma extensa reportagem acerca do uso de vigilância em massa dos sistemas de telecomunicações e Internet para guiar os ataques de drones contra alvos que os Estados Unidos consideram “terroristas”. Esta estratégia é considerada pouco fiável por antigos operadores de drones ouvidos na reportagem e tem como resultado a morte de muitos inocentes e pessoas que nunca foram identificadas.
Esta estratégia é particularmente usada em países onde as agências de segurança americanas pouca gente têm no terreno, como o Iémene, a Somália ou o Paquistão, e baseia-se na deteção dos cartões SIM dos telemóveis dos alvos. A vigilância em massa serve para localizar os telemóveis e para identificar o seu dono. Feito isto, o ataque com um drone é desencadeado, sem que haja a certeza de que o telemóvel é efetivamente da pessoa em causa, e se está realmente na posse dessa pessoa.
Um antigo operador de drone ouvido pela reportagem diz que quando a bomba atinge o alvo num ataque noturno, o operador sabe que o telemóvel está lá, mas não quem está atrás dele. Assume-se que o telemóvel pertence a uma pessoa que é nefasta e considerada um “combatente inimigo desleal”.
A questão é que os alvos, assim que perceberam que os cartões SIM são usados para a sua localização, podem usar dezenas de cartões, e permutá-los entre várias pessoas para causarem confusão. Numa reunião despejavam os cartões SIM num saco e, no final, recolhiam-nos aleatoriamente.
O Bureau de Jornalismo Investigativo estima que pelo menos 273 civis inocentes foram mortos em ataques com drones no Paquistão, Iémene e Somália.
Novo site não tem publicidade
A extensa reportagem é baseada em documentos revelados pelo ex-analista da CIA Edward Snowden e fontes ouvidas pelos jornalistas. É o artigo de estreia do novo site de jornalismo investigativo The Intercept, que entrou na rede pela primeira vez na última segunda-feira 10 de fevereiro.
The Intercept é a primeira publicação da First Look Media, empresa que resultou do investimento de Pierre Omidyar, fundador do site de compras e leilões Ebay. The Intercept foi criado por Glenn Greenwald, Laura Poitras e Jeremy Scahill, e tem um total de 12 jornalistas na redação. Não conta com publicidade nem patrocínios. A intenção é que uma empresa na área tecnológica do mesmo grupo dê lucro suficiente para financiar o trabalho dos jornalistas. Omidyar pretende investir 250 milhões de dólares no projeto, o mesmo valor que o dono da Amazon, Jeff Bezos, gastou para comprar o Washington Post.



- A partir de: esquerda.net




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ONU – (como é óbvio) a única organização com capacidade e competência para realizar qualquer averiguação e investigação com INDEPENDÊNCIA, LEGALIDADE E CREDIBILIDADE, relacionada com o uso de armas químicas na Síria a 21 de Agosto (ou outro – qualquer que seja o resultado e seja este conclusivo ou não). Assim como qualquer discussão acerca dessa matéria cabe imperiosamente ao Conselho de Segurança. MAIS NADA OU NINGUÉM (ORGANIZAÇÃO, INDIVÍDUO OU PAÍS) TEM MADATO PARA AGIR NA ESFERA INTERNACIOAL!! - EM ABSOLUTO!!!












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ONU – (como é óbvio) a única organização com capacidade e competência para realizar qualquer averiguação e investigação com INDEPENDÊNCIA, LEGALIDADE E CREDIBILIDADE, relacionada com o uso de armas químicas na Síria a 21 de Agosto (ou outro – qualquer que seja o resultado e seja este conclusivo ou não). Assim como qualquer discussão acerca dessa matéria cabe imperiosamente ao Conselho de Segurança. MAIS NADA OU NINGUÉM (ORGANIZAÇÃO, INDIVÍDUO OU PAÍS) TEM MADATO PARA AGIR NA ESFERA INTERNACIOAL!! - EM ABSOLUTO!!!





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- Declarações proferidas pelo porta-voz do Secretário-Geral da ONU em conferência de imprensa realizada a 1 de Setembro, último – imediatamente após o regresso da equipa de especialistas da ONU responsável pela investigação de armas químicas, liderada pelo Dr. Ake Sellström, que permaneceu na Síria de 19 a 31 de Agosto recolhendo amostras e informações (que, 2º informações prestadas no site da ONU, serão enviadas para laboratórios a 2 de Setembro).



Ainda, 2º as informações disponibilizadas no site da ONU:



2 representantes sírios acompanharam o processo”, tendo “todo o processo sido conduzido em estrita observância dos mais elevados padrões de verificação reconhecidos pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW)”.



- Transcrição de excertos da referida conferência de imprensa:



. O porta-voz do Secretário-Geral da ONU afirmou (e reafirmou):



. “Gostaria (…) de reiterar o que já disse, que a missão da ONU é a única capaz de estabelecer de forma imparcial e credível os factos relacionados com qualquer uso de armas químicas, com base em evidências recolhidas directamente no terreno (...)”



“(...) o Secretário-Geral discutiu com o Dr. Sellström como acelerar este processo respeitando sempre [as metodologias que permitam] o estritamente observado pelas normas da OPCW, Organização para a Proibição de Armas Químicas (...)”.



. “(...) vamos apenas repetir o que já disse em várias ocasiões e o que o Secretário-Geral igualmente afirmou por várias vezes; sublinhando a importância da Carta [da ONU]. E, como disse, o Secretário-Geral reitera o papel primordial do Conselho de Segurança na manutenção e no restabelecimento da paz e da segurança internacional.”



