quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ucrânia, Kiev, golpe de estado, autodeterminação, Crimeia, geoestratégia, NATO, e o actual estado alucinatório dos EUA, UE e clientes vários ...







- Segue-se um texto, incisivo, desmistificador, e clarificador de várias questões relacionadas com a situação da Ucrânia e mais além ...


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(divulgação)


QUARTA-FEIRA, 2 DE ABRIL DE 2014





                                 Barack Obama - The Warlord ( Barack Obama - O Senhor da Guerra)



Será que Obama dá-se conta de que está arrastando os EUA e seus estados-fantoches rumo à guerra com Rússia e China? Ou estará sendo manipulado nessa rota de desastre pelos seus funcionários e redatores de discursos neoconservadores? A Iª Guerra Mundial (e também a IIª Guerra Mundial) foi resultado das ambições e erros de um número bem pequeno de pessoas. Só havia um Chefe de Estado realmente envolvido: o presidente da França.

Em The Genesis of the World War, Harry Elmer Barnes mostra que a Iª Guerra Mundial foi obra de quatro ou cinco pessoas. Três se destacam: Raymond Poincaré, Presidente da França; Sergei Sazonov, Ministro de Relações Exteriores da Rússia; e Alexander Izvolski, Embaixador da Rússia na França. Poincaré queria arrancar da Alemanha a Alsácia-Lorena; e os russos queriam Istambul e o Estreito do Bósforo, que conecta o Mar Negro ao Mediterrâneo. Logo perceberam que suas ambições exigiam uma grande guerra europeia e trabalharam até conseguir sua desejada guerra.

Formou-se uma aliança franco-russa. Essa aliança foi o veículo para obter a guerra. O governo britânico, graças à incompetência ou à estupidez, o que fosse, de seu Ministro de Relações Exteriores, Sir Edward Grey, foi empurrado para a Aliança franco-russa. A guerra foi iniciada pela mobilização da Rússia. O kaiseralemão, Guilherme II, levou a culpa pela guerra, apesar de ter feito todo o possível para evitá-la.

O livro de Barnes foi publicado em 1926. Sua recompensa por denunciar e confrontar com a verdade todos os corruptos historiadores da corte foi ser acusado de ter recebido dinheiro dos alemães para escrever o que escrevera. 86 anos depois, o historiador Christopher Clark, em seu livro Sleepwalkers[1]chega, essencialmente, à mesmíssima conclusão que Barnes.

Na história que me ensinaram, a guerra foi culpa da Alemanha, por ter desafiado a supremacia naval britânica (porque construíra navios de guerra “demais”). Os historiadores de corte que nos contaram essa fábula ajudaram a empurrar o mundo para a IIª Guerra Mundial.

E agora estamos outra vez na trilha rumo a mais uma guerra mundial. Há cem anos, uma guerra mundial teve de ser inventada com muitos cuidados, para que não se vissem imediatamente todos os interessados nela. A Alemanha teve de ser apanhada de surpresa. Os britânicos tiveram de ser manipulados e, claro, o povo, em todos esses países, teve de ser intoxicado com muita propaganda e incansável lavagem cerebral.

Hoje, se anda em direção à guerra desavergonhadamente à vista de quem queira ver. As mentiras são descaradas, os mentirosos são ainda mais descarados, e todo o ocidente está participando ativamente: tanto os estados quando as empresas-imprensa.



Stephen Harper - MENTIROSO

O Primeiro-Ministro do Canadá, fantoche dos EUA, Stephen Harper, mentiu descaradamente pela televisão canadense que o presidente Putin da Rússia invadira a Crimeia, ameaçara a Ucrânia e estaria agora reiniciando a Guerra Fria. O jornalista entrevistador lá estava e lá ficou, acenando com a cabeça, para que não restasse nenhuma dúvida sobre o quanto concordava integralmente com todas aquelas mentiras enunciadas desavergonhadamente à frente das câmeras.

O roteiro que Washington entregou ao seu servo canadense foi entregue também a todos os serviçais de Washington e por todos os cantos no ocidente a mensagem é idêntica. “Putin invadiu e anexou a Crimeia, Putin só pensa em reconstruir o Império Soviético, temos de deter Putin” 

Ouço muitos canadenses ultrajados, porque o governo que elegeram representa Washington e não representa os canadenses, mas por pior que Harper seja, Obama e a rede Fox”News” são piores que ele.

Dia 26/3/2014, contra minha vontade, assisti a um fragmento das “notícias” distribuídas pela rede Fox. O órgão de propaganda de Murdoch “noticiava” que Putin reiniciara a prática soviética de exercícios físicos obrigatórios. A rede Fox de “notícias” converteu a matéria em gesto ameaçador e perigosíssimo contra o ocidente. A rede Fox inventou até um “especialista”, cujo nome, se ouvi bem, é alguma coisa parecida com “Eric Steckelbeck”. O “especialista” disse que Putin estava criando “a juventude de Hitler”, de olho na reconstrução do império soviético.

