quinta-feira, 30 de maio de 2013

Governo dos EUA ajuda Monsanto a vender transgénicos




(divulgação)


Governo dos EUA ajuda Monsanto a vender transgénicos

Em viagens oficiais, Hillary Clinton fazia lóbi para que países em desenvolvimento comprassem produtos da Monsanto. Artigo de Tom Philpott, publicado em “Mother Jones”.


- A partir de: Esquerda.net




terça-feira, 28 de maio de 2013

1 de Junho - Protesto Internacional (5)




- Chomsky, numa mensagem de apoio à manifestação internacional de 1 de Junho:

«Numa entrevista ao jornal Wall Street, o presidente do BCE, Mario Draghi, declarou ufanamente que o estado social europeu, um dos maiores contributos da Europa moderna para a civilização actual, está "obsoleto" e tem de ser descartado. Eis uma das previsíveis consequências dos cruéis e selvagens programas de austeridade impostos... às populações mais vulneráveis da Europa, juntamente com o também previsível agravamento da crise causado sobretudo pelas instituições financeiras, corruptas e predatórias.
Chegou o tempo de as vítimas se erguerem e unirem em protesto, abrindo caminho para o futuro mais justo que está, seguramente, ao seu alcance.»



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- Chomsky supports the call for 1June international demonstration:

«In an interview with the Wall Street Journal, ECB President Mario Draghi grandly proclaimed that the European social contract, one of modern Europe’s major contributions to modern civilization, is “obsolete,” and must be discarded. That is one of the predictable consequences of the cruel and savage austerity programs imposed on the... most vulnerable parts of the European population, along with the equally predictable consequence of worsening the crisis that was caused mostly by the predatory and corrupt financial institutions. The time has come for the victims to rise up and join together in protest and to lead the way towards the more just future that is surely within reach.»





- A partir de:  Que se lixe a troika!



sexta-feira, 24 de maio de 2013

1 de Junho - Protesto Internacional (4)












(divulgação)





INTERNATIONAL PROTEST GATHERS MORE THAN 70 CITIES IN TEN EUROPEAN COUNTRIES


The call released on the last 26th of April in Lisbon, for an international protest on the 1st of June has been answered. In the face of widespread economy disarray and social collapse on various degrees of magnitude throughout Europe, ten countries and over 70 cities (and counting) have answered positively.

Portugal, Spain, Greece, Italy, England, Ireland, Germany, France, Austria and Holland's peoples will stand up on the 1st of June to call for an end to austerity. The international network of resistance against austerity and the troika has been solidly building and will organize an important international event, a common shout to demand a halt to these policies and to the civilizational retrocess being imposed by the troika of the European Central Bank, the European Commission and the International Monetary Fund, aided by complying national governments.

As in Frankfurt Blockupy will protest in front of the European Central Bank Headquarters, in Lisbon the “Que Se Lixe a Troika” will protest in front of the national IMF headquarters, in Madrid, "Mareas Ciudadanas" will protest in front of the national European Commission headquarters, and in dozens more cities all around each of the ten countries protests will take place in search of a future without austerity-ridden policies and the ideological fanaticism which is destroying the most important thing in Europe: its peoples. Athens, Dublin, Paris, Vienna, London, The Hague, Florence, Porto, Barcelona, Marseille, Turin, Vigo, Coimbra, Santander, Bordeaux, Braga, Valencia, Toulouse, Seville, Funchal, Lyon, Tenerife, and dozens more cities and towns are joining!

The call has been supported by film director Ken Loach, political scientist Susan George, historian Eric Toussaint, french MEP Jean-Luc Melenchon, and many many more. The numbers continue to rise. In calls as in supporters.

On the first of June, European countries will cry out with one voice against austerity and the troika. Peoples' struggles are rising and solidarity is a reality for Europe. It will be the answer. The 1st will be the beginning, not the end. The time has come to stop the destruction encompassed in the minds of the leading deciders in an undemocratic Europe. Democracy must rule. Democracy must return. The people shall unite and it shall not be defeated.


- A partir de: Que se lixe a troika!




quinta-feira, 23 de maio de 2013

1 de Junho - Protesto Internacional (3)



- Concentrações/Manifestações:


16:00

Aveiro | Estação CP
Beja | Praça da República
Funchal | Praça do Município
Guimarães | Largo do Toural
Lisboa | Praça de Entrecampos
Loulé | Mercado Municipal
Marinha Grande | Parque da Cerca
Portimão | Praça Municipal
Setúbal | Largo José Afonso
Vila Real | Praça do Município


- A partir de: Que se lixe a troika!