. “ (…) não estamos a especificar calendários, estamos simplesmente dizendo que [os procedimentos de investigação] estão-se a desenrolar tão breve quanto possível, sem [todavia] pôr em causa os parâmetros científicos [exigidos]. O Secretário-Geral é obviamente peremptório, tal como o resto da comunidade internacional, no sentido em que se deve conjugar o tempo com a necessidade de respeitar escrupulosamente os procedimentos standardizados de forma a garantir que o processo científico de verificação seja credível. E, para responder à questão que levantou quanto ao anúncio feito pelos EUA de que já tinham o resultado das suas evidências – deixe-me, simplesmente, repetir que a missão da ONU é a única capaz de estabelecer de forma imparcial e credível os factos relacionados com qualquer uso de armas químicas. Com base directa nas evidências recolhidas no local, e no que se relaciona com a cadeia de custódia (...)”






sábado, 31 de agosto de 2013

Imagens da eloquente intervenção de George Galloway no Parlamento britânico a 29 de Agosto (último), que rejeitou qualquer intervenção (militar) ilegal no Síria à margem da ONU – secundando a opinião, esmagadoramente maioritária, da população contra qualquer guerra! …









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- Segue-se uma transcrição de um excerto:



“(...) não há evidências de que o regime [sírio] de Assad seja responsável por este crime, ainda. Não que ele não seja suficientemente capaz de o fazer Mr. Speaker [em resposta a uma intervenção], é do conhecimento geral que o é. A questão é: é ele suficientemente louco para o fazer? Para lançar 1 ataque com armas químicas em Damasco no mesmo dia em que a equipa de inspecção para o uso de armas químicas da ONU chega a Damasco [em colaboração com o governo sírio]?. Tal deve corresponder a uma nova definição de loucura! E, é claro, se ele é louco a esse ponto, quão louco será aquele que tiver lançado saraivadas de mísseis Tomahawk sobre o seu país? (...)”




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"Se o governo dos EUA estivesse realmente interessado em fomentar a paz e promover a responsabilidade, deveria pedir desculpas e indemnizar as vítimas do seu próprio uso de armas químicas em todo o mundo ..."





(divulgação)



Tuesday, August 27, 2013


Killing Civilians to Protect Civilians in Syria

 
By Marjorie Cohn and Jeanne Mirer

 
The drums of war are beating again. The Obama administration will reportedly launch a military strike to punish Syria’s Assad government for its alleged use of chemical weapons. A military attack would invariably kill civilians for the ostensible purpose of showing the Syrian government that killing civilians is wrong. “What we are talking about here is a potential response . . . to this specific violation of international norms,” declared White House press secretary Jay Carney. But a military intervention by the United States in Syria to punish the government would violate international law.

For the United States to threaten to and/or launch a military strike as a reprisal is a blatant violation of the United Nations Charter. The Charter requires countries to settle their international disputes peacefully. Article 2(4) makes it illegal for any country to either use force or threaten to use force against another country. Article 2(7) prohibits intervention in an internal or domestic dispute in another country. The only time military force is lawful under the Charter is when the Security Council approves it, or under Article 51, which allows a country to defend itself if attacked. “The use of chemical weapons within Syria is not an armed attack on the United States,” according to Notre Dame law professor Mary Ellen O’Connell.

The United States and the international community have failed to take constructive steps to promote peace-making efforts, which could have brought the crisis in Syria to an end. The big powers instead have waged a proxy war to give their “side” a stronger hand in future negotiations, evaluating the situation only in terms of geopolitical concerns. The result has been to once again demonstrate that military solutions to political and economic problems are no solution at all. In the meantime, the fans of enmity between religious factions have been inflamed to such a degree that the demonization of each by the other has created fertile ground for slaughter and excuses for not negotiating with anyone with “blood on their hands.”

Despite U.S. claims of “little doubt that Assad used these weapons,” there is significant doubt among the international community about which side employed chemical weapons. Many view the so-called rebels as trying to create a situation to provoke U.S. intervention against Assad. Indeed, in May, Carla del Ponte, former international prosecutor and current UN commissioner on Syria, concluded that opposition forces used sarin gas against civilians.

The use of any type of chemical weapon by any party would constitute a war crime. Chemical weapons that kill and maim people are illegal and their use violates the laws of war. The illegality of chemical and poisoned weapons was first established by the Hague regulations of 1899 and Hague Convention of 1907. It was reiterated in the Geneva Convention of 1925 and the Chemical Weapons Convention. The Rome Statute for the International Criminal Court specifically states that employing “poison or poisoned weapons” and “asphyxiating, poisonous or other gases, and all analogous liquids, materials or devices” are war crimes, under Article 8. The prohibition on the use of these weapons is an international norm regardless of whether any convention has been ratified. As these weapons do not distinguish between military combatants and civilians, they violate the principle of distinction and the ban on weapons which cause unnecessary suffering and death contained in the Hague Convention. Under the Nuremberg Principles, violations of the laws of war are war crimes.

The self-righteousness of the United States about the alleged use of chemical weapons by Assad is hypocritical. The United States used napalm and employed massive amounts of chemical weapons in the form of Agent Orange in Vietnam, which continues to affect countless people over many generations. Recently declassified CIA documents reveal U.S. complicity in Saddam Hussein’s use of chemical weapons during the Iran-Iraq war, according to Foreign Policy: “In contrast to today's wrenching debate over whether the United States should intervene to stop alleged chemical weapons attacks by the Syrian government, the United States applied a cold calculus three decades ago to Hussein's widespread use of chemical weapons against his enemies and his own people. The Reagan administration decided that it was better to let the attacks continue if they might turn the tide of the war. And even if they were discovered, the CIA wagered that international outrage and condemnation would be muted.”

