Mostrar mensagens com a etiqueta corrupção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta corrupção. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Manifesto












                                                                             Teresa May:
                                                                                           “A prisão de Assange mostra que
                                                                             ninguém está acima da lei”




__________











- Arrastaram-vos, exactamente, para mostrar que os poderes – imperiais – fora da lei podem – e devem continuar IMPUNEMENTE – a sê-lo!

- Arrastam-vos, porque não toleram a denúncia e a revelação das suas práticas de assassínios de inocentes – homens, mulheres, crianças – em massa. Onde querem e quando querem!

- Arrastam-vos, porque não admitem o escrutínio cidadão e a exposição dos seus crimes e violações dos direitos civis dos cidadãos (por todo o globo)!

- Arrastam-vos, porque odeiam a liberdade de expressão!

- Arrastam-vos, porque não suportam a liberdade!

- Arrastam-vos, como aviso, intimidação e ameaça a futuras prática idênticas (às vossas)!

- Ficai sabendo, que o vosso aprisionamento, é o aprisionamento de todos a quem a decência, a integridade e a coragem corre – rubra – nas veias e invade os espíritos!

- Sabei, que o vosso aprisionamento, é o confinamento feroz e cego das consciências livres que pugnam pela justiça e pela verdade (onde quer que se encontrem)!

- O vosso aprisionamento, é o estrondo abjecto das botas cardadas dos gangues de pistoleiros sem lei; pelas ruas e calçadas do planeta!

- O vosso aprisionamento, é a manifestação dos cowboys que cavalgam loucos – ceifando vidas e colhendo territórios, como se não houvesse fronteiras, autonomia e vidas humanas a respeitar!


- Por difícil, dura, insuportável que a privação e a provação que os carrascos vos impõem; sabei que permaneceis, no espírito, no corpo, no pensamento quotidiano de muitos!

- Sabei, que os grilhões com que vos acorrentam, os sentimos na pele e na carne como nossos!

- Sabei, que são eles os criminosos; meticulosos, impiedosos, frios, implacáveis – por interesse, insalubridade mental e perversão (de Bush a Obama, de Blair a Trump, …)!

- Que são eles, os que vos perseguem e o cárcere impõem; que a ele deveriam ser lançados!

- Ficai sabendo, que nós sabemos, tal como vós, isso!

- Lembro-vos, que são poder e força bruta – mas que vos temem; que tremem (intimamente) perante vós e o vosso exemplo!

- Lembro-vos, que acima de tudo, o resto, fazeis-lhes gelar o líquido – não sanguíneo – que lhes corre nas veias!

- Lembro-vos, que os fazeis ficar petrificados com o vosso exemplo!

- Por isso, se abatem – miseravelmente (como ratazanas) – sobre vós!




- Aprisionam-vos, porque não suportam a liberdade!






_______________








_________________________





Outras Etiquetas: 

transparência, NSA, Afeganistão, Iraque, Iémen, Paquistão, Somália, drones, tortura, Guantánamo, Abu Ghraib, ONU, Carta da ONU, rimes Contra a Humanidade, prisões secretas CIA, Direitos Humanos, Fósforo branco, Urânio empobrecido, alterações genéticas, Fallujah, julgamentos extrajudiciais, Convenções de Genebra, Convenção das Nações Unidas contra a tortura e …, Bush, Rumsfeld, Cheney, Obama, Trump, Bair





sábado, 22 de fevereiro de 2014

Venezuela - O envolvimento dos EUA no financiamento, desestabilização e conspiração contra regimes democráticos (democraticamente eleitos - que não prestem vassalagem à superpotência) - como passatempo favorito nacional, em simultâneo, é claro, com a vigilância global e com a promoção da guerra ...







- Excerto do "Democracy Now!",  de 20 de Fevereiro último,  onde George Ciccariello-Maher é entrevistado acerca da actual situação na Venezuela ...








_______________


(Divulgação)


(Transcrição de parte da entrevista pelo esquerda.net)



Quem é o líder dos protestos na Venezuela?