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Jornalistas ou Aves Canoras?. Ou, de outra forma; Jornalismo ou Caixa-de-Ressonância?










- Segue-se 1 pequeno clip retirado do programa "Breaking the Set" (Canal RT) de 29 de Março, último. Programa apresentado pela interessante, talentosa, inteligente e deliciosa Abby Martin ...















domingo, 5 de maio de 2013

1 de Junho - "Protesto Internacional: Povos Unidos contra a troika!"









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(divulgação)



1 de Junho | Protesto Internacional: Povos Unidos contra a troika!


A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.

Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.

O apelo que lançámos para uma manifestação internacional descentralizada circulou entre dezenas de movimentos em Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Eslovénia… Na reunião de hoje, 26 de Abril, em Lisboa, estiveram presentes companheiros e companheiras de vários países da Europa, que discutiram em conjunto esta proposta.

Assim, hoje sai consensualizado a nível internacional que sairemos à rua no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!

Este é o início de um processo que se quer descentralizado, inclusivo e participado. Queremos construí-lo colectivamente e juntando as nossas forças. A partir de hoje a data de 1 de Junho será divulgada à escala europeia e todos e todas estão convidados a juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade, a favor de que sejam os povos a decidirem as suas vidas.

Apelamos a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.

Queremos continuar a alargar os nossos contactos tanto nacionais como internacionais, porque estamos conscientes que será o somatório das nossas vozes que poderá travar a nova vaga de austeridade que está a ser preparada. Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. Por isso pensamos que é chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade destes povos de se coordenarem na luta e
na recusa destas políticas.

De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!




- A partir de: Que se lixe a troika




sábado, 4 de maio de 2013

Elogio do estímulo

















Uma descoberta recente,
1 instante marcante!

Primeiro,
a visão e a audição colam-se ao ecrã
Em seguida, 1 após outro,
os sentidos fogem, atravessando-o,  arrebatados ...

1 contacto com águas frescas e claras

Uma sensação  de exaltação refrescante invade-me!...

1 confronto, uma agitação!

Uma pedra tomba veloz
no lamacento charco das águas moles, unanimistas, monótonas, conformistas - sem talento nem rasgo!

Uma revolta contra a
falsa, bolorenta, putrefacta, "neutralidade" do panorama "informativo" quotidiano


1 gesto contra o entorpecimento

1 antídoto contra
a trivialidade, a mediocridade, a chatice
que grassam pardas

1 grito contra o bocejo

1 abalo
na viscosa pastosidade cinzenta e banal dominante!

1 manifesto contra a palavra pronto-a-vestir!

1 mergulho de excitação fresca e revigorante ...




sexta-feira, 3 de maio de 2013

Papoilas, CIA, talibans, americanos e "Lucy In The Sky With Diamonds"





CIA pagou dezenas de milhões de dólares ao Presidente do Afeganistão

Dezenas de milhões de dólares em dinheiro foram entregues pela CIA ao Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, durante mais de uma década. Grande parte do dinheiro foi para os senhores da guerra e os políticos do regime, muitos com ligações ao tráfico de droga e, em alguns casos, aos Taliban. Objetivo principal era manter o acesso a Karzai e ao seu círculo interno, a fim de garantir a influência da CIA no palácio presidencial.

O presidente Hamid Karzai conversa com o presidente Barack Obama durante o início do jantar no palácio presidencial em Cabul, Afeganistão, 28 de março de 2010. (Official White House Photo by Pete Souza)