In Iraq and Afghanistan, the United States used cluster bombs, depleted uranium, and white phosphorous gas. Cluster bomb cannisters contain tiny bomblets, which can spread over a vast area. Unexploded cluster bombs are frequently picked up by children and explode, resulting in serious injury or death. Depleted uranium (DU) weapons spread high levels of radiation over vast areas of land. In Iraq, there has been a sharp increase in Leukemia and birth defects, probably due to DU. White phosphorous gas melts the skin and burns to the bone. The Geneva Convention Relative to the Protection of Civilian Persons in time of War (Geneva IV) classifies "willfully causing great suffering or serious injury to body or health" as a grave breach, which constitutes a war crime.

The use of chemical weapons, regardless of the purpose, is atrocious, no matter the feigned justification. A government’s use of such weapons against its own people is particularly reprehensible. Secretary of State John Kerry said that the purported attack by Assad’s forces “defies any code of morality” and should “shock the conscience of the world.” He went on to say that “there must be accountability for those who would use the world’s most heinous weapons against the world’s most vulnerable people." 

Yet the U.S. militarily occupied over 75% of the Puerto Rican island of Vieques for 60 years, during which time the Navy routinely practiced with, and used, Agent Orange, depleted uranium, napalm and other toxic chemicals and metals such as TNT and mercury. This occurred within a couple of miles of a civilian population that included thousands of U.S. citizens. The people of Vieques have lived under the colonial rule of the United States now for 115 years and suffer from terminal health conditions such as elevated rates of cancer, hypertension, respiratory and skin illnesses and kidney failure. While Secretary Kerry calls for accountability by the Assad government, the U.S. Navy has yet to admit, much less seek atonement, for decades of bombing and biochemical warfare on Vieques.

The U.S. government’s moral outrage at the use of these weapons falls flat as it refuses to take responsibility for its own violations.

President Barack Obama admitted, “If the U.S. goes in and attacks another country without a UN mandate and without clear evidence that can be presented, then there are questions in terms of whether international law supports it . . .” The Obama administration is studying the 1999 “NATO air war in Kosovo as a possible blueprint for acting without a mandate from the United Nations,” the New York Times reported. But NATO’s Kosovo bombing also violated the UN Charter as the Security Council never approved it, and it was not carried out in self-defense. The UN Charter does not permit the use of military force for “humanitarian interventions.” Humanitarian concerns do not constitute self-defense. In fact, humanitarian concerns should spur the international community to seek peace and end the suffering, not increase military attacks, which could endanger peace in the entire region.

Moreover, as Phyllis Bennis of the Institute for Policy Studies and David Wildman of Human Rights & Racial Justice for the Global Ministries of the United Methodist Church wrote, “Does anyone really believe that a military strike on an alleged chemical weapons factory would help the Syrian people, would save any lives, would help bring an end to this horrific civil war”?

Military strikes will likely result in the escalation of Syria’s civil war. “Let’s be clear,” Bennis and Wildman note. “Any U.S. military attack, cruise missiles or anything else, will not be to protect civilians – it will mean taking sides once again in a bloody, complicated civil war.” Anthony Cordesman, military analyst from the Center for Strategic and International Studies, asks, “Can you do damage with cruise missiles? Yes. Can you stop them from having chemical weapons capability? I would think the answer would be no.”

The United States and its allies must refrain from military intervention in Syria and take affirmative steps to promote a durable ceasefire and a political solution consistent with international law. If the U.S. government were truly interested in fomenting peace and promoting accountability, it should apologize to and compensate the victims of its own use of chemical weapons around the world.




Marjorie Cohn is a professor at Thomas Jefferson School of Law, former president of the National Lawyers Guild (NLG), and deputy secretary general of the International Association of Democratic Lawyers (IADL). New York attorney Jeanne Mirer is president of the IADL and co-chair of the NLG’s International Committee. Both Cohn and Mirer are on the board of the Vietnam Agent Orange Relief and Responsibility Campaign.




- A partir de:  Marjorie Cohn



(Os destaques a vermelho são da minha responsabilidade)



segunda-feira, 26 de agosto de 2013

“52 anos após o início do programa de armas químicas [como o Napalm e o Agente Laranja] – um dos legados mais vergonhosos da guerra americana contra o Vietname – o Agente Laranja continua a envenenar o país e as pessoas expostas aos produtos químicos (...)”





- Passados 52 anos após o início do uso maciço de armas químicas pelos EUA na guerra do Vietname (uso, e assunto, com que, por certo, Mr. Kerry (actual Secretário de Estado dos EUA) enquanto militar que passou pelo Vietname (o que lhe valeu uma lista considerável de medalhas de combate por serviços prestados na guerra), deve estar familiarizado. Talvez, mesmo, enquanto testemunha ocular do estertor que tais armas químicas lançadas pelo seu país provocaram nas populações civis indefesas do Vietname…), o Agente Laranja lançado e utilizado com o objectivo de destruir os recursos alimentares (e naturais) do povo vietnamita durante a guerra, continua a fazer “estragos”. Cerca de 80 milhões de litros de Agente Laranja foram lançados no Vietname pelos EUA, além, é claro, do Napalm lançado em massa; queimando, directamente, florestas, povoações, homens, mulheres e crianças …

- Os efeitos da toxicidade do Agente Laranja (e das dioxinas a ele associado) persistem. O nº de vítimas da ocupação e da guerra do Vietname após 52 anos e várias gerações passadas, em consequência da contaminação química dos solos e recursos alimentares, ainda não cessou ...

