Mostrar mensagens com a etiqueta envolvimento dos EUA em financiamentos para mudanças de regime. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta envolvimento dos EUA em financiamentos para mudanças de regime. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Apologia da “ingenuidade” ...








- (Citando Chomsky) A forma eficaz de combater (de facto) o terrorismo é deixar de o apoiar – [e praticar] …






- Como a importância e relevância dos discursos e posições são inversamente proporcionais à sua difusão (no “civilizado” ocidente) – aqui ficam algumas (alguns) que os obedientes ,e auto-disciplinados, rafeiros enterteiners (que se dão pelo nome de “jornalistas”) estoicamente ignoram e obliteram da opinião pública ...


_________







2- Discurso de Hassan Rouhani (Presidente da República Islâmica do Irã) na 69ª sessão da Assembleia Geral da ONU (a 25 de Julho de 2014)





__________


(Transcrição/tradução da intervenção, não oficial, realizada pelo pessoal da Vila Vudu - a partir de redecastorphoto)



_________




Senhor Presidente,
Excelências,
Senhoras e Senhores,

Graças a Deus, o Senhor dos Dois Mundos e Pregador, e que a paz esteja com nosso Profeta Maomé, sua família e seus companheiros.

De início, quero estender minhas sinceras congratulações por sua muito merecida eleição à presidência dessa 69ª Sessão da Assembleia Geral. E meus cumprimentos também a Sua Excia. Sr. Ban Ki-moon, por seus esforços.

É minha esperança sincera que a Sessão dessa Assembleia Geral desse ano leve o mundo, na sua situação atual crítica, um passo mais próximo da segurança e da tranquilidade para os seres humanos – que é, claro, um dos objetivos fundamentais da ONU.

Sr. Presidente,

Venho de uma região do mundo cujas muitas partes ardem hoje no fogo do extremismo e dos excessos. A Leste e a Oeste do meu país, extremistas ameaçam nossos vizinhos, recorrem à violência e derramam sangue. Não falam todos, é claro, uma mesma língua; não têm todos a mesma cor de pele, nem a mesma nacionalidade; e chegaram àquela parte do mundo, o Oriente Médio, provenientes de todo o mundo. Mas, sim, eles têm uma mesma ideologia: “violência e extremismo”. E têm todos, também, um único objetivo: “a destruição da civilização, gerando a islamofobia e criando campo fértil para mais intervenções de exércitos estrangeiros em nossa região”.

Lamento profundamente ter de dizer que o terrorismo é hoje globalizado: “De New York a Mosul, de Damasco a Bagdá, do mais extremo oriente ao mais extremo ocidente do mundo, da Al-Qaeda ao Daesh”. Os extremistas do mundo se encontraram uns os outros e conclamam: “extremistas de todo mundo uni-vos”. Mas e nós? Estamos unidos contra os extremistas?!

O extremismo não é questão regional com a qual só as nações de nossa região tenham de lidar: o extremismo é uma questão global.

Alguns estados ajudaram a criar o extremismo e hoje já não conseguem enfrentá-lo ou controlá-lo. E atualmente os nossos povos estão pagando o preço.

O antiocidentalismo de hoje é fruto do colonialismo de ontem.

O antiocidentalismo de hoje é reação contra o racismo de ontem.

Algumas agências de inteligência puseram punhais nas mãos de possessos que hoje já não poupam ninguém. Todos os que tiveram qualquer função na criação desses grupos terroristas e no apoio que deram a eles devem reconhecer os próprios erros que levaram ao extremismo. Têm de pedir desculpas não só à geração passada, mas também à geração futura.

Para combater as causas subjacentes do terrorismo, é preciso conhecer suas raízes e fazer secar suas fontes. O terrorismo germina onde reine a miséria, o desemprego, a discriminação, a humilhação e a injustiça. E cresce com a cultura da violência. Para erradicar o extremismo é preciso distribuir desenvolvimento e justiça e corrigir as distorções dos ensinamentos divinos postos hoje para justificar brutalidade e crueldade. A dor é aumentada quando esses terroristas espalham sangue e morte em nome da religião, ou degolam em nome do Islã.

O que querem é manter ocultada a incontroversa verdade da história que se baseia nos ensinamentos de todos os profetas divinos, de Abraão e Moisés e Jesus a Maomé (que a Paz esteja com Ele), para os quais tirar uma única vida inocente equivale a assassinar toda a humanidade.

Espanta-me imensamente que esses grupos de assassinos se declarem grupo islâmico. E mais ainda me surpreende que a imprensa-empresa ocidental, alinhada com aqueles assassinos, repita essa mentira, repetição que provoca a ira de todos os muçulmanos.

O povo muçulmano que todos os dias relembra Deus como o Mais Generoso e o Mais Compassivo, e que tantas lições de bondade e empatia aprendeu de seu Profeta, toma essa difamação diária como parte de um projeto para disseminar a islamofobia.

Os fracassos e erros estratégicos do Ocidente no Oriente Médio, Ásia Central e Cáucasos converteram essas partes do mundo em abrigo seguro para terroristas e extremistas.

A agressão militar contra o Afeganistão e contra o Iraque e a interferência imprópria e indevida nos desenvolvimentos na Síria são exemplos claros da abordagem estratégica errada no Oriente Médio.

Como abordagem não pacífica, a agressão e a ocupação atacam a vida e os espaços de moradia e sobrevivência de pessoas comuns; a agressão e a ocupação resultam em consequências comportamentais e psicológicas de aversão, que hoje se manifestam sob a forma de violência e morte no Oriente Médio e no Norte da África, a ponto, mesmo, de atrair para lá cidadãos de outras partes do mundo. A violência atualmente se difunde para todos os cantos do mundo, como doença contagiosa.

Nós sempre acreditamos que a democracia não pode ser transplantada de terras distantes; democracia é resultado de desenvolvimento e crescimento; não é resultado de guerra e agressão. Democracia não é item de exportação que possa ser comercialmente exportado do ocidente para o oriente. Numa sociedade subdesenvolvida, democracia importada só gera governos fracos e vulneráveis.

