sexta-feira, 25 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Portugal, S. A.
Ou o Processo Contra-Revolucionário em Curso!
Na 2ª semana de Março é anunciado o aparecimento dum livro, considerado como “um guião para o poder” do PSD, “encomendado” por Passos Coelho (que, segundo a notícia, também participou na sua elaboração) a Pedro Reis, tido como conselheiro económico do PSD, e, da pessoa do seu líder.
Somos informados dos participantes na sua elaboração; 55 dos mais poderosos empresários e gestores de Portugal, coordenados por Pedro Reis – ele próprio, também, gestor de empresas. O que pelas minhas contas, totaliza 56 “dos mais poderosos empresários e gestores de Portugal”, além de Passos Coelho, claro.
Uma “guião” que se afigura, todo ele, 1 programa de classe, 1 projecto de casta...
Uma lista (parcial) dos participantes, segue-se:
A saber:
Pedro Reis (gestor de empresas)
Américo Amorim (GALP)
Paulo Azevedo (Sonae)
Faria de Oliveira (CGD)
Carlos Santos Ferreira (BCP)
António Horta Hosório (Lloyds Bank)
Alberto da Ponte (Central de Cervejas)
Bernardo Bairrão (Media Capital)
Francisco Balsemão (Impresa)
José Maria Ricciardi (BES)
Luís Portela (BIAL)
Nuno Amado (Santander Totta)
Paulo Pereira da Silva (Renova)
Vera Pires Coelho (Edifer)
Vasco de Mello (Grupo José Mello),
etc.
1 - Numa apreciação imediata, é forçoso constatar, que, apenas os representantes de menos de 1% da população foram chamados a participar em tão ilustre documento.
O que permite concluir que mais de 99% (e seus representantes) não teve qualquer participação.
(Como curiosidade – assinalaria que só na lista acima, constam vários nomes que estão entre os 10 mais ricos do país).
Não deve pois causar espanto, concluir, que as perspectivas, as preocupações e os anseios, da quase totalidade da população, se encontrem ausentes e arredados de tão excelso documento.
Por exemplo;
Lembraram-se de pedir opiniões aos professores e alunos (e às suas organizações), embora falem de educação?
Ocorreu-lhes auscultar médicos e enfermeiros (e suas organizações), embora proponham sobre saúde (e já agora aos utentes)?
Acharam necessário ouvir juízes e demais agentes judiciais (assim como às suas organizações), apesar de julgarem sobre justiça?
Surgiu-lhes pertinente ouvir trabalhadores e os seus representantes, (já agora aos trabalhadores precários), embora façam propostas nesta área (que vão no seguimento das do actual governo mais PSD) – e cujo “guião” defende o reforço e o aumento da flexibilidade - ,e, na área da segurança social (defendendo a sua descapitalização)?
Já agora ocorreu-lhes importante, saber a opinão de pensionistas e desempregados (em particular daqueles que não recebem qualquer subsídio ou apoio social – devido aos cortes orçamentais sociais promovidos pelo governo, e, pelo partido promotor do documento em consideração)?
- Algumas constatações surgem de imediato:
- A expressão entrega a “gestores profissionais”, surge de alto a baixo;
.entregar as Universidades a “gestores profissionais” (retirando o Estado da gestão directa …)
.entregar a gestão operacional dos hospitais a “gestores profissionais” (introduzir mais gestão privada, privatizar unidades de saúde, …),
.entregar os tribunais a “gestores profissionais”,
…
- Em resumo, é portanto, forçoso concluir que se trata duma visão duma minoria social e económica, de toda uma sociedade – por definição múltipla e complexa. A visão dos empresários e gestores nacionais (a que o PSD se associa).
- Defende-se o princípio de aplicar ao país a lógica de funcionamento das empresas.
- O país visto como uma gigantesca empresa, e, gerido como tal.
- Uma espécie de República dos empresários e gestores, e, dos seus representantes no Parlamento.
- Estamos perante a mundividência dos empresários. - Trata-se, adiantaria, de uma visão penosa e tragicamente redutora;
2 – Defendem a, continuação, e, o aumento das privatizações. Como poderia Américo Amorim (assim como os outros empresários), defender (defenderem) outra coisa – se com a privatização da GALP, se tormou o homem mais rico do país. Riqueza, que se reforçou em 2010; (segundo o C. da Manhã de 22/01/2011; “A subida das acções da GALP representou um encaixe de 242 Milhões de € [só] em 2010 [para A. Amorim]) ...
- Que a actividade predatória seja levada ao extremo – é o seu programa!
- Privatizar tudo – defendem.
Transferir recursos e bens, públicos, e comuns – que deveriam promover o bem estar e a qualidade de vida da maioria - para um pequeno grupo. Aumentando a sua riqueza e o seu poder económico.
- O seu objectivo, é, o assalto ao que resta de bens e recursos públicos.
Torna-se óbvio, caso restassem dúvidas, a quem interesssa (e quem beneficia com), o programa político neo-liberal.
E as “golden shares”; são para desaparecer - claro – poder sem restrições aos empresários e gestores!
- Configura-se, uma contra-revolução em curso!
- Os empresários ao poder, já!
- Pretendo, neste momento, fazer uma rectificação ao anteriormente afirmado; que “pretendem privatizar tudo”; não é inteiramente verdade – sejamos justos – na proposta, não consta o BPN. Este deve ser mantido nacionalizado. Um gesto magnânimo, da parte dos empresários, que deve ser salientado. Magnanimidade, que se manteve, aliás por 2 vezes – o nº de tentativas em que o estado o tentou (re)privatizar.
- Cabe utilizar aqui a expressão; “Privatizar lucros e nacionalizar (ou socializar) prejuízos” - é esta a sua lógica.
- Hipócritas!, diria eu …
O banco levado à falência por digníssimos empresários – cujos nomes, só, não figuram, na, também,
ilustre lista (elevando-a para 57 ou 58) – porque estão a problemas com a justiça!
- Já agora fica uma sugestão; que o PSD, proponha no seu projecto de revisão constitucional, a alteração da designação do país, para: Portugal. S. A.. - isso sim, seria ousadia! ...
3 – Algo verdadeiramente significativo surge quando se fala no “sistema político” - onde é proposta a redução do nº de deputados para; 150 a 180 – isto é; uma redução de 50 a 80 deputados. O que a ser aprovado e aplicado;
Implicaria que muitos concelhos e freguesias, deixassem (ou praticamente deixassem), de ter representantes.
E implicaria também, que, os 3 menores partidos, deixariam de ter representação parlamentar, ou, passariam a ter uma representação residual – logo sem qualquer possibilidade de influenciar politicas, nem de exercer qualquer fiscalização.
- Isto é; que cerca de 30% das opiniões políticas dos eleitores, do país, deixaria de ter representação no parlamento.
Portanto, passaríamos a ter um parlamento onde, praticamente, só estariam representados PS e PSD.
- A concretizar-se tal proposta, estaríamos perante uma espécie de golpe palaciano institucional dos dois maiores partidos.
- O que, creio, representaria o maior golpe contra a democracia representiva (ou a democracia ela mesma), depois do 25 de Abril.
- De facto, quando se fala da redução do nº de deputados – fala-se da concentração de toda a representação (ou quase) e de todo o poder, legislativo e executivo, em apena dois partidos.
- Os partidos que governam o país à mais de 35 anos, e, que são, por isso mesmo, os únicos responsáveis pela situação de desastre em que nos encontramos, veriam o seu poder ainda mais reforçado – seria o seu domínio político (e não só) absoluto do país. E a continuação da espiral de degradação, económica e social.
Pretende-se, a manutenção do poder e dos interesses instalados, eliminando todos os possíveis obstáculos. Numa altura em que a esquerda obtém cerca de 20% dos votos e 31 lugares no parlamento. Sim, creio, que é este o “problema” que é preciso eliminar, e, que os empresários e o PSD tomam como um empecilho. A quê? Ao poder, aos cargos distribuídos pelos 2 principais (maiores) partidos (principescamente pagos) e aos negócios.
As PPP's e as rendas a 1 punhado de empresários – que proliferaram como cogumelos – em negócios ruinosos para todos nós, têm que se manter e proliferar a todo o custo.
Para tal ser conseguido, é necessário eliminar toda a possibilidade de alternativa política e de fiscalização no parlamento. - O reforço de um regime, onde a sobreposição entre política e negócios, tenda a ser total. Onde se esbatam, completamente, as diferenças entre poder político e poder económico.
Sim, é de poder, de cargos políticos (cujos vencimentos PS e PSD se recusaram a limitar) e de negócios, que se fala, quando se fala da redução do nº de deputados.
(O argumento da redução de despesas, por quem se opôs ao limite dos vencimentos dos gestores públicos – nem justifica comentário).
- Tal redução implicaria um empobrecimento da democracia – afastando pontos de vista problemáticos.O assalto ao poder, e, os negócios, têm que ser garantidos – sem vozes desfavoráveis, nem votos contra.
- Para tal, é preciso eliminar todo o “grão de areia”, da engrenagem da máquina de assalto.
Uma redução das possibilidades de escolha – das alternativas possíveis.
O que implicaria, um ambiente (político), fechado e claustrofóbico (ainda mais propício à estagnação do ambiente político) – numa espécie de “ditadura soft”. O que diferencia, politicamente, um regime parlamentar bipartidário, do regime de partido único (uma vez que as visões da sociedade, as práticas e os interesses (assim como a partilha dos cargos), são praticamente coincidentes) – muito pouco, creio.
- Toma-se a alternativa e o diferente, não como um bem em si, mas como 1 problema – especialmente, quando pode ter representação parlamentar e influenciar o espaço público.
- Se a tudo isto juntarmos os executivos camarários monocolores (com todos os pelouros atribuídos a 1 só partido - o vencedor, como também é proposto) – Imagina-se com facilidade, 1 país, 1 regime, monocórdico, monocromático/dicromático – de onde a pluralidade e a diversidade, não só não são preservadas como um bem; mas sim, vistas como 1 obstáculo – tal, é uma das visões, tragicamente empobrecedoras da sociedade, que subjaz a tal documento!
- Pretende-se eliminar a imprevisibilidade e a hipótese, do novo, e, da mudança (numa, espécie de, tentativa de congelar a história).
- Pretende-se, um totalitarismo claustrofóbico.
- Pretendem-nos fechar os horizontes.
- Querem que tenhamos, ao deitar e ao acordar – sempre o mesmo monótono horizonte projectado nas paredes.
Na 2ª semana de Março é anunciado o aparecimento dum livro, considerado como “um guião para o poder” do PSD, “encomendado” por Passos Coelho (que, segundo a notícia, também participou na sua elaboração) a Pedro Reis, tido como conselheiro económico do PSD, e, da pessoa do seu líder.
Somos informados dos participantes na sua elaboração; 55 dos mais poderosos empresários e gestores de Portugal, coordenados por Pedro Reis – ele próprio, também, gestor de empresas. O que pelas minhas contas, totaliza 56 “dos mais poderosos empresários e gestores de Portugal”, além de Passos Coelho, claro.
Uma “guião” que se afigura, todo ele, 1 programa de classe, 1 projecto de casta...