- De referir ainda que da referida guerra resultaram cerca de 4 milhões de mortos ...

- Segue-se 1 texto de Marjorie Cohn, evocativo do acontecimento (publicado no seu site e daí retirado), antecedido de uma tradução de algumas passagens.


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“A luta continua: visando a compensação para as vítimas vietnamitas do Agente Laranja, 52 anos passados



Assinala-se hoje [10 de Agosto de 2013] o 52º aniversário do início do programa de armas químicas no Vietname, um longo período sem qualquer acção suficientemente correctiva pela parte do governo dos EUA. Um dos legados mais vergonhosos da guerra americana contra o Vietname, o Agente Laranja continua a envenenar o Vietname, assim como as pessoas expostas aos produtos químicos, bem como aos seus descendentes.

Durante mais de 10 anos, de 1961 a 1975, a fim de negar alimento e protecção àqueles considerados “o inimigo”, os EUA provocaram a desfolhagem da terra e das florestas do Vietname com produtos químicos conhecidos como Agente Laranja. Estes químicos contêm [teores elevados de um subproduto] – a substância química [orgânica] mais tóxica conhecida pela ciência. Milhões de pessoas foram expostas ao Agente Laranja estimando-se hoje que três milhões de vietnamitas continuam a sofrer os efeitos desses químicos desfolhantes.

Além dos milhões de vietnamitas que continuam a ser afectados por este veneno mortal, dezenas de milhar de soldados norte americanos também são afectados. Causando defeitos congénitos em centenas de milhar de crianças no Vietname e nos Estados Unidos – ou seja, a segunda e terceira gerações daqueles que foram expostos ao Agente Laranja décadas atrás. Evidências médicas indicam que certos cancros (por exemplo o Linfoma não-Hodgkin [cancro que afecta os linfócitos], diabetes (tipo II), Espinha Bífida em crianças, além de outros defeitos congénitos graves estão associados à exposição.

A peugada mortal deixada pelo Agente Laranja no ambiente natural do Vietname inclui a destruição de mangais e a contaminação a longo prazo do solo, especialmente nos chamados “pontos quentes” perto de antigas bases militares dos EUA.
(…)
Os EUA não querem admitir que o uso de químicos tóxicos como arma de guerra contra populações civis viola as leis da guerra (…). Estas leis da guerra estão consagradas na Convenção de Haia e nos princípios de Nuremberga e estão codificados nas Convenções de Genebra de 1949 e no Protocolo Opcional de 1977, bem como no estatuto do Tribunal Penal Internacional.
(...)”


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Saturday, August 10, 2013


The Struggle Continues: Seeking Compensation for Vietnamese Agent Orange Victims, 52 Years On


By Marjorie Cohn and Jeanne Mirer

Today marks the 52nd anniversary of the start of the chemical warfare program in Vietnam, a long time with NO sufficient remedial action by the U.S. government. One of the most shameful legacies of the American War against Vietnam, Agent Orange continues to poison Vietnam and the people exposed to the chemicals, as well as their offspring.

For over 10 years, from 1961 to 1975, in order to deny food and protection to those deemed to be "the enemy," the United States defoliated the land and forests of Vietnam with the chemicals known as Agent Orange. These chemicals contained the impurity of dioxin - the most toxic chemical known to science. Millions of people were exposed to Agent Orange and today it is estimated that three million Vietnamese still suffer the effects of these chemical defoliants.

In addition to the millions of Vietnamese who continue to be affected by this deadly poison, tens of thousands of U.S. soldiers are also affected. It has caused birth defects in hundreds of thousands of children in Vietnam and the United States - that is, the second and third generations of those who were exposed to Agent Orange decades ago. Medical evidence indicates that certain cancers (for example, soft tissue non-Hodgkin's Lymphoma), diabetes (type II), and in children spina bifida and other serious birth defects, are attributable to the exposure.

The deadly mark left by Agent Orange on the natural environment of Vietnam includes the destruction of mangrove forests and the long-term poisoning of soil especially in the known "hot spots" near former U.S. military bases.

Surviving Vietnam veterans in the United States, after many years of organized action, have finally achieved limited compensation from our government for some illnesses they suffer due to Agent Orange poisoning. While this struggle continues, the three million surviving Vietnamese victims have received no such compensation or any humanitarian aid from the U.S. government. Nor have the children of the vast majority of U.S. veterans suffering from Agent Orange-related birth defects received any medical or other assistance.

The United States does not want to admit that its use of chemicals with poison as weapons of war on civilian populations violates the laws of war, which recognize the principle of distinction between military and civilian objects, requiring armies to avoid civilian targets. These laws of war are enshrined in the Hague Convention and the Nuremberg principles, and are codified in the Geneva Conventions of 1949 and the Optional Protocol of 1977, as well as the International Criminal Court statute.

The use of Agent Orange on civilian populations violates the laws of war; yet no one has been held to account. Taxpayers pick up the tab of the Agent Orange Compensation fund for U. S. Veterans at a cost of 1.52 billion dollars a year. The chemical companies, most specifically Dow and Monsanto, which profited from the manufacture of Agent Orange, paid a pittance to settle the veterans' lawsuit to compensate them, as the unintended victims, for their Agent Orange-related illnesses. But the Vietnamese continue to suffer from these violations with almost no recognition, as do the offspring of Agent Orange-exposed U.S. veterans and Vietnamese-Americans.