Quando generais põem os coturnos numa região, que não esperem ser recebidos com afeto pelos diplomatas: quando a guerra começa, a diplomacia tende a parar. Quando a atmosfera no Oriente Médio for de confiança e segurança, a resposta será, também de confiança e segurança. Mas se se impõem sanções, começa simultaneamente a implantar-se uma ira profunda contra os sancionadores.

Os interesses dos países ocidentais em nossa região estão associados ao reconhecimento de nossas crenças, por aqueles países; e ao reconhecimento por eles, também, de que nosso povo deseja governo democrático na região.

A experiência de criação da Al-Qaeda, dos Talibã, dos modernos grupos extremistas demonstrou que é possível servir-se de grupos extremistas como instrumento contra estado não amistoso e, ao mesmo tempo, fingir que não se veem as consequências de um extremismo sempre crescente. Causa grande perplexidade que se repitam os mesmos erros, apesar das muitas dolorosas experiências.

Relembremos que o Irã convidou todos para um “diálogo” antes dos atos criminosos de 11 de setembro; e que também clamamos por “um mundo contra a violência e o extremismo” antes que eclodissem as atuais atrocidades. Talvez, no passado, pouca gente fosse capaz de prever o incêndio que arde hoje. Mas agora o extremismo e a violência absolutamente fora de controle são ameaça iminente para o mundo.

É autoevidente que sem compreensão acurada de como se geraram as condições que há hoje, jamais encontraremos as solução certas. Hoje, mais uma vez, tenho de alertar contra a disseminação do extremismo e o perigo imposto pela compreensão inadequada e por qualquer abordagem errada desse fenômeno.

O Oriente Médio anseia por desenvolvimento e está farto de guerras. É direito natural dos povos das terras férteis do Oriente Médio viver em paz e prosperidade.

No passado, o colonialismo negou esse direito a eles e, hoje, a sombra da guerra e da violência ameaça a segurança daqueles mesmos povos.

Em nossa região há políticos moderados e elites que gozam da confiança do povo. Não são nem anti-Ocidente nem pró-Ocidente. Embora não esqueçam o papel que teve o colonialismo no atrasamento de suas nações, não esquecem que suas próprias nações são capazes de, elas mesmas, alcançar o desenvolvimento pelo qual anseiam.

Não que absolvam o ocidente pelos seus muitos erros e malfeitos, mas sabem ver também os próprios fracassos. Esses homens e mulheres podem assumir posições de liderança ativa e reunir à volta deles a confiança de suas respectivas sociedades, e estabelecer as mais potentes coalizões nacionais e internacionais contra a violência.

As vozes desses homens e mulheres são as verdadeiras vozes da moderação no mundo islâmico; a fala familiar de um afegão farto de guerras; de um iraquiano vítima do extremismo; de um sírio horrorizado com a ação de terroristas; de um libanês que é atormentado pela violência e pelo sectarismo.

Entendo que há erro estratégico, se países de longe da região se autoproclamem líderes de uma ou outra coalizão, exclusivamente para tentar proteger a própria hegemonia na região.

Obviamente, porque a dor é velha conhecida dos povos do Oriente, não dos que chegam de longe, a melhor coalizão possível será a que se forme na própria região, e que assuma sobre os próprios ombros a responsabilidade por liderar a luta contra a violência e o terrorismo. E se outras nações do mundo tiverem real desejo e interesse legítimo em agir contra o terrorismo, sempre poderão acorrer e apoiar a coalizão local.

Advirto que, se não soubermos aliar nossas forças contra o extremismo e a violência hoje, e se fracassarmos no trabalho de alistar os povos da região para que resistam contra o extremismo, amanhã o mundo já não será seguro para ninguém.

Sr. Presidente,

Ano passado, tentei cumprir o papel do meu país na realização da paz nos dois níveis, regional e internacional, e ofereci uma proposta sobre “um mundo contra a Violência e o Extremismo” – que mereceu apoio geral.

Na tumultuada, caótica região que é o Oriente Médio, o Irã é uma das nações mais tranquilas, seguras e estáveis. Mas todas as nações da região têm de manter em mente que estamos no mesmo barco. Assim, precisamos de ampla cooperação para tudo que tenha a ver com nossa vida social e política, e com questões de segurança e defesa, com vistas a alcançar compreensão durável e comum a nós todos.

Se já houvesse maior cooperação e melhor coordenação no Oriente Médio, milhares de palestinos inocentes não teriam tombado em Gaza, vítimas da agressão pelo regime sionista. Entendemos que a interação e a construção de confiança entre os estados da região é fundamentalmente essencial para a resolução de conflitos. Apoiamos qualquer medida que promova cooperação entre nações islâmicas para combater o extremismo, as ameaças e a agressão e, nesse campo, estamos preparados para cumprir nosso papel construtivo e positivo permanente.

Sr. Presidente,

As opressivas sanções impostas ao Irã prosseguem, na sequência de erro estratégico contra nação independente e moderada, considerado o delicado quadro geral em nossa região. Durante o ano passado, nos engajamos no diálogo mais transparente, para construir confiança em torno do programa nuclear iraniano para finalidades pacíficas. Abrimos agenda para negociações sérias e honestas, não como resultado de sanções ou efeito de ameaças, mas porque era desejo do povo do Irã que seu governo negociasse.

Somos de opinião que a questão nuclear só pode ser resolvida mediante negociação, e quem considere qualquer outra via comete erro grave. Qualquer demora que adie um acordo final só faz aumentar os custos; não só para prejuízo do Irã, mas também para prejuízo da economia de outras partes envolvidas e das possibilidades de desenvolvimento e segurança em nossa região. Ninguém deve duvidar de que concessões e acordos, nessa questão, sempre serão feitos com vistas ao melhor interesse de todos, sobretudo das nações da região.

As negociações nucleares entre o Irã e o Grupo 5+1 prosseguiram, ano passado, com seriedade e otimismo de ambas as partes. Segundo todos os observadores internacionais, a República Islâmica do Irã cumpriu, de boa fé, todos os compromissos que assumiu. Apesar disso, algumas das observações e ações de nossos contrapartes criaram algumas dúvidas sobre a determinação deles e o realismo da posição deles. Mesmo assim esperamos ainda que as negociações em andamento levem a um acordo final, no curto período de tempo que resta para negociar.