A mentira extraordinariamente descarada de que a Rússia teria enviado um exército à Ucrânia e anexado a Crimeia é agora aceita como fato em todo o ocidente, até entre gente que critica a política dos EUA para a Rússia.

Obama, cujo governo dos EUA derrubou governo democraticamente eleito na Ucrânia e nomeou um governo de doidos que ameaçou as províncias russas da Ucrânia, mente cada vez que acusa Putin de “invadir e anexar” a Crimeia.

Obama, ou os que mandam nele e o programam, estão confiando na total ignorância histórica dos povos ocidentais. A ignorância e a credulidade mal informada dos povos ocidentais permitem que neoconservadores norte-americanos modelem a seu gosto as “notícias” que controlam as mentes e enchem as cabeças.

Obama declarou recentemente que a destruição que Washington levou ao Iraque – mais de um milhão de mortos, quatro milhões de desalojados, infraestrutura em ruínas, violência sectária explodindo, o país em total ruína – não chegaria nem perto da desgraça que seria a Rússia ter aceito a autodeterminação dos crimeanos. O Secretário de Estado dos EUA John Kerry chegou a ordenar (?!) a Putin que impedisse o referendo e não deixasse que os crimeanos exercessem a própria autodeterminação.



O discurso de Obama dia 26 de março no Palácio das Belas Artes em Bruxelas é evento surreal. Está muito além da hipocrisia. Obama diz que os ideais ocidentais são desrespeitados pela autodeterminação na Crimeia. A Rússia, diz Obama, tem de ser punida pelo ocidente, por ter permitido que os crimeanos exercessem seu direito à autodeterminação. A volta de uma província russa, por decisão de seu próprio povo, à Federação à qual viveu integrada por 200 anos, é apresentada por Obama como ato ditatorial, antidemocrático, de tirania. É ouvir e não acreditar nos próprios ouvidos.




                 Barack Obama no Palais de Beaux Arts (BOZAR) em Bruxelas (26/3/2014)

Lá estava Obama, cujo governo acabava de derrubar o governo eleito e democrático da Ucrânia e de substituí-lo por doidos selecionados por Washington, a falar do ideal de que “as pessoas, nas nações, podem tomar suas próprias decisões sobre o próprio futuro”. Isso, precisamente, foi o que fez a Crimeia. Contra isso, precisamente, os EUA promoveram o golpe em Kiev. Na mente distorcida de Obama, autodeterminação é aceitar governos impostos por Washington.

Lá estava Obama, que reduziu a farrapos a Constituição dos EUA, falando de “direitos individuais e estado de direito”. Onde está esse estado de direito? Não em Kiev, com certeza, onde governo eleito foi derrubado pela força. Não nos EUA, tampouco, onde o Executivo desperdiçou completamente o recém nascido século XXI, impondo um governo que não conhece a lei e se vê como se vivesse acima da lei. Habeas corpus, o devido processo legal, o direito a julgamento público, a determinação da culpa sempre por jurados independentes e antes, claro, de o suspeito ser preso ou executado, e o direito à privacidade, todos esses direitos foram atropelados pelos governos Bush/Obama. A tortura agride tanto a lei internacional quanto agride a lei nos EUA; pois Washington implantou centros de tortura por todo o planeta.

Como é possível que o representante dos criminosos de guerra dos EUA fale a público europeu, pregue respeito ao “estado de direito”, “direitos individuais”, “dignidade humana”, “autodeterminação”, “liberdade”... sem que os presentes explodam em gargalhadas?

Washington é o governo que invadiu e destruiu o Afeganistão e o Iraque, à base de mentiras. Washington é o governo que financiou e organizou a derrubada dos governos da Líbia e de Honduras e que está hoje tentando fazer a mesma coisa na Síria e na Venezuela. Washington é o governo que mata com aviões e com drones populações inteiras nos estados soberanos do Paquistão e do Iêmen.

Washington é o governo que mantém soldados por toda a África. Washington é o governo que cercou Rússia e China com bases militares. E são essas gangues de criminosos de guerra em Washington que, agora, dizem que defendem ideais internacionais contra a Rússia.

Ninguém aplaudiu o discurso ensandecido e sem sentido de Obama. Mas a evidência que a Europa aceite sem protestar tais e tantas mentiras, de mentiroso conhecido, indica que cresce o impulso em direção à guerra, a favor da qual Washington tanto trabalha.

Obama quer mais tropas da OTAN estacionadas na Europa Oriental para “conter a Rússia”. Obama disse que reforçar a presença militar nas fronteiras da Rússia daria segurança à Polônia e aos estados do Báltico de que, como membros da OTAN, estariam protegidos contra agressão da Rússia. Essa absoluta sandice foi dita por Obama, embora ninguém tema que a Rússia venha a invadir a Polônia ou os países do Báltico.