Uma lista (parcial) dos participantes, segue-se:
A saber:
Pedro Reis (gestor de empresas)
Américo Amorim (GALP)
Paulo Azevedo (Sonae)
Faria de Oliveira (CGD)
Carlos Santos Ferreira (BCP)
António Horta Hosório (Lloyds Bank)
Alberto da Ponte (Central de Cervejas)
Bernardo Bairrão (Media Capital)
Francisco Balsemão (Impresa)
José Maria Ricciardi (BES)
Luís Portela (BIAL)
Nuno Amado (Santander Totta)
Paulo Pereira da Silva (Renova)
Vera Pires Coelho (Edifer)
Vasco de Mello (Grupo José Mello),
etc.
1 - Numa apreciação imediata, é forçoso constatar, que, apenas os representantes de menos de 1% da população foram chamados a participar em tão ilustre documento.
O que permite concluir que mais de 99% (e seus representantes) não teve qualquer participação.
(Como curiosidade – assinalaria que só na lista acima, constam vários nomes que estão entre os 10 mais ricos do país).
Não deve pois causar espanto, concluir, que as perspectivas, as preocupações e os anseios, da quase totalidade da população, se encontrem ausentes e arredados de tão excelso documento.
Por exemplo;
Lembraram-se de pedir opiniões aos professores e alunos (e às suas organizações), embora falem de educação?
Ocorreu-lhes auscultar médicos e enfermeiros (e suas organizações), embora proponham sobre saúde (e já agora aos utentes)?
Acharam necessário ouvir juízes e demais agentes judiciais (assim como às suas organizações), apesar de julgarem sobre justiça?
Surgiu-lhes pertinente ouvir trabalhadores e os seus representantes, (já agora aos trabalhadores precários), embora façam propostas nesta área (que vão no seguimento das do actual governo mais PSD) – e cujo “guião” defende o reforço e o aumento da flexibilidade - ,e, na área da segurança social (defendendo a sua descapitalização)?
Já agora ocorreu-lhes importante, saber a opinão de pensionistas e desempregados (em particular daqueles que não recebem qualquer subsídio ou apoio social – devido aos cortes orçamentais sociais promovidos pelo governo, e, pelo partido promotor do documento em consideração)?
- Algumas constatações surgem de imediato:
- A expressão entrega a “gestores profissionais”, surge de alto a baixo;
.entregar as Universidades a “gestores profissionais” (retirando o Estado da gestão directa …)
.entregar a gestão operacional dos hospitais a “gestores profissionais” (introduzir mais gestão privada, privatizar unidades de saúde, …),
.entregar os tribunais a “gestores profissionais”,
…
- Em resumo, é portanto, forçoso concluir que se trata duma visão duma minoria social e económica, de toda uma sociedade – por definição múltipla e complexa. A visão dos empresários e gestores nacionais (a que o PSD se associa).
- Defende-se o princípio de aplicar ao país a lógica de funcionamento das empresas.
- O país visto como uma gigantesca empresa, e, gerido como tal.
- Uma espécie de República dos empresários e gestores, e, dos seus representantes no Parlamento.
- Estamos perante a mundividência dos empresários. - Trata-se, adiantaria, de uma visão penosa e tragicamente redutora;
2 – Defendem a, continuação, e, o aumento das privatizações. Como poderia Américo Amorim (assim como os outros empresários), defender (defenderem) outra coisa – se com a privatização da GALP, se tormou o homem mais rico do país. Riqueza, que se reforçou em 2010; (segundo o C. da Manhã de 22/01/2011; “A subida das acções da GALP representou um encaixe de 242 Milhões de € [só] em 2010 [para A. Amorim]) ...
- Que a actividade predatória seja levada ao extremo – é o seu programa!
- Privatizar tudo – defendem.
Transferir recursos e bens, públicos, e comuns – que deveriam promover o bem estar e a qualidade de vida da maioria - para um pequeno grupo. Aumentando a sua riqueza e o seu poder económico.
- O seu objectivo, é, o assalto ao que resta de bens e recursos públicos.
Torna-se óbvio, caso restassem dúvidas, a quem interesssa (e quem beneficia com), o programa político neo-liberal.
E as “golden shares”; são para desaparecer - claro – poder sem restrições aos empresários e gestores!
- Configura-se, uma contra-revolução em curso!
- Os empresários ao poder, já!
- Pretendo, neste momento, fazer uma rectificação ao anteriormente afirmado; que “pretendem privatizar tudo”; não é inteiramente verdade – sejamos justos – na proposta, não consta o BPN. Este deve ser mantido nacionalizado. Um gesto magnânimo, da parte dos empresários, que deve ser salientado. Magnanimidade, que se manteve, aliás por 2 vezes – o nº de tentativas em que o estado o tentou (re)privatizar.
- Cabe utilizar aqui a expressão; “Privatizar lucros e nacionalizar (ou socializar) prejuízos” - é esta a sua lógica.
- Hipócritas!, diria eu …
O banco levado à falência por digníssimos empresários – cujos nomes, só, não figuram, na, também,
ilustre lista (elevando-a para 57 ou 58) – porque estão a problemas com a justiça!
- Já agora fica uma sugestão; que o PSD, proponha no seu projecto de revisão constitucional, a alteração da designação do país, para: Portugal. S. A.. - isso sim, seria ousadia! ...
3 – Algo verdadeiramente significativo surge quando se fala no “sistema político” - onde é proposta a redução do nº de deputados para; 150 a 180 – isto é; uma redução de 50 a 80 deputados. O que a ser aprovado e aplicado;
Implicaria que muitos concelhos e freguesias, deixassem (ou praticamente deixassem), de ter representantes.
E implicaria também, que, os 3 menores partidos, deixariam de ter representação parlamentar, ou, passariam a ter uma representação residual – logo sem qualquer possibilidade de influenciar politicas, nem de exercer qualquer fiscalização.
- Isto é; que cerca de 30% das opiniões políticas dos eleitores, do país, deixaria de ter representação no parlamento.
Portanto, passaríamos a ter um parlamento onde, praticamente, só estariam representados PS e PSD.
- A concretizar-se tal proposta, estaríamos perante uma espécie de golpe palaciano institucional dos dois maiores partidos.
- O que, creio, representaria o maior golpe contra a democracia representiva (ou a democracia ela mesma), depois do 25 de Abril.
- De facto, quando se fala da redução do nº de deputados – fala-se da concentração de toda a representação (ou quase) e de todo o poder, legislativo e executivo, em apena dois partidos.
- Os partidos que governam o país à mais de 35 anos, e, que são, por isso mesmo, os únicos responsáveis pela situação de desastre em que nos encontramos, veriam o seu poder ainda mais reforçado – seria o seu domínio político (e não só) absoluto do país. E a continuação da espiral de degradação, económica e social.
Pretende-se, a manutenção do poder e dos interesses instalados, eliminando todos os possíveis obstáculos. Numa altura em que a esquerda obtém cerca de 20% dos votos e 31 lugares no parlamento. Sim, creio, que é este o “problema” que é preciso eliminar, e, que os empresários e o PSD tomam como um empecilho. A quê? Ao poder, aos cargos distribuídos pelos 2 principais (maiores) partidos (principescamente pagos) e aos negócios.
As PPP's e as rendas a 1 punhado de empresários – que proliferaram como cogumelos – em negócios ruinosos para todos nós, têm que se manter e proliferar a todo o custo.
Para tal ser conseguido, é necessário eliminar toda a possibilidade de alternativa política e de fiscalização no parlamento. - O reforço de um regime, onde a sobreposição entre política e negócios, tenda a ser total. Onde se esbatam, completamente, as diferenças entre poder político e poder económico.
Sim, é de poder, de cargos políticos (cujos vencimentos PS e PSD se recusaram a limitar) e de negócios, que se fala, quando se fala da redução do nº de deputados.
(O argumento da redução de despesas, por quem se opôs ao limite dos vencimentos dos gestores públicos – nem justifica comentário).
- Tal redução implicaria um empobrecimento da democracia – afastando pontos de vista problemáticos.O assalto ao poder, e, os negócios, têm que ser garantidos – sem vozes desfavoráveis, nem votos contra.
- Para tal, é preciso eliminar todo o “grão de areia”, da engrenagem da máquina de assalto.
Uma redução das possibilidades de escolha – das alternativas possíveis.
O que implicaria, um ambiente (político), fechado e claustrofóbico (ainda mais propício à estagnação do ambiente político) – numa espécie de “ditadura soft”. O que diferencia, politicamente, um regime parlamentar bipartidário, do regime de partido único (uma vez que as visões da sociedade, as práticas e os interesses (assim como a partilha dos cargos), são praticamente coincidentes) – muito pouco, creio.
- Toma-se a alternativa e o diferente, não como um bem em si, mas como 1 problema – especialmente, quando pode ter representação parlamentar e influenciar o espaço público.
- Se a tudo isto juntarmos os executivos camarários monocolores (com todos os pelouros atribuídos a 1 só partido - o vencedor, como também é proposto) – Imagina-se com facilidade, 1 país, 1 regime, monocórdico, monocromático/dicromático – de onde a pluralidade e a diversidade, não só não são preservadas como um bem; mas sim, vistas como 1 obstáculo – tal, é uma das visões, tragicamente empobrecedoras da sociedade, que subjaz a tal documento!
- Pretende-se eliminar a imprevisibilidade e a hipótese, do novo, e, da mudança (numa, espécie de, tentativa de congelar a história).
- Pretende-se, um totalitarismo claustrofóbico.
- Pretendem-nos fechar os horizontes.
- Querem que tenhamos, ao deitar e ao acordar – sempre o mesmo monótono horizonte projectado nas paredes.
sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Acerca dos derrotados da história ...
A trágica e pífia linearidade de Assis!
A 10 de Março último, no debate, na A. R.;
À argumentação política, o PS (com Assis e Sócrates destacados) respondeu (responderam), com a provocação gratuita e rasteira.
À censura política responderam com a artilharia intimidatória, dos derrotados políticos e da história;
Os protagonistas da política do abismo,
Os coveiros dos direitos sociais.
Assis, falou até à exaustão “duma esquerda que tem que por nós ser combatida” (tendo, certamente, batido o recorde da quantidade de epítetos por unidade de tempo).
Revelou-se preocupado com “a manipulação da rua contra o parlamento e as instituições da nossa democracia”.
Acenando-nos mesmo com fantasmas passados.
Renato Sampaio, deputado e dirigente do PS, em comentários televisivos (a 10/03 – a propósito do discurso de Cavaco), dizia-nos que “a democracia e a legitimidade discute-se em eleições, não é em manifestações de rua”.
Não é difícil perceber o motivo de tais preocupações;
Não vá a indignação tomar conta das ruas, e, o regime estremecer – pondo em causa os cargos e os interesses...
Não vá a rua, fazer das suas. Como fez no Egipto e na Tunísia, derrubando os ditadores “socialistas” (e membros da “Internacional Socialista”); Mubarak e Ben Ali.
É na imprevisibilidade das ruas - assim como na imprevisibilidade da história - que reside o seu receio.
Não paira, portanto, senão o vazio, sobre as expressões de Assis (e de outros) como ; “esquerda democrática”, “esquerda moderna”, “esquerda responsável”, etc...
Querem-nos previsíveis e domésticos.
Querem-nos domesticados e curvados – prontos para a penetração, sem lamento nem protesto.
Falam de “linguagem imprópria” - argumento risível, vindo de quem (mais do que ninguém anteriormente), tem transformado, nos últimos anos, o insulto em argumento político.
Da “linguagem imprópria”, à propriedade da linguagem...
-Em nome de Almada;
…
“Tu, que te dizes Homem!