Estamos comprometidos a perseverar em nosso programa nuclear para finalidades pacíficas, inclusive com enriquecimento de urânio, e a usufruir plenamente todos os direitos nucleares que são nossos em território iraniano, nos termos prescritos pela lei internacional.

Estamos decididos a continuar as negociações com nossos interlocutores em honestidade e boa fé, baseados no respeito e na confiança mútuos, na remoção de todas as preocupações de ambos os lados, em pés de igualdade e reconhecidos todas as normas e princípios internacionais. Creio que os dois lados devem manter-se aderidos à estrita implementação dos compromissos. Evitar demandas excessivas nas negociações, por nossos contrapartes, é pré-requisito para o sucesso das negociações. Um acordo final sobre o programa nuclear para finalidades pacíficas do Irã pode servir como primeiro movimento de uma colaboração multilateral para promover segurança, paz e desenvolvimento em nossa região e além dela.

O povo do Irã, que tem sido submetido a pressões, especialmente nos últimos três anos, como efeito de continuadas sanções, não pode confiar em nenhuma cooperação de segurança entre seu próprio governo e os que impuseram aquelas sanções e criaram tantos obstáculos contra a satisfação das mais básicas necessidades do povo do Irã, como comida e remédios. As sanções criarão impedimentos ainda adicionais, no caminho de qualquer cooperação futura de longo prazo.

O povo do Irã é devotado a alguns princípios e valores no topo dos quais estão a independência, o desenvolvimento e o orgulho nacional. Nosso povo avalia o comportamento de seu governo pelos mesmos critérios. Se esse óbvio fato nacional não é compreendidos pelos nossos parceiros negociadores e eles cometem erros ofensas graves no processo, uma oportunidade histórica e excepcional será desperdiçada.

Como os senhores sabem, durante as negociações nucleares que estão em negociação nesse ano, o governo iraniano tomou algumas iniciativas que criaram novas condições favoráveis, que resultara, naquela fase, no Plano Conjunto de Ação de Genebra. Estamos determinados a continuar na nossa abordagem de construir confiança e oferecer máxima transparência nesse processo. Se nossos interlocutores estão igualmente motivados e são igualmente flexíveis, podemos superar o problema e alcançar acordo duradouro, mesmo no curto tempo que nos resta. Nesse caso, emergirá um ambiente inteiramente novo, para cooperação nos planos regional e internacional, permitindo maior foco em algumas questões regionais muito importantes como combater a violência e o extremismo na região.

Chegar a um acordo nuclear final e compreensivo com o Irã será oportunidade histórica para que o ocidente mostre que não se opõe ao avanço e ao desenvolvimento de outros países e não discrimina no que tenha a ver com respeitar leis e regulações internacionais. Esse acordo pode levar mensagem de paz e segurança, indicando que o modo pelo qual alcançar a resolução dos conflitos é a negociação e o respeito, nunca o conflito e a sanção.

Sr. Presidente, Senhoras e senhores,

Ano passado a grande nação do Irã participou de amplas, calmas, importantes eleições presidenciais, e endossou o discurso de “Antevisão, Esperança e Moderação Prudente”. Depois das eleições, o povo do Irã apoia o seu governo eleito nos esforços para construir o país. Enquanto alguns dos países em torno do Irã caíram presa da guerra e dos tumultos, o Irã permanece em segurança, estável e calmo.

A política baseada em princípios de meu governo existe para trabalhar na direção de interações construtivas com nossos vizinhos, baseada em mútuo respeito e com ênfase em interesses comuns. A noção de que o Irã buscaria controlar outros países na região é mito reposto em circulação em anos recentes, no contexto de um projeto iranofóbico. Os que dizem que o Irã buscaria controlar outros países carecem de inimigos imaginados, para manter vivas as tensões e semear divisões e conflitos e, assim, vão trabalhando para que os recursos nacionais não sejam aplicados no desenvolvimento do nosso país. Nós trabalhamos para pôr fim a essa iranofobia delirante, preparando as condições para construir parcerias estratégicas com nossos vizinhos.

Concluindo, ano passado alertei contra a expansão da violência e do extremismo. Esse ano volto a alertar: se a abordagem correta não for adotada para enfrentar as questões que se veem à nossa volta, nos aproximamos ainda mais de ter região turbulenta e tumultuada, o que terá repercussões em todo o mundo. A solução correta para as dificuldades que há nasce dentro da região e provê regionalmente as soluções necessárias; com o apoio internacional, sim, mas não vinda de fora da região.

Deus Todo Poderoso prometeu aos que creem e cumprem bem os próprios deveres, que Ele lhes garantiria a sucessão na autoridade sobre a terra, e que todos os medos dos homens e mulheres seriam convertidos em paz e segurança.

Minha mais sincera esperança é que nossa geração cumpra o seu dever e deixe um planeta mais seguro e desenvolvido, como legado dela à próxima geração. Desejo sucesso a todos.


Obrigado.




(Os sublinhados são da minha responsabilidade)



- A partir de: redecastorphoto






domingo, 13 de julho de 2014

Ucrânia: laços indiscretos entre EUA e neo-nazistas







(divulgação)




Ucrânia: laços indiscretos entre EUA e neo-nazistas




Politicas abertamente pró-nazistas do Svoboda não impediram senador americano John McCain de falar num comício do partido; nem evitaram que a secretária-assistente do Estado, Victoria Nuland, desfrutasse um encontro amigável com líder da agremiação


Obcecada com vitória geopolítica na Europa Oriental, Washington envolveu-se com grupos que defendem “supremacia branca” e atacam comunistas, anarquistas e judeus


Por Max Blumenthal, no Alternet | Tradução Cauê Seignemartin Ameni


Quando os protestos na capital da Ucrânia chegaram a um desfecho, este fim-de-semana, as demonstrações de extremistas fascistas e neo-nazistas assumidos tornaram-se evidentes demais para serem ignoradas. Desde o início dos protestos, quando manifestantes lotaram a praça central para combater a polícia ucraniana e exigir a expulsão do corrupto presidente pró-russia Viktor Yanukovich, as ruas estavam cheias de pelotões de extrema-direita, prometendo defender a pureza étnica de seu país.