Obama não diz é que efeito a presença aumentada de EUA/OTAN e infindáveis jogos de guerra na fronteira russa terão sobre a Rússia. Será que o governo russo concluirá que a Rússia está na iminência de ser atacada e atacará primeiro? Postura temerária, descuidosa, irresponsável, como a de Obama, é ingrediente sempre presente quando começam todas as guerras.

Ao dizer que “a liberdade não é grátis”, Obama pressiona a Europa Oriental para que ponha mais dinheiro para construir-se militarmente para confrontar a Rússia.

A posição do governo dos EUA e de seus estados fantoches (Europa Ocidental e Oriental, a Grã-Bretanha, o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia, a Geórgia, o Japão) e outros aliados comprados com sacos cheios de dinheiro é a de que a violação, pelos EUA, da lei internacional – tortura, invasão de estados soberanos, por invasores acobertados por mentiras, golpes e mais golpes mais derrubar governos eleitos democraticamente que não se curvem aos EUA – nada é senão “o país indispensável e excepcional”, levando “liberdade e democracia ao mundo”. Mas a Rússia, ao aceitar a autodeterminação do povo crimeano, que livremente opta por se ligar à Federação Russa, seria “violar a lei internacional”.

Mas e que lei internacional os EUA e seus fantoches ainda não violaram?!



                                                        Barack Obama - Mentiroso patológico


Obama, cujo governo nos últimos poucos anos violentou o Afeganistão, o Iraque, a Síria, a Líbia, o Paquistão, o Iêmen, a Somália, o Líbano, o Irã, Honduras, Equador, Bolívia e Venezuela e que agora tenta violentar a Rússia, foi à Europa para dizer, lá, que “grandes nações não podem violentar nações menores”. E o que Obama e seus escrevinhadores de discursos pensam que os EUA fizeram sem parar, até hoje, todos os dias do século XXI?

Quem, algum dia, seja onde for, poderia acreditar que Obama, cujo governo é responsável por mortes de inocentes todos os dias, no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, no Iêmen, na Líbia e na Síria, dê alguma importância a alguma democracia na Ucrânia?!

Obama derrubou o governo ucraniano para conseguir meter o país na OTAN, expulsar a Rússia de sua base naval no Mar Negro e pôr bases de mísseis dos EUA junto às fronteiras da Rússia. Agora, Obama está furioso, porque seu plano não saiu como o previsto. E joga sua ira e sua frustração contra a Rússia.

Com o delírio que toma conta dos EUA, de que o país representaria o idealismo contra a agressão russa – delírio estimulado pela imprensa-empresa, a mídiapresstituta – a votação na Assembleia Geral da ONU, do colar de estados fantoches, o autismo mais autorreferente, mais arrogante infla os peitos em Washington.

Com a crescente arrogância, crescem os clamores para punir a Rússia, demoniza-se cada dia mais a Rússia e Putin, mais mentiras ecoam pela mídia presstituta na voz dos palhaços de sempre. A violência ucraniana contra residentes russos provavelmente crescerá, com a propaganda anti-Rússia. Putin pode ser forçado a enviar tropas russas para defender russos.

Assim como Obama traveste sua agressão contra a Rússia como idealismo que resiste a ambições territoriais do “inimigo”, assim também os ingleses, franceses e norte-americanos apresentaram sua “vitória” na Iª Guerra Mundial, como o triunfo do idealismo contra o imperialismo e as ambições territoriais de alemães e austríacos.

Mas, na Conferência de Versailles, os bolcheviques (o governo do czar não conseguiu ganhar o Estreito e, em vez disso, perdeu o país para Lênin),

(...), revelaram a existência dos notórios “Tratados Secretos” que constituíam o mais sórdido programa de saque territorial que jamais se viu na história da diplomacia. Viu-se que o verdadeiro motivo da Entente na Grande Guerra foi a tomada de Constantinopla (Istambul) e dos Estreitos, pela Rússia; não só a volta da Alsácia-Lorena para a França, mas a militarização de toda a margem ocidental do Reno, que implicou a tomada de um território historicamente muito mais, e há muito mais tempo, conectado com a Alemanha, do que a Alsácia-Lorena jamais fora conectada com a França; a Itália foi recompensada por ter entrado na guerra, com vastos territórios roubados à Áustria e aos iugoslavos; e sequestraram-se as posses do império alemão, e roubaram a marinha mercante alemã, e a marinha de guerra alemã foi destruída, no interesse do poder crescente do Império Britânico. (Barnes, pp. 691-692).

A parte que coube aos norte-americanos desse butim foram os investimentos alemães e austríacos congelados nos EUA.

Os objetivos secretos de britânicos, russos e franceses naquela guerra foram ocultados da opinião pública, que foi tornada cega e surda por propaganda a favor de uma guerra cujos resultados foram absolutamente diferentes das intenções dos que causaram a guerra. Parece que ninguém consegue aprender com a história.