No princípio desta semana, um dos opositores da direita venezuelana, Leopoldo López, entregou-se à polícia, sendo acusado de incitar os confrontos na Venezuela, que provocaram já seis mortos. Em entrevista à Democracy Now, George Ciccariello-Maher, professor de ciência política nos EUA, fala da situação na Venezuela, analisa o papel dos EUA nos acontecimentos e responde à pergunta: Quem é Leopoldo López?


Leopoldo López - foto wikimedia

Democracy Now:O que está a acontecer na Venezuela hoje?
George Ciccariello-Maher:Está a acontecer um grande evento, que será uma tarefa crucial para o governo de Maduro. É nossa obrigação que analisemos a situação dentro doseu contexto histórico, para entendermos quem está a agir. Se acompanhamos o Twitter, observamos que há uma tendência: neste momento “pós-occupy” e sucessor à Primavera Árabe, cadavez que vemos protestos nas ruas, começamos a retuitá-los e a sentir uma simpatia pela causa, mesmo sem saber qual é o contexto dela. Uma vez que analisamos o contexto venezuelano, o que vemos é mais uma tentativa, dentro de uma longa história de tentativas, de depor um governo democraticamente eleito, desta vez aproveitando-sede uma mobilização estudantil contra a insegurança e as dificuldades económicas.
DN:George Ciccariello, quem é Leopoldo Lopez? O Washington Post descreve-ocomo um homem de 42 anos, de esquerda, que estudou em Harvard. O que você sabe da sua história?
GC-M:Dizê-lo de esquerda seria forçar a barra. Leopoldo Lopez representa o que há de mais à direita no espectro político venezuelano. Ele foi educado nos Estados Unidos desde o ensino médio até a sua graduação na Harvard Kennedy, descende do primeiro presidente venezuelano e dizem que até mesmo do próprio Simon Bolívar. Por outras palavras, ele é o representante desta classe política tradicional que deixou o poder após a Revolução Bolivariana. Em termos da sua história política, o seu partido, o Primera Justicia, foi formado por uma intersecção entre corrupção e intervenção norte-americana, corrupção por sua mãe, ao arrecadar fundo fraudulentos de uma companhia de petróleo venezuelana para este novo partido, e pelo outro lado fundos do NED, do USAID, e de instituições do governo norte-americano. Assim que Chávez chegou ao poder, os partidos políticos tradicionais entraram em colapso, e tanto a oposição interna quanto o governo dos EUA precisavam criar algum outro veículo para fazer oposição ao governo Chávez, e este partido de Leopoldo Lopez é um destes veículos. Neste momento, até mesmo o líder anterior do partido, Henrique Caprilles, que foi o candidato às eleições presidenciais, percebeu que a linha de fazer ações nas ruas na tentativa de depor um governo democrático simplesmente não vai funcionar. No entanto, Leopoldo Lopez e outros líderes, como Maria Corina Machado e Antonio Ledesma, continuam a tentar depor o governo.
DN:O presidente Maduro expulsou três diplomatas norte-americanos, alegando que eles estavam envolvidos no apoio à oposição. Você poderia nos falar sobre isso?