Bâners dos partidários da “supremacia branca” e bandeiras dos confederados norte-americanos [escravocratas] foram fixadas dentro da prefeitura de Kiev ocupada. Manifestantes içaram bandeiras da SS nazista e símbolos do poder branco sobre a estátua tombada de Lenin. Depois que Yanukovich fugiu do palácio estatal de helicóptero, os manifestantes destruíram a estátua dos ucranianos que morreram lutando contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Saudações nazistas e o símbolo do Wolfsangel tornaram-se cada vez mais comuns na praça Maiden. Forças neo-nazi estableceram “zonas autonômas” em torno de Kiev.

Um grupo anarquista chamado União Ucraniana Antifascista tentou juntar-se aos manifestantes de Maiden, mas encontrou dificuldades, com ameaças de violência das gangs neo-nazis itinerantes da praça. “Eles disseram que os anarquistas são gente como judeus, pretos e comunistas. E nem havia comunistas entre nós, foi um insulto”, ”, disse um integrante do grupo.


“Está cheio de nacionalistas aqui — incluindo nazistas”, continuou o antifascista. “Eles vieram de toda Ucrânia, e são cerca de 30% dos manifestantes.”



Um dos “três grandes” partidos políticos por detrás dos protestos é o ultra-nacionalista Svoboda, liderado por Oleh Tyahnybok, que clama pela “libertação” de seu país da “máfia judaico-moscovita”. Após a condenação, em 2010, de John Demjanjuk, um vigilante dos campos de extermínio que teria participado da morte de 30 mil pessoas no campo de extermínio nazista de Sobibor, Tyahnybok propôs à Alemanha  declará-lo um herói que “lutou pela verdade”. No parlamento ucraniano, onde o Svoboda detém inéditos 37 assentos, o vice de Tyahnybok, Yuiy Mykhalchyshyn, cita com frequência Joseph Hoebbels. Ele próprio fundou um thinktank originalmente chamado de Centro de Pesquisa Política Goebbels. Segundo Per Anders Rudling, acadêmico especialista em movimentos neofascista na Europa, o auto-intitulado “nacional socialista” Mykhalchyshyn é o principal elo entre a ala oficial do partido Svoboda e as milícias neonazistas, como o Right Sector.

Right Sector é um grupo nebuloso, que se auto-intitula “nacionalista autônomo”. Seus membros são identificados pelo jeito skinhead de trajar, estilo de vida ascético e fascínio pela violência nas ruas. Armado com escudos e porretes, o grupo ocupou as linhas de frente das batalhas nas manifestações deste mês, enchendo o ar com seu tradicional canto: “A Ucrânia, acima de tudo!”. Em um vídeo-propaganda recente [veja abaixo], o grupo prometeu lutar “contra a degeneração e o liberalismo totalitário, pela tradição moral nacional e os valores familiares.” Com o Svoboda ligado a uma constelação de partidos neofascistas internacionais por meio da Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus, o Right Sector promete levar seu exército de jovens desiludidos a “uma grande Reconquista Europeia”.






As políticas abertamente pró-nazistas do Svoboda não impediram o senador americano John McCain, de falar num comício do partido, ao lado de Tyahnybok; nem evitaram que a secretária-assistente do Estado, Victoria Nuland, desfrutasse de um encontro amigável com o líder do Svoboda, em fevereiro. Ansioso por se defender de acusações de anti-semitismo, o dirigente hospedou recentemente o embaixador israelense da Ucrânia. “Eu gostaria de pedir aos israelenses que respeitassem também nossos sentimentos patriotas”, Tyahnybok observou. “Provavelmente, todos os partidos do Knesset [parlamento de Israel] são nacionalistas. Com a ajuda de Deus, deixe-nos ser assim também.”

Numa conversa telefônica vazada com o embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt, Nuland revelou seu desejo de que Tyahnybok permaneça “do lado de fora”, mas que se consulte com Arseniy Yatsenyuk, o preferido dos EUA para substituir Yanukovich, “quatro vezes por semana.” Em 5 de dezembro de 2013, na Conferência da Fundação EUA-Ucrânia, Nuland destacou que Washington havia investido 5 bilhões de dólares para “desenvolver habilidades e instituições democráticas” na Ucrânia, embora não tenha acrescentado nenhum detalhe.

“O movimento da praça Maiden incorporou os princípios e valores que são os pilares de todas as democracias livres”, proclamou Nuland.

Duas semanas depois, 15 mil membros do Svoboda realizaram uma cerimônia com tochas na cidade de Lviv, em homenagem a Stepan Bandera, colaborador nazista da Segunda Guerra Mundial e então líder da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN-B), pró-fascista. Lviv tornou-se o epicentro das atividades neo-fascistas na Ucrânia, com os dirigentes eleitos do Svoboda liderando uma campanha para renomear o aeroporto (em homenagem ao líder fascista) e a antiga Praça da Paz. Isso, eles já conseguiram. Ela honra, agora, o Batalhão Nachtigall, rememorando um grupo, ligado à OUN-B, que participou diretamente do Holocausto. “Paz’ é um resquício dos estereótipos soviéticos”, explicou um deputado do Svoboda.

Reverenciado pelos nacionalistas ucranianos como legendário lutador da liberdade, a verdadeira história de Bandera foi infame, na melhor das hipóteses. Depois de participar da campanha para assassinar ucranianos que defendiam a pacificação com os poloneses, durante a década de 1930, as forças de Bandera determinaram-se a  limpar etnicamente a Ucrânia ocidental dos poloneses, entre 1943 e 1944. No processo, mataram mais de 90 mil poloneses e muitos judeus, a quem o seguidor  mais destacado de Banderas, o “primeiro ministro” Yaroslav Stetsko, estava determinado a exterminar. Bandera aferrou-se à ideologia fascista mesmo nos anos do pós-guerra, defendendo uma Europa etnicamente pura e totalitária, enquanto o Exército Insurgente Ucraniano (UPA), ligado a ele, travava uma luta armada sem futuro contra a União Soviética. O banho de sangue só cessou quando agentes da KGB o assassinaram em Munique, em 1959.