Dezenas de milhões de dólares em dinheiro foram entregues pela CIA em malas, mochilas e sacos de plástico de compras ao Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, durante mais de uma década, segundo o diário norte-americano New York Times, que cita antigos e atuais conselheiros do presidente afegão.
O chamado "dinheiro fantasma" servia para adquirir influência para a Agência Central de Inteligência (CIA), mas acabou por promover esquemas de corrupção e alimentar habilidosos senhores da guerra, minando a estratégia de saída de Washington do Afeganistão.
"A maior fonte de corrupção no Afeganistão", disse um oficial americano ", foram os Estados Unidos", segundo o jornal.
A CIA recusa-se a comentar a notícia e o Departamento de Estado dos EUA disse que não comentava no imediato. O New York Times não publicou qualquer comentário de Karzai ou do seu atual gabinete.
"Nós apelidávamo-lo de 'dinheiro fantasma", disse Khalil Roman, chefe de gabinete de Karzai entre 2002 e 2005. "Vinha em segredo e saía em segredo."
Por mais de uma década, o dinheiro era deixado mensalmente no gabinete do presidente afegão.
Distribuir dinheiro é um procedimento padrão da CIA no Afeganistão desde o início da guerra.
Os pagamentos em dinheiro ao gabinete do presidente não parecem estar sujeitos a supervisão e as restrições colocadas sobre a ajuda oficial americana ao país ou programas de assistência formais da CIA, como o financiamento de agências de inteligência afegãs, e não parecem violar as leis norte-americanas, avança o New York Times.
Não havia nenhuma evidência de que Karzai recebia pessoalmente algum do dinheiro, adiantou uma fonte das autoridades afegãs. O dinheiro era tratado pelo seu Conselho de Segurança Nacional, acrescentou.
Funcionários americanos e afegãos, familiarizados com os pagamentos, foram citados como tendo dito que o objetivo principal em fornecer o dinheiro, era para manter o acesso a Karzai e ao seu círculo interno e para garantir a influência da CIA no palácio presidencial, que detém um enorme poder no governo altamente centralizado do Afeganistão .
Grande parte do dinheiro foi para os senhores da guerra e os políticos do regime, muitos com ligações ao tráfico de droga e, em alguns casos, aos Taliban. Autoridades norte-americanas e afegãs citadas afirmam que a CIA apoiou as mesmas redes de clientelismo que diplomatas dos EUA e agentes policiais lutaram para desmontar, deixando o governo nas garras do crime organizado.
Em 2010, Karzai disse que o seu gabinete recebeu dinheiro em sacos do Irão, mas que era uma forma transparente de apoio que ajudou a cobrir as despesas no palácio presidencial. Ele disse na mesma altura que os Estados Unidos fizeram pagamentos similares.



- A partir de:  Esquerda.net




segunda-feira, 29 de abril de 2013

1º Maio




- Lisboa:  14h 30'  - Martim Moniz

- Porto:  15h 30'  -  Av. dos Aliados

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terça-feira, 23 de abril de 2013

25 de Abril














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Comemorações do 25 de Abril


- Iniciativas várias - ver por exemplo: Esquerda.net , 5 dias




segunda-feira, 1 de abril de 2013

Maggie O'Kane ("The Guardian") no "Democracy Now!" com Amy Goodman








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- Maggie O'Kane em entrevista com Amy Goodman no Democracy Now! de 22 de Março, último. Tendo como tema o documentário "James Steele: America's Mystery Man in Iraq", de que M. O'Kane foi produtora (revelando o envolvimento dos EUA, na formação de unidades de comando especiais, esquadrões da morte, na banalização da tortura ...).

- Maggie O'Kane, em resposta a Amy Goodman, informa que a realização do documentário só foi possível devido aos documentos divulgados pela WikiLeaks (em Novembro de 2011) e às informações a que permitiram ter acesso.
(Nomeadamente: informações detalhadas acerca; de centenas de incidentes envolvendo militares americanos e da existência de rede de centros de detenção e tortura. Assim como; a clara indicação de que o Departamento de Estado Americano estava inteiramente a par da situação ...)

- Sem ter a pretensão de fazer qualquer resumo das intervenções de M. O'Kane no Democracy Now!, não resisto, a sublinhar, a sua referência à importância dos documentos divulgados pela WikiLeaks na pesquisa e na realização do documentário, assim como (entre várias outras coisas) a indicação de que os documentos deixam claro que o Departamento de Estado Americano estava inteiramente a par da situação. E, da repetida referência à expressão "Frago 242" (abreviatura de "Fragmentary Order 242") - que representava 1 código ordenando a ocultação da tortura ...