Our government has a moral and legal obligation to compensate the people of Vietnam for the devastating impact of Agent Orange, and to assist in alleviating its effects. Indeed, the U.S. government recognized this responsibility in the Peace Accords signed in Paris in 1973, in which the Nixon administration promised to contribute $3 billion dollars toward healing the wounds of war, and to post-war reconstruction of Vietnam. But that promise remains unfulfilled.

For the past 52 years, the Vietnamese people have been attempting to address this legacy of war by trying to get the United States and the chemical companies to accept responsibility for this ongoing nightmare. An unsuccessful legal action by Vietnamese victims of Agent Orange against the chemical companies in U.S. federal court, begun in 2004, has nonetheless spawned a movement to hold the United States accountable for using such dangerous chemicals on civilian populations. The movement has resulted in pending legislation, H.R. 2519, The Victims of Agent Orange Relief Act of 2013, which provides medical, rehabilitative and social service compensation to the Vietnamese victims of Agent Orange, remediation of dioxin-contaminated "hot spots," and medical services for the children of U. S. Vietnam veterans and Vietnamese-Americans who have been born with the same diseases and deformities.

Last year on the 51st anniversary of the beginning of the U.S. chemical war on Vietnam, we requested people around the world to observe 51 seconds of silence in memory of those who suffered and suffer from the effects of Agent Orange, and after the silence to take at least 51 seconds of action to support the struggle. This year again we urge you to reflect on the ongoing tragedy and take action by ensuring that your Congressional representative co-sponsors H.R. 2519, introduced by Rep. Barbara Lee.



Marjorie Cohn is a professor at Thomas Jefferson School of Law and former president of the National Lawyers Guild. Jeanne Mirer, a New York attorney, is president of the International Association of Democratic Lawyers. They are both on the board of the Vietnam Agent Orange Relief and Responsibility Campaign.



- A partir de: Marjorie Cohn





domingo, 7 de julho de 2013

A obrigação legal de denunciar os crimes de guerra





- Segue-se uma tradução (praticamente literal) de 3 parágrafos do artigo de Marjorie Cohn intitulado "O dever legal de Bradley Manning de expor crimes de guerra"  (abaixo divulgado na íntegra no original em inglês) de 8 de Junho de 2013 (publicado no seu site, e daí retirado). 

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"O Dever Legal de Bradley Manning de Expor Crimes de Guerra


O julgamento em tribunal militar de Bradley Manning, o caso mais significativo desde que Daniel  Ellsberg divulgou os "Papéis do Pentágono", teve início. Embora se tenha declarado culpado de 10 das acusações no início deste ano o que lhe custará 20 anos de prisão, os promotores militares insistem em prosseguir com as acusações de colaboração com o inimigo e de violação do "Espionage Act" [espionagem a favor do inimigo], cuja pena é a prisão perpétua. A Administração de Obama que fez mais acusações de violação do "Espionage Act" do que todos os anteriores presidentes [e Administrações] juntos, pretende enviar uma mensagem forte e clara a todos os que no futuro possam ter a pretensão de efectuar qualquer divulgação - mantenham a boca fechada.

A obrigação legal de denunciar os crimes de guerra

Manning é acusado de crimes por ter enviado centenas de milhar de arquivos classificados, documentos e vídeos, incluindo o vídeo "Collateral Murder", "Iraq War Logs", "Afghan War Logs" [documentos sobre as  guerras do Iraque e do Afeganistão] e do Departamento de Estado à WikiLeaks. Muito do material enviado contém evidências de crimes de guerra.
(...)

Manning cumpriu o seu dever legal de denunciar crimes de guerra. Ele cumpriu com o seu dever legal de obedecer a ordens  legais, mas também com o seu dever legal de desobedecer a ordens ilegais.
(...)"


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(divulgação)


Marjorie Cohn



SATURDAY, JUNE 8, 2013



Bradley Manning's Legal Duty to Expose War Crimes


The court-martial of Bradley Manning, the most significant whistleblower case since Daniel Ellsberg leaked the Pentagon Papers, has begun. Although Manning pled guilty earlier this year to 10 offenses that will garner him 20 years in custody, military prosecutors insist on pursuing charges of aiding the enemy and violation of the Espionage Act, that carry life in prison. The Obama administration, which has prosecuted more whistleblowers under the Espionage Act than all prior presidencies combined, seeks to send a strong message to would-be whistleblowers to keep their mouths shut.

A legal duty to report war crimes

Manning is charged with crimes for sending hundreds of thousands of classified files, documents and videos, including the "Collateral Murder" video, the "Iraq War Logs," the "Afghan War Logs," and State Department cables, to Wikileaks. Many of the things he transmitted contain evidence of war crimes.

The Collateral Murder video depicts a US Apache attack helicopter killing 12 civilians and wounding two children on the ground in Baghdad in 2007. The helicopter then fired upon and killed the people trying to rescue the wounded. Finally, a US tank drove over one of the bodies, cutting the man in half. These acts constitute three separate war crimes.

Manning fulfilled his legal duty to report war crimes. He complied with his legal duty to obey lawful orders but also his legal duty to disobey unlawful orders.

Section 499 of the Army Field Manual states, "Every violation of the law of war is a war crime." The law of war is contained in the Geneva Conventions.

Article 85 of the First Protocol to the Geneva Conventions describes making the civilian population or individual civilians the object of attack as a grave breach. The firing on and killing of civilians shown in the Collateral Murder video violated this provision of Geneva.