As conexões da Direita

Muitos membros sobreviventes da OUN-B fugiram para a Europa Ocidental e para os EUA – por vezes, com ajuda da CIA –, onde forjaram silenciosamente alianças políticas com elementos da direita. “Você tem que entender, nós somos uma organização subterrânea. Nós passamos anos em silêncio, alcançando posições de influência”, disse um membro ao jornalista Russ Bellant, que documentou o ressurgimento do grupo nos Estados Unidos, em seu livro de 1988, Velhos nazistas, Nova Direita, e o Partido Republicano.

Em Washington, a OUN-B reconstitui-se sob a bandeira do Comitê do Congresso Ucraniano para os EUA [Ukrainian Congress Committee of America (UCCA)], uma organização composta por “frentes 100% OUN-B”, segundo Bellant. Em meados da década de 1980, o governo Reagan ligou-se a membros da UCCA. O líder do grupo, Lev Dobriansky, serviu como embaixador nas Bahamas, e sua filha, Paula, teve um posto no Conselho de Segurança Nacional. Reagan recebeu pessoalmente Stetsko, o líder banderista que supervisionou o massacre de 7 mil judeus em Lviv, na Casa Branca, em 1983.

“Seus problemas são nossos problemas”, disse Reagan para o colaborador nazista. “Seu sonho é o nosso sonho.”

Em 1985, quando o Departamento de Justiça lançou a cruzada para capturar e processar os criminosos de guerra nazistas, a UCCA agiu rapidamente, pressionando o Congresso a travar a inciativa. “A UCCA também tem desempenhado um papel de liderança na oposição de investigações federais dos supostos criminosos de guerra nazistas, desde o início da relação entre as entidades, no final dos anos 1970″, escreveu Bellant. “Alguns membros da UCCA têm muitas razões para se preocupar. Elas remontam a 1930.”

Ainda hoje uma força lobista ativa e influente em Washington, a UCCA não parece ter abandonado sua reverência pelo nacionalismo banderista. Em 2009, no 50º aniversário da morte de Bandera, o grupo proclamou-o “um símbolo de força e justiça para seus seguidores”, que “continua inspirando a Ucrânia hoje em dia”. Um ano depois, o grupo homenageou o 60º aniversário da morte de Roman Shukhevych, o comandante do Batalhão Nachtigall da OUN-B, que massacrou judeus em Lviv e Belarus, chamando-o de “herói” que “lutou pela honra e justiça…”

De volta a Kiev em 2010, o então presidente Viktor Yuschenko concedeu a Bandera o título de “Herói Nacional da Ucrânia”, marcando o ponto culminante dos seus esforços para construir uma narrativa nacional anti-russa capaz de “higienizar” o fascismo da OUN-B. (A esposa de Yuschenko, Katherine Chumachenko, atuou no governo Reagan e foi ex-funcionária da Heritage Foundation, claramente identificada com a direita “neoconservadora”). Quando o Parlamento Europeu condenou a proclamação de Yuschenko como uma afronta aos “valores europeus”, a afiliação ucraniana da UCCA no Congresso Mundial reagiu com indignação, acusando a UE de “reescrever a história da Ucrânia na Segunda Guerra Mundial”. Em seu site, a UCCA tentou rotular os registros históricos da colaboração de Bandera com os nazistas como “propaganda soviética”.


Após a derrubada de Yanukovich neste mês, a UCCA ajudou a organizar comícios em todas as cidades dos EUA, em apoio aos manifestantes. Quando centenas destes marchavam pelo centro de Chicago, alguns agitavam bandeiras da Ucrânia, enquanto outros orgulhosamente carregavam as bandeiras vermelhas e pretas da UPA e OUN-B. “Os EUA apoiam a Ucrânia!” eles gritavam.




Max Blumenthal

Max Blumenthal é um autor americano, jornalista e blogueiro. Anteriormente um escritor de The Daily Beast e Al Akhbar, ele é o autor de Gomorra Republicana: Dentro do Movimento que abalou o Partido (2009) e Golias:. Vida e Delírio em Grande Israel (2013). Blumenthal ganhou o prêmio Independent Feature a News Online da Associação para seu artigo sobre Salon.com, Dia dos Mortos 2002


__________














































(imagens de manisfestantes ucranianos e neo-nazis ucranianos em Chicago a 23 de Fevereiro após o golpe de estado de Nuland, dos EUA, da NATO e dos seus muchachos - neo-nazis e fascistas)






sexta-feira, 21 de março de 2014

Novas de Kiev ( 7 ) - Saqueando as reservas de ouro da Ucrânia pela “calada da noite” ...








- O saque de 35 a 42 toneladas de ouro das reservas ucranianas (com 1 valor aproximado de 2 000 milhões de dólares) foi efectuado pelos EUA e pela sua junta golpista (e da UE) a 7 de Março. Às 2 h das manhã (hora local), uma equipa “armada e vendada” transportou a mina dourada para 1 avião (no aeroporto de Kiev), para rumar em direcção aos EUA – sem qualquer conhecimento da população da Ucrânia e nas suas costas ...


_____________


(divulgação)




Estados Unidos levam o ouro da Ucrânia mas não devolvem o ouro da Alemanha

Na passada sexta feira, as reservas de ouro da Ucrânia foram transladadas para os EUA. A rapidez com que os Estados Unidos procederam a esta transferência contrasta com o atual ritmo a que devolvem o ouro da Alemanha. Artigo de Marco Antonio Moreno, publicado no El Blog Salmón.



