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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Free Assange – O jornalismo, a informação e a verdade são direitos e não crimes!

 


O jornalismo, a liberdade de expressão e de imprensa são direitos – de cidadania – e não crimes; particularmente quando praticados fora dos EUA e por jornalistas não americanos.


E, a divulgação da verdade, por mais incómoda que possa ser para os poderes (políticos e/ou económicos) é (ou deveria ser) um dever de todos os jornalistas dignos desse título ...









#freeassangenow


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Manifesto












                                                                             Teresa May:
                                                                                           “A prisão de Assange mostra que
                                                                             ninguém está acima da lei”




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- Arrastaram-vos, exactamente, para mostrar que os poderes – imperiais – fora da lei podem – e devem continuar IMPUNEMENTE – a sê-lo!

- Arrastam-vos, porque não toleram a denúncia e a revelação das suas práticas de assassínios de inocentes – homens, mulheres, crianças – em massa. Onde querem e quando querem!

- Arrastam-vos, porque não admitem o escrutínio cidadão e a exposição dos seus crimes e violações dos direitos civis dos cidadãos (por todo o globo)!

- Arrastam-vos, porque odeiam a liberdade de expressão!

- Arrastam-vos, porque não suportam a liberdade!

- Arrastam-vos, como aviso, intimidação e ameaça a futuras prática idênticas (às vossas)!

- Ficai sabendo, que o vosso aprisionamento, é o aprisionamento de todos a quem a decência, a integridade e a coragem corre – rubra – nas veias e invade os espíritos!

- Sabei, que o vosso aprisionamento, é o confinamento feroz e cego das consciências livres que pugnam pela justiça e pela verdade (onde quer que se encontrem)!

- O vosso aprisionamento, é o estrondo abjecto das botas cardadas dos gangues de pistoleiros sem lei; pelas ruas e calçadas do planeta!

- O vosso aprisionamento, é a manifestação dos cowboys que cavalgam loucos – ceifando vidas e colhendo territórios, como se não houvesse fronteiras, autonomia e vidas humanas a respeitar!


- Por difícil, dura, insuportável que a privação e a provação que os carrascos vos impõem; sabei que permaneceis, no espírito, no corpo, no pensamento quotidiano de muitos!

- Sabei, que os grilhões com que vos acorrentam, os sentimos na pele e na carne como nossos!

- Sabei, que são eles os criminosos; meticulosos, impiedosos, frios, implacáveis – por interesse, insalubridade mental e perversão (de Bush a Obama, de Blair a Trump, …)!

- Que são eles, os que vos perseguem e o cárcere impõem; que a ele deveriam ser lançados!

- Ficai sabendo, que nós sabemos, tal como vós, isso!

- Lembro-vos, que são poder e força bruta – mas que vos temem; que tremem (intimamente) perante vós e o vosso exemplo!

- Lembro-vos, que acima de tudo, o resto, fazeis-lhes gelar o líquido – não sanguíneo – que lhes corre nas veias!

- Lembro-vos, que os fazeis ficar petrificados com o vosso exemplo!

- Por isso, se abatem – miseravelmente (como ratazanas) – sobre vós!




- Aprisionam-vos, porque não suportam a liberdade!






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Outras Etiquetas: 

transparência, NSA, Afeganistão, Iraque, Iémen, Paquistão, Somália, drones, tortura, Guantánamo, Abu Ghraib, ONU, Carta da ONU, rimes Contra a Humanidade, prisões secretas CIA, Direitos Humanos, Fósforo branco, Urânio empobrecido, alterações genéticas, Fallujah, julgamentos extrajudiciais, Convenções de Genebra, Convenção das Nações Unidas contra a tortura e …, Bush, Rumsfeld, Cheney, Obama, Trump, Bair





segunda-feira, 1 de abril de 2013

Maggie O'Kane ("The Guardian") no "Democracy Now!" com Amy Goodman








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- Maggie O'Kane em entrevista com Amy Goodman no Democracy Now! de 22 de Março, último. Tendo como tema o documentário "James Steele: America's Mystery Man in Iraq", de que M. O'Kane foi produtora (revelando o envolvimento dos EUA, na formação de unidades de comando especiais, esquadrões da morte, na banalização da tortura ...).

- Maggie O'Kane, em resposta a Amy Goodman, informa que a realização do documentário só foi possível devido aos documentos divulgados pela WikiLeaks (em Novembro de 2011) e às informações a que permitiram ter acesso.
(Nomeadamente: informações detalhadas acerca; de centenas de incidentes envolvendo militares americanos e da existência de rede de centros de detenção e tortura. Assim como; a clara indicação de que o Departamento de Estado Americano estava inteiramente a par da situação ...)