Common Article 3 of the Geneva Conventions requires that the wounded be collected and cared for. Article 17 of the First Protocol states that the civilian population "shall be permitted, even on their own initiative, to collect and care for the wounded." That article also says, "No one shall be harmed . . . for such humanitarian acts." The firing on rescuers portrayed in the Collateral Murder video violates these provisions of Geneva.

Finally, Section 27-10 of the Army Field Manual states that "maltreatment of dead bodies" is a war crime. When the Army jeep drove over the dead body, it violated this provision.

Enshrined in the US Army Subject Schedule No. 27-1 is "the obligation to report all violations of the law of war." At his guilty plea hearing, Manning explained that he had gone to his chain of command and asked them to investigate the Collateral Murder video and other "war porn," but his superiors refused. "I was disturbed by the response to injured children," Manning stated. He was also bothered by the soldiers depicted in the video who "seemed to not value human life by referring to [their targets] as 'dead bastards.'"

The Uniform Code of Military Justice sets forth the duty of a service member to obey lawful orders. But that duty includes the concomitant duty to disobey unlawful orders. An order not to reveal classified information that contains evidence of war crimes would be an unlawful order. Manning had a legal duty to reveal the commission of war crimes.

No reason to believe leak could harm US or aid foreign power

In order to prove Manning violated the Espionage Act, prosecutors must prove beyond a reasonable doubt that he had "reason to believe" the files could be used to harm the United States or aid a foreign power. When he pled guilty, Manning stated, "I believed if the public, particularly the American public, could see this it could spark a debate on the military and our foreign policy in general as it applied to Iraq and Afghanistan." He added, "It might cause society to reconsider the need to engage in counter terrorism while ignoring the situation of the people we engaged with every day." These are hardly the words of a man who thought his actions could harm the United States or help a foreign power. To the contrary. Manning will be permitted to introduce evidence about his belief that certain documents would not cause harm to national security if publicly released. It was after Wikileaks published evidence of the commission of war crimes against the Iraqi people that Iraq refused to grant criminal and civil immunity to US troops if their stay in Iraq was prolonged, causing Obama to withdraw them from Iraq. This saved myriad American and Iraqi lives.

Making an Example of Manning: cruel, inhuman and degrading treatment

Manning was 22 years old when he courageously committed the acts for which he stands criminally accused. For the first 11 months of his confinement, he was held in solitary confinement and subjected to humiliating forced nudity during inspection. In fact, Juan Mendez, UN special rapporteur on torture, characterized the treatment of Manning as cruel, inhuman and degrading. He said, "I conclude that the 11 months under conditions of solitary confinement (regardless of the name given to his regime by the prison authorities) constitutes at a minimum cruel, inhuman and degrading treatment in violation of article 16 of the Convention against Torture. If the effects in regards to pain and suffering inflicted on Manning were more severe, they could constitute torture." Mendez could not conclusively say Manning's treatment amounted to torture because he was denied permission to visit Manning under acceptable circumstances. Mendez also concluded that, "imposing seriously punitive conditions of detention on someone who has not been found guilty of any crime is a violation of his right to physical and psychological integrity as well as of his presumption of innocence."

Obama himself has also violated Manning's presumption of innocence, saying two years ago that Manning "broke the law." But although the Constitution requires the President to enforce the laws, Obama refuses to allow the officials and lawyers from the Bush administration who sanctioned and carried out a regime of torture – which constitutes a war crime under Geneva – to be held legally accountable. Apparently if Bradley Manning had committed war crimes, instead of exposing them, he would be a free man, instead of facing life in prison for his heroic deeds.




Marjorie Cohn é professora da Faculdade de Direito Thomas Jefferson e ex-presidente da National Lawyers Guild [uma espécie de Ordem dos Advogados dos EUA]; é vice-secretária geral de comunicações da Associação Internacional de Advogados Democráticos e representante dos EUA no Comité Executivo da Associação Americana de Juristas. É autora de Cowboy Republic: Six Ways the Bush Gang Has Defied the Law [República dos cowboys: seis vezes em que o gang de Bush desobedeceu à lei] e co-autora, com Kathleen Gilberd, de Rules of Disengagement: The Politics and Honor of Military Dissent. Pode-se ler uma antologia dos seus escritos em The United States and Torture: Interrogation, Incarceration and Abuse. Outros artigos da professora Marjorie Cohn são acessíveis em www.marjoriecohn.com



- Artigo em: Marjorie Cohn



(Os destaques, a vermelho, são da minha responsabilidade)




quinta-feira, 27 de junho de 2013

Perante a Coragem em Optar por Denunciar Crimes de Guerra (em vez de os Cometer) ...





- Exorto-vos a atribuir Prémio Nobel da Paz a  Bradley Manning!

- Petição  (divulgação)



Bradley Manning's Nobel Peace Prize



Whistleblower Bradley Manning has been nominated for the Nobel Peace Prize, and he should receive it.




No individual has done more to push back against what Martin Luther King Jr. called "the madness of militarism" than Bradley Manning. And right now, remaining in prison and facing relentless prosecution by the U.S. government, no one is more in need of the Nobel Peace Prize.Alfred Nobel's will left funding for a prize to be awarded to "the person who shall have done the most or the best work for fraternity between nations, for the abolition or reduction of standing armies and for the holding and promotion of peace congresses."

The intent of the prize was to fund this work. As a result of enormous legal expenses, Bradley Manning is in need of that funding.

Please sign this petition to the Norwegian Nobel Committee.



I urge you to award the Peace Prize to Bradley Manning.