Com as reservas de ouro da Ucrânia, assistimos a um novo capítulo - e escândalo - no conflito deste país da Europa de Leste e na hegemonia e dominação dos Estados Unidos. As reservas de ouro da Ucrânia foram transladadas na madrugada da sexta feira passada (7 de março) para os Estados Unidos, segundo informa o diário russo Iskra, de acordo com fontes de um ex-alto funcionário do Ministério das Finanças ucraniano. Esta informação é confirmada pelo ex executivo do Goldman Sachs, William Kaye, numa entrevista recolhida pelo King World News, que salienta que o ouro ucraniano foi levado por um longo período de tempo.

Os factos
Aproveitando a escuridão da noite, às 2h da manhã de sexta feira, quatro camiões e dois minibus sem matrícula chegaram ao aeroporto Boryspil, de Kiev, e transladaram a pesada carga para um avião. Uma equipa de quinze pessoas, com uniformes negros, máscaras e metralhadoras, realizaram o transporte das caixas para o avião. Foi tudo feito com grande pressa e, ao terminar a carga, o avião descolou com carácter de urgência. No aeroporto não foi facultada nenhuma informação sobre o sucedido e os funcionários declararam não saber o que estava a ocorrer, ainda que tenham considerado o facto incomum.
Um ex-alto funcionário do Ministério das Finanças da Ucrânia confirmou que a nova liderança ucraniana, apoiada pelos Estados Unidos, ordenou o transporte do ouro para a Reserva Federal desse país. De acordo com o World Gold Council, as reservas de ouro da Ucrânia eram de 42 toneladas em fevereiro deste ano, equivalentes a quase 2.000 milhões de dólares (de ouro, a 1.370 dólares a onça), que bem podem compensar os 5.000 milhões de dólares (em bilhetes) com os que Estados Unidos apoiaram a extrema direita que hoje está no poder ucraniano.
O ouro alemão
O que causa maior assombro é a rapidez com que os Estados Unidos transladaram o ouro da Ucrânia. Em janeiro do ano passado, a Alemanha solicitou aos Estados Unidos a repatriação do ouro alemão, que está sob custódia da Reserva Federal em Fort Knox. No entanto, durante todo o ano de 2013, os Estados Unidos apenas liberaram 33 toneladas de ouro das 1.500 toneladas que guardam da Alemanha. Recordemos que, em finais de 2012, e ante a pressão exercida pela guerra de divisas, o Escritório Federal de Contas da Alemanha criticou o Bundesbank por não supervisionar adequadamente as suas reservas de ouro. Os títulos mundiais de ouro dos países em fevereiro de 2014, de acordo com o World Gold Council, eram as seguintes:



Como assinalamos neste post, o Bundesbank declarou que todo o ouro alemão deve estar de volta nas abóbadas de Frankfurt antes de 2020. O que deve ficar bem claro para a Alemanha é que, ao atual ritmo de 33 toneladas anuais a que os Estados Unidos devolvem o ouro, este país demorará mais de 40 anos a concretizar o pedido do Escritório de Contas da Alemanha (ainda que se o fizesse ao ritmo com que saqueou as reservas da Ucrânia, levaria menos de 15 dias). Os alemães deveriam dizer algo sobre este tema. O concreto é que se a Ucrânia pediu à Reserva Federal a custódia do ouro deve ter noção de que este não lhe será devolvido com a mesma velocidade, tal como está a ocorrer com a Alemanha. Ou seja, o ouro iniciou uma longa viagem, talvez sem volta.
De acordo com o World Gold Council, estes são os principais países proprietários de ouro:



Se os Estados Unidos têm tanto ouro como dizem as estatísticas do World Gold Council, por que não apressam a devolução do ouro à Alemanha? E por que é que a Alemanha não pressiona mais os Estados Unidos para a devolução do ouro? Uma resposta curta é a seguinte: ambos os países pendem por um fio - os Estados Unidos pelo dólar, e a Alemanha pelo euro. A brecha destas moedas fiduciárias põe em perigo a hegemonia destes dois países. E a diferença face a outrora é que nenhum deles pode suportar uma nova guerra para se manter em pé. Há que apelar à simples fraude às claras. Os Estados Unidos não têm todo o ouro que declaram (pelo menos, fisicamente), e a Alemanha também não é 100 por cento dona do ouro que diz possuir. Ambas as falhas se complementam. Por sua vez, a China durante 2013 comprou 40 toneladas de ouro… por semana.

Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.




(Os sublinhados são da minha responsabilidade)




- A partir de: esquerda.net





sexta-feira, 14 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

A Crimeia em “fuga” do ninho de víboras de Kiev!







1 – A população da Crimeia – República Autónoma da Crimeia – vai livremente a votos (apesar do gigantesco coro cacarejante no ocidente e do ocidente – onde agitados e imparáveis agentes (antes, durante e depois) do golpe de estado promovido pelos EUA e UE, supervisionado pela embaixada dos EUA na Ucrânia, e, executado pelos seus aliados e capangas  locais neo-nazis e fascistas instalaram uma junta no poder à revelia de qualquer processo legal e constitucional. Junta, que carece, desta forma, de qualquer fundamento legal e de qualquer legitimidade) por decisão dos seus responsáveis políticos legalmente eleitos – 1º Ministro e Parlamento (constituído por cerca de 100 membros) – dando voz às aspirações da maioria da sua população e eleitores. Ou seja, como me parece óbvio constatar, a decisão cabe – inteiramente e só – à população da Crimeia optar pela integração na Federação Russa, ou, permanecer autónoma na Ucrânia, e, não existe, ou está em causa, uma qualquer decisão da Federação Russa de anexar seja quem for, ou o que for como é  regurgitado no ocidente  (a confusão, mistificação e contra-informação são armas importantes,  e usadas maciçamente …). 