Tu, que te alfaiatas em modas
e fazes cartazes dos fatos que vestes
pr'a que se não vejam as nódoas de baixo!
…
O Século-dos-Séculos virá um dia
e a burguesia será escravatura
se for capaz de sair de Cavalgadura!
…
Olha Hugo! Olha Zola, Cervantes e Camões,
e outros que não são nada por te cantarem a ti!
Olha Nietzche! Wilde! Olha Rimbaud e Dowson!
Cesário, Antero e outros tantos mundos!
Beethoven, Wagner e outros tantos génios
que não fizeram nada,
que deixaram este mundo tal qual!
Olha os grandes que são estragados por ti!
O teu máximo é ser besta e ter bigodes.
A questão é estar instalado.
Se te livras de burguês e sobes a talento, a génio,
a seres alguém,
o Bem que fizeres é um décimo de seres fera!
…
Desata o nó-cego da vista!
Desilustra-te, descultiva-te, despole-te,
que mais vale ser animal que besta!
Deixa antes crescer os cornos que outros adornos da
Civilização!
…
Galopa a tua bestialidade
na memória que eu faço dos teus coices,
cavalga o teu insecticismo na tua sela de D. Duarte!
Arreia-te de Bom-Senso um segundo! Peço-te de joelhos.
Encabresta-te de Humanidade
e eu passo-te uma zoologia para as mãos
p'ra te inscreveres da divisão dos Mamíferos.
Mas anda primeiro ao Jardim Zoológico!
Vem ver os chimpazés!
Acorpanzila-te neles se te ousas!
Sagra-te de cu-azul a ver se eles te querem!
Lá porque aprendeste a andar de mãos no ar
não quer dizer que sejas mais chimpanzé que eles!
…
vê só o que os olhos virem,
cheira os cheiros da Terra
come o que a Terra der,
bebe dos rios e dos mares,
-põe-te na Natureza!
Ouve a Terra, Escuta-A.
…”
-E de Cesariny;
...
“Paro um pouco a enrolar o meu cigarro (chove)
e vejo um gato branco à janela de um prédio bastante alto...
Penso que a questão é esta: a gente – certa gente – sai para a rua,
cansa-se, morre todas as manhãs sem proveito nem glória
e há gatos brancos à janela de prédios bastante altos!
Contudo e já agora penso
que os gatos são os únicos burgueses
com quem ainda é possível pactuar -
vêem com tal desprezo esta sociedade capitalista!
Servem-se dela, mas do alto, desdenhando-a …
Não, a probabilidade do dinheiro ainda não estragou inteiramente o gato
mas de gato para cima – nem pensar nisso é bom!
...”
A 10 de Março último, no debate, na A. R.;
À argumentação política, o PS (com Assis e Sócrates destacados) respondeu (responderam), com a provocação gratuita e rasteira.
À censura política responderam com a artilharia intimidatória, dos derrotados políticos e da história;
Os protagonistas da política do abismo,
Os coveiros dos direitos sociais.
Assis, falou até à exaustão “duma esquerda que tem que por nós ser combatida” (tendo, certamente, batido o recorde da quantidade de epítetos por unidade de tempo).
Revelou-se preocupado com “a manipulação da rua contra o parlamento e as instituições da nossa democracia”.
Acenando-nos mesmo com fantasmas passados.
Renato Sampaio, deputado e dirigente do PS, em comentários televisivos (a 10/03 – a propósito do discurso de Cavaco), dizia-nos que “a democracia e a legitimidade discute-se em eleições, não é em manifestações de rua”.
Não é difícil perceber o motivo de tais preocupações;
Não vá a indignação tomar conta das ruas, e, o regime estremecer – pondo em causa os cargos e os interesses...
Não vá a rua, fazer das suas. Como fez no Egipto e na Tunísia, derrubando os ditadores “socialistas” (e membros da “Internacional Socialista”); Mubarak e Ben Ali.
É na imprevisibilidade das ruas - assim como na imprevisibilidade da história - que reside o seu receio.
Não paira, portanto, senão o vazio, sobre as expressões de Assis (e de outros) como ; “esquerda democrática”, “esquerda moderna”, “esquerda responsável”, etc...
Querem-nos previsíveis e domésticos.
Querem-nos domesticados e curvados – prontos para a penetração, sem lamento nem protesto.
Falam de “linguagem imprópria” - argumento risível, vindo de quem (mais do que ninguém anteriormente), tem transformado, nos últimos anos, o insulto em argumento político.
Da “linguagem imprópria”, à propriedade da linguagem...
-Em nome de Almada;
…
“Tu, que te dizes Homem!
Tu, que te alfaiatas em modas
e fazes cartazes dos fatos que vestes
pr'a que se não vejam as nódoas de baixo!
…
O Século-dos-Séculos virá um dia
e a burguesia será escravatura
se for capaz de sair de Cavalgadura!
…
Olha Hugo! Olha Zola, Cervantes e Camões,
e outros que não são nada por te cantarem a ti!
Olha Nietzche! Wilde! Olha Rimbaud e Dowson!
Cesário, Antero e outros tantos mundos!
Beethoven, Wagner e outros tantos génios
que não fizeram nada,
que deixaram este mundo tal qual!
Olha os grandes que são estragados por ti!
O teu máximo é ser besta e ter bigodes.
A questão é estar instalado.
Se te livras de burguês e sobes a talento, a génio,
a seres alguém,
o Bem que fizeres é um décimo de seres fera!
…
Desata o nó-cego da vista!
Desilustra-te, descultiva-te, despole-te,
que mais vale ser animal que besta!
Deixa antes crescer os cornos que outros adornos da
Civilização!
…
Galopa a tua bestialidade
na memória que eu faço dos teus coices,
cavalga o teu insecticismo na tua sela de D. Duarte!
Arreia-te de Bom-Senso um segundo! Peço-te de joelhos.
Encabresta-te de Humanidade
e eu passo-te uma zoologia para as mãos
p'ra te inscreveres da divisão dos Mamíferos.
Mas anda primeiro ao Jardim Zoológico!
Vem ver os chimpazés!
Acorpanzila-te neles se te ousas!
Sagra-te de cu-azul a ver se eles te querem!
Lá porque aprendeste a andar de mãos no ar
não quer dizer que sejas mais chimpanzé que eles!
…
vê só o que os olhos virem,
cheira os cheiros da Terra
come o que a Terra der,
bebe dos rios e dos mares,
-põe-te na Natureza!
Ouve a Terra, Escuta-A.
…”
-E de Cesariny;
...
“Paro um pouco a enrolar o meu cigarro (chove)
e vejo um gato branco à janela de um prédio bastante alto...
Penso que a questão é esta: a gente – certa gente – sai para a rua,
cansa-se, morre todas as manhãs sem proveito nem glória
e há gatos brancos à janela de prédios bastante altos!
Contudo e já agora penso
que os gatos são os únicos burgueses
com quem ainda é possível pactuar -
vêem com tal desprezo esta sociedade capitalista!
Servem-se dela, mas do alto, desdenhando-a …
Não, a probabilidade do dinheiro ainda não estragou inteiramente o gato
mas de gato para cima – nem pensar nisso é bom!
...”
sexta-feira, 11 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Forças israelitas perseguindo e detendo criança de 11 anos em Ramallah, na Cisjordânia
O vídeo data de Janeiro deste ano
Em Janeiro último, no seu relatório anual junto da ONU, a organização - Defense for Children International (DCI), afirma que; desde 2000, os militares israelitas já detiveram cerca de 7 000 crianças palestinianas.
Que as prisões são frequentemente realizadas durante a noite e por soldados fortemente armados, sendo as crianças geralmente vendadas e algemadas.
Sendo o processo de detenção muitas vezes acompanhado de violência física e verbal.
No relatório submetido às Nações Unidas, a DCI, informa que, também, raramente as crianças ou as suas famílias, são informadas dos motivos da detenção, ou do destino de prisão.
Durante os interrogatórios, as crianças, são ainda, frequentemente ameaçadas e agredidas.
No referido relatório a DCI afirma que crianças com idade de 12 anos já foram julgadas em tribunais militares.
Para mais informações consultar Ma'an News Agency
Em Janeiro último, no seu relatório anual junto da ONU, a organização - Defense for Children International (DCI), afirma que; desde 2000, os militares israelitas já detiveram cerca de 7 000 crianças palestinianas.
Que as prisões são frequentemente realizadas durante a noite e por soldados fortemente armados, sendo as crianças geralmente vendadas e algemadas.
Sendo o processo de detenção muitas vezes acompanhado de violência física e verbal.
No relatório submetido às Nações Unidas, a DCI, informa que, também, raramente as crianças ou as suas famílias, são informadas dos motivos da detenção, ou do destino de prisão.
Durante os interrogatórios, as crianças, são ainda, frequentemente ameaçadas e agredidas.
No referido relatório a DCI afirma que crianças com idade de 12 anos já foram julgadas em tribunais militares.
Para mais informações consultar Ma'an News Agency
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Egipto - Apontamentos
- Nos últimos dias, a nível interno, vários líderes do PSD, CDS e PS (assim como vários comentadores políticos), em comentários televisivos, têm comparado a situação revolucionária no Egipto, e, na Tunísia, à queda do muro de Berlim. Só (que não é dito), que desta vez, quem estava do outro lado do muro eram regimes ditatoriais locais, o Ocidente (EUA e Europa) e Israel. E a veemência manifestada, na altura (da queda do muro), anunciando a falência, e a condenação dos regimes além muro, e, dos seus apoiantes – desta vez desaparece.
- A duplicidade, quando se compara 1990 com 2011, não causa incómodo.
- Recordando alguns acontecimentos:
- Ben Ali, toma o poder na Tunísia em Novembro de 1987 através de um golpe de Estado.
Mantém um, brutal, regime corrupto e ditatorial durante 23 anos.
Renuncia ao cargo (é deposto) a 14 de Janeiro de 2011 – por pressão de protestos e do movimento revolucionário, popular, que tiveram início no princípio de Dezembro de 2010.
- Mubarak, no governo desde Outubro de 1981. Mantém o país em estado marcial durante 30 anos.
Acumula riqueza de largos milhares de milhões de $, distribuída por vários bancos internacionais, assim como por investimentos imobiliários.
Resigna a 11 de Fevereiro de 2011, após protestos e movimento revolucionário, iniciados a 25 de Janeiro – estimulados pelo movimento revolucionário na Tunísia, e, pela queda de Ben Ali.
- O Egipto, com Mubarak, era o 2º país com maior apoio económico e militar dos EUA – o 1º é, como é sabido, Israel. Ou seja, os EUA eram o principal sustentáculo de Mubarak – só o exército egípcio recebe anualmente dos EUA mais de 1 300 milhões de $.
- A Tunísia, com Ben Ali, também recebeu milhões de dólares de ajuda militar dos EUA.
- Ou seja, estados policiais, ditatoriais e corruptos foram apoiados e mantidos (durante 23 anos num caso e 30 noutro) pelas “democracias ocidentais”.
- Os “partidos socialistas”, através da “Internacional Socialista” (I.S.), também lhes ofereceram lugar no seu seio:
- Mubarak e o seu partido (NPD), pertenceu à I.S. de Junho de 1989 a 2011.
(É expulso a 31/01/2011, após o início do movimento revolucionário).
- Também Ben Ali e o seu partido (RCD), pertencia à I.S..
(Sendo expulso a 17/01/2001 (daquela organização) – curiosamente (3 dias), após sair (ser deposto) do poder da Tunísia (14/01/2011)).