GC-M:O governo Obama continua a financiar esta oposição, até mesmo mais abertamente do que Bush fazia: Obama requisitou fundos para estes grupos opositores, mesmo que eles estivessem envolvidos em atividades antidemocráticas no passado e apesar do facto de López e outros estarem envolvidos no golpe de 2002 e terem participado de ações violentas na época. Dizer que López hoje é um representante da democracia só pode ser uma piada. Há uma questão interessante aqui, a de que o governo venezuelano, se ouvimos as palavras da esposa de Leopoldo López em declarações recentes, agiu para proteger a vida de López, que estava sob ameaças. A maneira pela qual López foi preso foi muito generosa, muito mais do que López foi no passado, quando liderou uma caça às bruxas contra os ministros chavistas que foram espancados em público no caminho da prisão. López pôde até mesmo falar com um megafone no dia em que foi preso. Podemos perguntar: por que o governo de Maduro está a ser tão gentil com ele? Na verdade, preferem que ele seja o líder da oposição porque ele simplesmente não seria eleito, pois representa a nata das elites venezuelanas.
DN:O que vemos na grande comunicação é uma Venezuela fora de controle, com altos índices de violência, escassez de comida e inflação altíssima. Qual é a sua avaliação da situação do país hoje?
GC-M:Para dizer claramente, a escassez de comida tem sido sim um problema, e a segurança pública é um problema gigantesco na Venezuela. Ambos são problemas profundos que têm a ver com falhas do governo para tratá-los, mas também tem relação com a ação de vários outros atores. No caso da criminalidade, a infiltração de máfias tem sido muito grande nos últimos anos, e no caso da escassez, o papel de capitalistas que açambarcam bens de consumo e a especulação da moeda tem sido uma força destrutiva que nos lembra muito o Chile de Allende, onde se tentou destruir a economia como uma preparação para o golpe. Mas, na verdade, estes dois fatores que os estudantes tem protestado contra não explicam o porquê destes protestos estarem a emergir, pois os índices de criminalidade estão a baixar e a escassez de comida não está nem de longe tão ruim quanto estava há um ano. O que explica o que está a ocorrer agora é que, depois das eleições de dezembro, este foi o momento em que a direita disse “já chega, estamos cansados de eleições, vamos às ruas tentar derrubar este governo”, mas neste meio tempo, os movimentos revolucionários venezuelanos, as organizações populares, que são no fim das contas a base deste governo, que nunca teve apenas como base Chávez ou Maduro enquanto indivíduos, mas sim milhões e milhões de venezuelanos que estão a construir uma democracia mais profunda e mais direta, a construir movimentos sociais, organizações, conselhos de trabalhadores, conselhos estudantis, conselhos de camponeses, estas pessoas estão a continuar a luta, estão a defender o governo Maduro, e estes protestos que estão ocorrer principalmente nas regiões mais ricas de Caracas, a Beverly Hills de Caracas, não as fará desistir desta tarefa.
DN:E o papel dos EUA?
Os EUA continuam a financiar a oposição. Acho que no futuro, como costuma acontecer, nós teremos acesso às informações do grau de envolvimento dos EUA no financiamento à oposição venezuelana. Na realidade, esses protestos são um cálculo errado por parte da oposição, não parece que os EUA tenham dito à oposição para tomarem este caminho, pois ele não parece ser muito estratégico. Sabemos que esta é uma oposição em contacto direto com a embaixada norte-americana, que recebe fundos do governo dos EUA, mas este é o movimento de uma oposição venezuelana autónoma que vai, como parece, novamente desmoronar-se.
Entrevista completa no site do DemocracyNow. Tradução de Roberto Brilhante para CartaMaior