- Devido à sua pertinência citaria algumas declarações de Chomsky, também, no Democracy Now! - de 14 de Maio de 2012 (acerca das divulgações da WikiLeaks):

"NOAM CHOMSKY: Não vejo nada revelado pela WikiLeaks que possa ser considerado  um segredo legítimo. Quero dizer, a WikiLeaks constitui, em si, um serviço à população. Assange deveria ser condecorado com - a medalha presidencial de honra. Assange - assim como o conjunto da toda a operação da WikiLeaks - permitiu informar a população acerca do que os seus representantes eleitos andam a fazer [e todas as pessoas interessadas na verdade, em qualquer lugar do planeta - acrescentaria ...] (...) "






sábado, 23 de março de 2013

Detenção de crianças palestinianas em Hebron (Cisjordânia) pelo exército israelita (a 20 de Março último)







- O grupo israelita de  direitos humanos B'Tselem anunciou ter contactado na manhã de 20 Março de 2013 o Assessor Jurídico do Exército para a Judeia e Samaria, exigindo a sua intervenção de emergência devido à  detenção de várias crianças palestinianas, incluindo várias com idades compreendidas entre os 8 e 10 anos, pelo exército israelita (na manhã referida) em Hebron - Cisjordânia (Palestina). Informações  indicam a prisão pelos soldados israelitas de mais de 20 menores quando estes iam para a escola. Cerca de dez foram mais tarde libertos. O vídeo foi filmado por um activista internacional.

- Mais 1 de infindáveis casos de detenção de crianças palestinianas


- A partir de:  Ma'an News Agency


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- De 29/11/2012:

Comité da ONU denuncia prisões arbitrárias e maus-tratos a crianças palestinianas

29 de Novembro de 2012 · Destaque





Entre 500 e 700 crianças palestinianas são detidas por Israel a cada ano. Sem mandado, casas são cercadas durante a madrugada por soldados israelitas, que lançam granadas de som, disparam, quebram portas, amarram 95% dessas crianças, além de vendar os olhos de 90%. Esses dados constam no relatório divulgado este mês pelo Comité Especial para investigar práticas israelitas que afetam os direitos humanos do povo palestiniano e outros árabes dos territórios ocupados.
O levantamento, feito durante o mês de julho deste ano, regista que os pais não estão autorizados a acompanhar as crianças detidas. Em vez disso, os membros da família são insultados, intimidados e às vezes agredidos fisicamente. O documento afirma que 75% das crianças relatam ter sofrido violência física, 57% dizem que foram ameaçadas e 54% reclamam de abusos verbais e humilhações.
Testemunhas relataram ao Comité Especial que a detenção e transferência de crianças pode durar horas e muitas vezes incluem paragens em colonatos israelitas, postos de fiscalização, postos policiais ou bases militares. Em um dos casos informados ao Comité Especial, duas crianças palestinianas com menos de 18 anos foram levadas para o colonato de Binyamin, onde foram despidas e algemadas em privado, enquanto soldados israelitas e colonos urinaram sobre elas.
Crianças palestinianas detidas não são informadas sobre os seus direitos e, em geral, é-lhes dito que poderão voltar mais cedo para casa se confessarem culpa. Em 87% dos casos de detenção de crianças palestinianas, é negado o direito de pagar fiança e elas ficam detidas até à conclusão do processo.
O Comité Especial foi informado de que 58% das crianças palestinianas detidas confessam a “culpa” durante o interrogatório, enquanto 90% declaram-se culpadas para evitar o prolongamento de suas prisões sem julgamento. Cerca de 30%  são forçadas a assinar documentos em hebraico, língua que não compreendem – em um dos casos relatados ao Comité da ONU, uma criança apanhou e foi ameaçada com ferro quente.
Em 63% dos casos envolvendo detenção de crianças palestinianas, autoridades israelitas pressionam-as  para que se tornem informadoras. Muito dessa pressão dá-se pelo fato de os Tribunais israelitas condenarem 99,74% dos acusados que não se declararam culpados.
Às crianças palestinianas detidas são negados os direitos de ver os pais, ter um advogado e estudar. Elas ficam em celas com adultos e, mesmo com 12 anos, são julgadas por tribunais militares. Para as punir, em 12% dos casos Israel  coloca-as em solitárias.
Enquanto as crianças israelitas devem ter pelo menos 14 anos para receber uma sentença de custódia, com as palestinianas isso acontece a partir dos 12. Um palestiniano é considerado maior de idade aos 16, enquanto um israelita precisa ter 18 anos. Crianças israelitas têm o direito à presença dos pais para que sejam interrogadas e essas sessões são gravadas em vídeo, direitos esses negados às palestinianas.
Crianças israelitas devem ser levadas a um juíz até 24 horas após a detenção — já as palestinianas podem aguardar até quatro dias. Crianças israelitas podem permanecer detidas sem acesso a um advogado por no máximo 48 horas, mas o período para as palestinianas é de 90 dias. Enquanto uma criança israelita pode ficar detida 40 dias sem que as acusações sejam apresentadas, as palestinianas podem permanecer nesta situação por 188 dias. O tempo máximo de espera entre a apresentação das acusações e o julgamento é de seis meses para crianças israelitas; este prazo é  de dois anos para as palestinianas.
De acordo com vítimas e testemunhas, os métodos de interrogatório e as condições prisionais incluem confinamento solitário prolongado, privação de sono, agressões físicas, ameaça e abuso de parentes na frente dos detidos, revistas arbitrárias, além de insultos religiosos e culturais.
Para ler o relatório completo em inglêsclique aqui.

