quinta-feira, 17 de outubro de 2013

19 de Outubro (2)






- Informação disponível no site da CGTP:




Ao contrário do que está a circular em alguma Comunicação Social, a Ponte 25 de Abril, sábado, está aberta e a funcionar para o trânsito circular. Apenas o acesso a Alcântara será encerrado devido à concentração a partir das 14 horas. Todos a Marchar por Abril; Todos a Alcântara. A CGTP-IN apela a todos que dêem divulgação a este esclarecimento.




















- Informações várias em:  CGTP





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Crónica de 1 sequestro






Artigo de Evo Morales publicado no Le Monde Diplomatique de Agosto de 2013


(divulgação)



"Eu, sequestrado na Europa", por Evo Morales


Neste artigo publicado no Le Monde Diplomatique, Evo Morales narra a sua viagem de Moscovo com destino à Bolívia, interrompida por ordem dos governos submissos aos EUA, entre os quais o português. Para o presidente boliviano, os governos do Velho Continente traíram os valores democráticos que inspiraram gerações.

Artigo | 4 Agosto, 2013 - 12:42 



Morales diz que os governos que não autorizaram a sua passagem "perderam até a capacidade de se reconhecer como colonizados". Foto Alain Bachellier/Flickr


 O último 2 de julho produziu um dos eventos mais insólitos da história do Direito Internacional: a interdição feita ao avião presidencial do Estado Plurinacional da Bolívia de sobrevoar os territórios francês, espanhol, italiano e português, seguida de sequestro, no aeroporto de Viena (Áustria), por catorze horas.

Várias semanas depois, este atentado contra a vida de membros de uma delegação oficial, cometido pelos Estados considerados democráticos e respeitadores da lei, continua a provocar indignação ao mesmo tempo que abundam as condenações de cidadãos, de organizações sociais, de organismos internacionais e de governos por todo o mundo.


O que aconteceu?

Estava em Moscovo, alguns instantes antes do início de uma reunião com Vladimir Putin, quando um assistente me alertou de dificuldades técnicas: era impossível levar-nos até Portugal como estava previsto inicialmente. Mas assim que terminou o encontro com o presidente russo, já tinha ficado claro que o problema não tinha nada de técnico…

Desde La Paz, o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, David Choquehuaca, tratou de organizar uma escala em Las Palmas, na Espanha, e validar um novo plano de voo. Tudo parece em ordem… mas, agora que estamos no ar, o coronel de aviação Celiar Arispe, que comanda o grupo aéreo presidencial e pilotava o avião neste dia, vem ver-me: “Paris retirou nossa autorização de voo! Nós não podemos penetrar no espaço aéreo francês!”. A surpresa era tão grande quanto a sua inquietude: estávamos prestes a cruzar o sul da França.

Podíamos, é claro, tentar regressar à Rússia, mas corríamos o risco de ficar sem combustível. O coronel Arispe fez, então, contato com a torre de controle do aeroporto de Viena para solicitar uma autorização de aterragem de urgência. Que as autoridades austríacas sejam aqui agradecidas por nos dar sinal verde.

Instalado num pequeno escritório que me colocaram à disposição no aeroporto, conversava com meu vice-presidente, Alvaro Garcia Linera e com o ministro Choquehuanca, para decidir o que fazer na sequência e, sobretudo, tentar compreender as razões da decisão francesa, uma vez que o piloto me tinha informado que a Itália também tinha recusado o nosso pedido de entrada no seu espaço aéreo.

Neste momento, recebi a visita do embaixador da Espanha na Áustria, Alberto Carnero. Ele me comunicou que um novo plano de voo para me levar à Espanha havia sido aprovado. Explicou que era necessário fazer, antes de tudo, uma inspeção no avião presidencial. Tratava-se de uma condição sine qua non para a nossa partida em direção à Las Palmas, nas Grandes Canárias.

Quando pergunto sobre as razões de tal exigência, Carnero invocou o nome de Edward Snowden, empregado de uma empresa norte-americano que prestava serviços de espionagem a Washington. Respondi que só o conhecia pelo que era noticiado na imprensa. Lembrei igualmente, ao diplomata espanhol, que meu país respeitava as convenções internacionais: em nenhum caso eu estava tentando extraditar alguém para a Bolívia.

Carnero estava em contato permanente com o subsecretário dos assuntos estrangeiros espanhol, Rafael Mendívil Peydro, que lhe pedia, visivelmente, para insistir.

“Você não inspecionará este avião, tive que reforçar. Se você não acredita que no que eu digo, você está chamando o presidente do Estado soberano da Bolívia de mentiroso.” O diplomata retirou-se para se aconselhar com seu superior, antes de retornar. Pediu-me, então, que o convidasse a tomar um rápido café no avião. “Mas você acha que eu sou um delinquente?” — perguntei. “Se você tentar entrar neste avião será necessário que use a força. E eu não resistirei a uma operação militar ou policial, não tenho meios para tanto.”

Definitivamente assustado, o embaixador descartou a opção da força, não sem antes afirmar que, nestas condições, não poderia autorizar o plano de voo: “Às nove da manhã, indicaremos se vocês podem ou não partir. Por enquanto, vamos discutir com nossos amigos”, explicou. “Amigos?” “Mas que amigos da Espanha são esses que você se refere? A França e a Itália?” Ele recusou-se a responder e saiu…

Aproveitei o momento para discutir com a presidente argentina Cristina Fernández, uma excelente advogada que me aconselha nas questões jurídicas, e também com os presidentes venezuelano e equatoriano, Nicolás Maduro e Rafael Correa, ambos muito inquietos com o assunto.

O presidente Correa ligou várias vezes durante o dia, para saber as novidades. Esta solidariedade deu-me forças: “Evo, eles não têm nenhum direito de inspecionar o seu avião!”, repetiu. Eu não ignorava que um avião presidencial tem o mesmo estatuto de uma embaixada.

Mas estes conselhos e a chegada dos embaixadores da Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América (ALBA) [1] aumentou dez vezes a minha determinação de me mostrar firme. Não, nós não ofereceremos à Espanha ou à qualquer outro país – aos Estados Unidos, ainda menos que aos outros – a satisfação de inspecionar nosso avião. Nós defenderemos a nossa dignidade, a nossa soberania e a honra de nossa pátria, nossa grande pátria. Nós jamais aceitaremos esta chantagem.

O embaixador da Espanha reapareceu. Preocupado, inquieto e nervoso, disse que eu já disponha de todas as autorizações e que podíamos partir. Enfim, decolamos…

A interdição de sobrevoo, decretada de maneira simultânea por quatro países e coordenada pela CIA (Central Intelligence Agency) contra um país soberano, sob o único pretexto que nós talvez estivéssemos a transportar Snowden, atualiza o peso político da principal potência imperial: os Estados Unidos.

Até 2 de Julho (data do nosso sequestro), todos compreendiam que os Estados pudessem dotar-se de agências de segurança, afim de proteger seu território e população. Mas Washington ultrapassou os limites concebíveis. Violando todos os princípios da boa fé e as convenções internacionais, transformaram parte do continente europeu em território colonizado. Um insulto aos direitos do homem, uma das conquistas da Revolução Francesa.