Hoje, estamos assistindo ao mundo ser outra vez arrastado para a guerra, por mentiras e propaganda, dessa vez em nome da hegemonia mundial dos EUA.
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Nota dos tradutores
[1] Orig. The Sleepwalkers: How Europe Went to War in 1914” e tradução para o espanhol em: Sonámbulos: cómo Europa fue a la guerra em 1914. Pode-se ler aindauma resenha (em espanhol) do livro escrita por Alejandro San Francisco para o El Imparcial.


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[*] Paul Craig Roberts (nascido em 03 de abril de 1939) é um economista norte-americano, colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundador da ReaganomicsEx-editor e colunista do Wall Street JournalBusiness Week e Scripps Howard News Service.  Testemunhou perante comissões do Congresso em 30 ocasiões em questões de política econômica. Durante o século XXI, Roberts tem frequentemente publicado em Counterpunch, escrevendo extensamente sobre os efeitos das administrações Bush (e mais tarde Obama) relacionadas com a guerra contra o terror, que ele diz ter destruído a proteção das liberdades civis dos americanos da Constituição dos EUA, tais como habeas corpus e o devido processo legal. Tem tomado posições diferentes de ex-aliados republicanos, opondo-se à guerra contra as drogas e a guerra contra o terror, e criticando as políticas e ações de Israel contra os palestinos. Roberts é um graduado do Instituto de Tecnologia da Geórgia e tem Ph.D. da Universidade de Virginia, com pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Faculdade de Merton, Oxford University.




(Os sublinhados são da minha responsabilidade)



- A partir de: redecastorphoto





sexta-feira, 21 de março de 2014

Novas de Kiev ( 7 ) - Saqueando as reservas de ouro da Ucrânia pela “calada da noite” ...








- O saque de 35 a 42 toneladas de ouro das reservas ucranianas (com 1 valor aproximado de 2 000 milhões de dólares) foi efectuado pelos EUA e pela sua junta golpista (e da UE) a 7 de Março. Às 2 h das manhã (hora local), uma equipa “armada e vendada” transportou a mina dourada para 1 avião (no aeroporto de Kiev), para rumar em direcção aos EUA – sem qualquer conhecimento da população da Ucrânia e nas suas costas ...


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(divulgação)




Estados Unidos levam o ouro da Ucrânia mas não devolvem o ouro da Alemanha

Na passada sexta feira, as reservas de ouro da Ucrânia foram transladadas para os EUA. A rapidez com que os Estados Unidos procederam a esta transferência contrasta com o atual ritmo a que devolvem o ouro da Alemanha. Artigo de Marco Antonio Moreno, publicado no El Blog Salmón.



Com as reservas de ouro da Ucrânia, assistimos a um novo capítulo - e escândalo - no conflito deste país da Europa de Leste e na hegemonia e dominação dos Estados Unidos. As reservas de ouro da Ucrânia foram transladadas na madrugada da sexta feira passada (7 de março) para os Estados Unidos, segundo informa o diário russo Iskra, de acordo com fontes de um ex-alto funcionário do Ministério das Finanças ucraniano. Esta informação é confirmada pelo ex executivo do Goldman Sachs, William Kaye, numa entrevista recolhida pelo King World News, que salienta que o ouro ucraniano foi levado por um longo período de tempo.

Os factos
Aproveitando a escuridão da noite, às 2h da manhã de sexta feira, quatro camiões e dois minibus sem matrícula chegaram ao aeroporto Boryspil, de Kiev, e transladaram a pesada carga para um avião. Uma equipa de quinze pessoas, com uniformes negros, máscaras e metralhadoras, realizaram o transporte das caixas para o avião. Foi tudo feito com grande pressa e, ao terminar a carga, o avião descolou com carácter de urgência. No aeroporto não foi facultada nenhuma informação sobre o sucedido e os funcionários declararam não saber o que estava a ocorrer, ainda que tenham considerado o facto incomum.
Um ex-alto funcionário do Ministério das Finanças da Ucrânia confirmou que a nova liderança ucraniana, apoiada pelos Estados Unidos, ordenou o transporte do ouro para a Reserva Federal desse país. De acordo com o World Gold Council, as reservas de ouro da Ucrânia eram de 42 toneladas em fevereiro deste ano, equivalentes a quase 2.000 milhões de dólares (de ouro, a 1.370 dólares a onça), que bem podem compensar os 5.000 milhões de dólares (em bilhetes) com os que Estados Unidos apoiaram a extrema direita que hoje está no poder ucraniano.
O ouro alemão
O que causa maior assombro é a rapidez com que os Estados Unidos transladaram o ouro da Ucrânia. Em janeiro do ano passado, a Alemanha solicitou aos Estados Unidos a repatriação do ouro alemão, que está sob custódia da Reserva Federal em Fort Knox. No entanto, durante todo o ano de 2013, os Estados Unidos apenas liberaram 33 toneladas de ouro das 1.500 toneladas que guardam da Alemanha. Recordemos que, em finais de 2012, e ante a pressão exercida pela guerra de divisas, o Escritório Federal de Contas da Alemanha criticou o Bundesbank por não supervisionar adequadamente as suas reservas de ouro. Os títulos mundiais de ouro dos países em fevereiro de 2014, de acordo com o World Gold Council, eram as seguintes:



Como assinalamos neste post, o Bundesbank declarou que todo o ouro alemão deve estar de volta nas abóbadas de Frankfurt antes de 2020. O que deve ficar bem claro para a Alemanha é que, ao atual ritmo de 33 toneladas anuais a que os Estados Unidos devolvem o ouro, este país demorará mais de 40 anos a concretizar o pedido do Escritório de Contas da Alemanha (ainda que se o fizesse ao ritmo com que saqueou as reservas da Ucrânia, levaria menos de 15 dias). Os alemães deveriam dizer algo sobre este tema. O concreto é que se a Ucrânia pediu à Reserva Federal a custódia do ouro deve ter noção de que este não lhe será devolvido com a mesma velocidade, tal como está a ocorrer com a Alemanha. Ou seja, o ouro iniciou uma longa viagem, talvez sem volta.
De acordo com o World Gold Council, estes são os principais países proprietários de ouro:



Se os Estados Unidos têm tanto ouro como dizem as estatísticas do World Gold Council, por que não apressam a devolução do ouro à Alemanha? E por que é que a Alemanha não pressiona mais os Estados Unidos para a devolução do ouro? Uma resposta curta é a seguinte: ambos os países pendem por um fio - os Estados Unidos pelo dólar, e a Alemanha pelo euro. A brecha destas moedas fiduciárias põe em perigo a hegemonia destes dois países. E a diferença face a outrora é que nenhum deles pode suportar uma nova guerra para se manter em pé. Há que apelar à simples fraude às claras. Os Estados Unidos não têm todo o ouro que declaram (pelo menos, fisicamente), e a Alemanha também não é 100 por cento dona do ouro que diz possuir. Ambas as falhas se complementam. Por sua vez, a China durante 2013 comprou 40 toneladas de ouro… por semana.

Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.




(Os sublinhados são da minha responsabilidade)




- A partir de: esquerda.net





quinta-feira, 20 de março de 2014

A INEQUÍVOCA escolha (e expressão) da população da Crimeia! (1)








1 – Resultados do referendo na Crimeia (de 16 de Março último):








. 83,1% - de afluência (às urnas de voto) dos eleitores da Crimeia,

. 96,77% - sim à integração, da Crimeia, na Federação Russa,

. 2,51% - permanecer autónoma na Ucrânia

(0,72% - nulos ou brancos
16,9% - de abstenções).

- Ou seja; dos (cerca de) 1 533 200 de eleitores, (cerca de) 1 233 000 votaram a favor da integração* (com níveis de participação praticamente inéditos em actos eleitorais, em qualquer local …).


2 – Cerca de 120 observadores internacionais, oriundos de cerca de 20 países, estiveram presentes na Crimeia durante a votação (a 16 de Março).

- Tendo, no geral, afirmado: “Foi 1 dia pacífico, com as pessoas a votarem massivamente ...”; “Foi uma escolha democrática e uma escolha histórica da população ...”.



(Parece que, afinal, não houve ameaças, violência, intimidações nem armas apontadas no acto eleitoral (da Crimeia); nem nas secções de voto, nem nas ruas …)



*
e não os: “(cerca de) 1 665 400 de eleitores, (cerca de) 1 374 000 votaram a favor da integração”
(por erro) inicialmente apresentados (a 18 de Março)




terça-feira, 18 de março de 2014

A INEQUÍVOCA escolha (e expressão) da população da Crimeia! (2)







- Imagens das – contagiantes – manifestações da população da Crimeia; onde o ambiente (e o tom) de alegria e júbilo rivaliza com o sombrio, negro e ameaçador do ocidente …


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- Imagens a que tenho a ousadia de me associar e de partilhar ...




sábado, 15 de março de 2014

Sobre a natureza fascista do golpe ocorrido na Ucrânia - Um texto de Nataliya Vitrenko (Ucrânia)








- Segue-se 1 importante texto sobre alguns dos acontecimentos pré e pós golpe de estado em Kiev. O que lhe confere a singularidade, e importância, é o facto de ter sido escrito por uma representante dum partido político ucraniano – o Partido Socialista Progressista da Ucrânia

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(Divulgação)


quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014


Sobre a natureza fascista do golpe ocorrido na Ucrânia








23 de Fevereiro de 2014


[traduzido do inglês em: http://tarpley.net/usa-and-eu-are-erecting-a-nazi-regime-on-ukrainian-territory/]


Os acontecimentos na Ucrânia estão a excitar o mundo inteiro. Precisamos de entender a essência do que está a acontecer. O Partido Socialista Progressista da Ucrânia, como um partido da Oposição de Esquerda, que lutou e está a lutar contra o rumo das políticas domésticas e exteriores seguidas sob a direcção da desestabilização Laranja e de Yushchenko e contra a aliança do Partido das Regiões e do Partido Comunista liderada por Yanukovych, considera necessário fazer uma avaliação.