Desta forma, permanece na Ucrânia apenas 1 único representante legítimo – o presidente eleito Viktor Yanukovych cujo mandato termina em 2015 (e, que, por acaso, os golpistas não conseguiram prender, silenciar ou assassinar, como aconteceu noutros golpes de estado na longa lista de golpes instigados, financiados e apoiados pelos EUA …). Sendo, como é óbvio, significativo que Viktor Yanukovych não seja recebido nem em Washington, nem no Conselho de Segurança da ONU, mas sim uma marioneta, um boneco articulado dos ventríloquos ocidentais estéricos e salivantes;  Iatseniouk  – a aposta dos EUA, da UE e  da Nato, não é no respeito das “Instituições Democráticas”, tão proclamado pelos países da EU,  EUA (e pelo ocidente) contra os movimentos de rua e contestação no seu seio;  mas sim a da mudança do regime (campo onde os EUA têm uma infindável experiência de dezenas de anos e que conta com milhões de vítimas que os seus responsáveis (e ex-responsáveis) políticos transportam na lapela (apesar de aparentemente lhes serem invisíveis)) ucraniano por motivos políticos e geo-estratégicos ...

2 – De salientar que na República Autónoma da Crimeia cerca de 60% da população é de etnia russa  e onde cerca de 90% utiliza o russo (uma das 3 línguas oficiais) como língua corrente (ou principal) – língua que a junta golpista (onde existem 6 ou 8 representantes neo-nazis) pretende eliminar como 2ª língua oficial na Ucrânia (num gesto pleno de significado ...). 
De salientar, ainda, que existem 3 línguas oficiais na Crimeia; ucraniano, russo e tártaro. Duas das quais (o russo e o tártaro) os golpistas pretendem eliminar. E, tendo as 3 línguas a garantia que continuarão a ser oficiais na opção pela integração na Federação Russa. 

3 – De referir, ainda, que na Crimeia (que já esteve incluída na ex-URSS) está localizada – desde o séc. XVIII – unidade (es) da marinha russa e onde por acordo a Rússia poder ter até 25 000 soldados, e, onde mantém actualmente cerca de 16 000. É, então, forçoso concluir, que a “invasão” russa da Crimeia, proclamada com estrondo no ocidente, remonta aos Czares russos e passou pela ex-URSS … (e, cujas unidades tiveram 1 papel fundamental, combatendo integradas com as tropas (e civis) da ex-União Soviética, contra Hitler e as forças nazis (no seu país e na europa, a mesma que 64 anos após a derrota da serpente as toma como aliadas por motivos de conquista e geo-estratégicos…) na 2ª Guerra Mundial e na sua  derrota e destruição (memória que os neo-nazis e fascistas (aliados do ocidente) – que formaram o núcleo central dos protestos em Kiev  e que ocupam 6 a 8 lugares na junta golpista juntamente com vários oligarcas – pretendem eliminar …).

4 – Aproveitando, eu, para afirmar, que enquanto indivíduo e cidadão da UE, e coberto de vergonha, rejeito com repugnância tal aliança!  NÃO!, NÃO em meu nome!, e, tendo a ousadia de fazer minhas as palavras de manifestantes (anti-golpe de estado) da Crimeia, e de outras cidades:


- Yankees go home  e  Não ao fascismo ...





terça-feira, 4 de março de 2014

"Novas" de Kiev (5) - “bravos ucranianos” …







- Os novos métodos dos “bravos ucranianos”  (com o alto patrocínio dos EUA e da UE)   golpistas neo-nazis e fascistas – que circulam livremente pelos edifícios governamentais, parlamentos locais, … - exibindo armas e mostrando aos funcionários administrativos e aos eleitos quem “manda” actualmente no país ...


__________














quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A rapaziada de Kiev e do ocidente (2)







"(...) Por uma grande Reconquista Ucraniana e Europeia ... Tudo está apenas no início! (...)"

"Glória à Ucrânia!"

"Glória aos nossos heróis!"

__________






_____


The Great Ukrainian Reconquista: What is the Right Sector fighting for?


We, the warriors and commanders of the Right Sector are actively fighting the regime, remembering the heroism of King Svyatoslav the Courageous of Kyiv, King Danylo of Galicia, of Bohdan Khmelnytsky and the warriors of the Ukrainian Insurgent Army; implementing the right of a people to rise against injustice; and aware of our responsibilities before the dead and injured heroes of the Maidan.

For the right of every Ukrainian to human dignity...

For a fair criminal trial of Berkut and other dogs of the occupational system...

Against the humiliation and impoverishment of the Ukrainian people...

Against the war of the government with its own people...

For responsible voters and politicians...

For the election of judges...

Against corrupt and marginal democracy...

Against degeneracy and totalitarian liberalism...

For traditional folk morality and family values...

For Ukrainian families having many children...

For a spiritually and physically healthy youth...

Against a culture of consumerism and eroticism...

Against any form of "integration" on terms dictated from outside of Ukraine...

For unity and worldwide greatness of the Ukrainian nation...

For a great Ukrainian and European Reconquista... Everything is only beginning! From our Maidan, the rebirth of Kyivan-Rus/Ukraine commences, the rebirth of Europe commences.

Glory to Ukraine!

Glory to our heroes!



- A partir de: you tube




sábado, 22 de fevereiro de 2014

Venezuela - O envolvimento dos EUA no financiamento, desestabilização e conspiração contra regimes democráticos (democraticamente eleitos - que não prestem vassalagem à superpotência) - como passatempo favorito nacional, em simultâneo, é claro, com a vigilância global e com a promoção da guerra ...







- Excerto do "Democracy Now!",  de 20 de Fevereiro último,  onde George Ciccariello-Maher é entrevistado acerca da actual situação na Venezuela ...








_______________


(Divulgação)


(Transcrição de parte da entrevista pelo esquerda.net)



Quem é o líder dos protestos na Venezuela?

No princípio desta semana, um dos opositores da direita venezuelana, Leopoldo López, entregou-se à polícia, sendo acusado de incitar os confrontos na Venezuela, que provocaram já seis mortos. Em entrevista à Democracy Now, George Ciccariello-Maher, professor de ciência política nos EUA, fala da situação na Venezuela, analisa o papel dos EUA nos acontecimentos e responde à pergunta: Quem é Leopoldo López?