O espírito colonial que conduziu a submissão de tantos países demonstra, mais uma vez, que o império não tolera nenhum limite – nem legal, nem moral, nem territorial. A partir de agora, está claro para o mundo inteiro que, por esta potência, todas as leis podem ser transgredidas, toda a soberania violada, todo o direito humano ignorado.

O poder dos Estados Unidos está claramente nas suas forças armadas, envolvidas em várias guerras de invasão apoiadas por um complexo militar-industrial fora do comum. As etapas das suas intervenções são bem conhecidas: após as conquistas militares, a imposição do livre comércio, de uma concepção singular de democracia, e, enfim, a submissão das populações à voracidade das multinacionais.

As marcas indeléveis do imperialismo – militares ou económicas – desconfiguraram o Iraque, o Afeganistão, a Líbia, a Síria. Alguns destes países foram invadidos por serem suspeitos de portarem armas de destruição em massa ou de abrigar organizações terroristas. Em todos, milhares de seres humanos foram mortos, sem que a Corte Penal Internacional instituísse o mínimo julgamento.

Mas o poder norte-americano provém igualmente de dispositivos subterrâneos de propagação do medo, chantagem e intimidação. Algumas das receitas utilizadas por voluntários de Washington para manter o seu status: a “punição exemplar”, no mais puro estilo colonial que levou à repressão de índios Abya Yala. [2]

Esta prática agora recai sobre os povos que decidiram libertar-se, e sobre os dirigentes políticos que optaram por governar para os humildes. A memória desta política de punição exemplar ainda está viva na América Latina: pensemos nos golpes de Estado contra Hugo Chávez na Venezuela em 2002, contra o presidente hondurenho Manuel Zelaya em 2009, contra Correa em 2010, contra o presidente paraguaio Fernando Lugo em 2012 e, claro, contra nosso governo em 2008, sob a chefia do embaixador Americano na Bolívia, Philip Goldberg [3].

O “exemplo” para que os indígenas, os operários, os trabalhadores do campo, os movimentos sociais, não ousem levantar a cabeça contra as classes dominantes.

O “exemplo”, para curvar os que resistem e aterrorizar os outros. No entanto um “exemplo” que, a partir de agora, conduz os humildes do continente e do mundo inteiro a redobrar seus esforços de unidade para fortalecer suas lutas.

O atentado de que fomos vítimas revela as duas faces de uma mesma opressão contra a qual os povos decidiram se revoltar: o imperialismo e seu gémeo político e ideológico, o colonialismo. O sequestro de um avião presidencial e de seu equipamento – o que tínhamos direito de considerar impensável no século XXI – ilustra a sobrevivência de uma forma de racismo no seio de certos governos europeus. Para eles, os Índios e os processos democráticos ou revolucionários nos quais eles estão engajados representam obstáculos no caminho da civilização.

Este racismo se refugia agora na arrogância e nas explicações “técnicas” mais ridículas para maquilhar uma decisão política nascida num escritório de Washington. Aqui estão os governos que perderam até a capacidade de se reconhecer como colonizados e que tentam proteger a reputação de seu mestre.


Quem diz império, diz colónias

Tendo optado pela obediência às ordens que lhes foram dadas, certos países europeus confirmaram o seu estatuto de país submisso. A natureza colonial da relação entre os Estados Unidos e a Europa foi reforçada após os atentados do 11 de Setembro de 2001 e revelada a todos em 2004, quando tomamos conhecimento da existência de voos ilícitos de aviões militares norte-americanos, transportando supostos prisioneiros de guerra, para Guantánamo ou para prisões europeias.

Sabemos hoje que estes presumidos “terroristas” eram submetidos a tortura; uma realidade que mesmo as organizações de defesa dos direitos humanos silenciam frequentemente. A “Guerra contra o terrorismo” reduziu a velha Europa à classificação de colónia; um ato hostil, que podemos tratar como terrorismo de Estado, coloca a vida privada de milhões de cidadãos à disposição dos caprichos do império.

Mas a ofensa ao Direito Internacional que o nosso sequestro expressa pode constituir um ponto de ruptura. A Europa foi berço das mais nobres ideias: liberdade, igualdade, fraternidade. Ela contribuiu largamente para o progresso científico e à emergência da democracia. Ela não é mais que uma pálida figura de si mesma. Um neo-obscurantismo ameaça os povos de um continente, que séculos atrás, iluminava o mundo com suas ideias revolucionárias e suscitava a esperança.

Nosso sequestro poderia oferecer a todos os povos e governos da América Latina, do Caribe, da Europa, da Ásia, da África e da América do Norte a oportunidade única de constituir um bloco solidário condenando a atitude indigna dos Estados envolvidos nesta violação do direito internacional.

Trata-se também de uma oportunidade ideal de reforçar as mobilizações dos movimentos sociais que desejam construir um outro mundo, de fraternidade e de complementariedade. Cabe aos povos construí-lo.

Estamos certos que os povos do mundo, principalmente os da Europa, lamentam a agressão da qual nós fomos vítimas e que os afeta igualmente. E interpretamos a indignação deles como uma maneira indireta de nos pedirem as desculpas a que se ainda recusam os governos responsáveis. [4]

Notas:

[1] Dos quais são membros: Antigua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua, República Dominicana, São Vicente e Granadinas e a Venezuela. 

[2] Nome dado pelas etnias Kunas do Panamá e da Colômbia ao continente americano antes da chegada de Cristóvão Colombo. Em 1992, esse nome foi escolhido pelas nações indígenas da América para designar o continente.

[3] Sobre estes eventos, consultar a página “Honduras” em nosso site e ler “Estado de Exceção no Equador” de Maurício Lemoine, La valise diplomatique, 1 de Outubro de 2010 e “O Paraguai tomado pela Oligarquia” de Gustavo Zaracho, La valise diplomatique, 19 de Julho de 2010; “Pequena desestabilização específica na Bolívia” de Hernando Calvo Ospina, Le Monde Diplomatique, Junho de 2010.

[4] Lisboa, Madrid, Paris e Roma fizeram um pedido de desculpas oficial tardio para La Paz .



Artigo de Evo Morales, no Le Monde Diplomatique | Tradução Cristiana Martin



A partir de: Esquerda.net







domingo, 22 de setembro de 2013

Sionistas em defesa da liberdade de expressão e de informação ...






(Divulgação)



Fri Sep 20, 2013 10:10AM GMT

Zionist ADL seeks to take down Hispan TV’s YouTube page






The Zionist Anti-Defamation League (ADL) has admitted to playing a key role in taking down the YouTube page of the Iranian English-language news channel Press TV, and revealed that it is also trying to block Iran’s Spanish-language Hispan TV’s page on the popular social media website.


In a posting on its official website, the ADL has confirmed that only one day after YouTube started the live broadcast of Press TV, the officials of the Zionist group contacted the popular video-sharing website, calling for Press TV’s webpage to be taken down, said Press TV’s Newsroom Director Hamid Reza Emadi.

Since July, YouTube has blocked Press TV’s account four times, prompting the news channel to create an alternative page each time to counter the move, he added.

He said that a recent posting on the ADL website indicates that the Zionist institution also seeks to stop the live streaming of Hispan TV on YouTube.