No dia 22 de Fevereiro, militantes e terroristas do Parlamento Euromaidan executaram um golpe neonazi recorrendo à força armada.

Violando todas as normas da Constituição e da lei internacional e pisando os valores europeus, o Parlamento excedeu a sua autoridade e cometeu actos criminosos. Washington e Bruxelas - que disseram ao mundo e a toda a humanidade que a Euromaidan é uma acção não violenta do povo ucraniano, para fazer uma escolha europeia e proteger a democracia e os valores europeus - deviam agora admitir honestamente que o povo ucraniano não teve nada disso. Usaram um golpe nazi, executado pelos insurgentes, terroristas e políticos da Euromaidan para servir os interesses geopolíticos do Ocidente.

As provas irrefutáveis disso são:

1) A mudança de governo ocorreu de modo inconstitucional. Isto violou a Lei europeia. Em violação da XIIIª secção da Constituição (que descreve em detalhe o procedimento para alterar a Constituição), sem a participação do Tribunal Constitucional, o sistema estatal do nosso país foi alterado pelo Conselho Supremo (Parlamento) da Ucrânia;

2) Indo além dos poderes do Parlamento da Ucrânia, violando o artigo 19º da Constituição, o Parlamento nomeou supervisores para os:
- Ministério do Interior,
- Serviço de Segurança da Ucrânia e
- Procuradoria-Geral da República.

Estes supervisores estão instalados com o objectivo de exercer a violência política da Euromaidan sobre as instituições constitucionais do estado para promover os interesses do Ocidente de modo inconstitucional;

3) O Presidente ucraniano Yanukovych (ao qual o nosso partido se tem oposto tal como tornamos claro nos últimos quatro anos) foi destituído dos seus poderes constitucionais numa violação grosseira da Constituição. A Constituição não providencia o direito ao Verkhovna Rada (Parlamento) da Ucrânia  de retirar poder ao presidente da maneira que isto acabou de ser feito  (1). A Constituição providencia um procedimento detalhado de impugnação que está especificado por escrito. Mas outra vez, não guiados pela Lei, mas antes por alegada expediência revolucionária, desprezando o princípio europeu da presunção da inocência, Yanukovych foi removido do seu cargo e foi nomeado um novo presidente em violação da Constituição;

4) O Parlamento, ansioso por defender os militantes e terroristas da Euromaidan, perdoou e fez heróis de todos os seus membros, iniciando o processo de lhes dar a presidência. Isto significa que não serão prestadas contas por aqueles que usam a força armada para matar civis ou agentes da autoridade inocentes, que se apoderam de e destroem edifícios de escritórios e armazéns com recurso à força armada, que executam linchamentos, ou que exercem chantagem e executam raptos. Isto cria uma base para a formação de uma maquinaria de estado repressiva neonazi.

Washington e Bruxelas devem ouvir os nossos avisos. Nós consideramos-los responsáveis por tudo o que fizeram para transferir poder para as forças políticas responsáveis pelo estabelecimento deste regime nazi totalitário na Ucrânia, com a inevitável violação grosseira dos direitos e liberdades de milhões dos nossos concidadãos.

Os EUA e a UE devem saber que esta usurpação do poder por partidos e movimentos políticos incluindo forças neonazis (tais como o "Svoboda" e o "Sector de Direita"), anunciou a implementação de uma revolução nacional sob as máximas "Ucrânia para os ucranianos", "Glória à nação - morte aos inimigos", "Escumalha moscovitas e comunistas para a forca!" e outras.

Começando a 22 de Fevereiro, este novo governo deve assumir toda a responsabilidade em toda a Ucrânia pela violação dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Insurgentes e terroristas continuam a capturar edifícios administrativos da Euromaidan e autoridades locais no Sul e Leste da Ucrânia. Usando métodos terroristas, os eleitores foram destituídos dos seus direitos e da autoridade dos seus representantes eleitos em assembleias locais. Civis que defendiam as suas escolhas foram impiedosamente alvejados por homens armados com Kalashnikovs, espingardas e outras armas de combate, como por exemplo a 22 de Fevereiro em Lugansk.

Militantes aos quais não foi dada qualquer autoridade policial legítima atribuíram a si próprios poderes policiais de emergência, usando machados e paus para bloquear as principais vias de comunicação centrais, mandando parar carros para efectuar inspecções e verificações de documentos de passageiros e prendendo pessoas. Bloquearam a entrada para o aeroporto e desta maneira violaram grosseiramente a Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, a qual garante a inviolabilidade da pessoa, a liberdade de movimento, a presunção da inocência e o direito à segurança e à vida. Todas as pessoas da Ucrânia foram humilhadas e foram-lhes negados a sua dignidade e os seus direitos.