- Sem ter a pretensão de fazer qualquer resumo das intervenções de M. O'Kane no Democracy Now!, não resisto, a sublinhar, a sua referência à importância dos documentos divulgados pela WikiLeaks na pesquisa e na realização do documentário, assim como (entre várias outras coisas) a indicação de que os documentos deixam claro que o Departamento de Estado Americano estava inteiramente a par da situação. E, da repetida referência à expressão "Frago 242" (abreviatura de "Fragmentary Order 242") - que representava 1 código ordenando a ocultação da tortura ...



- Devido à sua pertinência citaria algumas declarações de Chomsky, também, no Democracy Now! - de 14 de Maio de 2012 (acerca das divulgações da WikiLeaks):

"NOAM CHOMSKY: Não vejo nada revelado pela WikiLeaks que possa ser considerado  um segredo legítimo. Quero dizer, a WikiLeaks constitui, em si, um serviço à população. Assange deveria ser condecorado com - a medalha presidencial de honra. Assange - assim como o conjunto da toda a operação da WikiLeaks - permitiu informar a população acerca do que os seus representantes eleitos andam a fazer [e todas as pessoas interessadas na verdade, em qualquer lugar do planeta - acrescentaria ...] (...) "






domingo, 19 de agosto de 2012

- Because "information matters" - Ou, a centralidade da informação!




- Amy Goodman, Slavoj Žižek e Julian Assange - em associação com o Frontline Club (fundado, em larga medida, com o objectivo de recordar jornalistas mortos/assassinados em teatros de guerra) - em Agosto último, em local incerto, em Inglaterra.







sábado, 28 de julho de 2012

"Campanha contra Assange quer esconder o triunfo da Wikileaks"




- Divulgação:



Campanha contra Assange quer esconder o triunfo da Wikileaks


Sem o acesso aos telegramas secretos dos EUA, o mundo não saberia como os seus governos se comportam. Por Patrick Cockburn, The Independent.




ARTIGO | 7 JULHO, 2012 - 00:00




Vídeo "Collateral murder": sem a sua divulgação, a história seria deiferente.



No momento em que Julian Assange evitou ser preso ao refugiar-se na embaixada equatoriana em Knightsbridge, para escapar à extradição para a Suécia, e possivelmente para os EUA, os comentadores britânicos atacaram-no com as mais estridentes ofensas. Quase espumaram de raiva ao citar insignificantes exemplos da sua suposta deselegância, ego inflamado e aparência, como se de crimes se tratassem.


Estas críticas dizem muito mais do convencionalismo e do instinto de manada dos opinadores britânicos do que de Assange. Em tudo isto, ignoram o seu feito, como fundador da Wikileaks, ao publicar telegramas do governo dos EUA, dando às pessoas em todo o mundo a possibilidade de ficarem a conhecer o real comportamento dos seus governos. Tal conhecimento público é o âmago da democracia, porque é preciso informar adequadamente os eleitores para que eles sejam capazes de escolher os representantes que levem adiante os seus desejos.


Graças à Wikileaks, foi tornada pública muito mais informação sobre o que fazem e pensam os EUA e os seus aliados, do que em qualquer momento anterior. As únicas revelações que se lhe assemelham foram a publicação dos tratados secretos pelos bolcheviques em 1917, incluindo planos de França e Grã-Bretanha para modelar o mapa do Médio Oriente. Um paralelo mais óbvio é o da publicação dos Documentos do Pentágono graças a Daniel Ellsberg, em 1971, revelando as mentiras sistemáticas da administração Johnson sobre o Vietname. Da mesma forma que Assange, Ellsberg foi vilipendiado pelo governo dos EUA e ameaçado com a mais severa punição.


Um aspeto extraordinário da campanha contra Assange é que os colunistas da imprensa têm todo o à vontade para produzir milhares de palavras sobre as suas alegadas faltas, sem nunca sequer mencionarem os muito mais sérios crimes de Estado revelados pela Wikileaks. Todos estes críticos, e os leitores que concordam com eles, deviam antes ligar o Youtube e observar um vídeo de 17 minutos registado pela tripulação de um helicóptero Apache em Bagdade ocidental em 12 de julho de 2007. Mostra a tripulação do helicóptero metralhando até à morte pessoas no solo, na crença de de que são todos rebeldes armados. De facto, não consigo ver quaisquer armas, e o que num momento foi identificado como arma revelou-se ser a câmara de um jovem fotógrafo da Reuters, Namir Noor-Eldeen, que foi morto junto ao motorista, Saeed Chmag. O vídeo mostra o helicóptero chegando para um segundo ataque a uma carrinha que se detivera para recolher os mortos e os feridos. O motorista morreu e duas crianças ficaram feridas. Ah! Ah!, acertei-lhes, grita um dos tripulantes americanos triunfantemente. “Olhem para esses bandidos mortos”.