In its piece, the ADL has termed Hispan TV as Iran’s anti-Zionist media arm in Latin America, warning against the channel's role in increasing Iran’s influence in the strategic region, Press TV’s Newsroom director underlined.

He said the Zionist group also claims that the two Iranian TV stations have taken to YouTube in an effort to bypass Western media sanctions on Iran.

Under the sanctions, several satellite providers have pulled the plug on Press TV and its sister network Hispan TV.

The main reason behind the extensive bans on Press TV and Hispan TV by Western satellite providers and YouTube, which seem to have been imposed upon direct orders by the Zionist lobbies in Europe and America, was the considerable rise in the audience of both channels across the world, Emadi noted.

Emadi said Zionist lobbies, which control the world’s biggest TV channels, have spared no effort to restrict broadcasts by the two Iranian channels, and even pressured the European Union into slapping sanctions against him and Mohammad Sarafraz, the head of the IRIB World Service and Press TV’s CEO.

Since January 2012, Press TV has come under mounting pressure from the US and certain European governments - including Britain, France, Germany and Spain - which have taken measures to restrict broadcasts of the alternative channel across the European Union and America.

The move against the Iranian channel has been praised by the Zionist lobby group, American Jewish Committee (AJC).

AR/NN/HMV





(Os destaques, a vermelho, são da minha responsabilidade)



- A partir de: Press TV





sábado, 21 de setembro de 2013

Os EUA continuam a "jogar às escondidas" e a rir-se na cara do mundo ...





(divulgação)



Fri Sep 20, 2013 10:31AM GMT

US to test nukes on same day UN holds nuke disarmament meeting






Mushroom cloud from Castle Bravo, the largest nuclear test conducted by the US in the Marshall Islands




The United States is planning to test nuclear missiles next week on the same day that heads of states and foreign ministers from around the world are to hold a high-level meeting on nuclear disarmament at the United Nations headquarters in New York.



The US has scheduled two test launches for its nuclear-capable Intercontinental Ballistic Missiles (ICBMs) on September 22 and September 26.

The first nuclear missile will be launched one day after the International Day of Peace and the second one is expected to be launched on the same day the UN’s high-level meeting on nuclear disarmament will take place in New York.

“Instead of honoring the significance of these dates and working in good faith to achieve nuclear disarmament, the United States has chosen to schedule two tests of its Minuteman III Intercontinental Ballistic Missile on September 22 and September 26,” Rick Wayman of the Nuclear Age Peace Foundation told the Daily Times.

“We are disappointed that a test launch is scheduled for the same day as the High-Level Meeting on nuclear disarmament at the UN in New York,” Wayman said.

“These missiles are designed to carry nuclear warheads capable of killing thousands of times more people than the chemical weapons used in Syria,” he pointed out.

Washington has accused the government of Syrian President Bashar al-Assad of using chemical weapons in an attack near capital Damascus on August 21.

Damascus has categorically rejected the allegations and even Obama’s top aide, White House chief of staff Denis McDonough, admitted that Washington’s claims were based on a “common-sense test” not any “irrefutable” evidence.

Meanwhile, Russia has said it has evidence which shows militant groups operating in Syria staged the August 21 attack to incriminate the Syrian government.

As Washington plans to go ahead with its plans to test nuclear missiles next week, UN spokesperson Farhan Haq cited the UN Secretary General’s statement on the issue which said, “We should all remember the terrible toll of nuclear tests.”

The US is the only country in the world that has used atomic bombs in war. US atomic bombs were dropped on Hiroshima and Nagasaki in Japan in August 1945.

Last year in September, it was reported that the US government was planning to undertake the costliest modernization of its nuclear arsenal in history.

ISH/HJ




(Os destaques, a vermelho, são da minha responsabilidade)



- A partir de: Press TV







sexta-feira, 20 de setembro de 2013

1 gesto e uma revolta contra a impunidade ...





- Uma vez mais são países da América Latina a tomar iniciativa e a mostrar alguma coragem ...


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(divulgação)



Fri Sep 20, 2013 4:15PM GMT

Bolivia plans legal action against Obama over ‘crimes against humanity’






Bolivia’s President Evo Morales



Bolivia’s President Evo Morales plans to file legal action against the US president for crimes against humanity, condemning Washington’s intimidation tactics after it denied Venezuelan presidential jet entry into US airspace.


“I would like to announce that we are preparing a lawsuit against [US President] Barack Obama to condemn him for crimes against humanity,” President Morales announced at a Thursday press conference in the Bolivian city of Santa Cruz, RT reports.

He further described the American president as a “criminal” who willingly violates international law.

“The US cannot be allowed to continue with its policy of intimidation and blockading presidential flights,” Morales stated.

He added that Bolivia intends to prepare legal action against the US president and file the lawsuit at the International Court.

President Morales has called for an emergency meeting of the Community of Latin American and Caribbean States (CELAC) to confer about the US action, which has been slammed by Venezuela as “an act of intimidation by North American imperialism.”

Additionally, the Bolivian president has implied that the CELAC members should recall their ambassadors from Washington in an effort to convey a strong message to the Obama Administration.

According to the report, Morales further wants to urge member nations of the Bolivarian Alliance for the Americas to boycott the next meeting of the United Nations in New York.

Members of the Alliance include Antigua and Barbuda, Cuba, Dominica, Ecuador, Nicaragua, Venezuela and Saint Lucia.

The anti-US measures called by the Bolivian president comes just months after Morales’s presidential aircraft was denied entry into several Western European countries, forcing it to land in Austria.

The May 2013 incident was widely described as a US-led effort out of a false suspicion that American spy agency whistleblower Edward Snowden may be onboard the aircraft.

At the time Bolivia was among a few countries that offered political asylum to Snowden, a US fugitive and former contract employee of American spy agencies, CIA and NSA, who leaked documents showing massive US electronic spying operations around the globe, including its European and Latin American allies.

Several Latin American heads of state joined Bolivia to censure the illegal move by the European countries, including Italy, France and Spain, which led to their official apologies.

MFB/HSN/SL



- A partir de: Press TV


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"Não viajamos a N.I. como turistas, mas como delegados em representação de 1 país ..."









quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"De Hiroshima à Síria: o inimigo cujo nome não queremos dizer", por John Pilger






(Divulgação)



terça-feira, 17 de setembro de 2013


De Hiroshima à Síria: o inimigo cujo nome não queremos dizer


11/9/2013, [*] John Pilgerjohnpilger blog
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu



Na Grã-Bretanha, o golpe das imagens falsas e de falsas identidades políticas deu menos certo. Lá, parece, começa algum movimento de consciência. Mas que se apressem. Os juízes de Nuremberg foram bem claros: “Qualquer cidadão tem o direito de violar leis domésticas para impedir crimes contra a humanidade e contra a paz”. Toda a honra ao povo da Síria e a incontáveis outros. Os norte-americanos temos muito a aprender com eles.

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Na parede de meu escritório tenho emoldurada a primeira página do jornal Daily Express do dia 5/9/1945 e a manchete: “Escrevo, como um alerta ao mundo”.
Era a primeira linha da matéria de Wilfred Burchett sobre Hiroshima, a primeira que se leu no ocidente, escrita em Hiroshima, 30 dias depois do ataque norte-americano. Foi o furo jornalístico do século. 