Logo a 23 de Fevereiro representantes do novo governo anunciaram a formação da nação ucraniana: proclamam que qualquer pessoa que use a língua russa será sujeita à destituição do seu estatuto de nativo de etnia ucraniana e será descriminada em termos de direitos civis e políticos.

O novo regime já anunciou a sua intenção de banir a emissão de canais da Federação Russa no território da Ucrânia, apelidando-os de canais de televisão de um estado hostil. Esta é a maneira da qual o novo governo defende os valores europeus da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.

O regime está a preparar listas de inimigos que estão sujeitos a proscrição. Este mecanismo irá destituir de direitos civis e políticos todos aqueles que não partilham as visões neonazis das novas autoridades ucranianas.

Por todo o país, continuam a ocorrer mórbidos linchamentos. Pessoas estão a ser espancadas e apedrejadas, enquanto membros indesejáveis do Verkhovna Rada da Ucrânia são sujeitos a fortes intimidações e oficiais locais vêm as suas famílias e crianças serem alvo de ameaças de morte se não apoiam a instalação deste novo poder político. As novas autoridades ucranianas estão a queimar em massa os escritórios de partidos políticos de que não gostam e anunciaram publicamente a ameaça de processamento criminal e proibição de partidos políticos e organizações públicas que não partilham a ideologia e os objectivos do novo regime.

Militantes da Euromaidan estão-se a apoderar de igrejas ortodoxas como o Mosteiro de Kiev-Petchersk, procurando transferi-las para elementos cismáticos do clero como Filaret. A intenção é apoderarem-se de todas as igrejas da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo para conformá-las ao Vaticano.

Em nome do Partido Socialista Progressista da Ucrânia, declaramos que não reconhecemos a legitimidade deste golpe e não reconhecemos como legítimas as actividades nas novas autoridades ucranianas. Condenamos a total violação dos direitos e liberdades dos cidadãos da Ucrânia com base em critérios nacionais, étnicos e culturais, religiosos e políticos.

Apelamos ao Parlamento Europeu e ao Conselho de Segurança da ONU, pedindo a sua intervenção imediata no que está a acontecer na Ucrânia, para proteger os direitos e liberdades dos cidadãos, para impedir o espoletar por parte do novo governo ucraniano de uma Terceira Guerra Mundial no continente euro-asiático.

--- Nataliya Vitrenko, Presidente do Partido Socialista Progressista


colocado por Fernando Negro às 10:23



- A partir de: blackfernando


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(1) Acrescentaria, ainda,  que o que resta do parlamento não tem, sequer, qualquer validade legal (assim como qualquer das suas "decisões") - a 22 de Fevereiro:

1 – cerca de 70 membros mudaram de repente de partido;
2 – outros tantos não apareceram (com medo de represálias ou por outros motivos) e deixaram o parlamento;
3 – não estavam presentes sequer os ¾ de membros exigidos (338), no momento da votação (estavam presentes apenas 328 – Resultado da votação 328 – 0. Não é estranho não se encontrar qualquer estranheza nisto tudo? Nem na Coreia do Norte conseguem tais unanimidades, ainda por cima  em assuntos desta natureza e importância! ...).

Portanto o que resta do parlamento não tem qualquer representatividade da população que votou na Ucrânia em Outubro de 2012 – não passa tudo de uma grotesca farsa (montada pelos EUA, Nuland, UE e NATO), que se podia chamar "Os EUA e a NATO à conquista do mundo" ...




(Os sublinhados são da minha responsabilidade)



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Nota:

Não há jornalismo nos mass media do ocidente – estes estão dominados por rafeiros que correm ofegantes com a língua de fora atrás do pau que o dono lhes manda!





sexta-feira, 14 de março de 2014

quinta-feira, 13 de março de 2014

A Crimeia em “fuga” do ninho de víboras de Kiev!







1 – A população da Crimeia – República Autónoma da Crimeia – vai livremente a votos (apesar do gigantesco coro cacarejante no ocidente e do ocidente – onde agitados e imparáveis agentes (antes, durante e depois) do golpe de estado promovido pelos EUA e UE, supervisionado pela embaixada dos EUA na Ucrânia, e, executado pelos seus aliados e capangas  locais neo-nazis e fascistas instalaram uma junta no poder à revelia de qualquer processo legal e constitucional. Junta, que carece, desta forma, de qualquer fundamento legal e de qualquer legitimidade) por decisão dos seus responsáveis políticos legalmente eleitos – 1º Ministro e Parlamento (constituído por cerca de 100 membros) – dando voz às aspirações da maioria da sua população e eleitores. Ou seja, como me parece óbvio constatar, a decisão cabe – inteiramente e só – à população da Crimeia optar pela integração na Federação Russa, ou, permanecer autónoma na Ucrânia, e, não existe, ou está em causa, uma qualquer decisão da Federação Russa de anexar seja quem for, ou o que for como é  regurgitado no ocidente  (a confusão, mistificação e contra-informação são armas importantes,  e usadas maciçamente …). 