- A partir de:  ONU 




quarta-feira, 20 de março de 2013

Vídeo documentando a, gratuita, agressão de criança palestiniana por militares israelitas. Uma das práticas chocantes do chocante quotidiano (de humilhação e violência) dos palestinianos sofrido no seu próprio território e infligido pela potência colonizadora israelita há dezenas de anos – com absoluta e vergonhosa impunidade









O vídeo, que foi obtido pela organização israelita B’Tselem, documenta 2 oficiais da polícia israelita emboscando, agredindo e pontapeando uma criança palestiniana em Hebron na Cisjordânia (Palestina). A criança, Abd a-Rahman Burqan de 9 anos, aquando da agressão a 29 de Junho de 2012, vive com a família perto dum parque de estacionamento utilizado por colonos israelitas (perto do”Túmulo dos Patriarcas”). O vídeo mostra 1 oficial da polícia israelita a emboscar e agredir a criança (mantendo-a presa no chão) enquanto surge 1 outro - não perdendo tão apreciada oportunidade –, e, juntando-se remata o festim pontapeando a criança. Quem filmou a cena fê-lo quando se apercebeu que algo iria acontecer ao ver o oficial israelita esconder-ser junto ao muro.



- A partir de:  You tube



segunda-feira, 18 de março de 2013

Ainda a guerra do Iraque e o envolvimento dos EUA ...




- Mais, sobre a invasão e a guerra no Iraque e o envolvimento dos EUA; na formação de unidades de comandos especiais, esquadrões da morte e na banalização da tortura ...


- Mais 1 chocante documentário e 1 infindável rol de práticas, sem nome, do "farol da liberdade e da democracia" ...

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(Entrevista a Maggie O'Kane,  Produtora Executiva do documentário)




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(Documentário completo)





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Iraque: Dez anos de guerra provocaram mais de 112.000 mortos

Desde 20 de março de 2003, quando os EUA invadiram o Iraque, já morreram mais de 112.000 civis. Neste domingo, uma explosão matou 10 pessoas na cidade de Bassorá - o atentado já foi reivindicado pela Al-Qaeda. Em entrevista, que aqui divulgamos, Maggie O'Kane fala sobre o documentário do “Guardian”, que expõe a ação dos EUA no conflito sectário no Iraque.






Neste domingo, 17 de março, um carro armadilhado à entrada da cidade iraquiana de Bassorá provocou a morte de, pelo menos, e 16 feridos.

Um estudo, divulgado pelo Iraq Body Count, assinala que desde 20 de março de 2003 já morreram entre 112.017 e 122.438 civis no Iraque. De acordo com o Iraq Body Count, contabilizando combatentes de ambos os lados da guerra e mortes não documentadas, o número total de vítimas mortas no conflito pode ultrapassar as 174.000 pessoas.

Um documentário do jornal britânico “Guardian” (linkado abaixo e disponível no facebook, só em inglês), “James Steele: America's mystery man in Iraq”, expõe o papel dos Estados Unidos no conflito sectário do Iraque.

Em entrevista a Paul Jay do “The Real News Network”, Maggie O’Kane, produtora executiva, fala sobre a história exposta no documentário, sobre o papel do coronel James Steele de apoio à tortura, a esquadrões da morte e no brutal conflito sectário no auge da Guerra do Iraque, sublinhando que os relatórios de Steel eram entregues diretamente a Rumsfeld e Cheney.

A tradução é do coletivo Vila Vudu e está disponível em redecastorphoto.