Por causa dessa sua longa, perigosa viagem, que desafiou as autoridades da ocupação norte-americana, Burchett foi massacrado, sobretudo por outros jornalistas “incorporados” às tropas norte-americanas. A matéria denunciava que os EUA haviam cometido um ato de assassinato premeditado em massa, em escala gigantesca e iniciado uma nova era de terror.

Hoje, praticamente todos os dias, Burchett tem sua revanche. A criminalidade intrínseca do uso de armas de destruição em massa, que os EUA inauguraram, está todos os dias aí, ao alcance de todos os olhos, nos Arquivos Nacionais dos EUA e em décadas de militarismo camuflado como democracia. O psicodrama em que os EUA vivem mergulhados em tudo que tenha a ver com a Síria exemplifica tudo isso. Mais uma vez, o povo dos EUA foi capturado e é refém de uma ameaça terrorista ainda negada até pelos mais progressistas críticos das políticas dos EUA para o mundo. 

A terrível verdade jamais mencionada nos EUA é que o mais perigoso inimigo da humanidade vive “do lado de cá” do Oceano Atlântico. 

A farsa de John Kerry e as piruetas de Barack Obama são temporárias. O acordo de paz que a Rússia construiu para as armas químicas da Síria logo, e não demora, começará a ser tratado nos EUA com o desprezo que os militaristas dedicam à diplomacia. Agora, com os EUA já aliados à Al-Qaeda, e os golpistas armados pelos EUA já bem instalados no governo do Cairo, os EUA passam a dedicar-se a tentar esmagar os dois últimos estados independentes que restam no Oriente Médio: primeiro a Síria, depois o Irã.

“Essa operação [na Síria]”, disse o ex-ministro de Relações Exteriores da França Roland Dumas, em junho, “é antiga. Começou há muito tempo. Foi preparada, preconcebida e planejada”. Vídeo a seguir (em francês com legendas em inglês):







Num momento em que a opinião pública está “psicologicamente apavorada”, como disse Jonathan Rugman, do Channel 4, tentando explicar a absoluta rejeição, na população britânica, a um ataque militar contra a Síria, é absolutamente urgente e necessário repor, para a discussão pública, o “inimigo cujo nome não se pronuncia” nos EUA.

Não importa quem tenha usado armas químicas nos subúrbios de Damasco. São os EUA – não a Síria – os mais frequentes usuários dessas armas terríveis. Em 1970, o Senador Gaylord Nelson relatou ao Senado que: 
 
Os EUA lançaram sobre o Vietnã uma quantidade produtos químicos tóxicos (dioxina) que correspondeu a 2,73kg [orig. 6 pounds] por cabeça, contra a população. 

Foi a “Operação Hades” [Inferno], cujo nome adiante foi trocado para Operação Ranch Hand [Operação “Mão rancheira”], conforme a campanha de publicidade, que apresentava o uso de agentes químicos desfolhantes, o “agente laranja”, lançado de aviões sobre o Vietnã, como ajuda aos agricultores vietnamitas que estariam enfrentando pragas nas lavouras]; essa é a origem do que muitos médicos no Vietnã e em todo o mundo chamam de “um ciclo de catástrofe fetal”. Eu mesmo vi muitas crianças deformadas. John Kerry, com seu currículo de guerra encharcado de sangue também viu e deve lembrar.

Também vi crianças deformadas no Iraque, onde os EUA usaram armas de urânio baixo-enriquecido e de fósforo branco, como fizeram os israelenses em Gaza, que fizeram chover armas químicas de destruição em massa sobre escolas e hospitais da ONU. Nesses casos, não houve “linha vermelha” de Obama. Nem shows televisionados de piedade pelas vítimas.

O debate repetitivo sobre se “nós” devemos “agir” contra ditadores cuidadosamente selecionados é parte também da lavagem cerebral a que os norte-americanos somos submetidos. Richard Falk, professor emérito de Direito Internacional e Relator Especial da ONU para a Palestina, descreve o processo como: 
 
(...) modo autocomplacente, arrogante, de selecionar só imagens positivas e morais para divulgar valores ocidentais e inocência, e assim validar uma campanha de irrestrita violência política.
 
E é campanha tão ampla que: 

(...) resulta virtualmente indesmentível.   

E a mentira maior de todas é a dos “liberais realistas” na política anglo-norte-americana, de “especialistas” acadêmicos e da mídia, que se ordenam, eles mesmos, gerentes da crise mundial, quando, na verdade, são a causa dela. Os EUA estudam outros povos como se não fossem parte da mesma humanidade; se não servem aos desígnios da potência ocidental, são “estados falhados”, “estados-bandidos” ou “estados do mal” carentes de “intervenção humanitária”.

Um ataque contra a Síria ou contra o Irã ou contra qualquer dos “demônios” que os EUA criam para o mundo se resumiria a variante “da moda”, da tal “Responsabilidade de Proteger”, cujo garoto-propaganda é o ex-ministro australiano de Relações Exteriores, Gareth Evans, co-presidente de um “Centro Global” (Global Centre) que tem sede em New York. Evans e seus bem remunerados lobbyists têm papel crucial na propaganda para arrastar a “comunidade internacional” a atacar países nos casos em que “o Conselho de Segurança rejeita alguma proposta ou não consegue lidar com a ameaça”.

Evans é conhecido. Aparece em meu filme Death of a Nation, de 1994, que desmascara a escala do genocídio no Timor Leste. O sorridente homem de Canberra lá está, erguendo a taça de champagne num brinde ao ministro indonésio, com dois sobrevoando o Timor Leste em avião australiano, depois de terem assinado o tratado para saquear petróleo e gás do país destroçado, onde Suharto, o tirano indonésio, matou a bala ou de fome um terço da população. 

No governo de Obama, “o Fraco”, o militarismo cresceu talvez mais do que nunca antes. Sem que se veja um único tanque nos gramados da Casa Branca, houve um golpe militar em Washington. Em 2008, com seus devotos liberais secando as últimas lágrimas de “decepção”, Obama pôs-se sob o comando do Pentágono de George Bush: assumiu todas as suas guerras e seus crimes de guerra. 

Com a Constituição já substituída por um estado policial emergente, os mesmos que destruíram o Iraque com choque e pavor, que pilharam e saquearam no Afeganistão e que reduziram a Líbia a um pesadelo hobbesiano, são hoje os senhores e mandam e desmandam no governo dos EUA. Hoje, nos EUA, morrem mais soldados por suicídio, que nos campos de batalha. Só no ano passado, 6.500 veteranos de guerra dos EUA suicidaram-se. E haja bandeiras!

O historiador Norman Pollack chama de “fascismo liberal”. “Esses, do passo-de-ganso” – Pollack escreveu, – substituíram qualquer militarização aparentemente menos inócua da cultura nos EUA. E para liderá-los, bombástico, temos hoje o reformador fracassado, aplicadamente dedicado a organizar assassinatos, um a um ou em massa, e sempre exibindo sorriso que, mais branco, impossível”.

Todas as 3ª-feiras [é hoje!], Obama supervisiona pessoalmente uma rede terrorista mundial de drones que esmagam gente “como insetos”, pelo mundo, os que acorram para socorrê-los, os que se aproximem para chorar os mortos e quem mais passe por ali.