Desta forma, permanece na Ucrânia apenas 1 único representante legítimo – o presidente eleito Viktor Yanukovych cujo mandato termina em 2015 (e, que, por acaso, os golpistas não conseguiram prender, silenciar ou assassinar, como aconteceu noutros golpes de estado na longa lista de golpes instigados, financiados e apoiados pelos EUA …). Sendo, como é óbvio, significativo que Viktor Yanukovych não seja recebido nem em Washington, nem no Conselho de Segurança da ONU, mas sim uma marioneta, um boneco articulado dos ventríloquos ocidentais estéricos e salivantes;  Iatseniouk  – a aposta dos EUA, da UE e  da Nato, não é no respeito das “Instituições Democráticas”, tão proclamado pelos países da EU,  EUA (e pelo ocidente) contra os movimentos de rua e contestação no seu seio;  mas sim a da mudança do regime (campo onde os EUA têm uma infindável experiência de dezenas de anos e que conta com milhões de vítimas que os seus responsáveis (e ex-responsáveis) políticos transportam na lapela (apesar de aparentemente lhes serem invisíveis)) ucraniano por motivos políticos e geo-estratégicos ...

2 – De salientar que na República Autónoma da Crimeia cerca de 60% da população é de etnia russa  e onde cerca de 90% utiliza o russo (uma das 3 línguas oficiais) como língua corrente (ou principal) – língua que a junta golpista (onde existem 6 ou 8 representantes neo-nazis) pretende eliminar como 2ª língua oficial na Ucrânia (num gesto pleno de significado ...). 
De salientar, ainda, que existem 3 línguas oficiais na Crimeia; ucraniano, russo e tártaro. Duas das quais (o russo e o tártaro) os golpistas pretendem eliminar. E, tendo as 3 línguas a garantia que continuarão a ser oficiais na opção pela integração na Federação Russa. 

3 – De referir, ainda, que na Crimeia (que já esteve incluída na ex-URSS) está localizada – desde o séc. XVIII – unidade (es) da marinha russa e onde por acordo a Rússia poder ter até 25 000 soldados, e, onde mantém actualmente cerca de 16 000. É, então, forçoso concluir, que a “invasão” russa da Crimeia, proclamada com estrondo no ocidente, remonta aos Czares russos e passou pela ex-URSS … (e, cujas unidades tiveram 1 papel fundamental, combatendo integradas com as tropas (e civis) da ex-União Soviética, contra Hitler e as forças nazis (no seu país e na europa, a mesma que 64 anos após a derrota da serpente as toma como aliadas por motivos de conquista e geo-estratégicos…) na 2ª Guerra Mundial e na sua  derrota e destruição (memória que os neo-nazis e fascistas (aliados do ocidente) – que formaram o núcleo central dos protestos em Kiev  e que ocupam 6 a 8 lugares na junta golpista juntamente com vários oligarcas – pretendem eliminar …).

4 – Aproveitando, eu, para afirmar, que enquanto indivíduo e cidadão da UE, e coberto de vergonha, rejeito com repugnância tal aliança!  NÃO!, NÃO em meu nome!, e, tendo a ousadia de fazer minhas as palavras de manifestantes (anti-golpe de estado) da Crimeia, e de outras cidades:


- Yankees go home  e  Não ao fascismo ...





segunda-feira, 10 de março de 2014

Sem tempo! …






Há! quisera,
palavras ter
de mim fugidias,
em vão
procuro,
sem ti!                                                          

Eu,
desejara
o ilusório espaço
eliminar!
e, num infindável amplexo
tua frágil beleza
suster
tua cambaleante nudez
cobrir
tua lacrimejante seiva
acolher
em mim,
impregnar!                                                          
                                                       
Febril,
anseio
em ti!
por ti!
Há! ...
pudera
em teus olhos
fadigas
repousar
em teus lábios,
meus,
saciar!
em tua alva pele,
pela madrugada, exausto
adormecer,
tormentas mil,
aplacar!

Há! …
reviver
soubesse
e teu corpo
mapear …

Ó dor
imensa!
que o espaço
vasto,
não dissolve!

Ó ausência!
pairando pela noite
em mim
que cego tacteio

perdido
sem tempo, já!





sexta-feira, 7 de março de 2014

Dedicatória





Un pas de danse 
une pirouette
un vol
un ballon
une explosion

un rêve
une douler 
du peur

avec vous
par vous
Toujours!

sans vous! ...




terça-feira, 4 de março de 2014

"Novas" de Kiev (5) - “bravos ucranianos” …







- Os novos métodos dos “bravos ucranianos”  (com o alto patrocínio dos EUA e da UE)   golpistas neo-nazis e fascistas – que circulam livremente pelos edifícios governamentais, parlamentos locais, … - exibindo armas e mostrando aos funcionários administrativos e aos eleitos quem “manda” actualmente no país ...


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