- Os ontem apoiantes de ditadores, e, de ditaduras de décadas, passam hoje a apoiantes da revolução (que depos os ditadores que antes apoiavam), procurando sair incólumes.
- Apoiam ditaduras e ditadores (que lhes são próximos), mantêm o apoio até este se tornar insustentável, em seguida elogiam o seu derrube, e, atiram as suas responsabilidades, do passado, para o caixote do lixo do esquecimento.
- A duplicidade, quando se compara 1990 com 2011, não causa incómodo.
- Recordando alguns acontecimentos:
- Ben Ali, toma o poder na Tunísia em Novembro de 1987 através de um golpe de Estado.
Mantém um, brutal, regime corrupto e ditatorial durante 23 anos.
Renuncia ao cargo (é deposto) a 14 de Janeiro de 2011 – por pressão de protestos e do movimento revolucionário, popular, que tiveram início no princípio de Dezembro de 2010.
- Mubarak, no governo desde Outubro de 1981. Mantém o país em estado marcial durante 30 anos.
Acumula riqueza de largos milhares de milhões de $, distribuída por vários bancos internacionais, assim como por investimentos imobiliários.
Resigna a 11 de Fevereiro de 2011, após protestos e movimento revolucionário, iniciados a 25 de Janeiro – estimulados pelo movimento revolucionário na Tunísia, e, pela queda de Ben Ali.
- O Egipto, com Mubarak, era o 2º país com maior apoio económico e militar dos EUA – o 1º é, como é sabido, Israel. Ou seja, os EUA eram o principal sustentáculo de Mubarak – só o exército egípcio recebe anualmente dos EUA mais de 1 300 milhões de $.
- A Tunísia, com Ben Ali, também recebeu milhões de dólares de ajuda militar dos EUA.
- Ou seja, estados policiais, ditatoriais e corruptos foram apoiados e mantidos (durante 23 anos num caso e 30 noutro) pelas “democracias ocidentais”.
- Os “partidos socialistas”, através da “Internacional Socialista” (I.S.), também lhes ofereceram lugar no seu seio:
- Mubarak e o seu partido (NPD), pertenceu à I.S. de Junho de 1989 a 2011.
(É expulso a 31/01/2011, após o início do movimento revolucionário).
- Também Ben Ali e o seu partido (RCD), pertencia à I.S..
(Sendo expulso a 17/01/2001 (daquela organização) – curiosamente (3 dias), após sair (ser deposto) do poder da Tunísia (14/01/2011)).
- Os ontem apoiantes de ditadores, e, de ditaduras de décadas, passam hoje a apoiantes da revolução (que depos os ditadores que antes apoiavam), procurando sair incólumes.
- Apoiam ditaduras e ditadores (que lhes são próximos), mantêm o apoio até este se tornar insustentável, em seguida elogiam o seu derrube, e, atiram as suas responsabilidades, do passado, para o caixote do lixo do esquecimento.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
As autoridades suíças devem investigar criminalmente o ex-presidente G. W. Bush (divulgação)
A Amnistia Internacional apela hoje às autoridades Suíças que iniciem um processo de investigação criminal contra o antigo Presidente dos EUA, George W. Bush no decurso da sua visita esperada ao país no dia 12 de Fevereiro.
O Presidente Bush admitiu nas suas memórias publicadas no passado mês de Novembro, bem como numa entrevista televisiva, que autorizou os serviços secretos norte americanos - Central Intelligence Agency (CIA) – a usar uma série de “técnicas reforçadas de interrogatório” contra todos os detidos em centros de detenção secretos da CIA, incluindo o “waterboarding”, uma técnica de tortura com água.
...
“Já que as autoridades dos EUA, até agora, nada fizeram para levar o antigo Presidente à justiça, a Comunidade Internacional tem que intervir e actuar.”
...
O Inspector-geral da CIA descobriu que os dois detidos que constituem aqueles casos, Zayn al Abidin Muhammed Husayn (conhecido por Abu Zubaydah) e Khalid Sheikh Mohammed, foram sujeitos, entre eles, a pelo menos 266 aplicações de waterboarding em 2002 e 2003. Esta técnica consiste na colocação do detido deitado no chão de costas para baixo e amarrado de pés e mãos esticados, enquanto, no rosto coberto com um pano, são despejadas grandes quantidades de água sobre as narinas e boca, simulando a dor e o sofrimento da asfixia por afogamento.
O programa de detenções secretas da CIA, desenhado sob a autorização do então Presidente Bush, foi responsável pela sujeição de pelo menos mais vinte detidos a uma variada série de “técnicas reforçadas de interrogatório”, incluindo a imposição da manutenção durante várias horas em determinadas posições que causam dor e sofrimento, privação do sono e abusos físicos de vária natureza.
O relatório evidencia o conjunto de provas recolhidas que demonstram que a tortura e os outros crimes contra a lei internacional tiveram lugar vitimando detidos pelos militares norte americanos em Guantánamo, no Afeganistão e no Iraque.
Texto completo de petição em Amnistia Internacional
O Presidente Bush admitiu nas suas memórias publicadas no passado mês de Novembro, bem como numa entrevista televisiva, que autorizou os serviços secretos norte americanos - Central Intelligence Agency (CIA) – a usar uma série de “técnicas reforçadas de interrogatório” contra todos os detidos em centros de detenção secretos da CIA, incluindo o “waterboarding”, uma técnica de tortura com água.
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“Já que as autoridades dos EUA, até agora, nada fizeram para levar o antigo Presidente à justiça, a Comunidade Internacional tem que intervir e actuar.”
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O Inspector-geral da CIA descobriu que os dois detidos que constituem aqueles casos, Zayn al Abidin Muhammed Husayn (conhecido por Abu Zubaydah) e Khalid Sheikh Mohammed, foram sujeitos, entre eles, a pelo menos 266 aplicações de waterboarding em 2002 e 2003. Esta técnica consiste na colocação do detido deitado no chão de costas para baixo e amarrado de pés e mãos esticados, enquanto, no rosto coberto com um pano, são despejadas grandes quantidades de água sobre as narinas e boca, simulando a dor e o sofrimento da asfixia por afogamento.
O programa de detenções secretas da CIA, desenhado sob a autorização do então Presidente Bush, foi responsável pela sujeição de pelo menos mais vinte detidos a uma variada série de “técnicas reforçadas de interrogatório”, incluindo a imposição da manutenção durante várias horas em determinadas posições que causam dor e sofrimento, privação do sono e abusos físicos de vária natureza.
O relatório evidencia o conjunto de provas recolhidas que demonstram que a tortura e os outros crimes contra a lei internacional tiveram lugar vitimando detidos pelos militares norte americanos em Guantánamo, no Afeganistão e no Iraque.
Texto completo de petição em Amnistia Internacional
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Não à repressão da liberdade de expressão na Hungria (petição)
Segue-se excerto de texto, de petição, da Amnistia Internacional, acerca de legislação de repressão à liberdade de expressão na Hungria:
"Duas novas leis entraram em vigor na Hungria a 1 de Janeiro, o dia em que o país assumiu a Presidência da União Europeia por um período de seis meses. As restrições contidas na nova legislação dos meios de comunicação, que são baseadas em conceitos vagos como “interesse público”, acaba por deixar jornalistas e editores com incertezas quanto à forma como a lei é aplicada."
...
"A nova legislação impõe restrições a todos os meios de comunicação, quer sejam difundidos, impressos ou colocados online, quer sejam de propriedade pública ou privada, sendo também aplicadas aos meios de comunicação estrangeiros."
Para aceder ao texto completo da petição clicar Amnistia Internacional
"Duas novas leis entraram em vigor na Hungria a 1 de Janeiro, o dia em que o país assumiu a Presidência da União Europeia por um período de seis meses. As restrições contidas na nova legislação dos meios de comunicação, que são baseadas em conceitos vagos como “interesse público”, acaba por deixar jornalistas e editores com incertezas quanto à forma como a lei é aplicada."
...
"A nova legislação impõe restrições a todos os meios de comunicação, quer sejam difundidos, impressos ou colocados online, quer sejam de propriedade pública ou privada, sendo também aplicadas aos meios de comunicação estrangeiros."
Para aceder ao texto completo da petição clicar Amnistia Internacional
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Requiem pelas nossas almas!
Alternativas?!, Soluções?!, Respostas?!, ou o controlo do pensamento!
Momentos reveladores têm surgido desde as últimas eleições, e, aquando da “discussão” em torno do O. E..
1 - Enquanto o governo nos surpreendia diariamente com a divulgação de sucessivos PEC's e infindáveis medidas. Os media em laboriosa azáfama – convertidos em avançados laboratórios de biotecnologia – produziam fornada após fornada, de, bem sucedidos, ... clones.
Afinadas vozes (convém salientar) dum coro, de ilustres tenores, barítonos e sopranos (acompanhados por, não menos ilustres, instrumentistas), ecoaram em uníssono de Norte a Sul, anunciando-nos, a boa nova redentora de tal caminho!
Tal caminho, diziam-nos, tinha tanto de virtuoso como de inevitável – instâncias supremas exigiam-no. Essa era a atitude “responsável”. O apaziguamento dos seus insondáveis ímpetos impunha-o – podendo, nós, desta forma, aspirar à sua misericórdia e à redenção.
Assim. sucederam-se os PEC's, o O.E., a dança, ao ritmo do tango, aguardando nós, no final, um invejável lugar no Éden...
Houve vozes divergentes, ousaram afimar, a existência de caminhos diversos, e, de, propostas alternativas – mas não tiveram lugar no palco dos media (salvo alguma esquecida excepção).
(Correu publicamente uma petição pelo pluralismo de opinião no debate político e económico).
Os partidos de esquerda apresentaram (ao O.E.) um conjunto alargado de propostas alternativas (15 num caso, 20 noutro...), que não tiveram direito a discussão.
Algum alienígena, que nos observasse (e entendesse a nossa linguagem), seguramente acharia que algo de estranho se passaria – quando se passam centenas de horas a discutir as danças de 2 partidos e as “propostas” (ao O.E. do governo) do par de dança, que se resumem a saber se o IVA deveria aumentar 1 ou 2% (e pouco mais), e, as propostas restantes – mais completas, mais amplas e mais abrangentes – não merecem , pelos media e seus ilustres clones (15 minutos que seja de) discussão!
O nossp alienígena, pensaria, certamente, que algo de grave e de preocupante se passaria com estas sociedades...
Tem lugar um eficaz sistema de doutrinamento e de controlo do pensamento (citando Chomsky).
É claro que existem propostas alternativas – amplas e consistentes – mas elas, não cabem, no processo de doutrinamento do regime.
Uma das demonstrações da eficácia do funcionamento do processo de doutrinamento? - dias, semanas, meses, após a apresentação das alternativas; políticos e comentadores continuam a afirmar o caminho seguido como o único possível, que não existem outras soluções, ou que não se apresentam alternativas – e a mensagem passa sem estranheza e com uma naturalidade surprendente e estonteante...
2 – Em Outubro ou Novembro (2010), surge um documento da Associação Francesa de Economia Política, intitulado: “Manifesto dos economistas aterrorizados”, que coloca um conjunto de questões fundamentais, sobre a actual crise, a construção e a arquitetura europeias, e apresenta um conjunto alargado de propostas.
Também ele foi obliterado do debate público pelos media.