- Texto e Petição em:   RootsAction


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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Exorto-vos a revogar o Prémio Nobel da Paz que foi atribuído a Obama!




- Pela Revogação do Nobel da Paz a Obama - Petição  (divulgação)



Revoke Obama's Nobel Peace Prize






After receiving the 2009 Nobel Peace Prize, President Obama has made perpetual war look more perpetual than ever.

Today, there are more U.S. troops in Afghanistan than when Obama took office. His increasing intervention in Syria promises the loss of even more than the nearly 100,000 lives already needlessly sacrificed.  His intervention in Libya cost thousands of lives while destabilizing the entire region.  His presidency has widened the use of drones and other instruments of remote killing without limit to almost any place on the globe.

Please sign this petition to the Norwegian Nobel Committee:



I urge you to rescind the Nobel Peace Prize that was awarded to Barack Obama.




- Texto e petição em:   RootsAction



segunda-feira, 18 de março de 2013

Ainda a guerra do Iraque e o envolvimento dos EUA ...




- Mais, sobre a invasão e a guerra no Iraque e o envolvimento dos EUA; na formação de unidades de comandos especiais, esquadrões da morte e na banalização da tortura ...


- Mais 1 chocante documentário e 1 infindável rol de práticas, sem nome, do "farol da liberdade e da democracia" ...

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(Entrevista a Maggie O'Kane,  Produtora Executiva do documentário)




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(Documentário completo)





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Iraque: Dez anos de guerra provocaram mais de 112.000 mortos

Desde 20 de março de 2003, quando os EUA invadiram o Iraque, já morreram mais de 112.000 civis. Neste domingo, uma explosão matou 10 pessoas na cidade de Bassorá - o atentado já foi reivindicado pela Al-Qaeda. Em entrevista, que aqui divulgamos, Maggie O'Kane fala sobre o documentário do “Guardian”, que expõe a ação dos EUA no conflito sectário no Iraque.






Neste domingo, 17 de março, um carro armadilhado à entrada da cidade iraquiana de Bassorá provocou a morte de, pelo menos, e 16 feridos.

Um estudo, divulgado pelo Iraq Body Count, assinala que desde 20 de março de 2003 já morreram entre 112.017 e 122.438 civis no Iraque. De acordo com o Iraq Body Count, contabilizando combatentes de ambos os lados da guerra e mortes não documentadas, o número total de vítimas mortas no conflito pode ultrapassar as 174.000 pessoas.

Um documentário do jornal britânico “Guardian” (linkado abaixo e disponível no facebook, só em inglês), “James Steele: America's mystery man in Iraq”, expõe o papel dos Estados Unidos no conflito sectário do Iraque.

Em entrevista a Paul Jay do “The Real News Network”, Maggie O’Kane, produtora executiva, fala sobre a história exposta no documentário, sobre o papel do coronel James Steele de apoio à tortura, a esquadrões da morte e no brutal conflito sectário no auge da Guerra do Iraque, sublinhando que os relatórios de Steel eram entregues diretamente a Rumsfeld e Cheney.

A tradução é do coletivo Vila Vudu e está disponível em redecastorphoto.

Maggie O’Kane: Não se discute que o que foi feito lá pode ter sido pensado e planeado para evitar que os insurgentes continuassem a matar soldados dos EUA. Não se discute também se teria sido possível evitar a guerra civil no Iraque. Esses são outros problemas. O que se discute aqui é que a ação de Rumsfeld, que armou um grupo sectário, usando para isso gente como o coronel Steele e o general Petraeus, teve efeitos catastróficos na sociedade iraquiana. No auge daquela guerra civil em 2006, morriam quase 3.000 pessoas por mês, só de vítimas dos confrontos entre grupos sectários. A ação dos norte-americanos, naquele caso, fez do Iraque um inferno. (...)

O pior, de tudo que os EUA fizeram lá foi a decisão de “limpar” o exército e a polícia, extraindo dessas corporações todos os membros do Partido Ba’ath. Se se compara, é mais ou menos como, em 1989, quando, mesmo depois do fim do comunismo, todos, nos países comunistas, eram membros do Partido Comunista. No Iraque aconteceu o mesmo, porque imediatamente antes da intervenção norte-americana tudo – saúde, educação, todas as estruturas do estado estavam sob controle do Partido Ba’ath.

Os EUA, nesse contexto, decidiram “limpar” todas as estruturas, expulsar todos que estivessem no Exército, na Polícia, todos os militares. Claro que muitos, nessas corporações, eram pessoas decentes, que lutavam para sobreviver como podiam, no país que tinham. Os EUA decidiram “limpar” tudo a ferro e fogo. E assim criaram no Iraque um vácuo gigantesco, que só aumentou, até que os EUA descobriram que haviam criado aquele vácuo. Então decidiram “preencher” aquele vácuo, o mais rapidamente possível, com outra força sectária, diferente da anterior. E passaram a armar os sunitas, para que se encarregassem de matar os xiitas, os quais, então, matavam soldados norte-americanos como moscas. (...)

Não sei se os norte-americanos sabiam que o resultado final seria o que temos hoje, nem se procuraram ativamente esse resultado. Não tenho provas que me permitam afirmar que sim, que sabiam que o resultado seria esse e que o procuraram.

Alguém sabia, naquele momento, que aquela estratégia implicava risco grave, que era perigosíssima?