Maggie O’Kane: Não se discute que o que foi feito lá pode ter sido pensado e planeado para evitar que os insurgentes continuassem a matar soldados dos EUA. Não se discute também se teria sido possível evitar a guerra civil no Iraque. Esses são outros problemas. O que se discute aqui é que a ação de Rumsfeld, que armou um grupo sectário, usando para isso gente como o coronel Steele e o general Petraeus, teve efeitos catastróficos na sociedade iraquiana. No auge daquela guerra civil em 2006, morriam quase 3.000 pessoas por mês, só de vítimas dos confrontos entre grupos sectários. A ação dos norte-americanos, naquele caso, fez do Iraque um inferno. (...)

O pior, de tudo que os EUA fizeram lá foi a decisão de “limpar” o exército e a polícia, extraindo dessas corporações todos os membros do Partido Ba’ath. Se se compara, é mais ou menos como, em 1989, quando, mesmo depois do fim do comunismo, todos, nos países comunistas, eram membros do Partido Comunista. No Iraque aconteceu o mesmo, porque imediatamente antes da intervenção norte-americana tudo – saúde, educação, todas as estruturas do estado estavam sob controle do Partido Ba’ath.

Os EUA, nesse contexto, decidiram “limpar” todas as estruturas, expulsar todos que estivessem no Exército, na Polícia, todos os militares. Claro que muitos, nessas corporações, eram pessoas decentes, que lutavam para sobreviver como podiam, no país que tinham. Os EUA decidiram “limpar” tudo a ferro e fogo. E assim criaram no Iraque um vácuo gigantesco, que só aumentou, até que os EUA descobriram que haviam criado aquele vácuo. Então decidiram “preencher” aquele vácuo, o mais rapidamente possível, com outra força sectária, diferente da anterior. E passaram a armar os sunitas, para que se encarregassem de matar os xiitas, os quais, então, matavam soldados norte-americanos como moscas. (...)

Não sei se os norte-americanos sabiam que o resultado final seria o que temos hoje, nem se procuraram ativamente esse resultado. Não tenho provas que me permitam afirmar que sim, que sabiam que o resultado seria esse e que o procuraram.

Alguém sabia, naquele momento, que aquela estratégia implicava risco grave, que era perigosíssima?

Sabemos, de depoimentos de altos funcionários do governo do Iraque, que aqueles e outros altos funcionários alertaram o general Petraeus, o establishment nos EUA e muitas lideranças políticas nos EUA, no sentido de que não continuassem a armar grupos xiitas sectários; e não entregassem o Ministério do Interior a alguém (como o ministro que já havia sido posto lá pelos EUA) que nutria ódio patológico aos sunitas, Solagh [...] (que perdera 12 membros da família, executados durante o governo de Saddam Hussein [sunita]). Era evidente que aquele homem recebera um poder que não tardaria a explodir, como adiante, de facto, explodiu. Houve inúmeros avisos. O general Petraeus foi diretamente alertado. Todo o establishment político norte-americano foi alertado. Todos os avisos e alertas foram ignorados.

Paul Jay: Por aqui, reza a narrativa oficial que os sunitas eram brutais e violentos (no Iraque), degoladores, torturadores. Praticamente não há noticiário sobre violência xiita contra sunitas (no Iraque). Mas, agora, a sua investigação mostra que o coronel Steele sempre esteve ativo na prática de torturas; e todos os relatórios de Steele eram entregues diretamente a Rumsfeld. Ninguém pode dizer que os mais altos escalões do governo não soubessem do que se passava no Iraque.

Maggie O’Kane: Em certo sentido, foi até pior que isso. O trabalho do hoje aposentado coronel Steel era supervisionar vários dos centros de detenção e tortura. Acreditamos que tenha chegado a haver 13 desses centros, centros secretos de tortura, para onde eram mandados os detidos. Vários desses detidos nada tinham a ver com a insurgência.

Não há dúvidas de que estava implantado ali um processo, uma rotina, na qual a tortura era meio para obter informação de “inteligência humana” [orig. Human Inteligence, HUMINT] que pudesse ser usada pelos norte-americanos e pelos “commandos” especiais de grupos xiitas, coordenados pelos EUA. Em vários sentidos era, sim, processo altamente organizado. Não temos dúvidas – e o documentário comprova – que o coronel Kaufmann, que reportava diretamente ao general Petraeus, e o coronel aposentado Steele sabiam perfeitamente dos centros de tortura e do que lá acontecia e entregaram aos seus superiores listas de pessoas que haviam sido sequestradas e torturadas exclusivamente para extrair informação.