Permito-me, aqui, apresentar alguns (extensos) excertos (do referido “Manifesto”):
“...A Europa encontra-se aprisionada na sua própria armadilha constitucional [desde o Tratado de Maastricht] os Estados são obrigados a endividar-se nas instituições privadas que obtêm injecções de liquidez, a baixo custo, do Banco Central Europeu (BCE). Por conseguinte, os mercados têm em seu poder a chave do financiamento dos Estados.”,
“...A maior partes dos economistas que intervêm no debate públiico, fazem-no para justificar, ou racionalizar, a submissão das políticas às exigências dos mercados financeiros ..”,
“...Enquanto economistas … aterroriza-nos constatar que os fundamentos teóricos … dos argumentos utilizados à mais de 30 anos para orientar as opções das políticas económicas … não sejam postos em causa...”
“... a crise [não] é interpretada como o resultado lógico dos mercados desregulados ...”
“ ...um processo de “fedbacks positivos”, que agrava os desiquilíbrios. É a bolha especulativa: uma subida acumulada dos preços que se alimenta a si própria ...”
“O lugar preponderante que os mercados fianceiros ocupam … é uma fonte permanente de instabilidade ...”,
“[Proposta 1] Limitar … os mercados financeiros … proibindo os bancos de especular por conta própria, evitando assim a propagação das bolhas e dos colapsos.”
“... as agências de notação financeira contribuem … para determinar as taxas de juros nos mercados obrigacionistas, … contaminadas pela vontade de alimentar a instabilidade, fonte de lucros especulativos ...”,
“[Proposta 8b] Libertar os Estados da ameaça dos mercados financeiros, garantindo a compra de títulos da dívida pública pelo BCE”,
“...A explosão recente das dívidas públicas na Europa e no mundo deve-se … aos planos de salvamento do sector financeiro ...”,
“[Proposta 9] Efectuar uma auditoria pública das dívidas soberanas, de modo a determinar a sua origem ...”,
“Ao nível europeu, a financeirização da dívida pública encontra-se inscrita nos tratados: com Maastricht os Bancos Centrais ficaram proibidos de financiar directamente os Estados, que devem encontrar quem lhes conceda empréstimos nos mercados financeiros.
Esta “repressão financeira” … Trata-se de submeter os Estados … à disciplina dos mercados financeiros ...”,
“[Proposta 14] Autorizar o BCE a financiar os Estados …, a um juro reduzido, aliviando deste modo o cerco que lhes é imposto pelos mercados financeiros.”,
“A Europa foi construída, durante 3 décadas, a partir de uma base tecnocrática que excluiu as populações do debate de política económica ...”,
“É por isso que nos parece importante esboçar e debater, neste momento, as grandes linhas das políticas económicas alternativas, que tornarão possível esta refundação da construção europeia.”,
(Os sublinhados são da minha responsabilidade).
- O texto completo deste Manifesto poderá ser encontrado em arrastão.
É notável o empenho demonstrado, em impedir, a discussão das várias visões da Europa, e, das diferentes alternativas à sua construção; prosseguida pelos governos europeus. Governos esses, oriundos, das duas famílias políticas, a que pertencem os partidos que têm governado o país, à mais de 35 anos...
- Mais uma vez, é evidente, que existe um conjunto, de posições alternativas e de respostas, vasto e consistente, sobre a situação europeia – mas este é rejeitado do processo de “discussão”.
Pretende-se “mostrar”, não para debater os caminhos possíveis, mas para os esconder – o espaço público de discussão política é convertido em entretenimento de caserna, e, não, no da apresentação das alternativas, e, da promoção do esclarecimento.
As alternativas são excluídas do processo de “discussão”.
O sistema doutrinal é fortemente rejeccionista – ele determina e controla os limites da discussão possível.
É claro qu existem (outras) propostas e alternativas, mas estas são rejeitadas e lançadas para o útil poço da memória orwelliana (continuando com Chomsky).
Os media cumprem escrupulosamente o seu papel, no empenho da manufactura da engenharia do consenso (continuando ainda com Chomsky), em torno da aceitação das posições alternativas possíveis.
As ditaduras utilizam o cacete para controlar o pensamento, regimes não ditatoriais, utilizam formas mais subtis (ainda com Chomsky). São tão eficazes como o cacete? Bom, em 2005 o PSD-CDS perdeu o poder para uma maioria absoluta do PS, em 2010, algumas sondagens apontam uma derrota do PS, para uma maioria absoluta do PSD ….
Insanidade
Os “mercados” revelaram-se insaciáveis. Mensagens contraditórias e incongruentes eram (são) lançadas (antes, durante e após a “discussão” do O.E.); ora congratulando-se, e, exortandos os governos a prosseguir o caminho seguido, ora, ameaçando com a punição.
A confusão estava lançada e a pluralidade obliterada.
Os templos dos mercados revelam-se templos do absurdo.
A exortação à continuação não passa de uma exortação sacrificial.
A via que era (é) traçada não passava (passa), afinal, duma via sacra ao altar sacrificial, e, os políticos (assim como os comentadores do “sistema”), que a ele nos conduzem, os nossos carrascos!
No insaciável altar dos mercados é exigido sacrificio após sacrifício. A sua sede mostra-se incomensurável.
- A resposta dos mercados aos governos (com os seus intermináveis pacotes de austeridade, e, a sua incessante avalancha de cortes sociais), asssim como às vozes, que incansavelmente, ecoaram (e ecoam) nas capelas dos media?
- A 28/09 – altura da apresentação do PEC 3, os juros das obrigações (a 10 anos) atingiram um máximo de - 6,637%;
- A 15/10 – dia da apresentação do O.E. - juros das obrigações - 5,808%;
- A 01/11 - 1 dia após o acordo PS-PSD, que garantiu a aprovação do O.E - 6,191%;
- A 04/11 – Os juros atingem novo máximo histórico - 6,798%;
- A 11/11 – Os juros das obrigações continuam a sua trajectória ascendente e atingem novo máximo histórico - 7,035%;
- A 24/11 – após 3 PEC's e um O.E., os, insaciáveis, mercados respondem e os juros prosseguem a sua imparável trajectória e atingem novo máximo (histórico) - 7,059%;
- A 21/12 – (dia em que a Moody's voltou a ameaçar cortar o “rating”) o valor dos juros estava a - 6,525%.
E a saga continua, novos episódios estão anunciados ….
“O principal negócio da América é o negócio ...”
1 – Em alguns dos principais indicadores de desenvolvimento, os EUA, apresentam dos piores resultados, entre os países industrializados, como; taxa de mortalidade infantil e nº de mulheres que morre durante a gravidez, ou parto, por 100 000 nados-vivos (por exemplo).
(Em relação ao 1º caso é mais do dobro do valor de Portugal e em relação ao 2º é mais do triplo do valor de Portugal).
Isto essencialmente porque nos EUA a saúde é privada (situação única, aliás, entre os países “desenvolvidos”) - o país mais rico do mundo é incapaz de garantir um serviço de saúde público, de acesso universal e gratuito aos seus cidadãos.
(Reagan, o principal mentor deste sistema fê-lo em nome de obter “o melhor sistema de saúde, do mundo, para a América” !.…)
As companhias de seguros duplicaram, triplicaram os seus lucros em pouco tempo – à custa de negar cuidados de saúde aos cidadãos ...(clientes)!
A saúde na América é um, muito rentável, negócio.
Os seus técnicos e quadros são premiados e promovidos em função do nº de cuidados de saúde negados.
Na era (W.) Bush empresas de seguros de saúde pagaram centenas de milhões de $ a congressistas- (com Bush à cabeça, com cerca de 1 milhão), para elaborarem e aprovarem legislação (no interesse da indústria farmacêutica). Após a legislação ser aprovada, 14 adidos do congresso e congressistas – que trabalharam no decreto-lei - abandonaram o congresso e foram trabalhar para a indústria de saúde. Billy Tauzin (um dos principais congressistas envolvidos na Lei), abandonou o congresso e foi trabalhar para a indústia de saúde com um salário anual de vários milhões de $.
- O negócio da América é o negócio.
2 – Saltar da presidência, ou da administração, de bancos, ou de grandes empresas, para o governo e deste para aqueles – nada de mais natural.
Fraude, especulação, adulteração de contabilidade de empresas, manipulação de resultados (a troco de milhões); práticas correntes...
Especular na subida ou na queda de acções, apostar na subida ou na queda de empresas, na subida ou na queda de países – perfeitamente legítimo!
- O negócio da América é o negócio.
Na América a máfia financeira e as práticas mafiosas, são práticas perfeitamente legítimas e estão institucionalizadas.
É avassaladoramente revelador um documentário que passou recentemente pelas salas de cinema (uma ou duas creio).
- AIG, Fannie Mae e Freddie Mac, tinham as mais altas referências das, agora tão conhecidas, agências de “rating” Moody's e Standard & Poor's, que - dois dias antes de falirem e de serem resgatadas – lhes atribuíam as classificações máximas: AA e AAA.
- A Merrill Lynch dois dias antes da falência e do seu resgate, também tinha comprado classificação máxima – as referidas agências atribuíam-lhe: AAA.
(A Administração, deste gigantesco banco de investimentos, atribui-se em bónus (ou prémios) 3,6 mil milhões – valor este correspondendo a, 1/3 do dinheiro que recebeu do Banco Central (do estado) pelo seu resgate - bónus, como é espectável, pela sua competência e bons serviços prestados).(Os bónus, ou prémios, milionários ou multimilionários, foram aliás gerais nas mega-empresas falidas).
(As agências de "rating" quadruplicaram os seus lucros a classificar lixo tóxico como; AA e AAA).
- Permutas entre público e privado? – vulgar no outro lado do Atântico:
. Larry Summers
Economista chefe do Banco Mundial – 19991-1992,
Entrou para o poder político (pelas mãos de Clinton), como Secretário do Tesouro Americano – 1999-2001,
Presidente da Universikdade de Harvard – 2001-2006,
Voltou para o governo, como “Director do Concelho Económico Nacional” - 2009-2010 (com Obama - sendo um dos seus principais acessores).
É ainda, simultaneamente, gestor (em part-time) de uma “hedge fund”, de uma firma “D. E. Show & Co.”, de onde recebeu largos milhões...
Nos cargos privados (B. M. e Univ. Harvard), defendeu a desregulamentação financeira, mais tarde no governo de Clinton, como Secretário do Tesouro, implementou essas medidas.
. Henry Pawlson
Administrador e presidente do Grupo Goldman Sachs (banco de investimentos) de 1998-2006,
Ingressou no governo, como Secretário do Tesouro dos EUA – 2006-2009 (pelas mãos de Bush),
- Robert Rubin
(Outro) Administrador e presidente do grupo Goldman Sachs – 1990-1992,
“Saltou” para o governo como - “Director do Conselho Económico Nacional” - 1993-1995,
Continuou, no governo, como Secretário do Tesouro de 1995-1999 (com Clinton) – onde defendeu a lei que tornou legal a criação do Citigroup,
Em 2007 torna-se Administrador do Citigroup (“chairman”).
- Professores de escolas de Gestão e de Economia recebem centenas de milhar, ou milhões, para fornecerem pareceres, como consultores, ou administradores de empresas, ou de agências financeiras, são pagos a peso de ouro em conferências, principalmente para agências financeiras (um dos casos mais célebres é o de Larry Summers).
- Incompatibilidades, conflitos de interesses – são palavras desconhecidas.