Leopoldo López - foto wikimedia

Democracy Now:O que está a acontecer na Venezuela hoje?
George Ciccariello-Maher:Está a acontecer um grande evento, que será uma tarefa crucial para o governo de Maduro. É nossa obrigação que analisemos a situação dentro doseu contexto histórico, para entendermos quem está a agir. Se acompanhamos o Twitter, observamos que há uma tendência: neste momento “pós-occupy” e sucessor à Primavera Árabe, cadavez que vemos protestos nas ruas, começamos a retuitá-los e a sentir uma simpatia pela causa, mesmo sem saber qual é o contexto dela. Uma vez que analisamos o contexto venezuelano, o que vemos é mais uma tentativa, dentro de uma longa história de tentativas, de depor um governo democraticamente eleito, desta vez aproveitando-sede uma mobilização estudantil contra a insegurança e as dificuldades económicas.
DN:George Ciccariello, quem é Leopoldo Lopez? O Washington Post descreve-ocomo um homem de 42 anos, de esquerda, que estudou em Harvard. O que você sabe da sua história?
GC-M:Dizê-lo de esquerda seria forçar a barra. Leopoldo Lopez representa o que há de mais à direita no espectro político venezuelano. Ele foi educado nos Estados Unidos desde o ensino médio até a sua graduação na Harvard Kennedy, descende do primeiro presidente venezuelano e dizem que até mesmo do próprio Simon Bolívar. Por outras palavras, ele é o representante desta classe política tradicional que deixou o poder após a Revolução Bolivariana. Em termos da sua história política, o seu partido, o Primera Justicia, foi formado por uma intersecção entre corrupção e intervenção norte-americana, corrupção por sua mãe, ao arrecadar fundo fraudulentos de uma companhia de petróleo venezuelana para este novo partido, e pelo outro lado fundos do NED, do USAID, e de instituições do governo norte-americano. Assim que Chávez chegou ao poder, os partidos políticos tradicionais entraram em colapso, e tanto a oposição interna quanto o governo dos EUA precisavam criar algum outro veículo para fazer oposição ao governo Chávez, e este partido de Leopoldo Lopez é um destes veículos. Neste momento, até mesmo o líder anterior do partido, Henrique Caprilles, que foi o candidato às eleições presidenciais, percebeu que a linha de fazer ações nas ruas na tentativa de depor um governo democrático simplesmente não vai funcionar. No entanto, Leopoldo Lopez e outros líderes, como Maria Corina Machado e Antonio Ledesma, continuam a tentar depor o governo.
DN:O presidente Maduro expulsou três diplomatas norte-americanos, alegando que eles estavam envolvidos no apoio à oposição. Você poderia nos falar sobre isso?
GC-M:O governo Obama continua a financiar esta oposição, até mesmo mais abertamente do que Bush fazia: Obama requisitou fundos para estes grupos opositores, mesmo que eles estivessem envolvidos em atividades antidemocráticas no passado e apesar do facto de López e outros estarem envolvidos no golpe de 2002 e terem participado de ações violentas na época. Dizer que López hoje é um representante da democracia só pode ser uma piada. Há uma questão interessante aqui, a de que o governo venezuelano, se ouvimos as palavras da esposa de Leopoldo López em declarações recentes, agiu para proteger a vida de López, que estava sob ameaças. A maneira pela qual López foi preso foi muito generosa, muito mais do que López foi no passado, quando liderou uma caça às bruxas contra os ministros chavistas que foram espancados em público no caminho da prisão. López pôde até mesmo falar com um megafone no dia em que foi preso. Podemos perguntar: por que o governo de Maduro está a ser tão gentil com ele? Na verdade, preferem que ele seja o líder da oposição porque ele simplesmente não seria eleito, pois representa a nata das elites venezuelanas.
DN:O que vemos na grande comunicação é uma Venezuela fora de controle, com altos índices de violência, escassez de comida e inflação altíssima. Qual é a sua avaliação da situação do país hoje?
GC-M:Para dizer claramente, a escassez de comida tem sido sim um problema, e a segurança pública é um problema gigantesco na Venezuela. Ambos são problemas profundos que têm a ver com falhas do governo para tratá-los, mas também tem relação com a ação de vários outros atores. No caso da criminalidade, a infiltração de máfias tem sido muito grande nos últimos anos, e no caso da escassez, o papel de capitalistas que açambarcam bens de consumo e a especulação da moeda tem sido uma força destrutiva que nos lembra muito o Chile de Allende, onde se tentou destruir a economia como uma preparação para o golpe. Mas, na verdade, estes dois fatores que os estudantes tem protestado contra não explicam o porquê destes protestos estarem a emergir, pois os índices de criminalidade estão a baixar e a escassez de comida não está nem de longe tão ruim quanto estava há um ano. O que explica o que está a ocorrer agora é que, depois das eleições de dezembro, este foi o momento em que a direita disse “já chega, estamos cansados de eleições, vamos às ruas tentar derrubar este governo”, mas neste meio tempo, os movimentos revolucionários venezuelanos, as organizações populares, que são no fim das contas a base deste governo, que nunca teve apenas como base Chávez ou Maduro enquanto indivíduos, mas sim milhões e milhões de venezuelanos que estão a construir uma democracia mais profunda e mais direta, a construir movimentos sociais, organizações, conselhos de trabalhadores, conselhos estudantis, conselhos de camponeses, estas pessoas estão a continuar a luta, estão a defender o governo Maduro, e estes protestos que estão ocorrer principalmente nas regiões mais ricas de Caracas, a Beverly Hills de Caracas, não as fará desistir desta tarefa.
DN:E o papel dos EUA?
Os EUA continuam a financiar a oposição. Acho que no futuro, como costuma acontecer, nós teremos acesso às informações do grau de envolvimento dos EUA no financiamento à oposição venezuelana. Na realidade, esses protestos são um cálculo errado por parte da oposição, não parece que os EUA tenham dito à oposição para tomarem este caminho, pois ele não parece ser muito estratégico. Sabemos que esta é uma oposição em contacto direto com a embaixada norte-americana, que recebe fundos do governo dos EUA, mas este é o movimento de uma oposição venezuelana autónoma que vai, como parece, novamente desmoronar-se.
Entrevista completa no site do DemocracyNow. Tradução de Roberto Brilhante para CartaMaior


(Os sublinhados são da minha responsabilidade)


- A partir de:  esquerda.net