Paul Jay: Tortura é crime de guerra. Vi, no seu documentário, que o coronel Steele não apenas não foi preso e julgado como, de facto, foi condecorado. O seu filme leva à conclusão de que é preciso levar aos tribunais, para julgamento, não só o coronel Steele mas toda a cadeia de comando envolvida nesse tipo de tortura?

Maggie O’Kane: O nosso documentário visa apenas expor factos que puderam ser investigados e confirmados. Em todo o nosso trabalho, a maior dificuldade sempre foi a distância que há entre militares dos EUA nessa área e os commandos de iraquianos que matavam em campo, mesmo que com armamento, munição e espionagem que lhes era fornecida por norte-americanos. Havia uma espécie de “negabilidade à distância”1. Procuramos usar o nosso trabalho de jornalismo de investigação para estabelecer que, sim, havia relações entre eles, ouvir pessoas que viveram dentro desses centros de detenção e tortura sobre as relações que mantinham com militares dos EUA; saber qual, especificamente, era o papel do coronel aposentado Steele e do coronel Kaufmann. Isso feito, o nosso trabalho, como jornalistas, você sabe, foi apenas expor os factos.

Agora, há perguntas a serem feitas. Quero dizer... Uma das perguntas que gostaria de fazer é por que a imprensa-empresa nos EUA – com o devido respeito a vocês – mas... Por que todos relutam em seguir adiante, a partir das provas que reunimos nessa investigação que se estendeu durante 17 meses? Talvez... As pessoas desejem esquecer tudo isso. De facto, não são perguntas que nos caiba fazer, a nós, à equipa com a qual trabalhei. O nosso trabalho é recolher a informação e obter provas e depoimentos de quem viu acontecer. Acho que o filme reúne material substancial para provar que, sim, os EUA têm muitas questões a responder.

Paul Jay: É. Prometo perguntar a uns e outros por aí. Nós, do “The Real News Network” não tivemos e não temos qualquer problema, e acompanhamos regularmente o trabalho de vocês. Mas, sim, não há dúvida, grande parte da imprensa nos EUA não trabalha assim. Vai-se ver, estão todos a fazer o que o presidente Obama mandou: “olhar adiante, não olhar para trás”. Disse também que não permitiria investigação, nem de atividades ilegais. Há muitas provas de que houve tortura em vários casos, nenhum deles objeto de processo ou investigação.

Maggie O’Kane: Um dos factos que comprovámos, ao mesmo tempo fascinante, para qualquer jornalista, e também muito deprimente, é que o coronel Steele começou a trabalhar em El Salvador em 1984, recolhendo informações naquele país e, essencialmente, pelo mesmo processo. Seria importante que os EUA investigassem tudo isso...

Na verdade, trabalhando como correspondente estrangeira e correspondente de guerra, o que se aprende é que... – há um idioma inteiro só de eufemismos, quase tudo que tenha a ver com contrainsurgência e coleta de informações de segurança. Em todos esses casos, fala-se, sempre, de tortura. Estamos a falar, aqui, de iniciar uma guerra civil no Iraque. E digo, como quem fez 17, 18 filmes lá, e sinto que o legado deve ser o que aprendemos dos nossos erros.



1 Sobre “negabilidade” ver Scahill, Jeremy, 21/9/2010, redecastorphoto em: “Blackwater & Co. – A negabilidade total”.



- A partir de:  Esquerda.net



terça-feira, 5 de março de 2013

Em defesa das funções sociais do Estado consagradas na Constituição da República - Petição




(Divulgação)



Em defesa das funções sociais do Estado consagradas na Constituição da República





Petição



- Texto e petição em:  CGTP



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

2 de Março (2)








(39 manifestações, em actualização)