(A indústria financeira gastou entre 1998 e 2008, em lobbies e apoios a campanhas políticas; 5 000 milhões).
- O negócio da América é o negócio!
3 – A Islândia, após integrar o espaço económico europeu, privatizou os 3 principais bancos – privatização acompanhada da respectiva desregulamentação do sector financeiro – tendo-se seguido uma gigantesca bolha (o valor das suas acções chegou a subir cerca de 800%).
Os bancos trataram de comprar pareceres positivos (actividade tanto corrente, como fácil - a procura e a oferta é elevada) - um dos quais, a um ilustre professor na Escola de Administração de Empresas da Universidade de Colúmbia. Neste, teciam-se grandes elogios ao sistema de “regulação” bancário islandês; “os bancos, são fortes, bem geridos ...”
. As agências de “rating”, antes das falências, atribuiam-lhes (aos referidos bancos) classificação máxima: AAA.
(1/3 dos reguladores financeiros foi trabalhar para os bancos).
Até que a bolha rebentou – atirando os bancos para a bancarrota (e levando o país ao descalabro).
Este foi, um exemplo, revelador, do resultado, da tão proclamada “auto-regulação” dos mercados, defendida pelos neo-liberais à mais de 25 anos …
A Islândia - país que tinha excelentes indicadores de desenvolvimento (dos melhores do mundo, e, com uma população com níveis de vida ´”invejáveis” (mesmo entre os países “desenvolvidos”)) – é estilhaçada!
O cocktail; negócios/politica/teóricos-académicos-do-sistema, servido nos salões dos palácios governamentais e nos gabinetes privados das grandes instituições; não passa de veneno tóxico!
O que diferencia estas práticas das do sub-mundo criminoso na China, Bogotá, ou Colômbia; é a sua licitude.
A máfia financeira não corre o risco das rusgas e de prisão, que correm os falsificadores da Louis Vuitton, da Rolex, ou os traficantes de droga.
O seu negócio é mais seguro do que o mercado negro da droga ou o da contrafacção.
A máfia financeira ganha biliões, leva empresas e países à falência, provoca o sofrimento em milhões e é recompensada!
Escrúpulos, incompatibilidades, conflitos de interesses, são palavras inexistentes no léxico deste (es) mundo (os)...
- Vivemos em regimes fechados de interesses intercomunicantes – que visam a auto-perpectuação!
(São excluídas aqui as relações com as indústrias de armamento e de petróleo...).
- Calvin Coolidge, presidente dos EUA de 1923 a 1929 (opositor de qualquer regulamentação) – que por acaso estava incluído numa lista de clientes preferenciais para acções – tinha como slogan;
“O principal negócio da América é o negócio”.
- A máfia afirma só conhecer 3 palavras; “negócio, negócio e negócio”.
- Apetece utilizar a velha frase anarquista; “as putas ao poder que os filhos já lá estão”.
- Paz às nossas almas!!!..
Momentos reveladores têm surgido desde as últimas eleições, e, aquando da “discussão” em torno do O. E..
1 - Enquanto o governo nos surpreendia diariamente com a divulgação de sucessivos PEC's e infindáveis medidas. Os media em laboriosa azáfama – convertidos em avançados laboratórios de biotecnologia – produziam fornada após fornada, de, bem sucedidos, ... clones.
Afinadas vozes (convém salientar) dum coro, de ilustres tenores, barítonos e sopranos (acompanhados por, não menos ilustres, instrumentistas), ecoaram em uníssono de Norte a Sul, anunciando-nos, a boa nova redentora de tal caminho!
Tal caminho, diziam-nos, tinha tanto de virtuoso como de inevitável – instâncias supremas exigiam-no. Essa era a atitude “responsável”. O apaziguamento dos seus insondáveis ímpetos impunha-o – podendo, nós, desta forma, aspirar à sua misericórdia e à redenção.
Assim. sucederam-se os PEC's, o O.E., a dança, ao ritmo do tango, aguardando nós, no final, um invejável lugar no Éden...
Houve vozes divergentes, ousaram afimar, a existência de caminhos diversos, e, de, propostas alternativas – mas não tiveram lugar no palco dos media (salvo alguma esquecida excepção).
(Correu publicamente uma petição pelo pluralismo de opinião no debate político e económico).
Os partidos de esquerda apresentaram (ao O.E.) um conjunto alargado de propostas alternativas (15 num caso, 20 noutro...), que não tiveram direito a discussão.
Algum alienígena, que nos observasse (e entendesse a nossa linguagem), seguramente acharia que algo de estranho se passaria – quando se passam centenas de horas a discutir as danças de 2 partidos e as “propostas” (ao O.E. do governo) do par de dança, que se resumem a saber se o IVA deveria aumentar 1 ou 2% (e pouco mais), e, as propostas restantes – mais completas, mais amplas e mais abrangentes – não merecem , pelos media e seus ilustres clones (15 minutos que seja de) discussão!
O nossp alienígena, pensaria, certamente, que algo de grave e de preocupante se passaria com estas sociedades...
Tem lugar um eficaz sistema de doutrinamento e de controlo do pensamento (citando Chomsky).
É claro que existem propostas alternativas – amplas e consistentes – mas elas, não cabem, no processo de doutrinamento do regime.
Uma das demonstrações da eficácia do funcionamento do processo de doutrinamento? - dias, semanas, meses, após a apresentação das alternativas; políticos e comentadores continuam a afirmar o caminho seguido como o único possível, que não existem outras soluções, ou que não se apresentam alternativas – e a mensagem passa sem estranheza e com uma naturalidade surprendente e estonteante...
2 – Em Outubro ou Novembro (2010), surge um documento da Associação Francesa de Economia Política, intitulado: “Manifesto dos economistas aterrorizados”, que coloca um conjunto de questões fundamentais, sobre a actual crise, a construção e a arquitetura europeias, e apresenta um conjunto alargado de propostas.
Também ele foi obliterado do debate público pelos media.
Permito-me, aqui, apresentar alguns (extensos) excertos (do referido “Manifesto”):
“...A Europa encontra-se aprisionada na sua própria armadilha constitucional [desde o Tratado de Maastricht] os Estados são obrigados a endividar-se nas instituições privadas que obtêm injecções de liquidez, a baixo custo, do Banco Central Europeu (BCE). Por conseguinte, os mercados têm em seu poder a chave do financiamento dos Estados.”,
“...A maior partes dos economistas que intervêm no debate públiico, fazem-no para justificar, ou racionalizar, a submissão das políticas às exigências dos mercados financeiros ..”,
“...Enquanto economistas … aterroriza-nos constatar que os fundamentos teóricos … dos argumentos utilizados à mais de 30 anos para orientar as opções das políticas económicas … não sejam postos em causa...”
“... a crise [não] é interpretada como o resultado lógico dos mercados desregulados ...”
“ ...um processo de “fedbacks positivos”, que agrava os desiquilíbrios. É a bolha especulativa: uma subida acumulada dos preços que se alimenta a si própria ...”
“O lugar preponderante que os mercados fianceiros ocupam … é uma fonte permanente de instabilidade ...”,
“[Proposta 1] Limitar … os mercados financeiros … proibindo os bancos de especular por conta própria, evitando assim a propagação das bolhas e dos colapsos.”
“... as agências de notação financeira contribuem … para determinar as taxas de juros nos mercados obrigacionistas, … contaminadas pela vontade de alimentar a instabilidade, fonte de lucros especulativos ...”,
“[Proposta 8b] Libertar os Estados da ameaça dos mercados financeiros, garantindo a compra de títulos da dívida pública pelo BCE”,
“...A explosão recente das dívidas públicas na Europa e no mundo deve-se … aos planos de salvamento do sector financeiro ...”,
“[Proposta 9] Efectuar uma auditoria pública das dívidas soberanas, de modo a determinar a sua origem ...”,
“Ao nível europeu, a financeirização da dívida pública encontra-se inscrita nos tratados: com Maastricht os Bancos Centrais ficaram proibidos de financiar directamente os Estados, que devem encontrar quem lhes conceda empréstimos nos mercados financeiros.
Esta “repressão financeira” … Trata-se de submeter os Estados … à disciplina dos mercados financeiros ...”,
“[Proposta 14] Autorizar o BCE a financiar os Estados …, a um juro reduzido, aliviando deste modo o cerco que lhes é imposto pelos mercados financeiros.”,
“A Europa foi construída, durante 3 décadas, a partir de uma base tecnocrática que excluiu as populações do debate de política económica ...”,
“É por isso que nos parece importante esboçar e debater, neste momento, as grandes linhas das políticas económicas alternativas, que tornarão possível esta refundação da construção europeia.”,
(Os sublinhados são da minha responsabilidade).
- O texto completo deste Manifesto poderá ser encontrado em arrastão.
É notável o empenho demonstrado, em impedir, a discussão das várias visões da Europa, e, das diferentes alternativas à sua construção; prosseguida pelos governos europeus. Governos esses, oriundos, das duas famílias políticas, a que pertencem os partidos que têm governado o país, à mais de 35 anos...
- Mais uma vez, é evidente, que existe um conjunto, de posições alternativas e de respostas, vasto e consistente, sobre a situação europeia – mas este é rejeitado do processo de “discussão”.
Pretende-se “mostrar”, não para debater os caminhos possíveis, mas para os esconder – o espaço público de discussão política é convertido em entretenimento de caserna, e, não, no da apresentação das alternativas, e, da promoção do esclarecimento.
As alternativas são excluídas do processo de “discussão”.
O sistema doutrinal é fortemente rejeccionista – ele determina e controla os limites da discussão possível.
É claro qu existem (outras) propostas e alternativas, mas estas são rejeitadas e lançadas para o útil poço da memória orwelliana (continuando com Chomsky).
Os media cumprem escrupulosamente o seu papel, no empenho da manufactura da engenharia do consenso (continuando ainda com Chomsky), em torno da aceitação das posições alternativas possíveis.
As ditaduras utilizam o cacete para controlar o pensamento, regimes não ditatoriais, utilizam formas mais subtis (ainda com Chomsky). São tão eficazes como o cacete? Bom, em 2005 o PSD-CDS perdeu o poder para uma maioria absoluta do PS, em 2010, algumas sondagens apontam uma derrota do PS, para uma maioria absoluta do PSD ….
Insanidade
Os “mercados” revelaram-se insaciáveis. Mensagens contraditórias e incongruentes eram (são) lançadas (antes, durante e após a “discussão” do O.E.); ora congratulando-se, e, exortandos os governos a prosseguir o caminho seguido, ora, ameaçando com a punição.
A confusão estava lançada e a pluralidade obliterada.
Os templos dos mercados revelam-se templos do absurdo.
A exortação à continuação não passa de uma exortação sacrificial.
A via que era (é) traçada não passava (passa), afinal, duma via sacra ao altar sacrificial, e, os políticos (assim como os comentadores do “sistema”), que a ele nos conduzem, os nossos carrascos!
No insaciável altar dos mercados é exigido sacrificio após sacrifício. A sua sede mostra-se incomensurável.
- A resposta dos mercados aos governos (com os seus intermináveis pacotes de austeridade, e, a sua incessante avalancha de cortes sociais), asssim como às vozes, que incansavelmente, ecoaram (e ecoam) nas capelas dos media?