Nas zonas de conforto do ocidente, o primeiro presidente negro eleito na terra da escravidão sente-se muito bem, como se só o fato de ele existir já fosse prova de progresso social e apesar das pegadas de sangue que se veem por onde ele pisa. O servilismo com que os norte-americanos curvaram-se ante o símbolo que acreditaram ver na extraordinária eleição de Obama destruiu o movimento antiguerra nos EUA.

Na Grã-Bretanha, o golpe das imagens falsas e de falsas identidades políticas deu menos certo. Lá, parece, começa algum movimento de consciência. Mas que se apressem. Os juízes de Nuremberg foram bem claros: 

Qualquer cidadão tem o direito de violar leis domésticas para impedir crimes contra a humanidade e contra a paz. 

Toda a honra ao povo da Síria e a incontáveis outros. Os norte-americanos temos muito a aprender com eles.


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[*] John Pilger - nasceu em Bondi na área metropolitana de Sydney, Austrália, 9 de outubro 1939. A carreira de Pilger como repórter começou em 1958; ao longo dos anos tornou-se famoso pelos artigos, livros e documentários que escreveu e/ou produziu. Apesar das tentativas de setores conservadores de desvalorizar Pilger, o seu jornalismo investigativo já mereceu vários galardões, tais como a atribuição, por duas vezes, do prêmio de Britain’s Journalist of the Year Awardna área dos dos Direitos Humanos. No Reino Unido é mais conhecido pelos seus documentários, particularmente os que foram rodados no Camboja e no Timor-Leste. Trabalhou ainda como correspondente de guerra em vários conflitos, como na Guerra do Vietnam, no Camboja, no Egito, na Índia, em Bangladesh e em Biafra. Atualmente reside em Londres.



- A partir de:  redecastorphoto





segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ONU – (como é óbvio) a única organização com capacidade e competência para realizar qualquer averiguação e investigação com INDEPENDÊNCIA, LEGALIDADE E CREDIBILIDADE, relacionada com o uso de armas químicas na Síria a 21 de Agosto (ou outro – qualquer que seja o resultado e seja este conclusivo ou não). Assim como qualquer discussão acerca dessa matéria cabe imperiosamente ao Conselho de Segurança. MAIS NADA OU NINGUÉM (ORGANIZAÇÃO, INDIVÍDUO OU PAÍS) TEM MADATO PARA AGIR NA ESFERA INTERNACIOAL!! - EM ABSOLUTO!!!












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ONU – (como é óbvio) a única organização com capacidade e competência para realizar qualquer averiguação e investigação com INDEPENDÊNCIA, LEGALIDADE E CREDIBILIDADE, relacionada com o uso de armas químicas na Síria a 21 de Agosto (ou outro – qualquer que seja o resultado e seja este conclusivo ou não). Assim como qualquer discussão acerca dessa matéria cabe imperiosamente ao Conselho de Segurança. MAIS NADA OU NINGUÉM (ORGANIZAÇÃO, INDIVÍDUO OU PAÍS) TEM MADATO PARA AGIR NA ESFERA INTERNACIOAL!! - EM ABSOLUTO!!!





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- Declarações proferidas pelo porta-voz do Secretário-Geral da ONU em conferência de imprensa realizada a 1 de Setembro, último – imediatamente após o regresso da equipa de especialistas da ONU responsável pela investigação de armas químicas, liderada pelo Dr. Ake Sellström, que permaneceu na Síria de 19 a 31 de Agosto recolhendo amostras e informações (que, 2º informações prestadas no site da ONU, serão enviadas para laboratórios a 2 de Setembro).



Ainda, 2º as informações disponibilizadas no site da ONU:



2 representantes sírios acompanharam o processo”, tendo “todo o processo sido conduzido em estrita observância dos mais elevados padrões de verificação reconhecidos pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW)”.



- Transcrição de excertos da referida conferência de imprensa:



. O porta-voz do Secretário-Geral da ONU afirmou (e reafirmou):



. “Gostaria (…) de reiterar o que já disse, que a missão da ONU é a única capaz de estabelecer de forma imparcial e credível os factos relacionados com qualquer uso de armas químicas, com base em evidências recolhidas directamente no terreno (...)”



“(...) o Secretário-Geral discutiu com o Dr. Sellström como acelerar este processo respeitando sempre [as metodologias que permitam] o estritamente observado pelas normas da OPCW, Organização para a Proibição de Armas Químicas (...)”.



. “(...) vamos apenas repetir o que já disse em várias ocasiões e o que o Secretário-Geral igualmente afirmou por várias vezes; sublinhando a importância da Carta [da ONU]. E, como disse, o Secretário-Geral reitera o papel primordial do Conselho de Segurança na manutenção e no restabelecimento da paz e da segurança internacional.”



. “ (…) não estamos a especificar calendários, estamos simplesmente dizendo que [os procedimentos de investigação] estão-se a desenrolar tão breve quanto possível, sem [todavia] pôr em causa os parâmetros científicos [exigidos]. O Secretário-Geral é obviamente peremptório, tal como o resto da comunidade internacional, no sentido em que se deve conjugar o tempo com a necessidade de respeitar escrupulosamente os procedimentos standardizados de forma a garantir que o processo científico de verificação seja credível. E, para responder à questão que levantou quanto ao anúncio feito pelos EUA de que já tinham o resultado das suas evidências – deixe-me, simplesmente, repetir que a missão da ONU é a única capaz de estabelecer de forma imparcial e credível os factos relacionados com qualquer uso de armas químicas. Com base directa nas evidências recolhidas no local, e no que se relaciona com a cadeia de custódia (...)”






sábado, 31 de agosto de 2013

Imagens da eloquente intervenção de George Galloway no Parlamento britânico a 29 de Agosto (último), que rejeitou qualquer intervenção (militar) ilegal no Síria à margem da ONU – secundando a opinião, esmagadoramente maioritária, da população contra qualquer guerra! …









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- Segue-se uma transcrição de um excerto:



“(...) não há evidências de que o regime [sírio] de Assad seja responsável por este crime, ainda. Não que ele não seja suficientemente capaz de o fazer Mr. Speaker [em resposta a uma intervenção], é do conhecimento geral que o é. A questão é: é ele suficientemente louco para o fazer? Para lançar 1 ataque com armas químicas em Damasco no mesmo dia em que a equipa de inspecção para o uso de armas químicas da ONU chega a Damasco [em colaboração com o governo sírio]?. Tal deve corresponder a uma nova definição de loucura! E, é claro, se ele é louco a esse ponto, quão louco será aquele que tiver lançado saraivadas de mísseis Tomahawk sobre o seu país? (...)”




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

"Se o governo dos EUA estivesse realmente interessado em fomentar a paz e promover a responsabilidade, deveria pedir desculpas e indemnizar as vítimas do seu próprio uso de armas químicas em todo o mundo ..."