  • Angra do Heroísmo: 15:00, Praça Velha - Evento no Facebook
  • Aveiro:  16:00, Estação CP -> Praça da República - Evento no Facebook
  • Barcelona: 17:00, Consulado de Portugal - 
    Ronda Sant Pere, 7 – Evento no Facebook.
  • Beja: 16:00 no Largo do Museu - Evento no Facebook
  • Boston18:00 na Boston Public Library (700, Boylston Street) –Evento no Facebook
  • Braga15:00 na Avenida Central – Evento no Facebook
  • Budapeste: “Flash mob” – 14:30, Liszt Ferenc tér - Evento noFacebook
  • Castelo Branco: 16:00 Pr. do Município – Evento no Facebook
  • Caldas da Rainha: 14:30 na Praça 25 de Abril – Evento no Facebook
  • Chaves: 16:00 no Largo das Freiras – Evento no Facebook
  • Coimbra: 15:00 Pr. República -> Pr. da Canção –  Evento no Facebook Marés: dos reformados: 14:30 Arcos do Jardim: daCultura: entrada de carga do Gil Vicente
  • Covilhã: 15:00 Pr. do Município – Evento no Facebook 
  • Entroncamento: 16h, em frente à estação da CP – Evento noFacebook
  • Estocolmo:  15:00 “tomar um café no “oscars”, trautear uma canção e bulinar Portugal” – Narvavägen 32 - Evento no Facebook
  • Évora: 16:00 na Pr. Giraldo – Evento no Facebook
  • Faro16:00 - Largo do Carmo/Jardim Catarina Eufémia - Evento no Facebook
  • Funchal: 16:00 na Praça do Município – Evento no Facebook
  • Guarda: 16:00 na Pr. Velha à frente da Sé Catedral - Evento no Facebook
  • Horta: 10:00, Pr. da República - Evento no Facebook
  • Leiria: 16:00 na Fonte Luminosa Evento no Facebook
  • Lisboa: 16:00 na Pr. Marquês de Pombal Evento no Facebook:
(Maré Branca da Saúde: Rua Viriato): 14:30 na Maternidade Alfredo da Costa Evento no Facebook -  Maré de Educação: 14:00 no Minist. da Educação (Av. 5 de Outubro) Evento no Facebook  - Maré dos Reformados: 16:00 na APRe! (Associação de Aposentados, Reformados e Pensionistas – Av da Liberdade, junto ao monum. mortos da Grande Guerra; Mulheres em Marcha – 15h30 – edifício PT Picoas - Facebook;  Maré Arco-Íris – 14h – R. Castilho - Facebook(d)Eficientes Indignados16:00 na esquina da Av. Da Liberdade com a Rua Alexandre Herculano)
  • Londres: 15:00 na Embaixada (11, Belgrave Square, SW1X 8PP) Evento no Facebook
  • Loulé: 16:00 na Pr. República (Mercado Municipal) - Evento no Facebook 
  • Madrid: 17:00 C. Lagasca, 88 – evento no Facebook
  • Marinha Grande: 15:00 Parque da Cerca - Evento no Facebook
  • Paris: 15:00 Consulado Geral de Portugal  rue Georges Berger,  Evento no Facebook.
  • Ponta Delgada: 15:00 Largo 2 de Março -> Rua de Lisboa -> Campo de São Francisco -> Avenida Marginal -> Praça Vasco da Gama -> Portas da Cidade – Evento no Facebook
  • Ponte de Sor: 16:00, Avenida da Liberdade
  • Portalegre: 16.30 horas na Praça da República, Evento no Facebook
  • Portimão: 16:00 Pr Manuel Teixeira Gomes (Casa Inglesa) – Evento no Facebook
  • Porto16:00 na Praça da Batalha - Evento no Facebook  Marés no Porto: Direitos humanos (SOS Racismo), às 16h na praça da Batalha – Evento no Facebook  Cultura, às 16h, à porta do cinema Batalha – Evento no Facebook , Educação, às 15h, junto à DREN (R. António Carneiro) - Evento no FacebookReformados (APRE), às 16h00, na praça da Batalha - Evento no Facebook
  • Santarém: 15:00 no Centro de Emprego, Prc Alves Redol - Evento no Facebook
  • Setúbal: 16:00, Largo José Afonso - Evento no Facebook
  • Sines: 15:00, Rossio - Evento no Facebook
  • Tomar: 15:00 no Jardim em frente ao Colégio-  Evento no Facebook
  • Torres Novas: 14:00 Pr. 5 de Outubro – Grupo no Facebook
  • Viana do Castelo: 15:00 na Praça da República - Evento no Facebook
  • Vila Real: 16:00 Câmara Municipal - Evento no Facebook
  • Viseu: 16:00 Jardim Santa Cristina - Evento no Facebook

- A partir de: aventar



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Entrei numa gruta, Matei um tritão




- Entrei numa gruta
Matei um tritão




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- A tinta caía
No móvel vazio ...




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- "Ergue-te ó Sol de Verão"