Eu estava em Bagdade quando ocorreu o tiroteio e recordo, na altura, tal como outros jornalistas, de não acreditar nas alegações do Pentágono de que os mortos eram todos rebeldes armados, mas não podíamos prová-lo. Não havia multidões de rebeldes armados nas ruas, à vista de toda a gente, com um helicóptero americano a andar por perto. A existência de um vídeo do massacre tornou-se conhecida, mas o Departamento de Defesa recusou-se terminantemente a divulgá-lo sob o Freedom of Information Act. A história oficial do que aconteceu não teria sido contestada efetivamente se um soldado americano, Bradley Manning, não tivesse entregue um vídeo à Wikileaks, que o divulgou em 2010.


Os telegramas obtidos pela Wikileaks foram publicados mais tarde, ainda naquele ano, em cinco jornais – The New York Times, The Guardian, Le Monde, Der Spiegel e El País – mas a resposta ao próprio Assange foi surpreendentemente malévola e desdenhosa. Os jornalistas pareciam zangados por o seu território profissional ser invadido por um especialista informático australiano que estava a fazer um bom trabalho.


Isto em si não teria sido suficiente para que uma parcela tão grande dos média declarasse aberta a temporada de caça a Assange. O que provocou a diferença foram as alegações de violação feitas na Suécia. Alegações de violação destroem uma reputação, por mais que as provas sejam fracas ou não existentes. Quanto à sugestão de que Assange exagerou as possibilidades de ser extraditado para os EUA a partir do momento em que entrasse na Suécia, a questão a saber é quem arriscaria nem que fosse cinco por cento de possibilidades de que o seu voo para Estocolmo pudesse acabar em 40 anos de prisão numa cela dos EUA?


Alguns adotam a linha oficial de que as fugas de informação “puseram vidas em risco”. Este lóbi começou a calar-se quando representantes do Pentágono admitiram, off the record, que não tinham quaisquer provas de que alguém tivesse sido prejudicado de qualquer forma.


Uma resposta mais desdenhosa foi a de que as revelações da Wikileaks não eram tão secretas quanto isso e que os documentos a que Bradley Manning teve acesso não tinham a classificação mais secreta. Outra questão foi-me colocada por um diplomata americano em Cabul, onde eu estava na altura da publicação dos telegramas. Disse o diplomata: “Não vamos conhecer os maiores segredos através da Wikileaks, porque esses já foram divulgados pela Casa Branca, pelo Pentágono ou pelo Departamento de Estado.


Na prática, os documentos da Wikileaks são amplamente informativos acerca do que fazem os EUA e como realmente veem o mundo em que vivemos. Por exemplo, há um telegrama enviado pela embaixada americana em Cabul em 2009 descrevendo o primeiro-ministro Hamid Karzai como um “indivíduo paranoico e fraco, que tem pouca familiaridade com as questões básicas de construção de uma nação.”


Especialistas de Afeganistão comentaram que as falhas de Karzai dificilmente seriam notícia. Esqueceram-se de que há uma grande diferença entre o que o mundo exterior suspeita e o que é confirmado pelos que têm acesso diário ao líder afegão. Aqui estavam experientes funcionários dos EUA dando a sua verdadeira opinião sobre o homem pelo qual americanos e britânicos estavam a combater e a morrer para que se mantivesse no poder.


Todos os governos caem num certo grau de hipocrisia entre o que dizem em público e em privado. Quando é reivindicada abertura democrática sobre ações gerais e políticas, fingem que estão a enfrentar um apelo à transparência total que iria evitar um governo efetivo.


O que o governo americano queria esconder acerca do Afeganistão não era apenas uma embaraçosa avaliação negativa de Karzai, o seu principal aliado local. Era que não tinha um parceiro local afegão credível e, portanto, não podia ganhar a guerra contra os taliban.


Assange e a Wikileaks desmascararam não só as reticências diplomáticas no interesse de garantir o funcionamento do governo, mas a duplicidade para justificar guerras perdidas nas quais dezenas de milhares morreram. A história recente mostra que este segredo oficial, frequentemente auxiliado por jornalistas “embedded”nos exércitos, funciona demasiado bem.


No Iraque, nos meses anteriores às eleições presidenciais de 2004, as embaixadas estrangeiras em Bagdade sabiam e informavam que os soldados dos EUA estavam apenas agarrados a ilhas de território, no meio de uma terra hostil. Mas a administração Bush conseguiu persuadir os eleitores que, pelo contrário, as tropas americanas estavam a lutar e a vencer uma batalha para estabelecer a democracia contra as réstias do regime de Saddam Hussein e os apoiantes de Osama bin Laden


O controlo estatal da informação e a capacidade de manipulá-la torna em grande parte sem sentido o direito de voto. É por isso que pessoas como Julian Assange são tão essenciais a uma escolha democrática.


1 de julho de 2012


Retirado de Information Clearinghouse.


Tradução de Luis Leiria para o Esquerda.net


(destaques, a azul, são da minha responsabilidade)



- A partir de: esquerda.net