(Os sublinhados são da minha responsabilidade)


- A partir de:  esquerda.net




sexta-feira, 3 de maio de 2013

Papoilas, CIA, talibans, americanos e "Lucy In The Sky With Diamonds"





CIA pagou dezenas de milhões de dólares ao Presidente do Afeganistão

Dezenas de milhões de dólares em dinheiro foram entregues pela CIA ao Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, durante mais de uma década. Grande parte do dinheiro foi para os senhores da guerra e os políticos do regime, muitos com ligações ao tráfico de droga e, em alguns casos, aos Taliban. Objetivo principal era manter o acesso a Karzai e ao seu círculo interno, a fim de garantir a influência da CIA no palácio presidencial.

O presidente Hamid Karzai conversa com o presidente Barack Obama durante o início do jantar no palácio presidencial em Cabul, Afeganistão, 28 de março de 2010. (Official White House Photo by Pete Souza)


Dezenas de milhões de dólares em dinheiro foram entregues pela CIA em malas, mochilas e sacos de plástico de compras ao Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, durante mais de uma década, segundo o diário norte-americano New York Times, que cita antigos e atuais conselheiros do presidente afegão.
O chamado "dinheiro fantasma" servia para adquirir influência para a Agência Central de Inteligência (CIA), mas acabou por promover esquemas de corrupção e alimentar habilidosos senhores da guerra, minando a estratégia de saída de Washington do Afeganistão.
"A maior fonte de corrupção no Afeganistão", disse um oficial americano ", foram os Estados Unidos", segundo o jornal.
A CIA recusa-se a comentar a notícia e o Departamento de Estado dos EUA disse que não comentava no imediato. O New York Times não publicou qualquer comentário de Karzai ou do seu atual gabinete.
"Nós apelidávamo-lo de 'dinheiro fantasma", disse Khalil Roman, chefe de gabinete de Karzai entre 2002 e 2005. "Vinha em segredo e saía em segredo."
Por mais de uma década, o dinheiro era deixado mensalmente no gabinete do presidente afegão.
Distribuir dinheiro é um procedimento padrão da CIA no Afeganistão desde o início da guerra.
Os pagamentos em dinheiro ao gabinete do presidente não parecem estar sujeitos a supervisão e as restrições colocadas sobre a ajuda oficial americana ao país ou programas de assistência formais da CIA, como o financiamento de agências de inteligência afegãs, e não parecem violar as leis norte-americanas, avança o New York Times.
Não havia nenhuma evidência de que Karzai recebia pessoalmente algum do dinheiro, adiantou uma fonte das autoridades afegãs. O dinheiro era tratado pelo seu Conselho de Segurança Nacional, acrescentou.
Funcionários americanos e afegãos, familiarizados com os pagamentos, foram citados como tendo dito que o objetivo principal em fornecer o dinheiro, era para manter o acesso a Karzai e ao seu círculo interno e para garantir a influência da CIA no palácio presidencial, que detém um enorme poder no governo altamente centralizado do Afeganistão .
Grande parte do dinheiro foi para os senhores da guerra e os políticos do regime, muitos com ligações ao tráfico de droga e, em alguns casos, aos Taliban. Autoridades norte-americanas e afegãs citadas afirmam que a CIA apoiou as mesmas redes de clientelismo que diplomatas dos EUA e agentes policiais lutaram para desmontar, deixando o governo nas garras do crime organizado.
Em 2010, Karzai disse que o seu gabinete recebeu dinheiro em sacos do Irão, mas que era uma forma transparente de apoio que ajudou a cobrir as despesas no palácio presidencial. Ele disse na mesma altura que os Estados Unidos fizeram pagamentos similares.



- A partir de:  Esquerda.net




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Banqueiros atrás das grades




(Divulgação)





Os grandes bancos foram surpreendidos em um enorme escândalo de manipulação das taxas de juros globais, surrupiando milhões de pessoas em hipotecas, empréstimos estudantis, entre outros. Se fosse conosco, iríamos para a cadeia por conta disso, mas o banco Barclays apenas teve de pagar uma multa, uma pequena fração de seus lucros! A indignação está crescendo e essa é nossa chance de finalmente virar a mesa contra o reinado dos banqueiros sobre nossas democracias. 


O regulador de finanças da UE, Michel Barnier, está enfrentando o lobby de poderosos bancos e defendendo uma reforma que iria colocar os banqueiros atrás das grades por fraudes como esta. Se a UE tomar a iniciativa, esse tipo de responsabilização pode rapidamente se espalhar pelo globo. Mas os bancos estão fazendo lobby contra essa medida e precisamos de um gigante apoio popular para conduzir essas reformas. 


Se conseguirmos 1 milhão de assinaturas em apoio a Barnier nos próximos 3 dias, isso lhe dará forças para enfrentar a lobby bancário e para pressionar os governos em prol de uma reforma bancária. Assine a petição ao lado. O número de assinaturas será representado por atores fantasiados de banqueiros em uma prisão em frente ao Parlamento da UE.


__________


Petição:  



Para a Comissão Europeia, Parlamento Europeu e Estados-membros:


Enquanto cidadãos preocupados com a onda de crises bancárias que afetam nossas economias e vidas, pedimos que tomem ação para garantir que os banqueiros sejam responsabilizados. Isso só pode ser feito com a apresentação de uma legislação forte contra o abuso de mercado, que inclua sanções criminais para os banqueiros que cavalguem por cima dos regulamentos ou desobedeçam nossas leis.




- Texto e petição em: avaaz.org