Sabemos, de depoimentos de altos funcionários do governo do Iraque, que aqueles e outros altos funcionários alertaram o general Petraeus, o establishment nos EUA e muitas lideranças políticas nos EUA, no sentido de que não continuassem a armar grupos xiitas sectários; e não entregassem o Ministério do Interior a alguém (como o ministro que já havia sido posto lá pelos EUA) que nutria ódio patológico aos sunitas, Solagh [...] (que perdera 12 membros da família, executados durante o governo de Saddam Hussein [sunita]). Era evidente que aquele homem recebera um poder que não tardaria a explodir, como adiante, de facto, explodiu. Houve inúmeros avisos. O general Petraeus foi diretamente alertado. Todo o establishment político norte-americano foi alertado. Todos os avisos e alertas foram ignorados.

Paul Jay: Por aqui, reza a narrativa oficial que os sunitas eram brutais e violentos (no Iraque), degoladores, torturadores. Praticamente não há noticiário sobre violência xiita contra sunitas (no Iraque). Mas, agora, a sua investigação mostra que o coronel Steele sempre esteve ativo na prática de torturas; e todos os relatórios de Steele eram entregues diretamente a Rumsfeld. Ninguém pode dizer que os mais altos escalões do governo não soubessem do que se passava no Iraque.

Maggie O’Kane: Em certo sentido, foi até pior que isso. O trabalho do hoje aposentado coronel Steel era supervisionar vários dos centros de detenção e tortura. Acreditamos que tenha chegado a haver 13 desses centros, centros secretos de tortura, para onde eram mandados os detidos. Vários desses detidos nada tinham a ver com a insurgência.

Não há dúvidas de que estava implantado ali um processo, uma rotina, na qual a tortura era meio para obter informação de “inteligência humana” [orig. Human Inteligence, HUMINT] que pudesse ser usada pelos norte-americanos e pelos “commandos” especiais de grupos xiitas, coordenados pelos EUA. Em vários sentidos era, sim, processo altamente organizado. Não temos dúvidas – e o documentário comprova – que o coronel Kaufmann, que reportava diretamente ao general Petraeus, e o coronel aposentado Steele sabiam perfeitamente dos centros de tortura e do que lá acontecia e entregaram aos seus superiores listas de pessoas que haviam sido sequestradas e torturadas exclusivamente para extrair informação.

Paul Jay: Tortura é crime de guerra. Vi, no seu documentário, que o coronel Steele não apenas não foi preso e julgado como, de facto, foi condecorado. O seu filme leva à conclusão de que é preciso levar aos tribunais, para julgamento, não só o coronel Steele mas toda a cadeia de comando envolvida nesse tipo de tortura?

Maggie O’Kane: O nosso documentário visa apenas expor factos que puderam ser investigados e confirmados. Em todo o nosso trabalho, a maior dificuldade sempre foi a distância que há entre militares dos EUA nessa área e os commandos de iraquianos que matavam em campo, mesmo que com armamento, munição e espionagem que lhes era fornecida por norte-americanos. Havia uma espécie de “negabilidade à distância”1. Procuramos usar o nosso trabalho de jornalismo de investigação para estabelecer que, sim, havia relações entre eles, ouvir pessoas que viveram dentro desses centros de detenção e tortura sobre as relações que mantinham com militares dos EUA; saber qual, especificamente, era o papel do coronel aposentado Steele e do coronel Kaufmann. Isso feito, o nosso trabalho, como jornalistas, você sabe, foi apenas expor os factos.

Agora, há perguntas a serem feitas. Quero dizer... Uma das perguntas que gostaria de fazer é por que a imprensa-empresa nos EUA – com o devido respeito a vocês – mas... Por que todos relutam em seguir adiante, a partir das provas que reunimos nessa investigação que se estendeu durante 17 meses? Talvez... As pessoas desejem esquecer tudo isso. De facto, não são perguntas que nos caiba fazer, a nós, à equipa com a qual trabalhei. O nosso trabalho é recolher a informação e obter provas e depoimentos de quem viu acontecer. Acho que o filme reúne material substancial para provar que, sim, os EUA têm muitas questões a responder.

Paul Jay: É. Prometo perguntar a uns e outros por aí. Nós, do “The Real News Network” não tivemos e não temos qualquer problema, e acompanhamos regularmente o trabalho de vocês. Mas, sim, não há dúvida, grande parte da imprensa nos EUA não trabalha assim. Vai-se ver, estão todos a fazer o que o presidente Obama mandou: “olhar adiante, não olhar para trás”. Disse também que não permitiria investigação, nem de atividades ilegais. Há muitas provas de que houve tortura em vários casos, nenhum deles objeto de processo ou investigação.

Maggie O’Kane: Um dos factos que comprovámos, ao mesmo tempo fascinante, para qualquer jornalista, e também muito deprimente, é que o coronel Steele começou a trabalhar em El Salvador em 1984, recolhendo informações naquele país e, essencialmente, pelo mesmo processo. Seria importante que os EUA investigassem tudo isso...

Na verdade, trabalhando como correspondente estrangeira e correspondente de guerra, o que se aprende é que... – há um idioma inteiro só de eufemismos, quase tudo que tenha a ver com contrainsurgência e coleta de informações de segurança. Em todos esses casos, fala-se, sempre, de tortura. Estamos a falar, aqui, de iniciar uma guerra civil no Iraque. E digo, como quem fez 17, 18 filmes lá, e sinto que o legado deve ser o que aprendemos dos nossos erros.



1 Sobre “negabilidade” ver Scahill, Jeremy, 21/9/2010, redecastorphoto em: “Blackwater & Co. – A negabilidade total”.



- A partir de:  Esquerda.net