(divulgação)



Tuesday, August 27, 2013


Killing Civilians to Protect Civilians in Syria

 
By Marjorie Cohn and Jeanne Mirer

 
The drums of war are beating again. The Obama administration will reportedly launch a military strike to punish Syria’s Assad government for its alleged use of chemical weapons. A military attack would invariably kill civilians for the ostensible purpose of showing the Syrian government that killing civilians is wrong. “What we are talking about here is a potential response . . . to this specific violation of international norms,” declared White House press secretary Jay Carney. But a military intervention by the United States in Syria to punish the government would violate international law.

For the United States to threaten to and/or launch a military strike as a reprisal is a blatant violation of the United Nations Charter. The Charter requires countries to settle their international disputes peacefully. Article 2(4) makes it illegal for any country to either use force or threaten to use force against another country. Article 2(7) prohibits intervention in an internal or domestic dispute in another country. The only time military force is lawful under the Charter is when the Security Council approves it, or under Article 51, which allows a country to defend itself if attacked. “The use of chemical weapons within Syria is not an armed attack on the United States,” according to Notre Dame law professor Mary Ellen O’Connell.

The United States and the international community have failed to take constructive steps to promote peace-making efforts, which could have brought the crisis in Syria to an end. The big powers instead have waged a proxy war to give their “side” a stronger hand in future negotiations, evaluating the situation only in terms of geopolitical concerns. The result has been to once again demonstrate that military solutions to political and economic problems are no solution at all. In the meantime, the fans of enmity between religious factions have been inflamed to such a degree that the demonization of each by the other has created fertile ground for slaughter and excuses for not negotiating with anyone with “blood on their hands.”

Despite U.S. claims of “little doubt that Assad used these weapons,” there is significant doubt among the international community about which side employed chemical weapons. Many view the so-called rebels as trying to create a situation to provoke U.S. intervention against Assad. Indeed, in May, Carla del Ponte, former international prosecutor and current UN commissioner on Syria, concluded that opposition forces used sarin gas against civilians.

The use of any type of chemical weapon by any party would constitute a war crime. Chemical weapons that kill and maim people are illegal and their use violates the laws of war. The illegality of chemical and poisoned weapons was first established by the Hague regulations of 1899 and Hague Convention of 1907. It was reiterated in the Geneva Convention of 1925 and the Chemical Weapons Convention. The Rome Statute for the International Criminal Court specifically states that employing “poison or poisoned weapons” and “asphyxiating, poisonous or other gases, and all analogous liquids, materials or devices” are war crimes, under Article 8. The prohibition on the use of these weapons is an international norm regardless of whether any convention has been ratified. As these weapons do not distinguish between military combatants and civilians, they violate the principle of distinction and the ban on weapons which cause unnecessary suffering and death contained in the Hague Convention. Under the Nuremberg Principles, violations of the laws of war are war crimes.

The self-righteousness of the United States about the alleged use of chemical weapons by Assad is hypocritical. The United States used napalm and employed massive amounts of chemical weapons in the form of Agent Orange in Vietnam, which continues to affect countless people over many generations. Recently declassified CIA documents reveal U.S. complicity in Saddam Hussein’s use of chemical weapons during the Iran-Iraq war, according to Foreign Policy: “In contrast to today's wrenching debate over whether the United States should intervene to stop alleged chemical weapons attacks by the Syrian government, the United States applied a cold calculus three decades ago to Hussein's widespread use of chemical weapons against his enemies and his own people. The Reagan administration decided that it was better to let the attacks continue if they might turn the tide of the war. And even if they were discovered, the CIA wagered that international outrage and condemnation would be muted.”

In Iraq and Afghanistan, the United States used cluster bombs, depleted uranium, and white phosphorous gas. Cluster bomb cannisters contain tiny bomblets, which can spread over a vast area. Unexploded cluster bombs are frequently picked up by children and explode, resulting in serious injury or death. Depleted uranium (DU) weapons spread high levels of radiation over vast areas of land. In Iraq, there has been a sharp increase in Leukemia and birth defects, probably due to DU. White phosphorous gas melts the skin and burns to the bone. The Geneva Convention Relative to the Protection of Civilian Persons in time of War (Geneva IV) classifies "willfully causing great suffering or serious injury to body or health" as a grave breach, which constitutes a war crime.

The use of chemical weapons, regardless of the purpose, is atrocious, no matter the feigned justification. A government’s use of such weapons against its own people is particularly reprehensible. Secretary of State John Kerry said that the purported attack by Assad’s forces “defies any code of morality” and should “shock the conscience of the world.” He went on to say that “there must be accountability for those who would use the world’s most heinous weapons against the world’s most vulnerable people." 

Yet the U.S. militarily occupied over 75% of the Puerto Rican island of Vieques for 60 years, during which time the Navy routinely practiced with, and used, Agent Orange, depleted uranium, napalm and other toxic chemicals and metals such as TNT and mercury. This occurred within a couple of miles of a civilian population that included thousands of U.S. citizens. The people of Vieques have lived under the colonial rule of the United States now for 115 years and suffer from terminal health conditions such as elevated rates of cancer, hypertension, respiratory and skin illnesses and kidney failure. While Secretary Kerry calls for accountability by the Assad government, the U.S. Navy has yet to admit, much less seek atonement, for decades of bombing and biochemical warfare on Vieques.

The U.S. government’s moral outrage at the use of these weapons falls flat as it refuses to take responsibility for its own violations.

President Barack Obama admitted, “If the U.S. goes in and attacks another country without a UN mandate and without clear evidence that can be presented, then there are questions in terms of whether international law supports it . . .” The Obama administration is studying the 1999 “NATO air war in Kosovo as a possible blueprint for acting without a mandate from the United Nations,” the New York Times reported. But NATO’s Kosovo bombing also violated the UN Charter as the Security Council never approved it, and it was not carried out in self-defense. The UN Charter does not permit the use of military force for “humanitarian interventions.” Humanitarian concerns do not constitute self-defense. In fact, humanitarian concerns should spur the international community to seek peace and end the suffering, not increase military attacks, which could endanger peace in the entire region.

Moreover, as Phyllis Bennis of the Institute for Policy Studies and David Wildman of Human Rights & Racial Justice for the Global Ministries of the United Methodist Church wrote, “Does anyone really believe that a military strike on an alleged chemical weapons factory would help the Syrian people, would save any lives, would help bring an end to this horrific civil war”?

Military strikes will likely result in the escalation of Syria’s civil war. “Let’s be clear,” Bennis and Wildman note. “Any U.S. military attack, cruise missiles or anything else, will not be to protect civilians – it will mean taking sides once again in a bloody, complicated civil war.” Anthony Cordesman, military analyst from the Center for Strategic and International Studies, asks, “Can you do damage with cruise missiles? Yes. Can you stop them from having chemical weapons capability? I would think the answer would be no.”

The United States and its allies must refrain from military intervention in Syria and take affirmative steps to promote a durable ceasefire and a political solution consistent with international law. If the U.S. government were truly interested in fomenting peace and promoting accountability, it should apologize to and compensate the victims of its own use of chemical weapons around the world.




Marjorie Cohn is a professor at Thomas Jefferson School of Law, former president of the National Lawyers Guild (NLG), and deputy secretary general of the International Association of Democratic Lawyers (IADL). New York attorney Jeanne Mirer is president of the IADL and co-chair of the NLG’s International Committee. Both Cohn and Mirer are on the board of the Vietnam Agent Orange Relief and Responsibility Campaign.