- A 28/09 – altura da apresentação do PEC 3, os juros das obrigações (a 10 anos) atingiram um máximo de - 6,637%;
- A 15/10 – dia da apresentação do O.E. - juros das obrigações - 5,808%;
- A 01/11 - 1 dia após o acordo PS-PSD, que garantiu a aprovação do O.E - 6,191%;
- A 04/11 – Os juros atingem novo máximo histórico - 6,798%;
- A 11/11 – Os juros das obrigações continuam a sua trajectória ascendente e atingem novo máximo histórico - 7,035%;
- A 24/11 – após 3 PEC's e um O.E., os, insaciáveis, mercados respondem e os juros prosseguem a sua imparável trajectória e atingem novo máximo (histórico) - 7,059%;
- A 21/12 – (dia em que a Moody's voltou a ameaçar cortar o “rating”) o valor dos juros estava a - 6,525%.
E a saga continua, novos episódios estão anunciados ….
“O principal negócio da América é o negócio ...”
1 – Em alguns dos principais indicadores de desenvolvimento, os EUA, apresentam dos piores resultados, entre os países industrializados, como; taxa de mortalidade infantil e nº de mulheres que morre durante a gravidez, ou parto, por 100 000 nados-vivos (por exemplo).
(Em relação ao 1º caso é mais do dobro do valor de Portugal e em relação ao 2º é mais do triplo do valor de Portugal).
Isto essencialmente porque nos EUA a saúde é privada (situação única, aliás, entre os países “desenvolvidos”) - o país mais rico do mundo é incapaz de garantir um serviço de saúde público, de acesso universal e gratuito aos seus cidadãos.
(Reagan, o principal mentor deste sistema fê-lo em nome de obter “o melhor sistema de saúde, do mundo, para a América” !.…)
As companhias de seguros duplicaram, triplicaram os seus lucros em pouco tempo – à custa de negar cuidados de saúde aos cidadãos ...(clientes)!
A saúde na América é um, muito rentável, negócio.
Os seus técnicos e quadros são premiados e promovidos em função do nº de cuidados de saúde negados.
Na era (W.) Bush empresas de seguros de saúde pagaram centenas de milhões de $ a congressistas- (com Bush à cabeça, com cerca de 1 milhão), para elaborarem e aprovarem legislação (no interesse da indústria farmacêutica). Após a legislação ser aprovada, 14 adidos do congresso e congressistas – que trabalharam no decreto-lei - abandonaram o congresso e foram trabalhar para a indústria de saúde. Billy Tauzin (um dos principais congressistas envolvidos na Lei), abandonou o congresso e foi trabalhar para a indústia de saúde com um salário anual de vários milhões de $.
- O negócio da América é o negócio.
2 – Saltar da presidência, ou da administração, de bancos, ou de grandes empresas, para o governo e deste para aqueles – nada de mais natural.
Fraude, especulação, adulteração de contabilidade de empresas, manipulação de resultados (a troco de milhões); práticas correntes...
Especular na subida ou na queda de acções, apostar na subida ou na queda de empresas, na subida ou na queda de países – perfeitamente legítimo!
- O negócio da América é o negócio.
Na América a máfia financeira e as práticas mafiosas, são práticas perfeitamente legítimas e estão institucionalizadas.
É avassaladoramente revelador um documentário que passou recentemente pelas salas de cinema (uma ou duas creio).
- AIG, Fannie Mae e Freddie Mac, tinham as mais altas referências das, agora tão conhecidas, agências de “rating” Moody's e Standard & Poor's, que - dois dias antes de falirem e de serem resgatadas – lhes atribuíam as classificações máximas: AA e AAA.
- A Merrill Lynch dois dias antes da falência e do seu resgate, também tinha comprado classificação máxima – as referidas agências atribuíam-lhe: AAA.
(A Administração, deste gigantesco banco de investimentos, atribui-se em bónus (ou prémios) 3,6 mil milhões – valor este correspondendo a, 1/3 do dinheiro que recebeu do Banco Central (do estado) pelo seu resgate - bónus, como é espectável, pela sua competência e bons serviços prestados).(Os bónus, ou prémios, milionários ou multimilionários, foram aliás gerais nas mega-empresas falidas).
(As agências de "rating" quadruplicaram os seus lucros a classificar lixo tóxico como; AA e AAA).
- Permutas entre público e privado? – vulgar no outro lado do Atântico:
. Larry Summers
Economista chefe do Banco Mundial – 19991-1992,
Entrou para o poder político (pelas mãos de Clinton), como Secretário do Tesouro Americano – 1999-2001,
Presidente da Universikdade de Harvard – 2001-2006,
Voltou para o governo, como “Director do Concelho Económico Nacional” - 2009-2010 (com Obama - sendo um dos seus principais acessores).
É ainda, simultaneamente, gestor (em part-time) de uma “hedge fund”, de uma firma “D. E. Show & Co.”, de onde recebeu largos milhões...
Nos cargos privados (B. M. e Univ. Harvard), defendeu a desregulamentação financeira, mais tarde no governo de Clinton, como Secretário do Tesouro, implementou essas medidas.
. Henry Pawlson
Administrador e presidente do Grupo Goldman Sachs (banco de investimentos) de 1998-2006,
Ingressou no governo, como Secretário do Tesouro dos EUA – 2006-2009 (pelas mãos de Bush),
- Robert Rubin
(Outro) Administrador e presidente do grupo Goldman Sachs – 1990-1992,
“Saltou” para o governo como - “Director do Conselho Económico Nacional” - 1993-1995,
Continuou, no governo, como Secretário do Tesouro de 1995-1999 (com Clinton) – onde defendeu a lei que tornou legal a criação do Citigroup,
Em 2007 torna-se Administrador do Citigroup (“chairman”).
- Professores de escolas de Gestão e de Economia recebem centenas de milhar, ou milhões, para fornecerem pareceres, como consultores, ou administradores de empresas, ou de agências financeiras, são pagos a peso de ouro em conferências, principalmente para agências financeiras (um dos casos mais célebres é o de Larry Summers).
- Incompatibilidades, conflitos de interesses – são palavras desconhecidas.
(A indústria financeira gastou entre 1998 e 2008, em lobbies e apoios a campanhas políticas; 5 000 milhões).
- O negócio da América é o negócio!
3 – A Islândia, após integrar o espaço económico europeu, privatizou os 3 principais bancos – privatização acompanhada da respectiva desregulamentação do sector financeiro – tendo-se seguido uma gigantesca bolha (o valor das suas acções chegou a subir cerca de 800%).
Os bancos trataram de comprar pareceres positivos (actividade tanto corrente, como fácil - a procura e a oferta é elevada) - um dos quais, a um ilustre professor na Escola de Administração de Empresas da Universidade de Colúmbia. Neste, teciam-se grandes elogios ao sistema de “regulação” bancário islandês; “os bancos, são fortes, bem geridos ...”
. As agências de “rating”, antes das falências, atribuiam-lhes (aos referidos bancos) classificação máxima: AAA.
(1/3 dos reguladores financeiros foi trabalhar para os bancos).
Até que a bolha rebentou – atirando os bancos para a bancarrota (e levando o país ao descalabro).
Este foi, um exemplo, revelador, do resultado, da tão proclamada “auto-regulação” dos mercados, defendida pelos neo-liberais à mais de 25 anos …
A Islândia - país que tinha excelentes indicadores de desenvolvimento (dos melhores do mundo, e, com uma população com níveis de vida ´”invejáveis” (mesmo entre os países “desenvolvidos”)) – é estilhaçada!
O cocktail; negócios/politica/teóricos-académicos-do-sistema, servido nos salões dos palácios governamentais e nos gabinetes privados das grandes instituições; não passa de veneno tóxico!
O que diferencia estas práticas das do sub-mundo criminoso na China, Bogotá, ou Colômbia; é a sua licitude.
A máfia financeira não corre o risco das rusgas e de prisão, que correm os falsificadores da Louis Vuitton, da Rolex, ou os traficantes de droga.
O seu negócio é mais seguro do que o mercado negro da droga ou o da contrafacção.
A máfia financeira ganha biliões, leva empresas e países à falência, provoca o sofrimento em milhões e é recompensada!
Escrúpulos, incompatibilidades, conflitos de interesses, são palavras inexistentes no léxico deste (es) mundo (os)...
- Vivemos em regimes fechados de interesses intercomunicantes – que visam a auto-perpectuação!
(São excluídas aqui as relações com as indústrias de armamento e de petróleo...).
- Calvin Coolidge, presidente dos EUA de 1923 a 1929 (opositor de qualquer regulamentação) – que por acaso estava incluído numa lista de clientes preferenciais para acções – tinha como slogan;
“O principal negócio da América é o negócio”.
- A máfia afirma só conhecer 3 palavras; “negócio, negócio e negócio”.
- Apetece utilizar a velha frase anarquista; “as putas ao poder que os filhos já lá estão”.
- Paz às nossas almas!!!..
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
"Como se o mundo não tivesse o direito de fartar-se da mesma comida política podre ..."
"...Como se o mundo não tivesse o direito de (...) fartar-se da mesma comida política podre servida em abundância aos selectos comensais dos palácios do poder em Washington"
Excerto de artigo de Pepe Escobar, intitulado: "Wikileaks: O imperador está nu" - "Asia Times Online", ler artigo em esquerda.net.
Excerto de artigo de Pepe Escobar, intitulado: "Wikileaks: O imperador está nu" - "Asia Times Online", ler artigo em esquerda.net.
domingo, 5 de dezembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Por uma investigação independente aos assassinatos israelitas!
Segue parte do texto da petição sobre o ataque homicida de israel à frota humanitária que seguia em direcção a Gaza, com ajuda alimentar. Com o bloqueio israelita imposto à população palestiniana da faixa de Gaza, esta encontra-se cercada à cerca de 4 anos, com restrições à circulação de bens e pessoas, à entrada de alimentos e medicamentos, com efeitos devastadores sobre a sua população. A petição já conta com cerca de 500 mil assinaturas:
"Petição aos governos e instituições internacionais:
Nós pedimos uma investigação independente e imediata sobre o ataque israelense à frota de barcos, responsabilizando os culpados. Pedimos também a remoção imediata do bloqueio a Gaza"
Para ler e assinar a petição.
"Petição aos governos e instituições internacionais:
Nós pedimos uma investigação independente e imediata sobre o ataque israelense à frota de barcos, responsabilizando os culpados. Pedimos também a remoção imediata do bloqueio a Gaza"
Para ler e assinar a petição.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
FIM À OCUPAÇÃO ISRAELITA!
BASTA DE CRIMES!
FIM AO BLOQUEIO A GAZA!
ver cartaz de convocação de manif. para 02/06 (4ª f.), Lisboa, em 2+2=5
A Amnistia Internacional considera que:
"o bloqueio não tem como alvo grupos armados mas sim a população de Gaza em geral, que é punida com a restrição à entrada de alimentos, medicamentos, equipamentos educacionais e materiais de construção",
"sem grande surpresas, as consequências do bloqueio, são mais visíveis nos sectores mais vulneráveis da população de Gaza, que ascende a 1,5 milhão de pessoas: as crianças, os idosos e os enfermos",
"o bloqueio consiste naquilo a que a lei internacional considera com punição colectiva e deve ser levantado imediatamente".