- A partir de:  Marjorie Cohn



(Os destaques a vermelho são da minha responsabilidade)



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Obama sabe que está a lutar ao lado da al-Qaeda?" - Robert Fisk




(divulgação)


Obama sabe que está a lutar ao lado da al-Qaeda?

Enquanto os norte-americanos dronam a al-Qaeda até o osso no Iémen e no Paquistão, os mesmos norte-americanos, com a ajuda dos senhores Cameron, Hollande e outros políticos-generalecos, estarão a ajudá-los na Síria, matando inimigos da al-Qaeda. Publicado no Independent.


Se Barack Obama decidir atacar o regime sírio, terá conseguido – pela primeira vez na história – pôr os EUA como aliados da al-Qaeda.

Que aliança! Não eram os Três Mosqueteiros que gritavam “um por todos, todos por um” cada vez que saíam procurando briga? Os estadistas ocidentais deveriam repetir o mote, se – ou quando – saírem para atacar Bashar al-Assad.

Os homens que destruíram tantos milhares no 11 de setembro, estarão a lutar ombro a ombro com a mesma nação cujos inocentes eles mataram há quase exatamente 12 anos. Que grande feito para o currículo de Obama, Cameron, Hollande e o resto dessas miniaturas de senhores da guerra!

Claro que nada disso se tornará material de propaganda para o Pentágono nem para a Casa Branca – nem, imagino, para a al-Qaeda! – embora todos esses só pensem em destruir Bashar. A Frente Nusra, também, um dos ramos da al-Qaeda. Mas a coisa levanta algumas possibilidades interessantes.

Talvez os norte-americanos devam pedir ajuda aos serviços de informações da al-Qaeda. Afinal, os rapazes da al-Qaeda são os únicos que têm “botas no terreno” por lá. E se há coisa que os norte-americanos não querem é pôr o próprio pé ali. E, quem sabe, a al-Qaeda poderá sugerir alguns alvos ao país que costuma dizer que os apoiantes da al-Qaeda, mais do que os sírios, são os bandidos mais procurados do mundo.

Haverá algumas ironias, claro. Enquanto os norte-americanos dronam a al-Qaeda até o osso no Iémen e no Paquistão – dronada, claro, com vários civis, como sempre – os mesmos norte-americanos, com a ajuda dos senhores Cameron, Hollande e outros políticos-generalecos, estarão a ajudá-los na Síria, matando inimigos da al-Qaeda. 

Porque você pode apostar o seu último dólar que o único alvo que os americanos não atacarão será a al-Qaeda ou a Frente al-Nusra.

 

 Mercenários da Frente al-Nusra, braço armado da al-Qaeda atuando na Síria


E nosso Primeiro-Ministro aplaudirá o que quer que os norte-americanos façam... o que fará dele, também, mais um aliado da al-Qaeda... porque com certeza já esqueceu os ataques da al-Qaeda em Londres. 

É possível – porque os governantes modernos já não têm memória institucional – que Cameron tenha esquecido completamente o quanto são similares os sentimentos que ele próprio e Obama manifestam e os manifestados por Bush e Blair há uma década: as mesmas certezas, enunciadas com a mesma autoconfiança, mas sem qualquer prova que lhes dê credibilidade.

No Iraque, fomos à guerra movidos por mentiras distribuídas por bandidos e mentirosos conhecidos. Dessa vez, é guerra movida a YouTube. Não significa que as imagens terríveis de civis intoxicados e mortos por gás sejam falsas. Significa que todas as provas que provem coisa diferente do que se disse daquelas imagens terão de ser suprimidas.

Por exemplo, ninguém jamais se interessará pelas repetidas notícias que se lêem em Beirute, de que três membros do Hezbollah – que lutavam ao lado do Exército Sírio em Damasco – foram ao que parece atingidos pelo mesmo gás, no mesmo dia, ao que parece, em túneis. Agora, estão em tratamento num hospital em Beirute. 

Quer dizer então que, se o governo sírio usou gás... como é possível que tenha atingido homens do Hezbollah? O gás escapou-lhes pela culatra?

E já que estamos falando de memória institucional, levante a mão qualquer dos nossos estadistas, se souber dizer o que aconteceu da última vez que os norte-americanos cruzaram armas com o exército sírio. Aposto que nenhum deles sabe. 

Bem... Aconteceu no Líbano, quando a Força Aérea dos EUA resolveu bombardear mísseis sírios no Vale do Bekaa, dia 4/12/1983. Lembro perfeitamente, porque eu estava aqui no Líbano. Um bombardeiro A-6 de combate dos EUA foi atingido por um míssil Strela, sírio – fabricado na Rússia, naturalmente – e espatifou-se no vale do Bekaa. O piloto, Mark Lange, morreu; o co-piloto, Robert Goodman, foi preso e metido numa cadeia em Damasco. Jesse Jackson teve de ir à Síria, para levá-lo para casa, depois de quase um mês, voando numa nuvem de clichês sobre “pôr fim ao ciclo de violência”. 

Outro avião dos EUA – dessa vez um A-7 – também foi derrubado por fogo sírio, mas o piloto conseguiu ejetar-se no Mediterrâneo, de onde foi “pescado” por pescadores libaneses. O avião foi destruído.


Sim, sim, dizem-nos que será um ataque rápido contra a Síria, um ou dois dias, ir e vir. É o que Obama deseja supor. Mas... E o Irão? E o Hezbollah? 

Para mim – se Obama insistir e for – desta vez será ir e fugir correndo.


Artigo publicado no Independent a 27/8/2013. Tradução de Vila Vudu para a redecastorphoto


Robert Fisk

Jornalista inglês, correspondente do jornal “The Independent” no Médio Oriente. Vive em Beirute, há mais de 30 anos


- A partir de: esquerda.net





segunda-feira, 26 de agosto de 2013

“52 anos após o início do programa de armas químicas [como o Napalm e o Agente Laranja] – um dos legados mais vergonhosos da guerra americana contra o Vietname – o Agente Laranja continua a envenenar o país e as pessoas expostas aos produtos químicos (...)”





- Passados 52 anos após o início do uso maciço de armas químicas pelos EUA na guerra do Vietname (uso, e assunto, com que, por certo, Mr. Kerry (actual Secretário de Estado dos EUA) enquanto militar que passou pelo Vietname (o que lhe valeu uma lista considerável de medalhas de combate por serviços prestados na guerra), deve estar familiarizado. Talvez, mesmo, enquanto testemunha ocular do estertor que tais armas químicas lançadas pelo seu país provocaram nas populações civis indefesas do Vietname…), o Agente Laranja lançado e utilizado com o objectivo de destruir os recursos alimentares (e naturais) do povo vietnamita durante a guerra, continua a fazer “estragos”. Cerca de 80 milhões de litros de Agente Laranja foram lançados no Vietname pelos EUA, além, é claro, do Napalm lançado em massa; queimando, directamente, florestas, povoações, homens, mulheres e crianças …

- Os efeitos da toxicidade do Agente Laranja (e das dioxinas a ele associado) persistem. O nº de vítimas da ocupação e da guerra do Vietname após 52 anos e várias gerações passadas, em consequência da contaminação química dos solos e recursos alimentares, ainda não cessou ...