Ler apelo em Amnistia Internacional
FIM AO BLOQUEIO A GAZA!
ver cartaz de convocação de manif. para 02/06 (4ª f.), Lisboa, em 2+2=5
A Amnistia Internacional considera que:
"o bloqueio não tem como alvo grupos armados mas sim a população de Gaza em geral, que é punida com a restrição à entrada de alimentos, medicamentos, equipamentos educacionais e materiais de construção",
"sem grande surpresas, as consequências do bloqueio, são mais visíveis nos sectores mais vulneráveis da população de Gaza, que ascende a 1,5 milhão de pessoas: as crianças, os idosos e os enfermos",
"o bloqueio consiste naquilo a que a lei internacional considera com punição colectiva e deve ser levantado imediatamente".
Ler apelo em Amnistia Internacional
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A solução final israelita!...
Vergonha!!...
O mundo assiste silencioso e em directo a esta solução final, dirigida por israel aos Palestinianos.
De facto, os israelitas aprenderam muita coisa com os seus ex-carrascos nazis ...
Sobre alguns dos últimos acontecimentos ler: Daniel Oliveira, Esquerda.net, Esquerda.net
O mundo assiste silencioso e em directo a esta solução final, dirigida por israel aos Palestinianos.
De facto, os israelitas aprenderam muita coisa com os seus ex-carrascos nazis ...
Sobre alguns dos últimos acontecimentos ler: Daniel Oliveira, Esquerda.net, Esquerda.net
quinta-feira, 25 de março de 2010
Divulgação de Petição sobre "Tratado de Comércio de Armas"
Alguns números:
Anualmente;
- Mais de 300 000 pessoas são assassinadas.
- Mais de 1 000 000 de pessoas são feridas por armas.
- Mais de 200 000 pessoas são vítimas de homicídio com armas.
- No contexto de guerra e de conflitos armados entre 60 a 90 000 pessoas são mortas.
Visualização de Stop the bullets. Kill the gun.
Segue texto da Amnistia Internacional sobre Campanha de Controlo de Armas:
Participe na petição ao Presidente Barack Obama
A circulação desregrada de armas alimenta os conflitos, fomenta a pobreza e os abusos de direitos humanos. Chegou a altura de pedir ao Presidente Obama e à Secretária de Estado Hillary Clinton que apoiem imediatamente a criação de um Tratado de Comércio de Armas eficaz.
Em 2006, activistas da campanha Controlar as Armas, como você, ajudaram a colocar na agenda das Nações Unidas o Tratado de Comércio de Armas. Desde então, os EUA já votaram duas vezes contra a criação deste tratado.
Com o Presidente Obama na Casa Branca, há potencial para uma nova abordagem nas políticas externas da América. Obama já disse que defende um mundo livre de armas nucleares e um tratado inter-americano sobre tráfico de armas de fogo. A Semana de Acção Global é uma oportunidade para o presidente Obama ouvir a sua voz e apoiar um Tratado de Comércio de Armas.
Participe na petição ao presidente Obama. O mundo não pode esperar!
Anualmente;
- Mais de 300 000 pessoas são assassinadas.
- Mais de 1 000 000 de pessoas são feridas por armas.
- Mais de 200 000 pessoas são vítimas de homicídio com armas.
- No contexto de guerra e de conflitos armados entre 60 a 90 000 pessoas são mortas.
Visualização de Stop the bullets. Kill the gun.
Segue texto da Amnistia Internacional sobre Campanha de Controlo de Armas:
Participe na petição ao Presidente Barack Obama
A circulação desregrada de armas alimenta os conflitos, fomenta a pobreza e os abusos de direitos humanos. Chegou a altura de pedir ao Presidente Obama e à Secretária de Estado Hillary Clinton que apoiem imediatamente a criação de um Tratado de Comércio de Armas eficaz.
Em 2006, activistas da campanha Controlar as Armas, como você, ajudaram a colocar na agenda das Nações Unidas o Tratado de Comércio de Armas. Desde então, os EUA já votaram duas vezes contra a criação deste tratado.
Com o Presidente Obama na Casa Branca, há potencial para uma nova abordagem nas políticas externas da América. Obama já disse que defende um mundo livre de armas nucleares e um tratado inter-americano sobre tráfico de armas de fogo. A Semana de Acção Global é uma oportunidade para o presidente Obama ouvir a sua voz e apoiar um Tratado de Comércio de Armas.
Participe na petição ao presidente Obama. O mundo não pode esperar!
terça-feira, 23 de março de 2010
De ti ausente!
(A propósito de clip de Peter Murphy, ouvido em blogue que não registei ...)
O ar ergue-se
vislumbra o horizonte
expânde-se em direcção a vitais ramificações
a apelos de sequiosa seiva
voluntariosamente respondendo
Soêrgo-me
por suaves fragâncias percorrido
do torpor libertado,
lânguidos espasmos,
ténues melodias
Andreas
O ar ergue-se
vislumbra o horizonte
expânde-se em direcção a vitais ramificações
a apelos de sequiosa seiva
voluntariosamente respondendo
Soêrgo-me
por suaves fragâncias percorrido
do torpor libertado,
lânguidos espasmos,
ténues melodias
Andreas
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Radicalismo versus superficialidade
O período de todos os radicalismos
- A 13/01/2009 - em plena tormenta - o Secretário da ONU multiplicava-se em apelos.
Afirmava: falta alguém para "iniciar a liderança do processo de reestruturação da economia mundial", acrescentando, o "B.M. e o FMI nada fizeram, a OCDE também não, o G7 nada - estamos à espera que alguém do G20 assuma essa liderança...".
Estes, parece, não terem ficado indiferentes ao apelo. Assim no final da cimeira dos G20, em Londres a 02/04/2009, emitiram uma declaração, onde constava:
- "... exigência de transparência, contra a opacidade ...",
- "... combate aos off-shores ..." (A OCDE apontou uma lista de países não cooperativos na troca de informações fiscais),
- "... o sigilo bancário do passado tem de acabar ...",
- "... exigência de registo de movimentos de capitais ...",
- "... defesa de uma regulação financeira eficaz ...",
- "... estender a supervisão a agências de supervisão de classificação de risco de crédito ...".
(Embora possa parecer, o que acima se encontra escrito não foi retirado do programa do BE (nem do do PC), são, sim, transcrições praticamente literais, da referida declaração dos G20).
- O "observador da santa sé" junto da ONU, defendia a 26/05/2009 - numa intervenção nesta organização:
- "... a necessidade de um desenvolvimento financeiro sustentável ...",
- "... regulamentação para garantir transparência global e o controlo a todos os níveis do sistema financeiro ...".
- Sarkozy - falava (pela mesma altura) da necessidade de "um mundo novo" ...
- O Sr. van Zeller, defendia num "prós e contras" (após a crise já ser declarada uma evidência), que o Estado devia passar a intervir na economia - fazendo antever que na intervenção seguinte iria defender os planos quinquenais ...
Estava-se, é claro, a assistir à chegada das, alterosas vagas, que, ameaçavam tragar os continentes ...
Mas o registo iria mudar ...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Crónicas da insalubridade
As notícias sucedem-se céleres.
Os focos infecciosos multiplicam-se.
Tudo se iniciou com o registo de odores fétidos, intensificando-se a cada dia.
As aves intoxicadas tombam inertes dos seus voos.
A flora contorce-se agonizante, definhando e secando, caindo estéril.
As emanações pútridas tornam o ar irrespirável.
O fedor nauseabundo provoca espasmos nos rostos e entranha-se nos corpos.
Emanações sulfurosas provenientes das entranhas telúricas sufocam o ambiente e agravam a devastação.
Espalha-se a aridez e a desolação.
A pestilência dissemina-se, ameaçando mesmo ultrapassar o espaço sub-lunar.
Os agentes patogénicos causadores da epidemia surgem e desenvolvem-se em nichos resguardados e de difícil acesso.
Uma conclusão parece poder-se adiantar;
Os seus portadores são predadores que circulam no topo das cadeias alimentares dos ecossistemas (elevado nível que em muito explica a sua quase inacessibilidade e difícil combate).
É ainda sabido que estes predadores de topo estabelecem entre si várias e complexas relações simbióticas.
Vários grupos intrincheiram-se, decididos a enfrentar e a combater a gangrena...
São enfrentadas várias resistências activas e passivas...
À hora de fecho persistem as dúvidas acerca do sucesso de tais combates...
Os focos infecciosos multiplicam-se.
Tudo se iniciou com o registo de odores fétidos, intensificando-se a cada dia.
As aves intoxicadas tombam inertes dos seus voos.
A flora contorce-se agonizante, definhando e secando, caindo estéril.
As emanações pútridas tornam o ar irrespirável.
O fedor nauseabundo provoca espasmos nos rostos e entranha-se nos corpos.
Emanações sulfurosas provenientes das entranhas telúricas sufocam o ambiente e agravam a devastação.
Espalha-se a aridez e a desolação.
A pestilência dissemina-se, ameaçando mesmo ultrapassar o espaço sub-lunar.
Os agentes patogénicos causadores da epidemia surgem e desenvolvem-se em nichos resguardados e de difícil acesso.
Uma conclusão parece poder-se adiantar;
Os seus portadores são predadores que circulam no topo das cadeias alimentares dos ecossistemas (elevado nível que em muito explica a sua quase inacessibilidade e difícil combate).
É ainda sabido que estes predadores de topo estabelecem entre si várias e complexas relações simbióticas.
Vários grupos intrincheiram-se, decididos a enfrentar e a combater a gangrena...
São enfrentadas várias resistências activas e passivas...
À hora de fecho persistem as dúvidas acerca do sucesso de tais combates...
domingo, 9 de agosto de 2009
Novas questões, velhas respostas
- Ultimamente; após o resultado das europeias, têm vindo a público algumas posições ou expressões interessantes. Refiro-me em 1º lugar à expressão "esquerda democrática" utilizada já várias vezes por dirigentes do PS. Recordo-me, por exemplo, de um debate após as eleições europeias (e acerca das mesmas) na televisão, onde estavam presentes Francisco Assis e Rui Tavares, entre outros, de aquele afirmar que os votos no PS tinham sido votos na "esquerda democrática" - o que por exclusão de partes, implica que as restantes forças políticas que se afirmam de esquerda, não pertençam ao restrito clube a que pertence o PS; o da esquerda democrática.
Mas o recenseamento poderia continuar: 2 - Manuela Ferreira Leite (MFL) (entre outros políticos de direita), dizia a propósito de sondagens publicadas, antes das europeias, que era preocupante a subida da esquerda. 3 - Na noite das eleições europeias, e, após ser conhecido o resultado destas, Vital Moreira, no seu comentário ao país falava do "perigo da fragmentação partidária fora do arco dos partidos da governabilidade" ... 4 - Recentemente, João Jardim, vem propor a alteração da constituição, para, segundo ele, proteger Portugal do totalitarismo.Enfim, ... as críticas de João Jardim aos totalitarismos, só podem provocar uma reacção: o mais desbragado riso...
5 - Também recentemente, um novo fantasma foi retirado do armário escuro e lançado aos 4 ventos; o fantasma da "governabilidade" - que augura arrastar consigo, a ameaça do desabar dos céus e do fim dos dias.
Governabilidade
- Afinal de que falam, quando falam de governabilidade?
- Dos negócios ruinosos para o estado e favoráveis a 1 punhado?
- Do desbaratar de bens e de recursos públicos a favor de alguns?
- Da promiscuidade entre homens de negócios (eles mesmos) e os políticos-que-após-passarem-pelo-poder-se-transformam-em-homens-de-negócios? - Num ambiente; turvo, lodoso e pantanoso de atribuição/retribuição. Onde, os interesses destes, se tende a confundir com os daqueles e vice-versa?
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