- De referir ainda que da referida guerra resultaram cerca de 4 milhões de mortos ...

- Segue-se 1 texto de Marjorie Cohn, evocativo do acontecimento (publicado no seu site e daí retirado), antecedido de uma tradução de algumas passagens.


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“A luta continua: visando a compensação para as vítimas vietnamitas do Agente Laranja, 52 anos passados



Assinala-se hoje [10 de Agosto de 2013] o 52º aniversário do início do programa de armas químicas no Vietname, um longo período sem qualquer acção suficientemente correctiva pela parte do governo dos EUA. Um dos legados mais vergonhosos da guerra americana contra o Vietname, o Agente Laranja continua a envenenar o Vietname, assim como as pessoas expostas aos produtos químicos, bem como aos seus descendentes.

Durante mais de 10 anos, de 1961 a 1975, a fim de negar alimento e protecção àqueles considerados “o inimigo”, os EUA provocaram a desfolhagem da terra e das florestas do Vietname com produtos químicos conhecidos como Agente Laranja. Estes químicos contêm [teores elevados de um subproduto] – a substância química [orgânica] mais tóxica conhecida pela ciência. Milhões de pessoas foram expostas ao Agente Laranja estimando-se hoje que três milhões de vietnamitas continuam a sofrer os efeitos desses químicos desfolhantes.

Além dos milhões de vietnamitas que continuam a ser afectados por este veneno mortal, dezenas de milhar de soldados norte americanos também são afectados. Causando defeitos congénitos em centenas de milhar de crianças no Vietname e nos Estados Unidos – ou seja, a segunda e terceira gerações daqueles que foram expostos ao Agente Laranja décadas atrás. Evidências médicas indicam que certos cancros (por exemplo o Linfoma não-Hodgkin [cancro que afecta os linfócitos], diabetes (tipo II), Espinha Bífida em crianças, além de outros defeitos congénitos graves estão associados à exposição.

A peugada mortal deixada pelo Agente Laranja no ambiente natural do Vietname inclui a destruição de mangais e a contaminação a longo prazo do solo, especialmente nos chamados “pontos quentes” perto de antigas bases militares dos EUA.
(…)
Os EUA não querem admitir que o uso de químicos tóxicos como arma de guerra contra populações civis viola as leis da guerra (…). Estas leis da guerra estão consagradas na Convenção de Haia e nos princípios de Nuremberga e estão codificados nas Convenções de Genebra de 1949 e no Protocolo Opcional de 1977, bem como no estatuto do Tribunal Penal Internacional.
(...)”


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Saturday, August 10, 2013


The Struggle Continues: Seeking Compensation for Vietnamese Agent Orange Victims, 52 Years On


By Marjorie Cohn and Jeanne Mirer

Today marks the 52nd anniversary of the start of the chemical warfare program in Vietnam, a long time with NO sufficient remedial action by the U.S. government. One of the most shameful legacies of the American War against Vietnam, Agent Orange continues to poison Vietnam and the people exposed to the chemicals, as well as their offspring.

For over 10 years, from 1961 to 1975, in order to deny food and protection to those deemed to be "the enemy," the United States defoliated the land and forests of Vietnam with the chemicals known as Agent Orange. These chemicals contained the impurity of dioxin - the most toxic chemical known to science. Millions of people were exposed to Agent Orange and today it is estimated that three million Vietnamese still suffer the effects of these chemical defoliants.

In addition to the millions of Vietnamese who continue to be affected by this deadly poison, tens of thousands of U.S. soldiers are also affected. It has caused birth defects in hundreds of thousands of children in Vietnam and the United States - that is, the second and third generations of those who were exposed to Agent Orange decades ago. Medical evidence indicates that certain cancers (for example, soft tissue non-Hodgkin's Lymphoma), diabetes (type II), and in children spina bifida and other serious birth defects, are attributable to the exposure.

The deadly mark left by Agent Orange on the natural environment of Vietnam includes the destruction of mangrove forests and the long-term poisoning of soil especially in the known "hot spots" near former U.S. military bases.

Surviving Vietnam veterans in the United States, after many years of organized action, have finally achieved limited compensation from our government for some illnesses they suffer due to Agent Orange poisoning. While this struggle continues, the three million surviving Vietnamese victims have received no such compensation or any humanitarian aid from the U.S. government. Nor have the children of the vast majority of U.S. veterans suffering from Agent Orange-related birth defects received any medical or other assistance.

The United States does not want to admit that its use of chemicals with poison as weapons of war on civilian populations violates the laws of war, which recognize the principle of distinction between military and civilian objects, requiring armies to avoid civilian targets. These laws of war are enshrined in the Hague Convention and the Nuremberg principles, and are codified in the Geneva Conventions of 1949 and the Optional Protocol of 1977, as well as the International Criminal Court statute.

The use of Agent Orange on civilian populations violates the laws of war; yet no one has been held to account. Taxpayers pick up the tab of the Agent Orange Compensation fund for U. S. Veterans at a cost of 1.52 billion dollars a year. The chemical companies, most specifically Dow and Monsanto, which profited from the manufacture of Agent Orange, paid a pittance to settle the veterans' lawsuit to compensate them, as the unintended victims, for their Agent Orange-related illnesses. But the Vietnamese continue to suffer from these violations with almost no recognition, as do the offspring of Agent Orange-exposed U.S. veterans and Vietnamese-Americans.

Our government has a moral and legal obligation to compensate the people of Vietnam for the devastating impact of Agent Orange, and to assist in alleviating its effects. Indeed, the U.S. government recognized this responsibility in the Peace Accords signed in Paris in 1973, in which the Nixon administration promised to contribute $3 billion dollars toward healing the wounds of war, and to post-war reconstruction of Vietnam. But that promise remains unfulfilled.

For the past 52 years, the Vietnamese people have been attempting to address this legacy of war by trying to get the United States and the chemical companies to accept responsibility for this ongoing nightmare. An unsuccessful legal action by Vietnamese victims of Agent Orange against the chemical companies in U.S. federal court, begun in 2004, has nonetheless spawned a movement to hold the United States accountable for using such dangerous chemicals on civilian populations. The movement has resulted in pending legislation, H.R. 2519, The Victims of Agent Orange Relief Act of 2013, which provides medical, rehabilitative and social service compensation to the Vietnamese victims of Agent Orange, remediation of dioxin-contaminated "hot spots," and medical services for the children of U. S. Vietnam veterans and Vietnamese-Americans who have been born with the same diseases and deformities.

Last year on the 51st anniversary of the beginning of the U.S. chemical war on Vietnam, we requested people around the world to observe 51 seconds of silence in memory of those who suffered and suffer from the effects of Agent Orange, and after the silence to take at least 51 seconds of action to support the struggle. This year again we urge you to reflect on the ongoing tragedy and take action by ensuring that your Congressional representative co-sponsors H.R. 2519, introduced by Rep. Barbara Lee.



Marjorie Cohn is a professor at Thomas Jefferson School of Law and former president of the National Lawyers Guild. Jeanne Mirer, a New York attorney, is president of the International Association of Democratic Lawyers. They are both on the board of the Vietnam Agent Orange Relief and Responsibility Campaign.



- A partir de: Marjorie Cohn